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Por detrás das palavras

Opinião | "A Rainha Vermelha" (A Guerra dos Primos #2) de Philippa Gregory

 

A Rainha Vermelha (A Guerra dos Primos, #2)


Autor: Philippa Gregory
Ano: 2011
Editora: Civilização Editora
Número de Páginas: 408 páginas
Classificação: 3 Estrelas
Desafio: Novos autores / De A a Z...

Sinopse

Num livro de conspiração, paixão e ambição sem limites, a autora de bestsellers Philippa Gregory dá vida à história de uma mulher orgulhosa e determinada que acredita que só ela, pela sua religiosidade e linhagem, está destinada a moldar o curso da história.
 
Herdeira da rosa vermelha de Lencastre, Margarida vê as suas ambições frustradas quando descobre que a mãe a quer enviar para um casamento sem amor no País de Gales. Casada com um homem que tem o dobre da sua idade, depressa enviúva, sendo mãe aos treze anos. Margarida está determinada a transformar a sua vida solitária num triunfo. Decide fazer com que o seu filho suba ao trono da Inglaterra e ao jovem rapaz. Ignorando herdeiros rivais e o poder desmedido da dinastia de Iorque, dá ao filho o nome de Henrique, como o rei, envia-o para o exílio, e propõe o seu casamento com a filha da sua inimiga, Isabel de Iorque.
 
Acompanhando as alterações das correntes políticas, Margarida traça o sei próprio caminho com outro casamento sem amor, com alianças traiçoeiras e planos secretos. Viúva pela segunda vez, Margarida casa com o impiedoso e desleal Lorde Stanley, e o seu destino passa a depender da sua vontade. Acreditando que ele a vai apoiar, torna-se o cérebro de uma das maiores revoltas, sabendo sempre que o filho, já crescido, recrutou um exército e espera agora pela oportunidade de conquistar o prémio maior.
 
Opinião
A Rainha Vermelha é um livro que nos dá a conhecer a vida de uma nobre inglesa que luta com todas as suas armas por um lugar, para a sua linhagem, no trono de Inglaterra. É uma mulher curiosa que agiu em consonância com a sua época. Não foi uma figura que me cativou nem que me causou admiração com o seu sofrimento e com as suas batalhas. Acho que devemos analisar este livro à luz do tempo histórico em que o enredo se desenvolve para conseguirmos digerir melhor os acontecimentos, nomeadamente: um casamento muito precoce de Margarida e uma gravidez aos treze anos.
 
Margarida afirmava-se uma mulher de Deus em que a sua principal vocação seria uma vida entregue a religiosidade. A mãe tinha outros planos para ela e o que Margarida fez foi reenquadrar este chamamento de Deus. É certo que para uma mulher tão ligada às causas de Deus se mostrou um tanto ou quanto ambiciosa em relação ao futuro do seu filho, futuro este que se tornou numa obsessão. 
 
É um livro com um início um pouco saturante, na medida em que somos arrastados por páginas em que as palavras não nos despertam muito interesse nem nos cativam para a leitura. Confesso que foi necessária persistência para me fazer avançar. Penso que esta minha fraca relação com o início do livro se deve ao facto de não estar muito familiarizada com todas as questões históricas que envolvem a corte inglesa e as divisões entre as casas de Iorque e de Lencastre. 
 
Porém, com o evoluir dos acontecimentos e com o aumento da minha compreensão por tudo aquilo que envolvia o livro, o meu interesse aumentou. Sensivelmente a partir de metade do livro, a narrativa desenvolve-se mais rapidamente e são-nos apresentados acontecimentos marcantes que influenciam o rumo das personagens. O final do livro foi algo que também não me deixou satisfeita. Tanta coisa foi feita, tantas traições aconteceram para no fim nos deixarem daquela forma. Estava à espera de um desfecho mais pormenorizado em que a narrativa fosse concluída de uma forma apoteótica. 
 
Para finalizar apenas queria chamar a atenção para um facto presente na sinopse que poderá conduzir os leitores em erro. Segundo a sinopse, Margarida toma as rédeas do seu destino quando se casa pela segunda vez, mas tal aspecto está errados. O segundo casamento foi ainda planeado pela sua mãe, após enviuvar novamente e já sem a presença da sua mãe, Margarida estuda as possibilidades que tem à sua frente e, pela primeira vez na sua vida, toma decisões por ela própria.

Selo 11 - Blog de outro Mundo




Este bonito selo foi-me oferecido pelo blog Ghost Reader e pela Carolina do blog Era uma vez. Desde já vos agradeço pelo selo e pela tuas constantes visitas e comentários a este meu cantinho, que afinal é do outro mundo.

Este tem regras muito simples:
1. Colocá-lo no teu blog.
2. Referir o link de quem te enviou: http://ghostreader1.blogspot.pt/ e http://maravilhoso-mundo-dos-livros.blogspot.pt/
3. Dizer quais as três coisas que mais gostas num livro e as três que mais odeias.
4. Passar o selo a 5 (ou mais blogs) que consideras de outro  mundo.

Respostas:

O que mais gosto num livro:
  • Um bom enredo com um final que me surpreenda, ou seja, quando chego ao final do livro e penso: Uauuuu!!! Estou sem palavras!
  • Personagens com uma personalidade forte e que sejam credíveis. 
  • Uma boa descrição, ou seja, uma descrição que nos consiga transportar para o local sem nos dar muitos pormenores. No fundo, gosto que o livro descreva os locais mas não me ofereça a cena toda deixando espaço para a minha imaginação.
O que menos gosto:
  • Livros com um final demasiado indefinido.
  • Diálogos pouco inteligentes e que se arrastam sem nos transmitir nenhuma emoção.
  • Personagens principais pouco activas, que se limitam a viajar ao sabor da narrativa.
5 blogs que considero do outro mundo (atenção muitos dos que eu considero de outro mundo já foram presenteados)

Poetic Dreams

Quando Vier a Primavera

Quando vier a Primavera, 
Se eu estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera 
passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma

Se eu soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois e amanhã.
Se esse é o tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter 
preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro, Heterónimo de Fernando Pessoa

Ontem assinalou-se o dia Mundial da Poesia e, como forma de assinalar a data escolhi um dos melhores poetas portugueses, Fernando Pessoa através de um dos meus heterónimos preferidos: Alberto Caeiro.
Fernando Pessoa é (é e não foi porque na minha opinião os grandes escritores nunca morrem) uma figura marcante da literatura portuguesa e que nos ofereceu uma obra rica e múltipla que nos faz viajar pelas palavras. 

A poesia é uma forma de as pessoas se expressarem. Pode ter mais ou  menos sentimento, pode ser mais ou menos extensa, pode falar de amor, da natureza, da amizade... Pode tocar corações, activar as lágrimas, fazer suspirar... A poesia é uma óptima forma de expressão, por isso leiam mais poesia e, principalmente, (re)descubram os grandes poetas portugueses. 

Palavras Memoráveis

Aristóteles dizia que todos os seres humanos buscam a felicidade. Eu diria que a bondade é o esforço que cada um de nós faz para que todos alcancem a felicidade.
José Rodrigues dos Santos, O Anjo Branco

Escolhi esta frase como forma de assinalar o dia de hoje. Hoje, 20 de Março é o Dia Internacional da Felicidade. Espero que tenham sorrido muito, mostrando ao mundo aquilo que vos faz feliz. 
Na minha opinião, a felicidade é feita de pequenas coisas e de pequenos momentos que preenchem este motor sempre em movimento que é o nosso coração. Facilmente sentimos felicidade quando conquistamos algo pelo qual lutávamos à muito tempo ou quando estamos com as pessoas que mais gostamos. Senti-mo-nos felizes quando partilhamos vitórias, quando sentimos que algo correu bem. 
Eu concordo com a frase. A bondade para com os outros é um grande meio de conquistar a felicidade. Infelizmente é algo que cada vez se assiste menos. 
E a vocês, o que é que vos faz felizes?  

Opinião | "O Anjo Branco" de José Rodrigues dos Santos

 

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Autor: José Rodrigues dos Santos
Ano: 2010
Editora: Gradiva Publicações
Número de Páginas: 680 páginas
Classificação: 4 Estrelas
Desafio: Ler em português / De A a Z...

Sinopse
A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.
No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.
Chamam-lhe o Anjo Branco.
Mas a Guerra Colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.
Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.  
 
Opinião
O livro O Anjo Branco dá-nos a conhecer a história de José Branco. Um médico que combate contra as barreiras políticas para exercer a sua principal função cuidar das pessoas independentemente da cor, da orientação política, do papel que desempenham na Guerra Colonial. Um homem comum que se questiona sobre a bondade, a felicidade e a verdade. Um homem que aprendeu, desde cedo com o seu pai a diferença entre uma vida boa e uma boa vida. Um homem que lutou por aquilo em que acreditava. Um homem que cometeu erros, sofreu com eles e tentou repará-los. Um homem que, acima de tudo, defendeu os humanos.
 
O livro encontra-se divido em três partes, e como cada uma me despertou reflexões distintas vou fazer a minha análise por cada parte do livro.
 
Em relação à primeira parte esta é focada na infância de José perto da família. É de fácil leitura, embora a linguagem que por vezes é utilizada penso que seja desadequado para o nível social das personagens que me pareceu ser elevado. Não tens acontecimentos arrebatadores que nos deixem presos e nos inflamem as emoções. Muito sinceramente considero que um dos aspectos centrais desta parte referente ao José não seria necessário. 
 
A segunda parte é, para mim, a melhor parte. Aqui são relatados os trabalhos de José Branco na África profunda. O seu trabalho foi incansável. Lê-se muito rápido devido à capacidade que os acontecimentos têm de prender os leitores. Senti-mo-nos inebriados pelas características e atitudes das personagens, pelos acontecimentos terríveis que a Guerra Colonial "ofereceu" a África e à enorme quantidade de soldados que para lá foram, dizem eles em nome da pátria. Adorei esta parte do livro! Muitas vezes senti vontade de saltar para dentro daquelas páginas entrar no avião do médico e ajudá-los nas missões que ele levava a cabo. Senti vontade de entrar naquele hospital de Tete, no interior de Moçambique e ajudara aquela fantástica irmã Lúcia nos cuidados que prestava aos doentes. Apenas senti falta de uma maior presença de Mimicas, a esposa de José Branco. Acho que uma maior interacção entre eles tornava o capítulo ainda melhor e ajudaria a compreender melhor aquilo que se passou no final. Este casal merecia mais. 
 
Por fim, a terceira parte que nos revela o pior da Guerra Colonial. É um capítulo com um início violento que nos provoca náuseas. É nesta parte que todo enredo culmina num final que me deixou muitas dúvidas. Quando cheguei a última página só me perguntava "Mas o que é isto?". Como é que podem terminar o livro deixar as coisas em branco, num vazio existencial de dúvidas para serem esclarecidas... O livro merecia outro final, pelo menos mais detalhado e desenvolvido. Não achei justo o autor lançar a dúvida em relação a uma determinada personagem e depois, no fim não paga esta fogueira de curiosidade que acendeu nos leitores. 
 
É um óptimo livro. Um leitura que eu recomendo sem qualquer reserva. Facilmente nos encantamos com Moçambique e nos identificamos com o sofrimento, a luta e a revolta daquelas personagens. É um livro que nos faz pensar sobre um período da nossa história que marcou muitas pessoas e que ainda hoje marca, como é o caso de ex-soldados que sofrem de stress pós-traumático. Soldados que procuram "turras" ao som dos barulhos que se assemelham a tiros, que caminham ao longo das margens do Zambeze tentando salvar-se. Pessoas que ainda hoje mergulham no terror de uma guerra. 

Por detrás da tela | Perdidamente (série)


O retrato íntimo de Florbela Espanca...
A história de uma mulher apaixonada e que apaixonou.

Florbela Espanca é um dos vultos mais importante da poesia portuguesa do século XX. A sua história pode ser contada com ou sem escândalo, ou com fascinação pelo escândalo, mas será sempre a história de uma mulher apaixonada e que apaixonou.
Reinventou o conceito de ser poeta, hoje em dia indissociável da música dos Trovante que todos sabemos de cor, "E dizê-lo a toda a gente". Esta série é o retato íntimo de Florbela: Uma vida cheua de sofrimento, mas uma poesia que se eternizou pelo seu encanto nunca longe da sensualidade.

Personagem / actor
Florbela Espanca - Dalila Carmo
Apeles - Ivo Canelas
Antónia Lobo - Soraia Chaves
Mário Lage - Albano Gerónimo
António - José Neves
Alberto - Graciano Das
João Espanca (1900) - Ian Velloza
João Espanca (1923) - António Fonseca
Mariana Inglesa - Maria João Abreu
Henriqueta (1900) - Diana Costa e Silva
Ana - Maya Booth
Júlia Alves - Anabela Teixeira

(Texto retirado daqui / imagens retiradas daqui)

Classificação: 5/5 Estrelas 

Opinião
Quem por aqui já passa à algum tempo sabe do meu gosto particular por Florbela Espanca (vida e obra).
Não tive oportunidade de ver o filme que saiu à cerca de um ano atrás, mas em Dezembro a RTP 1 presenteou-nos com esta belíssima série. Penso que seja baseada no filme. 
A série teve três episódios, cada um deles focando-se numa etapa particular da vida da autora e devo dizer que ficou fantástica. As interpretações dos actores são muito boas, destaco claramente o desempenho de Dalila Carmo como Florbela. Considero que ela captou a essência, a personalidade e a atitude perante a vida que Florbela tinha. 

Enquanto estudante da faculdade um dos meus inúmeros trabalhos consistiu na elaboração do perfil psicológico de Florbela Espanca. Na altura, em conjunto com outras colegas, li uma biografia e muita da sua obra o que me levou a ter uma visão mais minuciosa do que foi emitido na série. De facto, foi muito fiel à vida da poetisa, Dalila conseguiu passar muito bem a insatisfação de Florbela com a vida e procura constante de uma felicidade um tanto ou quanto utópica que Florbela nunca chegou a alcançar plenamente. No fundo, ela queria sempre mais da vida. Os sofrimentos foram igualmente bem retratados, nomeadamente: a morte do irmão Apeles (segundo leituras que fizemos, era apontado como a sua verdadeira paixão), os abortos constantes, as insatisfações com os casamentos. 

Na minha opinião, está é uma série portuguesa de grande qualidade e que deveria ser passada novamente. Eu iria rever com toda a certeza. 



“Precisamos começar a amar para não adoecer, e iremos adoecer se, por impedimentos, não pudermos amar.”
Sigmund Freud

(esta foi a frase que escolhemos para o início do trabalho  por acharmos que caracteriza aquilo que Florbela procurou incessantemente, sem nunca o encontrar verdadeiramente: o amor)

Poetic Dreams

Minha obra
Pinceladas de barro cor da pele cobrem minhas cicatrizes como um carinho
Todas as manhãs antes de me iludir com a vida,
Lavo no escuro adocicado minhas pequena pupilas
e escorrego o sabão nos cílios da pequena boneca
Cubro a alma com uma pitada de lápis nas sobrancelhas finas,
faço-as ficarem bem grossas com o perfil de misteriosa...
Minhas mãos já sabem de cor a forma de cada olheira...
Profundas de tanta chuva que tomou
É como se cobrisse minha alma todas as manhãs,
É como se a mim só eu conhecesse...
Quando estou definitivamente uma pintura de Baquiat
Olho-me no espelho e o que vejo?
Um touro, uma donzela, um insecto, uma traça, um sonho!
Não sei bem se vejo ou deliro, mas crio coragem e abro a porta.
Quase sempre venta e lacrimeja
Coloco a bagagem nas costas
E de costas me olho mais uma vez no espelho
Sim, agora estou pronta!
Mensageiros do destino me perdoem, 
tenho pressa, saiam da frente!
Que meu cansaço derrete meu barro e a escultura cai
Tenho pressa...
minha vida é passageira e meu escudo de pele?
Moldado por cicatrizes

Quando chego em caso,
sento, tiro os sapatos, calço minha essência e choro.
Quando a obra facial se desfaz,
Coloco as mãos sobre o rosto e sorrio,
Acendo uma vela, abro a torneira
E lavo minha alma,
Agora nua.

Bárbara Paz

Ouvi este poema, pela primeira vez no programa "Alta definição". 
Bárbara Paz é uma actriz brasileira que, entre muitas outras circunstâncias da vida, sofreu um acidente aos 17 anos que lhe deixou graves marcas  no rosto (cicatrizes longas e profundas) limitando-lhe o acesso a muitos trabalhos como actriz e como modelo. Desde esse dia, a maquilhagem faz parte da sua vida. Usa-a para esconder as cicatrizes que lhe cobrem o rosto.  Este poema é autobiográfico. Espero que gostem tanto quanto eu gostei.  

Palavras Memoráveis

- Conta-me outra vez - disse Della Lee para a escuridão da noite, ao mesmo tempo que Josey se deixava dormir.
- Ele beijou-me - repetiu Josey para a almofada.
- Não. Di-lo como o disseste da primeira vez.
Josey sorriu.
- Foi o melhor primeiro beijo na história dos primeiros beijos. Foi tão doce como açúcar. E foi quente, tão quente quanto uma tarte. O mundo inteiro abriu-se e eu caí lá dentro. Não sabia onde estava. mas não me preocupei. Não me importei porque a única pessoa que me importava estava ali comigo.
Seguiu-se um longo silêncio. Josey tinha quase adormecido quando Della Lee disse:
- Acho que o Céu será como um primeiro beijo.
- Espero que sim - murmurou Josey.
- Eu também. 
Retirado de O quarto mágico de Sarah Addison Allen 

Opinião | "O quarto mágico" de Sarah Addison Allen

Ao abrir estas páginas os leitores entram, mais uma vez, no mundo mágico de Sarah Addison Allen. Através das palavras da autora, somos convidados a acompanhar três mulheres diferentes e, ao mesmo tempo, com destinos que se acabam por cruzar. Della Lee decide que está na altura de fazer Josey, uma rapariga de 27 anos, a viver os seus sonhos para além das paredes do seu roupeiro. É nesta abertura ao mundo, patrocinada por Della Lee, que Josey conhece Chloe uma rapariga que atravessa um período complicado e que os livros estão a tentar ajudá-la a resolver.
 
Este é  terceiro livro da autora que leio. Depois do meu primeiro contacto com "O jardim encantado" do qual gostei muito e de uma leitura  que classifico de mais amena de "O feitiço da lua", surge "O quarto mágico" que me proporcionou bons momentos. Até ao momento, é o livro da autora  que mais preencheu as minhas medidas. É um livro muito doce e que apela aos sentimentos. Leva-nos a acreditar que estamos sempre a tempo de aprender, de perdoar e de alcançar a realização dos nossos sonhos. Com este livro sentimos que nunca é tarde para nada na vida. 
 
Gostei de todas as personagens. Acho que cada uma contribui de forma significativa para o desenvolvimento da narrativa. Contudo, Josey e Chloe marcam-me mais significativamente, uma vez que me identifiquei bastante com eles. Eu sou, um pouco, o somatório destas duas almas literárias. São duas mulheres agradáveis e que evoluem ao longo do desenvolvimento do livro. Aprendem a viver com aquilo que são e com aquilo que têm. Após resolverem os seus próprios segredos conseguem passar para o outro patamar da vida.
 
Este livro mantém-se fiel ao estilo da escritora. A magia que torna as suas histórias mais coloridas, os segredos que dão uma tonalidade colorida à leitura e o amor ou que desperta ou que se solidifica com o passar do tempo. Ou seja, é todo um conjunto de ingredientes que prende o leitor ao livro. Este livro é um verdadeiro conto de fadas pincelado com um toque de magia!
 
Deixem-se invadir pelas palavras. Boas leituras.
Silvana
 
 
 

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