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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

26
Jul21

52 perguntas | 30 # Músicas que te fazem dançar

Eu não sou pessoa de dançar... Alías não gosto, não tenho jeito, fico sempre cheia de vergonha. Por isso, não consigo identificar aqui as músicas que me façam dançar de forma descontraída.

Perante esta minha incapacidade, vou apenas colocar aqui algumas músicas que me fazem balançar o tronco ou bater o pé quando as ouço.

Get lucky (Daft Punk)

10 years (Daði og Gagnamagnið)

Soldi (Mahmood)

She got me (Luca Hänni)

Wuthering Heights (Kate Bush)

Don't speak (No Doubt)

La isla bonita (Madona)

23
Jul21

Opinião | "Sem medo do destino" (D.C. Detectives #1) de Nora Roberts

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Nora Roberts é uma autora de conforto. Recorro aos livros dela para intercalar com leituras mais pesadas, quando quero leituras com finais felizes, quando quero ler histórias de amor com alguma intensidade. 

"Sem medo do destino" conjuga romance e um lado mais policial. Há um serial killer à solta e a polícia une esforços com a psiquiatra para tentarem encontrar o responsável. Tudo o resto da história envolve um certo grau de previsibilidade, contudo esta característica não interfere com o grau de entretenimento que o livro promove. 

Sim, é um livro que entretém e que permite que a nossa mente desligue. Não aborda temas profundos, não exige reflexões existenciais... Também não é um livro que estimule grandes discussões interiores. 
O modus operandi da pessoa responsável pelos crimes é interessante, mas acho que merecia mais exploração. Consegui perceber as motivações, a contextualização da responsabilidade; porém, se eu tivesse acesso a mais informação, a uma maior exploração da vida e da pessoal na qual se tornou teria favorecido a experiência de leitura.

Para além desta parte policial, há um romance intenso que vai crescendo. Foi interessante cruzarem duas personagens com ideias distintos e com visões dispares em relação à pessoa responsável pelos crimes. As divergências encaixaram-se e as coisas, tal como o esperado, alinharam-se de forma positiva. 

É uma boa leitura de praia, mas está longe de ser um dos meus preferidos da Nora Roberts.

Classificação

21
Jul21

Vale a pena ler # 5 | "Mil sóis resplandecentes" de Khaled Hosseini

"Mil sóis resplandecentes" de Khaled Hosseini marcou-me de uma forma especial. Lembro-me muitas vezes deste livro quando me pedem para indicar um livro preferido. 
Recordou-se de Nana ter dito um dia que cada floco de neve era um suspiro soltado por uma mulher magoada algures no mundo. Que todos os suspiros subiam para o céu, se reuniam em nuvens e depois se desfaziam em minúsculos pedaços, caindo silenciosamente sobre as pessoas cá em baixo.
Em lembrança do que sofrem as mulheres como nós, dissera ela. De como suportamos silenciosamente tudo o que nos cai em cima.
Khaled Hosseini, Mil sóis resplandecentes

Foram vários os fatores que contribuíram para que este livro ganhasse um lugar especial no meu coração. Laila e Mariam são duas mulheres com uma força especial. Mesmo sendo criadas pelo ponto de vista de um homem, elas trazem-nos realismo, feminismo, direitos humanos e uma bonita amizade. A sensibilidade de Khaled tornou possível esta criação. 

Foi o primeiro livro que li do escritor e conquistou-me. Trouxe o livro da biblioteca, mas quero tê-lo na estante porque é um livro intemporal. 

2.jpgJá leste o livro? 
Partilha dos teus sentimentos em relação ao mesmo e mostra-me que também achas que é um livro que vale a pena ser lido. 

19
Jul21

52 perguntas | 29 # Animal favorito

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Eu adoro animais. São de fácil convivência e o amor deles é incondicional.

Tive um cão quase 15 anos. Estabeleci uma ligação muito, muito especial com ele. Brinquei com ele, enquanto ele conseguiu. Acompanhei-o na velhice e ouvi cada uma das suas dores. Fará dois anos em agosto que ele deixou de estar presente fisicamente, mas permanecerá sempre como uma boa lembrança dentro de mim. Recordo muito acontecimentos da minha vida em que ele esteve presente. 

Não conseguiu voltar ter mais nenhum cão. Já enquanto ele era vivo, uma gata adotou-nos e hoje o espaço é dela. Talvez um dia volte a adotar mais algum cão e possa viver mais coisas boas com ele. 

16
Jul21

Opinião | "Fantasmas do passado" de Minette Walters

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Fantasmas do passado era um livro totalmente desconhecido para mim. Cruzei-me com ele nos destaques da biblioteca e achei que poderia ser um leitura interessante. O facto de ter um desafio direcionado para este género de livros também ajudou a ponderar esta escolha. 

O livro tem uma história complexa. Um professor universitário que gosta de refletir sobre as injustiças do tribunal. E é esta a base de todo o livro. Tentar perceber onde mora a injustiça de um crime que aconteceu há mais de 30 anos e levou à condenação de um inocente. Tirando o primeiro capítulo que é narrado nos anos 70, todo o resto do livro é narrado no momento presente da ação e acho que isso retirou muito dinamismo à história. Aliás, permaneceu em mim, em muitos dos momentos, uma leve sensação de aborrecimento que transformava o meu ritmo de leitura. Lia devagar e a sensação era de que não sai do mesmo sítio. 

Um elemento interessante é o acesso aos relatórios dos depoimentos, às notícias publicadas e partes do capítulo do professor universitário Hughes. São elementos que oferecem algum dinamismo ao livro e que permitem a aceder a diferente tipo de informação; aspetos que interferiram positivamente na minha relação com o livro.

A narrativa vai-se arrastando enquanto as personagens vão tentando compreender o que aconteceu no passado. Vão desenterrando alguns acontecimentos, desconstruindo o comportamento atual de algumas personagens... Mas tudo se vai desenrolando de forma demasiado lenta. Falta suspense que crie dependência. Esta ausência de suspense torna a leitura demasiado aborrecida e deixa a sensação de que nada de relevante irá acontecer. O livro beneficiaria com uma alternância entre presente e passado. Acho que a existência de capítulos que nos mostrassem os acontecimentos do passado seriam essenciais para oferecer ao livro outra atmosfera.

O livro aborda temas como a violação, o preconceito, os bairros sociais, a deficiência mental... Tem passagens muito interessantes onde estes temas estão inseridos em situações que me fizeram refletir sobre os comportamentos individuais e os comportamentos da comunidade. Como é que se alimenta o preconceito? Como é que se condena o futuro de uma jovem? Como é as amizades nos podem oferecer o pior da condição humana? Que adultos escolhemos ser com base no nosso passado? Mais do que os acontecimentos e as experiências adversas pelas quais podemos passar, nós somos aquilo que escolhermos fazer com tudo o que vivemos. Mas será o contexto nos permite sempre fazer essa escolha? São perguntas que me foram surgindo ao longo da leitura.

Para os leitores que apreciam um estilo de thriller mais lento, sem suspense e sem tensão psicológica este poderá ser um livro capaz de proporcionar uma boa leitura. Mas como gosto sempre de reforçar, só poderás construir a tua opinião se deres uma oportunidade ao livro. 

Classificação

15
Jul21

Inquietação #8 | Fui enganado(a)

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Muito se fala do marketing associado ao mundo dos livros. São várias as vozes que se manifestam contra determinadas capas, contra determinados títulos... Um sem fim de aspetos que dificultam a comunicação entre leitores e o mundo editorial.

Eu só fico chateada quando me sinto enganada. Não sou pessoa de ligar muito às capas dos livros e ao seu aspeto físico. Porém ligo muito ao título escolhido. 
Quantas vezes leste um livro cujo título não acompanhou a história que leste? O que é que sentiste nessa situação?

A situação onde me senti mais enganada foi com o livro "A bailarina de Auschwitz" da autora Edith Eger. Se não leste, o que pensas ser o conteúdo deste livro? Que tipo de acontecimentos marcam esta história?
Deves estar a pensar em campos de concentração, 2ª Guerra Mundial... Talvez uma história super dramática que acaba num ambiente demasiado feliz ou num ambiente demasiado triste. É nisto que estás a pensar? Se é, lamento; o livro é muito mais do que a vida de uma pessoa num campo de concentração. 

Felizmente, a minha experiência com o livro foi extremamente positiva. No fim, só ficou a revolta do título não espelhar o conteúdo do livro. O título original é The choice, o que considero a escolha certa para o conteúdo que retrata. É já conhecido o abuso constante da palavra Auschwitz como um elemento para captar leitores. Acho um aspeto desnecessário e que até parece banalizar um acontecimento Histórico de elevada importância. Além disso, não acho nada correto quando reduzimos um livro tão amplo aos acontecimentos que ocupam menos de um terço do livro. Sim, a protagonista esteve num campo de concentração; mas a vida dela deu-lhe muito mais para contar e partilhar com as pessoas.

Fiquei mesmo chateada com isto! E aquelas pessoas que partiram para este livro a pensar que o foco era a 2ª Guerra Mundial e os campos de concentração? Acho que o seu nível de aborrecimento é ainda maior, porque o livro é mais do que Auschwitz. É a luta de uma mulher e a forma como ela decidiu encaixar as coisas menos positivas da sua vida no seu crescimento e desenvolvimento pessoal. Para quem é da psicologia, as últimas páginas são uma verdadeira fonte de inspiração. 

Inquieta-me esta forma desproporcional como se constrói o livro e a estratégia de marketing escolhida. Inquieta-me o facto de não respeitarem o real conteúdo do livro. Eu considero que a transparência e a seriedade são pilares importantes na forma como escolhemos comunicar com os outros. 
É importante respeitar o conteúdo do livro. É importante optar por um título que reflita de forma mais específica possível a história que preenche aquelas páginas. Para mim, são elementos essenciais para que, enquanto leitora e consumidora de livros, me sinta respeitada.

E tu, dás mais atenção aos títulos ou às capas?

Já te sentiste enganado por este tipo de estratégias de marketing? 

Partilha comigo um livro um livro que te fez sentir enganado(a)? 

12
Jul21

52 perguntas | 27 # Escreve sobre algo que alguém disse sobre ti que nunca esqueceste

illustration-4427960_1280.jpg                                                                                                                                              Fonte: Pixabay

Para mim é fácil recordar o que me dizem de bom e o que me dizem de mau. Não consigo mesmo esquecer as palavras que me são dirigidas e a sua intencionalidade. 
As boas aquecem sempre o coração, dão-me energia, deixam-me sempre com a sensação de leveza que só as palavras conseguem. As más atiram-me sempre para sítios muito sombrios, onde me sinto aprisionada e pouco valorizada. 

De bom já me disseram que me achavam uma pessoa com uma luz bonita, com quem é fácil criar ligação. Já me disseram que tinha bom gosto. Já me disseram que é fácil falar comigo. Já me disseram que sou bondosa (em demasia). 
São palavras boas que ficam. Todas elas ditas por pessoas que me conhecem fora do meu círculo familiar. Pessoas com maior ou menor grau de amizade. 

De mau já ouvi que nunca iria ganhar um bom salário, que nunca iria ter a sorte de encontrar um emprego bom. Também ouvi que apanhar uma alergia só me faz bem. Foram várias as variantes destas mensagens que recebi e todas elas vindas de pessoas da minha família. 

Digo sempre que aquilo que dissemos importa. As palavras podem ser muito boas e oferecer emoções muito boas, mas podem ferir de uma forma irreversível. Temos de ter cuidado com aquilo que escolhemos dizer aos outros. Se não formos acrescentar nada de positivo ao outro, o melhor é ficarmos em silêncio. Isso, para mim, significa respeitar o outro e alimentar as relações com aquilo que realmente importa.

11
Jul21

52 perguntas | 27 # O que sentes quando escreves?

fountain-pen-1854169_1920.jpg                                                                                               Fonte: Pixabay

 

Liberdade! 
Escrever é quebrar as correntes que constantemente usamos para aprisionar a nossa mente. É fácil passar para o papel, transformar em palavras o turbilhão que habita o meu mundo interior.

É uma forma de chegar aos outros. 

É facilidade de comunicação.

É imortalizar tudo o que queremos.

É oferecer amor e amizade em cada postal enviado.

Escrever é amor, é libertação, é realização é sobreviver. 

10
Jul21

Opinião | "A sinfonia dos animais" de Dan Brown

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Já há muito tempo que não lia um livro infantil. São livros que eu aprecio e que sempre gostei de usar nas consultas com crianças.
A sinfonia dos animais foi escrito por Dan Brown (sim, o mesmo autor do livro O Código Da Vinci) e conjuga uma história com música. O livro aborda diferentes animais e cada animal tem direito à sua música. 

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Assim, temos animais diferentes, cada um com a sua história e a sua música e que transmitem uma pequena mensagem que potencia um olhar positivo sobre a vida. 

Eu gostei muito dos animais que foram escolhidos e das histórias criadas para cada um. Instalei a aplicação e ouvi algumas das músicas que foram compostas especialmente para este livro. A questão musical pode funcionar muito bem com crianças mais pequenas (3 anos); porém, a compreensão das histórias e das mensagens que as acompanham será mais alcançada em crianças mais velhas (a partir dos 5 anos). 

Foi muito bom regressar às histórias infantis. É sempre um bonito presente para oferecermos às crianças e, além disso, poderá ser uma boa atividade familiar para as férias. 

Classificação

08
Jul21

Junho | Quem chegou?

Junho passou demasiado rápido, ou então sou seu que tenho demasiadas coisas para fazer e nem processei os dias. 

Hoje vou mostrar-te os livros que cá vieram parar.

Presente
A Tita do blog / canal O prazer das coisas presenteou-me com um livro. Fiquei imensamente sensibilizada com o gesto. O livro que me enviou foi Intruso de Tana French. Muito obrigada, Tita. 

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Oferta
Da Porto Editora recebi um livro de uma das minhas escritoras preferidas. Pura raiva de Cara Hunter chegou, já o estou a ler. Das poucas páginas que li posso dizer que o livro está muito bom. Arrisco-me a dizer que será um dos melhores da série até agora.

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Compras
Fiz uma quebra na minha contenção de gastos e acabei por comprar um livro que andava debaixo de olho desde que saiu. As flores perdidas de Alice Hart da escritora Holly Ringland é um livro com um aspeto gráfico lindíssimo. Espero que corresponda às expetativas. 

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06
Jul21

Top ten tuesday #70 | 10 livros para ler no verão

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Até tenho vergonha de partilhar a minha lista de livros lidos durante a primavera. Sim, correu muito, muito mal! 

Da lista definida e que podem ver aqui li apenas 3 livros:

  • "Ninguém me conhece como tu", Anna McPartlin;
  • "Acredita: A vida sabe o que faz", Julia Domingues;
  • "Encontro em Itália", Liliana Lavado.

Já há muito tempo que não lia tão poucos livros da lista. Espero que agora a de verão corra melhor. Os livros não lidos na lista anterior transitaram para esta e ficou a seguinte lista:

Livros para ler no Verão Eva, Arturo Pérez-Rever

Este ano também participei na Maratona Estações Literárias. Não fiz bingo, mas o cartão até ficou composto. 

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Gostei da experiência e por isso vou repeti-la agora no verão. Será que é desta que completo o Bingo?

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