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Por detrás das palavras

Top Ten Tuesday #4 | Casais do mundo literário

Esta semana não vou seguir o tópico proposto no site, uma vez que seria para eleger o Top 10 das melhores séries. Como o meu background é muito limitado no que se refere a séries literárias decidi pegar na ideia da Catarina R. do Sonhar de Olhos Abertos e apresentar o meu Top Ten de casais do mundo literário. Não é totalmente igual ao da Catarina, uma vez que ela considerou os casais dos filmes, no meu caso serão só casais literários.


10. Roxanne & Luke
Jogo de Mãos de Nora Roberts
Este é mais um amor que nasce de uma amizade. Inicialmente dão-se como cão e gato, mas no fim termina de uma forma muito bonita.
 
9. Ivana & Gabriel 
Inverso de Liliana Lavado 
Este é o meu casal de eleição dos livros da Liliana até ao momento. Um amor incocente que tem de vencer algumas barreiras para se afirmar no mundo. Será que conseguem essa afirmação? Têm de ler o livro, pois está claro.
 
8. Lillian Bownam & Lord Westcliff
Sedução Intensa de Lisa Kleypas 
Duas personalidades fortes que entram em choque no início, mas que com o desenrolar da narrativa nos deixam rendidos. 
 
7. Katherine & Luthian 
Amar o ódio de Soraia Pereira
Este casal anda a consumir-me o espírito. É da minha actual leitura beta e confesso que o ódio e a paixão que une estes dois está muito bem construída. A tensão que aparece entre eles ao mesmo tempo que a atracção proporciona uma explosão sentimental entre eles que delicia o leitor (e eu ainda nem cheguei ao fim do livro). 
 
6. Noah & Allie
O diário da nossa paixão de Nicholas Sparks
Este é, provavelmente, o casal com quem verti mais lágrimas ao longo da leitura. A dedicação de Noah a Allie é apaixonante. 
 
5. Claire & Henry
A mulher do viajante no tempo de Audrey Niffenegger
Não fosse o Henry ter problemas com o tempo e não teríamos um casal que nos encanta desde as primeiras páginas. É um romance que evolui de uma forma original. Há amor (muito aliás), mas ao mesmo tempo o sofrimento também anda por lá a rondar.
 
4. Keira & Aidan 
O primeiro dia e A primeira noite de Marc Levy
A Keira e o Aidan são um casal aventureiro e conhecem-se de uma forma muito particular: no momento em que a Keira come um pedaço de papel (se querem saber mais têm de ler o livro). São muito divertidos e leva-nos por uma viagem alucinante. São dois livros fantásticos que nos dão a conhecer um casal muito particular.
 
3. Emma & Dexter
Um dia de David Nicholls 
Emma e Dexter são dois amigos que só muito tarde têm coragem de assumir o amor que os une. É uma relação muito bonita, principalmente porque tem a base sólida da amizade. É um romance muito realista. Quantos amigos vão mantendo uma grande amizade apesar de estarem completamente apaixonados?
 
2. Tatiana & Alexander 
O Grande amor da minha vida de Paullina Simons
Um amor sofrido em tempos de guerra. É uma relação muito intensa que cada um dá ao outro tudo aquilo que tem e que não tem. Ambos são capazes de arriscar a própria vida em detrimento do outro. 
 
1. Eve & Roarke
Série Mortal de J. D. Robb
Que mais há a dizer sobre estes dois! Acho que já esgotei o meu vocabulário. Um casal complexo devido às suas características pessoais, mas que encaixam na perfeição. É muito bom ver a evolução destes dois de livro para livro. Confesso que tenho um carinho especial pela Eve. 

Opinião | "As Serviçais" de Kathryn Stockett

 

As Serviçais


Autor:  Kathryn Stockett
Ano: 2010
Número de Páginas: 464 páginas
Editora: Saída de Emergência
Classificação: 5 Estrelas

Sinopse

Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.
 
Opinião
A curiosidade por ler este livro já me perseguia há algum tempo. As boas opiniões que tinha lido acerca do livro (e até do próprio filme que ainda não vi) atraíram a minha atenção para o livro. Agora, no fim da leitura, só tenho pena de não ter pegado nele mais cedo. As serviçais é um livro magnífico, daqueles que levam o nosso pensamento muito para além das páginas que desfolhamos.
 
Gostei muito das três personagens femininas por quem a história é contada. É difícil dizer qual delas gostei  mais, porque cada uma possui uma personalidade muito particular enriquecendo a história de formas diferentes. É interessante ler a perspectiva que cada uma vai tendo das situações que vão ocorrendo.
Admiro cada uma delas pela coragem que demonstram, mas admiro particularmente a menina Skeeter por desafiar o seu mundo social e ir contra tudo aquilo que o seu grupo de amigas defende. É triste e ao mesmo tempo inspiradora a forma como Skeeter ruma contra a maré de modo a defender aquilo em que sempre acreditou: a igualdade entre raças.
 
Chorei com o final da bondosa Aibeelean. A sua dedicação às crianças brancas é de encher um coração de amor. Adorei a sua história infantil do Marciano Lutter King. 
 
Hill é uma mulher horrível e só posso dizer que ela é assim porque é uma personagem muito bem construída. Está elaborada para criar sentimentos de raiva no leitor. Posso dizer que é uma personagem secundária muito rica em termos de características de personalidade. 
A Elizabette (patroa de Aibeelean) é a parte fraca do grupo de amigas. Facilmente influenciável, é uma personagem detestável pela sua fraqueza de espírito. 
Célia (patroa de Minny) é a representação da ingenuidade. Gostei bastante dela e sofri com as particularidades da vida dela.
 
É um livro muito realista e que foca de forma muito inteligente o racismo. 
Esperava um final mais fechado, mesmo assim não fiquei desiludida pela forma como as coisas terminaram. É um final credível e sem subterfúgios cor-de-rosa que, possivelmente, não dariam o impacto necessário à finalização da narrativa.

30 Days Eurovision Challenge [Desafio]

Comecei por ver este desafio no blog da Elizabete Cruz do blog A wonderful World.
Depois consultei ainda o site ESC Portugal para ver as categorias que eles usavam.

Peguei nas categorias de Elizabete e depois de duas alterações criei o meu desafio.
Ficam aqui as minhas categorias:

30 Days Eurovision Challenge
Dia 1: Uma música do teu ano favorito
Dia 2: O vencedor que menos gostaste
Dia 3: O vencedor que mais gostaste
Dia 4: A música preferida cantada a solo por uma mulher
Dia 5: A música preferida cantada a solo por um homem
Dia 6: A música preferida cantada por um dueto
Dia 7: A música preferida cantada por um grupo
Dia 8: O 2º lugar preferido
Dia 9: Uma música que não gostava e agora gosto
Dia 10: Uma música que gostava e que agora não gosto
Dia 11: Uma música cuja letra não entendes mas adoras cantar
Dia 12: Melhor Música
Dia 13: Pior Música
Dia 14: Melhor Música Irlanda
Dia 15: Melhor Música Reino Unido
Dia 16: Melhor Música Espanha
Dia 17: Melhor Música França
Dia 18: Melhor Música Alemanha
Dia 19: Melhor Música Itália
Dia 20: Música Favorita que não passou à final
Dia 21: Melhor Música de Portugal
Dia 22: A tua Performance Favorita
Dia 23: Melhor Interval Act
Dia 24: Uma Banda ou Artista Português que Deveria ir ao ESC
Dia 25: A tua música favorita de uma final nacional
Dia 26: Uma música que te faz lembrar alguém
Dia 27: Uma canção do teu cantor favorito que devia ir ao ESC
Dia 28: A tua balada preferida
Dia 29: Uma música que te faz querer dançar
Dia 30: Uma música que devia ter ganho

Sou um fã do festival e por curiosidade gosto de rever as participações mais antigas. Por esta razão, este desafio irá conter músicas de anos em eu ainda não estava cá para testemunhar, mas o facto é que apaixonei pelas músicas. 

Espero que gostem do desafio e quem se quiser juntar é bem vindo :).

2º Aniversário

E hoje o Por Detrás das Palavras festeja o seu segundo aniversário. Confesso que não sei como é consegui levar este projecto durante tanto tempo. Nem sempre me apeteceu continua aqui pela blogoesfera, mas confesso que pelos números actuais tenho muito a agradecer a um grupo de leitores fiéis que por cá vão passando. Deixando ou não o seu comentário, o que interessa é que para o melhor ou para o pior gostam de cá vir ler as minhas palavras e deixarem-se invadir por elas.

Ora vamos a números:
2 anos de vida
102 seguidores (nunca pensei chegar a este número)
448 mensagens 
26450 visualizações

Muito Obrigado a todos!


Quando fiz a reabertura do blog, desafiei os meus leitores a deixarem-me um comentário ou questões que gostassem de ver respondidas. Vou responder aqui às questões e deixar os comentários, mas ficarão disponíveis na página do blog Por detrás do blog. Desde já agradeço às meninas que deixaram as suas palavras aqui para este pequeno cantinho. 

A menina que me deixou as questões foi a Catarina R. do blog Sonhar de olhos abertos!
Como te iniciaste nas leituras beta?
As leituras beta surgiram de forma inesperada. Não fazia a mínima ideia do que se tratava até ver um post no blog Pedacinho Literário a dizer que a Liliana Lavado andava à procura de leitores-beta. E então perguntei-me, porque não? Depois de saber que o género era fantasia (um género do qual não sou particularmente fã) aceitei como um desafio. Confesso que fui agradavelmente surpreendida. 
Confesso que fazer leituras beta, no meu caso, é completamente viciante. Por isso, para mim é difícil resistir a um pedido para fazer este tipo de leituras.
O ano passado foi só para a Liliana que revi. Este ano já tenho uma quantidade significativa. Alguns sou eu que me ofereço, outros casos fui contactada pelos autores e, no caso do João Silva (autor do livro Novos Tempos) foi através da Liliana. 

Tens alguma parceria?
Não tenho nenhuma parceria. Sei que isso talvez desse ao blog outra projecção, mas ainda não aconteceram essas parcerias. Quem sabe um dia, mas não é algo que me atormente. 

Como lidas com blogs que têm mais seguidores que tu e que pensas que não são tão bons, que não investem tanto e que parece que só apresentam a "publicidade" das editoras?
Por acaso lido de forma pacífica. Número de seguidores, não é propriamente sinónimo de muito sucesso do blog. Muitas vezes tornam-se seguidores apenas para participar em passatempos, mas depois não visitam esses blogs como tanta frequência. Eu própria faço isso! Eu gosto de visitar um blog que me ofereça algo novo para ler, que me desafie a pensar sobre o que lá está escrito. Em relação aos outros blogs, vou apenas lá para participar nos passatempos.

Alguma vez te sentiste desanimada e pensaste desistir do blog?
Algumas vezes, mas por aspectos pessoais. A nível pessoal nem sempre as coisas andaram bem durante este último ano o que, por vezes, me deixava sem disposição para cá vir. Entretanto fui aprendendo a lidar com as situações adversas e vi que o blog poderia ser uma boa forma de deixar para trás as coisas menos boas da vida.

Obrigada pelas perguntas Catarina. Espero que as respostas sejam do teu agrado!

Agora ficam os comentários!
Obrigada Cata e Mónica. Os vossos comentários tiveram o dom de me deixar sem palavras!

Parecendo que não, um blogue é um organismo vivo. É preciso cuidar dele, dar-lhe atenção e carinho. Imprimir-lhe personalidade. Deixá-lo crescer. Inová-lo. Torná-lo acolhedor, fazendo dele não só um espaço onde nos sintamos bem, mas onde os outros também se sintam. Conquistar seguidores [conquistar mesmo, fazê-los interessarem-se pelo que publicamos, fazê-los visitarem-nos com regularidade] não é nada fácil.

Conheço este blogue há alguns meses. Conheci a Silvana um pouco antes e nem sabia que ela já possuía o seu cantinho [shame on me], mas depois de o ter descoberto mantive-o debaixo de olho. Nem sempre comento e há posts que me passam ao lado por diversos motivos exteriores ao blogue, mas tenho acompanhado a sua evolução. E tenho gostado do que vejo ^^ É um blogue fantástico, gerido por uma pessoa mais fantástica ainda. Já percorreu um longo caminho até aqui e acredito que poderá ir ainda mais longe!

Muitos parabéns e que venham muitos mais!
Beijinhos*
Cata, do blog Páginas Encadernadas

Quero apenas deixar aqui um pequeno comentário relativamente ao teu blogue: é espetacular. Não, não estou a exagerar. É um cantinho que reflete o teu cunho pessoal enquanto leitora e verdadeira amante de livros e cultura. É impossível não notar a tua dedicação e empenho, assim como a gentileza e cordialidade com que interages com os restantes bloggers. Que mais posso dizer? Continua o bom trabalho! Espero poder visitar esta página e celebrar os seus aniversários durante muito tempo :)

Beijinhos!*
Mónica, do blog A Thousand Lives



Por detrás do autor | Elizabete Cruz

Depois desta rubrica ter estado adormecida durante uns tempos, eis que volta ao blog, e volta em grande com uma autora que apesar de bastante jovem já tem um caminho traçado pelo mundo das palavras. Recentemente brindou-nos com o livro Face Negra
Como é óbvio estou a falar da:

Elizabete Cruz

Elizabete Cruz nasceu a 18 de Junho de 1992 em Montreux, na Suíça. Estuda Radiologia na Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Porto, pelo que vive no Porto em tempo de aulas e em Viana do Castelo nas férias e ao fim de semana. Começou a escrever aos 16 anos, editando o seu primeiro romance, Espelho Indesejado, em 2010, pela HM Editora e em 2012, pela Corpos Editora, o livro "O Homem que Amava Demais".

Muito amavelmente disponibilizou-se para responder a umas pequenas perguntas.

****

Para iniciar, gostaria que nos apresentasses as duas faces da Elizabete, ou seja, qual é a tua face branca e a tua face negra?
Posso desde já dizer que esta pergunta me provocou um sorriso porque, como toda a gente, tenho um lado bom mas também tenho um lado não tão bom! A minha face branca é capaz de ajudar as pessoas, porque realmente gosto de o fazer, é capaz de arrancar um sorriso ou fazer alguém sentir-se bem. No entanto, sei que por vezes a minha face branca se confunde com a negra, porque o meu feitio pode ser mal julgado. Eu posso ser brusca, maldosa ou inconveniente, mas quem me conhece sabe que não é realmente a minha face negra a falar. Quem não me conhece pensa que eu sou uma pessoa intragável. Não obstante isso, eu tenho realmente um lado negro, um que felizmente só se costuma manifestar quando escrevo. É que quando quero realmente ser maldosa, desdenhosa, quando quero realmente demonstrar o meu desapreço, essa pessoa pode esperar sentir o meu desprezo, porque isso vai acontecer. E eu chateio-me poucas vezes, mas quando me chateio a coisa pode ficar feia. Que o diga a minha colega de casa!


Apesar de jovem, já tens um bom caminho traçado no mundo dos livros. O que é que te encanta no mundo da escrita? Foi algo que nasceu naturalmente em ti?
Se dissesse que sempre escrevi bem (acreditando que agora escrevo mais ou menos bem) seria mentira, mas sem dúvida que foi algo que sempre gostei de fazer. Mesmo na escola primária, quando diziam para escrever alguma coisa, ficava tudo frustrado menos eu. Lembro-me até que uma altura uma história minha foi eleita para participar num concurso qualquer pela escola! (não me perguntem o resultado, não me lembro). Não sei se nasceu naturalmente em mim, mas sem dúvida que foi algo que foi sendo aperfeiçoado com a idade, mesmo que em algumas alturas da minha vida tenha fugido desse meu hobbie. Em relação ao que me encanta no mundo da escrita, é sem dúvida poder ser eu a criar as personagens e a decidir o que lhes vai acontecer. É poder criar vidas e vivê-las como se fossem minhas. É poder apaixonar-me pelo jovem norueguês que toca violino ou pelo agradável bailarino que é obcecado pelo cabelo ou mesmo pelo hippie doido que gosta de montar bombas. No mundo da escrita, ou posso ser quem eu quiser a partir daquilo que crio.


De todos os livros até agora lançados, haverá algum que te apeteça mudar? Estou a falar de uma mudança mais drástica e não de pequenas alterações.
Podia dizer que mudaria muita coisa no meu primeiro livro, mas se tivesse oportunidade para isso não o faria. Foi o meu primeiro e nele depositei todo o meu amor. Apesar dos erros que cometi, sei que eles foram necessários e deixaria ficá-los com orgulho. Em relação ao “O Homem Que Amava Demais”, talvez mudasse algumas coisas, especialmente em relação aos tempos da acção e à personagem principal, Inês. Tentaria que ela tivesse sido mais marcante e não uma bóia ao sabor do mar.



Enquanto escritora e boa observadora do mundo, haverá sempre coisas em que te inspiras. Gostaria que partilhasses as tuas fontes de inspiração para construíres toda a história? Alguma dessas fontes de inspiração é algum escritor?

Uma das minhas grandes inspirações é a música. Para tudo. Estou neste momento a responder a esta entrevista e a ouvir música. O mesmo faço quando escrevo, chegando ao cúmulo de pôr a mesma música a tocar por horas a fio se ela me inspirar. Fora isso, inspiro-me muito nas pessoas, mesmo que não as conheça. A partir delas, só de as olhar, consigo criar histórias, imaginando o que essa pessoa conseguiria fazer. Depois, claro, inspiro-me no que vejo, seja à minha volta ou na televisão. Como trabalho num hospital, ouço histórias e chegam-me às mãos casos que podem dar histórias. O mesmo se passa com histórias e situações entre amigos. A maioria das coisas do dia-a-dia serve de inspiração quando se anda à procura dela. 
Curiosamente, não há nenhum autor no qual me inspire. Claro que há autores que consigo tentar seguir, mas a maioria dos autores que aprecio verdadeiramente escrevem policiais, e essa não é a minha praia. Assim sendo, fico-me pela inveja que sinto da genialidade de algumas pessoas.


Debruçando-nos agora sobre o teu último trabalho, o Face Negra. O que é que foi mais fácil e mais difícil na construção das personagens e da narrativa?
Com certeza que o mais difícil foi o facto de nunca ter conhecido ninguém que se adequasse com as características das personagens. A Daniela está bem no centro da narrativa, mas eu nunca convivi com uma stripper ou uma prostituta e muito menos estive num clube de strip. No máximo convivi com um estudante de medicina, que me mostrou a Faculdade de Medicina do Porto. Para além disso enveredei por áreas que nada têm a ver com o que eu estudo, nomeadamente o que está ligado a processos de adopção. Conseguir algo que se aproximasse da realidade exigiu muita pesquisa. 
Em relação ao mais fácil, com certeza foi o facto de as personagens me agradarem. O trio principal foi criado para que existisse mesmo, para que eu os conhecesse e eles fizessem parte da minha vida. Todos eles têm algum traço que vem daquilo que eu gosto nas pessoas e claro, quando se trabalha com pessoas de quem gostamos as coisas tornam-se muito mais fáceis.



Tens alguma personagem preferida? Ou seja, aquela personagem que por mais que haja falta de inspiração há sempre vontade de escrever sobre e para ela.

Esta pergunta é muito fácil. Sem dúvida que é o Marco. Apesar de gostar muito da Daniela, o Marco deu-me muito gozo. Era uma personagem que me obrigava a ser séria e bem-disposta ao mesmo tempo e isso puxava pelo meu bom humor. Ele foi feito para ser um dos preferidos dos leitores e quero que continue assim. Assumo que tenho medo de voltar a pegar nele e estragar um pouco aquilo que fiz com ele até agora, mas aí também está o verdadeiro desafio. Não quero que nenhuma fã do Marco me coloque uma bomba debaixo da cama! 



Das várias reacções que foste recebendo dos leitores, quais foram aquelas que mais te surpreenderam?

As reacções foram diversas, umas positivas, outras nem tanto, mas isso já seria de esperar. Acho que não estava à espera que o Marco fosse mobilizar tanta gente, muito menos esperava receber ameaças do género “se ele fica com a Daniela, eu chateio-me contigo!”. Como já disse, ele era uma personagem na qual eu depositava alguma esperança de sucesso, mas ele realmente conquistou um público. Isso sim, surpreendeu-me, porque acho que nunca tive nenhuma personagem que provocasse tais sensações num leitor. Claro que é um enorme motivo de orgulho para mim que ele tivesse nascido para o mundo literário, mas o caminho dele é agora muito difícil de traçar por causa disso mesmo.


Imagina que está aqui alguém indeciso acerca da compra do Face Negra, o que é que lhe dirias de forma a convencê-lo. 
Bem, antes de mais, eu não nasci em Portugal, mas podem ver no meu CC que tenho nacionalidade portuguesa. Por isso, e porque acho que os autores portugueses merecem realmente apoio, considero esse um bom motivo para levarem o meu livro. Para além disso, depositei neste livro muito de mim e alguma esperança de sucesso. É uma história que eu considero diferente na medida em que a personagem principal é a vilã e as pessoas não gostam dela, mas mesmo assim não lhe desejam mal. Não podem esperar muito romance neste “Face Negra”, mas pelo menos bastante malícia e planos brutais vão encontrar. E claro, vão ter a bruxa má, o fiel servo e o príncipe encantado que, ao contrário do que é costume, está perdidamente apaixonado pela bruxa má! Portanto, eu li, gostei muito e aconselho a comprarem (riso!).


Quanto a projectos futuros, o que é que tens em mente?
Como anunciei recentemente, vou começar a escrever o Face #2, a continuação da história do Marco, da Daniela e do Dyre. A história irá passar-se sete anos depois do que aconteceu no “Face Negra” e cada uma destas personagens irá estar em trilhos que acho que ninguém estava à espera. Quero dar o final merecido a cada um deles. 
Enquanto isso, ando a dedicar-me a algo que já há muito, muito tempo tinha em mente: escrever algo do género fantástico. Será arriscado, eu sei, mas quero mesmo tentar, por isso tenho em mente uma quadrologia que está a ser trabalhada intensamente. O primeiro volume estará, em princípio, pronto até ao final do ano, e acreditem que ele será um presente de Natal para os meus fãs. Mais novidades virão nos próximos tempos acerca dele!

Muito obrigada, Elizabete!

Em três razões...

Bem chegou o momento de lançar a primeira participação na rubrica Em três razões.

A Denise, do blog Quando se abre um livro, não quis deixar de dar a sua sugestão.

Fica aqui a sua escolha e as três razões pelas quais devemos ler o livro.

Alma Rebelde
Carla Soares

Razões

1. É o livro de estreia de uma autora portuguesa que eu acredito que tem ainda muito potencial para nos mostrar.

2. Tem um casal muito amoroso que nos conquista à medida que ambos se vão conhecendo.

3. Apesar de algumas partes do livro nos deixarem à espera de mais, é uma história interessante. E a autora caprichou muito na escrita :)

Podem consultar a opinião da Denise aqui.

Obrigada pela tua participação. Confesso que fiquei curiosa por este livro e, coincidência ou não, terminei um leitura-beta da mesma autora esta semana. Até ao momento, nunca me tinha cruzado com a escrita da Carla, mas depois da minha experiência e do contributo da Denise é algo que tenho e mudar.

Já sabem podem fazer-me chegar a vossa participação por aqui. Aceito qualquer sugestão, porém durante o mês de Setembro estou a dar preferência a livros de autores portugueses. 

Reabertura

Devido às condicionantes de tempo as mexidas no blog foram pequenas! Apesar de não ser uma grande mudança, espero que gostem do novo cabeçalho e da simplicidade da apresentação.

No cabeçalho continuam a encontrar as páginas que vos permitem, mais facilmente, aceder a post mais importantes. Desta forma, conseguem aceder aos autores entrevistados (Por detrás do autor), aos livros (Palavras desvendadas) e aos filmes (Por detrás da tela)  que vão sendo opinados, os desafios literários a que me vou propondo (Desafios) e aos tops que às terças feiras vão aparecendo por aqui (Top Ten Tuesday). Estás páginas já figuravam no formato anterior, mas surgiram duas novas páginas:

  • Por detrás do blog 
Nesta página quero dar a conhecer o blog, mas vou deixá-lo em aberto para preencher no próximo domingo (o dia do aniversário). Esta espera tem uma razão. Vou esperar pelas vossas perguntas ou comentários acerca do blog para completar esta páginas. Podem deixar essas mesmas perguntas aqui nos comentários. Nada ficará visível de forma a manter a surpresa até ao dia em questão, mas confirmarei a recepção.
  • Em três razões
Esta página será para colocar as sugestões de livros que vão surgir através do desafio que criei na semana passada. Podem continuar a participar!

Espero estes dias conseguir colocar as minhas opiniões literárias em atraso dos seguintes livros:
  • As serviçais (Kathryn Stookett)
  • Sedução Intensa (Lisa Kleypas)
  • O sabor da vingança (Karen Rose)
As minhas leituras oficiais para o blog estão um pouco paradas devido às minhas leituras beta. Confesso que me tornei viciada nestes projectos. Neste momento, terminei a leitura de um livro de Carla Soares e só vos digo que promete. Entretanto tenho mais dois em lista de espera: o segundo livro da saga Anjos Negros da Soraia Pereira e o livro da Carla Pais. Estou muito curiosa em relação ao conteúdos destes dois livros, espero que me surpreendam.

Ainda esta semana espero publicar a entrevista da Elizabete Cruz, a autora do sucesso Face Negra e iniciar o 30 Days Eurovision Challenge.

As Frases Marcantes e as Passagens Memoráveis continuam a fazer parte dos conteúdos do blog. 

Espero que gostem daquilo que preparei para vocês. Qualquer sugestão podem deixar nos comentários. 
Fico à espera das vossas perguntas e das vossas apreciações!

Deixem-se invadir pelas palavras!
Silvana

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