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Por detrás das palavras

Maratonas literárias



Maratona Semanal - De 19 de Janeiro a 27 de Janeiro

Esta será a minha primeira Maratona Literária e, para começar em grande será uma maratona semanal!!

Espero que esta seja a primeira de muitas. 

Para esta maratona desafio-me:

  • Terminar o livro Dezanove Minutos de Jodi Picoult
  • Ler O jardim de alfazema de Jude Deveraux 
  • Iniciar o livro O feitiço da lua Sarah Addison Allen 
Dezanove MinutosJardim de AlfazemaO Feitiço da Lua

Uma boa semana para todos os maratonistas!





Palavras Memoráveis

Para este post escolhi dois excertos que se encontram no livro O jardim dos segredos por considerar que ambos são excelentes metáforas daquilo que podem encontrar naquelas páginas. Espero que vos deixe curiosos(as).

- Dizei-me porque deverei trazer três fios de cabelo da Rainha das Fadas - perguntou o jovem príncipe à velha. - Porque não qualquer outra quantidade, porque não dois ou quatro?
A velha inclinou-se para a frente, sem interromper a fiação.
- Não há outro número possível, meu filho. Três é o número do tempo, não falamos nós em passado, presente e futuro? Três é o número da família, não falamos nós de mãe, pai e filho? Três é o número das fadas, pois não as procuramos nós no carvalho, no freixo e no espinheiro?
O jovem príncipe anuiu, pois a sábia velha estava certa.
- Por conseguinte, também eu preciso de três fios para tecer a minha trança mágica.

Retirado de "A trança das fadas", de Eliza Makepeace


Por fim, o feitiço da Rainha Malvada foi quebrado e a jovem mulher, que as circunstâncias e a crueldade humana tinham aprisionado no corpo de um pássaro, conseguiu libertar-se da sua gaiola. A porta da gaiola abriu-se e o cuco caiu, caiu até conseguir abrir as asas, planou acima da beira da falésia e sobre o oceano. Em direcção a uma nova Terra de Esperança e liberdade e vida. Rumo à sua outra metade. Rumo a casa.

                                                                                Retirado de "O voo do cuco", de Eliza Makepeace

Palavras Memoráveis

Eu só queria ver de que material era feito o teu amor por mim. Precisava de escangalhar o teu coração para o fazer encaixar no meu. E agora tenho que o desencaixar outra vez para sair deste limbo. Mas não sei como. Sem o teu coração não consigo amar - não me abandones outra vez. Logo eu, que amava o mundo inteiro, não é? Amar em abstracto é muito mais ágil do que amar em concreto. 
Inês Pedrosa, in  Fazes-me falta

Opinião | "Fazes-me Falta" de Inês Pedrosa

 


Autor: Inês Pedrosa
Ano: 2002
Editora: Publicações Dom Quixote
Número de Páginas: 221
Classificação: 2 Estrelas
Desafio: Novos autores (2/15)
               Ler em Português de Portugal (1/12)
               De A a Z... (2/26)

Sinopse

Contado em duas vozes - uma delas a de alguém que acaba de morrer - Fazes-me Falta entrecruza o olhar de duas gerações, e traça a história de uma amizade profunda e sem ponto final, com todas as suas reminiscências, remorsos e tesouros. Após a vertiginosa viagem ao cento do coração que é A instrução dos Amantes, e a descoberta da intimidade no século XX revelada pelas três mulheres de Nas Tuas Mãos, Inês Pedrosa debruça-se sobre a vida, a morte, o irreparável, num romance de grande intensidade poética que nos conduz ao mundo dos sentimentos imortais.
 
Opinião
Não tenho muito para falar sobre este livro. À parte de um conjunto de frases bonitas ficou muito à quem do que eu esperava quando li a contracapa. Faltou-lhe algo que nos motive para  a leitura. No fundo, parece uma conjunto de ideias soltas e, por vezes, com uma linguagem um pouco snobe, que não promovem o interesse do leitor.

Inês Pedrosa quis transmitir o vazio que a morte de um amigo muito especial provoca no ser humano. Assim, temos uma senhora jovem que morre e um amigo mais velho que fica sem chão assim que ela deixa a vida terrena. Confesso que a ideia de base do livro é muito interessante, mas a abordagem da escritora e a sua forma de escrever não tornaram reais as potencialidades desta ideia original.

Por vezes, senti-me um pouco confusa com a leitura porque algumas partes do texto me pareciam um pouco descontextualizadas. Na minha opinião, uma apresentação das personagens e uma clarificação de alguns aspectos do livro poderiam tê-lo tornado mais interessante.   

Apesar deste meu primeiro contacto com a escritora não ter sido muito feliz ainda penso dar-lhe uma segunda oportunidade. Por isso aceito sugestões desse lado :)

Deixem-se invadir pelas palavras e desfrutem de umas boas leituras.

Modificação na pontuação atribuída aos livros

Caros seguidores deste meu pequeno espaço,

Decidi fazer uma pequena alteração na classificação atribuída aos livros que vou lendo. Como faço sempre um registo dos mesmo no goodreads decidi utilizar no meu blog o mesmo modo de classificação, para que haja uma sincronia entre o que publico no goodreads e no blog.

Assim sendo. A partir deste momento as classificações serão:

  • 1 Estrela
  • 2 Estrelas
  • 3 Estrelas
  • 4 Estrelas
  • 5 Estrelas

Opinião| "O Jardim dos segredos" de Kate Morton

 


Autor: Kate Morton
Ano: 2010
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 551
Classificação: 5/5
Desafio: Novos autores (1/15)
               Reading Romances (Foreigners do it better!) (1/12)

Sinopse

Uma criança perdida. Nas vésperas da Primeira Guerra Mundial uma criança é encontrada só, num barco que se dirige à Austrália. A mulher misteriosa que prometera tomar conta dela tinha desaparecido sem deixar rasto.
 
Um terrível segredo. No seu 21.º aniversário, Nell Andrews descobre algo que mudará a sua vida para sempre. Décadas depois, embarca em busca da verdade, numa demanda que a conduz até à costa da Cornualha e à bela e misteriosa Mansão Blackhurst, em tempos propriedade da aristocrática família Mountrachet.
 
Uma herança misteriosa. Com o falecimento de Nell, a neta Cassandra recebe uma herança surpreendente. A Casa da Falésia e o seu jardim abandonado são famosos nas suas redondezas pelos segredos que ocultam - segredos sobre a família Mountrachet e a sua governanta, Eliza Makepeace, uma escritora de obscuros contos de fadas. É aqui que Cassandra irá por fim desvelar a verdade sobre a família e resolver o mistério de uma pequena criança perdida.
 
Opinião 


Uauuu!! Este livro é de deixar os leitores sem palavras! Confesso que não foi assim desde o início, mas vamos por partes.

Este foi o meu primeiro contacto com Kate Morton e estou muito satisfeita com o balanço final desta leitura. Tive alguma dificuldade em entrar na narrativa devido à enorme carga descrita que vai acompanhando o desenvolvimento do livro. Esta dificuldade fez-se sentir porque o meu último livro tinha um ritmo alucinante. Este por seu lado tem um ritmo de acontecimentos mais lento apresentando, aos poucos, os mistérios que cada personagem encerra.
 
Apesar desta minha resistência inicial (ainda bem que a consegui ultrapassar, pois teria perdido um livro fantástico) a partir de um terço do livro já estava completamente agarrada à história e às personagens que por lá habitam. Kate Morton é uma excelente contadora de histórias, uma autora dotada de uma sensibilidade e imaginação fantásticas. Orienta o leitor em diferentes sentidos levando-nos a imaginar mil e um cenários possíveis para o que se irá passar nas próximas páginas. Do meu ponto de vista, a estrutura narrativa, os mistérios e os segredos funcionam como um dos três ingredientes de sucesso deste livro. Os outros dois ingredientes são as personagens e os três contos infantis.
 
Os mistérios e os segredos estão muito relacionados com a família (ou famílias) que o livro nos apresenta. Nell descobre aos 21 anos que aquilo que ela pensava ser a sua família afinal não era. Este facto fê-la mudar radicalmente a sua postura em relação à vida e decide procurar as suas origens. Porém, um acontecimento faz com que ela não chegue ao final do seu grande mistério: descobrir quem são os seus pais. É depois da sua morte que Cassandra, sua neta, descobre que herdou uma casa na Cornualha, Inglaterra (elas viviam na Austrália). É neste contexto que Cassandra parte em busca das origens da avó e depara-se com muitos mistérios para resolver, uma casa para restaurar e um jardim misterioso que também precisa de ser arranjado. Confesso que eu própria fiquei apaixonada por este jardim e pela Casa da Falésia, pelas descrições pareceram-me sítios muito bonitos.
 
Os antepassados de Nell que Cassandra descobre são de uma complexidade emocional fantástica, para além de serem descritos com uma personalidade assustadoramente complexa. Não vou referir todos apenas vou destacar aquelas que mais me marcaram: Eliza Makepeace e Linus Mountrachet.
Eliza é uma mulher que sofre algumas provações em criança. Dotada de uma imaginação surpreendente inspira todos os leitores com os seus modos muito próprios. É cativante e ao mesmo tempo inquieta o nosso espírito. Tornou-se escrito e no livro conhecemos três dos seus contos infantis. Estes contos são igualmente metáforas dos acontecimentos de vida destas personagens.
Linus Moutrachet inquietou-me o espírito. Era um homem, da minha perspectiva, psicologicamente afectado. Fiquei paralisada com alguns dos seus comportamento e fiquei a pensar em coisas terríveis que ele possa ter feito, mas que livro não aparecem. Linus, partindo da minha interpretação, estava apaixonada pela sua irmã Georgiana (mãe de Eliza). Esta obsessão com a irmã acabou, depois por ser dirigida para a sobrinha devido às características físicas. Em conclusão, Linus pareceu-me repugnante!!!
 
Não tenho mais palavras para descreves este livro. Foi um leitura muito agradável e que aconselho! Gostaria de saber se já leram este livro e o que é que acharam, que sentimentos eles vos despoletou...
 
Deixem-se  invadir pelas palavras! Boas leituras! :)

Novidade Bertrand - Janeiro 2013

Na Cama Com Um Highlander

 
Maya Banks
 
Sinopse:
 
Ewan, o mais velho dos irmãos McCabe, é um guerreiro decidido a destruir o seu inimigo. Agora que o momento é ideal para a guerra, os seus homens estão preparados e Ewan quer reaver aquilo que lhe pertence – até que uma tentação de olhos azuis e cabelo negro se atravessa no seu caminho. Mairin pode muito bem ser a salvação para o clã de Ewan, mas, para um homem que sonha com vingança, as questões do coração são um território desconhecido a conquistar.
Mairin é filha ilegítima do rei e é senhora de propriedades valiosas que a obrigaram a esconder-se e a desconfiar do amor. Os seus piores receios acabam por acontecer quando é salva do perigo mas depois obrigada a casar com o seu salvador, Ewan McCabe, um homem carismático que está habituado a mandar. Mas a atração que sente pelo seu novo marido fá-la desejar o seu toque; o seu corpo ganha vida com a mestria sensual dele. E à medida que a guerra se aproxima, as forças, o espírito e a paixão de Mairin obrigam Ewan a derrotar os seus próprios fantasmas e a entregar-se a um amor que significa mais do que a vingança e a terra.
 
Este livro é o primeiro livro da Trilogia MacCabe e é com este título que Maya Banks se apresenta aos leitores portugueses através da editora Bertrand.
 
É um livro que parece reunir todos os ingredientes para prender os leitores a estas fantásticas páginas. 
 
Disponível a 18 de Janeiro
?

Palavras Memoráveis


- Não te preocupes, Martyn, não tenho nenhum trabalho em vista, além de também já quase não ter dinheiro no banco, mas há já algum tempo que acordo ao lado da mulher que amo, uma mulher que me surpreende, me faz rir, me abana e me apaixona, uma mulher cujo entusiasmo me fascina ao longo do dia, uma mulher que quando se despe à noite me faz terrivelmente… como hei-de dizer?... Me comove; como vês, não posso lamentar-me e, não querendo estar a gabar-me, digo-te sinceramente que nunca estive tão feliz em todo a minha vida.
- Fico muito contente por saber isso, Adrian. Sou teu amigo, sinto-me culpado por ter cedido às pressões e ter cortado o contacto contigo. Mas compreende-me, não posso dar-me ao luxo de perder o emprego, não tenho ninguém a meu lado à noite, tenho apenas a paixão pelo meu trabalho para me fazer companhia na minha vida.
(…)
Tinha acabado de desligar depois de uma conversa que me deixara nas nuvens, quando uma voz me fez dar um salto no meio da rua.
-Pensas mesmo isso tudo de mim?
Voltei-me e vi Keira; tinha vestido novamente um pulôver meu e estava com o meu casaco comprido pelos ombros.     
Marc Levy, in  A primeira noite

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