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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

27
Fev14

[Opinião] 6 de Abril '96


6 de Abril de '96

Autora: Sveva Casati Modignani
Ano: 2004
Editora: Asa
Número de páginas: 384 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Numa manhã de Verão, na igreja milanesa de San Marco, uma jovem e belíssima mulher é brutalmente atacada. Quando desperta da delicada cirurgia a que foi entretanto submetida tem perante si a difícil tarefa de recuperar a sua própria identidade, já que a violência de que foi vítima lhe provocou a perda da memória. As recordações avivam-se pouco a pouco e é penosamente que ela recompõe a sua história e a da sua família. Mas é um processo doloroso, pois Irene Cordero – é este o seu nome – carrega consigo uma pesada herança. Já a mãe e a avó haviam pago caro as tentativas de seguir os ditames do seu coração, violando a moral, as convenções e a cultura de um mundo rural que as obrigava à submissão e à obediência; um doloroso estigma que tão- pouco poupa Irene que, com apenas dezoito anos, abandona o campo e parte em busca do seu próprio caminho. Porém, não obstante o sucesso profissional e o bem-estar económico, Irene não consegue encontrar o equilíbrio emocional. Será necessária uma crise profunda para que ela encontre forças para se renovar, para fazer as pazes com o passado e para aguardar o amanhã com serenidade e confiança.

Um romance intenso e empolgante dedicado às mulheres: as de ontem, que lutaram por assumir as rédeas do seu próprio destino, e as de hoje, que têm a sorte de poder usufruir da autonomia conquistada. Porque não há liberdade maior do que a que nos permite ser e viver segundo a nossa vontade.

Opinião
Descobri os livros da Sveva durante a minha adolescência e desde o primeiro livro que li, que foi A cor da paixão, fiquei fã das histórias da autora. Há livros que gosto mais, outros que não gosto assim tanto. Tudo depende do enredo com que me deparo, uma vez que a escrita é sempre envolvente e fluída.

Este livro é o somatório da vida de três mulheres com coragem para enfrentar as agruras da vida, mas com uma dificuldade em deixar entrar o amor nos seus corações. É no amor que encontram grandes insatisfações para a sua vida e é também o responsável por crises mais ou menos difíceis de ultrapassar. 

É a partir de Irene que a autora nos convida a fazer uma viagem às raízes desta mulher dando-nos a conhecer a história da sua avó Agostina e da sua mãe Rosanna.
Gostei das três histórias. Agostina e-nos apresentada como uma mulher de coragem e de personalidade decidida. Incapaz de ser submissa aos homens, trava duras batalhas em busca de si mesma. A sua filha Rosanna herda a mesma personalidade vincada da mãe, mas não é suficientemente forte deixando-se dobrar pela tristeza. Irene, filha de Rosanna, herda o que de melhor tem cada uma das suas principais referências familiares femininas, mas herda também a insatisfação em relação ao amor e à forma como olha para o casamento.

Gostei bastante da história familiar que une estas três mulheres. É envolvente e com algumas surpresas. No meu caso, fui mais surpreendida na história de Agostina. A história de Rosanna tem aspectos um pouco previsíveis enquanto que a história de Irene me deixou cheia de reticências. Acho que, em relação a esta última personagem, ficaram coisas por dizer e por resolver. Algumas partes não foram bem interligadas e eu esperava mais mistério e contornos obscuros no que respeita ao assalto que Irene sofre na igreja milanesa de San Marino. Senti-me um pouco desiludida porque todas as minhas teorias mirabolantes caíram por terra perante um episódio demasiado simplista. 
As relações e as vivências amorosas de Irene, também me deixaram insatisfeita. Senti falta de elos de ligações entre as partes da vida de Irene que nos eram cortadas (a história de Irene foi contada de forma intercalada com as histórias da mãe e da avó). 
Outro aspecto que estranhei foi o facto de que, no início do livro, a autora mostra-nos o primeiro contacto entre Angelo e Irene que deixa os leitores a pensar de uma forma que depois não se coaduna com o que de facto se passou. 

No geral posso dizer que gostei do livro e reforça a minha ligação com esta autora. Não fica a ocupar o lugar dos meus livros preferidos da autora, mas foi uma boa leitura e vai de encontro àquilo que já estava habituada.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.  
27
Fev14

Palavras Memoráveis


(Imagem daqui)

Achamos sempre que já vimos tudo, achamos que conhecemos tudo de cor.

Mas esquecemos – disse Christy. – É tão fácil esquecer.

Ou nem sequer olhar.

Vamos prometer um ao outro – propôs ele, com o olhar a brilhar tanto como a aurora boreal – que não vamos nunca esquecer de olhar.
– Eu lembro-te… - disse ela. – Prometo.
Luanne Rice, Milagre em Nova Iorque
26
Fev14

Março | Maratona Viagens (In) Esperadas


Olá Maratonistas,

Março está aí à porta o que significa nova maratona! Março é um mês rico de acontecimento, mas nós escolhermos assinalar 2: o Carnaval e o Dia Internacional da mulher. 

Irá decorrer entre as 00:00 do dia 3 de Março e as 23:59 do dia 9 de Março.

Este mês não haverá votação, mas poderão ler livros de duas categorias diferentes. 

  • Ler livros escritos por autores que usaram pseudónimos (Uma forma de assinalar o Carnaval, uma vez estes autores usam “máscaras” para nos dar a conhecer as suas palavras)
  • Ler livros escritos por autoras e em que as personagem principal seja uma mulher (esta é a nossa forma de assinalar o dia da mulher que se comemora em Março).

Quem quiser juntar-se a nós, há um grupo muito dinâmico no facebook à vossa espera (aqui).

Boa maratona e esperamos que se divirtam!
26
Fev14

[Opinião] A Prisão do Silêncio


A Prisão do Silêncio

Autora: Torey Hayden
Ano: 2009
Editora: Editorial Presença
Número de páginas: 328 páginas
Classificação: 5 Estrelas

Sinopse
A trabalhar no ensino especial, Torey Hayden, psicóloga e professora, procura devolver afecto às crianças perturbadas psiquicamente. A todas une o mesmo sentimento: problemas na infância que as leva a manifestar comportamentos invulgares e preocupantes, geralmente em consequência de algum tipo de maus-tratos. Com o dom de desbloquear estes sentimentos, Torey Hayden foi chamada por um centro de tratamento para ajudar um rapaz a sair da sua prisão de silêncio. Com 15 anos, Kevin ou Zoo Boy não falava, não mudava de roupa, não tomava banho e escondia-se debaixo de mesas construindo uma jaula com cadeiras dentro da qual se encerrava. A professora trabalhou a leitura com Kevin e passo a passo o rapaz foi recuperando e quebrando o silêncio. Sétimo livro de uma autora que já vendeu 100.000 exemplares em Portugal e se encontra publicada em 20 países.

Opinião
Já por diversas vezes dei a conhecer a minha admiração por Torey Hayden aqui no blog, referindo-a em algumas TAGs e numa opinião a um livro seu. Esta minha admiração cresce à medida que vou lendo os livros dela.

Neste livro, Torey conta-nos a história de Kenvin. Um adolescente atormentado por fantasmas de um passado que ficou, durante muito tempo, desconhecido para Torey. Não é uma história bonita, nem fácil de ler e digerir, mas quantos Kevins não andaram espalhados por este mundo? Talvez haja mais Kevins do que Toreys de coração enorme capazes de abraçar os desafios que estas crianças oferecem a técnicos de saúde mental.

Mais uma vez assistimos a uma boa exploração dos acontecimentos. Senti, por vezes, que Torey poderia ter ido um pouco mais longe nas suas reflexões e hipóteses sobre o caso. Oferecendo ao leitor um maior acesso ao seu consciente e ao seu pensamento nas questões ligadas a Kevin, Jeff e Charity.

Foi um livro que mexeu com as minhas emoções e sentimentos. Mexeu de uma forma um pouco inesperada e revi-me em muitas das atitudes de Torey em relação às suas atitudes profissionais. Torey descreve-se como sendo um pouco séptica em relação aos aspectos teóricos que servem como pano de fundo ao trabalho dos psicólogos. Em certa medida concordei com ela. Não sou tão radical como ela, mas reconheço que temos de olhar para as pessoas e para os seus problemas de uma maneira muito mais abrangente do que aquela que as teorias nos oferecem. Do meu ponto de vista é importante ajustar as técnica e os conceitos teóricos às pessoas do que procurar encaixar as pessoas nas teorias e arranjando uma forma de classificar o seu problema. É claro que existem aspectos que há necessidade de serem classificados, como por exemplo as questões relacionais com as doenças mentais, mas a forma de trabalhar com as pessoas deverá ser única. Talvez esteja a ser confusa para as pessoas que estão a ler está opinião de uma área profissional que não se enquadra com estes aspectos, mas no fundo o que pretendo passar, e que é algo bem visível no trabalho de Torey é: as pessoas têm as suas idiossincrasias e merecem a nossa total atenção e dedicação e neste sentido devemos procurar ajustar os nossos conhecimentos àquilo que elas são e representam. Se para isso temos de transpor as barreiras teóricas que nos são dadas a conhecer, deixa de se tornar um facto relevante quando os resultados atingidos com as pessoas são positivos. Naquele momento, o mais importante é estar ali para aquela pessoa, para o seu problema, para aquela forma de ver o mundo. Todos estes aspectos são bem visíveis no trabalho que Torey e Jeff fazem com Kevin. Eles ultrapassam muitas das barreiras teóricas. Interessaram-se genuinamente com Kevin e os resultados, depois de muito esforço, são muito positivos.

A prisão do silêncio activou o meu lado saudosista, transportando-me para lugares do passado. Senti saudades do meu trabalho e daquilo que já fiz, senti saudades de uma relação profissional que se transformou num boa relação de amizade, tal como Torey construiu com Jeff, e que a distancia tem dificultado o contacto.  

Não sei qual a relação que vocês têm com esta autora, mas aconselho àqueles que nunca se deixaram invadir pelas palavras desta senhora que colmatem esta falha e se entreguem aos livros dela. Do meu ponto de vista são particularmente úteis a quem tem uma actividade profissional ligada às crianças.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras.
26
Fev14

Palavras Memoráveis

Há quem diga que pelo começo de uma boa história se pode ler sempre nas entrelinhas qualquer coisa que ajude a imaginar o seu fim.


(...) não há nada que substitua uma palavra certa: doce ou amarga, pequena ou grande, não importa, que acima de tudo possa ser ela justa, consistente e... verdadeira.


Pedro Strecht, Final Feliz
25
Fev14

Top Ten Tuesday | REWIND - Histórias de Amor Preferidas (literárias)



O Top Ten desta semana é escolhido por nós de entre todas as categorias passadas. Pode ser alguma que não tenhamos feito, ou alguma que queiramos repetir. Eu cá optei por uma que ainda não fiz.

Sendo Fevereiro o mês do amor, decidi-me por este top ten.


10 Histórias de Amor Preferidas (literárias)

Aqui ficam as minhas 10 histórias de amor literárias preferidas, sem qualquer ordem específica.

  1. Diário da Nossa Paixão (Nicholas Sparks) - Acho que é difícil ficar indiferente à história de amor entre a Allie e o Noah. É uma amor adolescente que nunca esmorece e que mesmo depois de estarem separados, o que sentem um pelo outro é igualmente forte. 
  2. Amor em Lume Brando (Anna Casanovas) - Emma e Guillermo são os protagonistas de uma história de amor bem doce e recheada de bons momentos. Adorei estes dois e a forma como eles cresceram ao longo do livro. Emma aprendeu muito, olhando para aquilo que realmente iria fazer sentido para si própria. Guillermo manteve-se fiel ao romantismo dele e à sua personalidade. Um livro que recomendo. 
  3. Um momento inesquecível  (Nicholas Sparks) - Esta é uma história de amor com um final triste, muito ao género daquilo a que Nicholas Sparks nos acostumou. Landon e Jamie são apresentados como opostos, mas ao longo do livro vão descobrir que aquilo que os une é muito mais do que aquilo que os coloca em zonas opostas. Mais um livro e uma história de amor difícil de esquecer.
  4. O Grande Amor da Minha Vida (Paullina Simons) - Tatiana e Alexander encantaram-me desde as primeiras páginas. Todo o livro oferece-nos uma história de amor inesquecível e memorável, uma história que acompanhou o meu pensamento durante muito tempo. 
  5. A Mulher do Viajante no Tempo (Audrey Niffenegger) - Como escrevi na minha opinião a este livro, esta é uma história bonita para ler a dois. Claire e Henry protagonizam uma história de amor incomum, ou não fosse ele um homem de todos os tempos. Ao início parece confuso, somos apanhados em momentos diferentes do crescimento de Claire, mas depois de entrarmos no ritmo somos facilmente agarrados a história de amor destes dois.    
  6. Sedução Intensa (Lisa Klypas) - Lillian e Marcus oferecem-nos momentos muito diversificados à medida que a história de amor deles se desenvolvem. Apesar de desde cedo se sentirem bastante atraídos, entram num jogo de provocação que deixa o leitor divertido. Porém, há uma altura em que esta provocação dá uma tórrida relação. 
  7. És o meu segredo (Tiago Rebelo) - Tiago Rebelo é dos autores portugueses que nos oferece bonitas histórias de amor. A história de amor deste livro ocupa um lugar especial no meu coração. Filipa sempre gostou do Tomás, mas ele nem sempre andou muito encantado por ele. Contudo, há um momento em que os corações de ambos se encontram e uma amizade dá origem a uma bonita história de amor. 
  8. Inverso (Liliana Lavado) - Ivana e Gabriel são dos poucos casais adolescentes que me conquistaram. Um amor mágico e inocente que me prendeu da primeira à última página. 
  9. Um dia (David Nicholls) - O que tanto me apaixonou na história de Emma e Dexter foi o factor amizade que eles vão construindo ao longo dos anos. Eles têm a noção de que se apaixonaram, mas preferiram ir mantendo a amizade que os unia. 
  10. O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá (Jorge Amado) - Esta é das histórias de amor infantis que mais me recordo. Sofri um pouco com o Gato Malhado. Um gato mal visto pelos outros animais lá do sítio e que se apaixona por uma Andorinha um pouco convencida. É engraçado ver a forma como a relação deles evolui. 


25
Fev14

[Opinião] A Filha da Floresta (Sevenwaters # 1)


A Filha da Floresta  (Trilogia de Sevenwaters, #1)

Autora: Juliet Marillier
Ano: 2002
Editora: Bertrand Editora
Número de páginas: 448 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
A Filha da Floresta é uma história do tempo em que a Irlanda e a Bretanha ainda não eram "uma só ilha", do tempo em que a honra era a razão de viver de muitos homens e também do tempo em que o amor entre irmãos vencia qualquer contratempo, derrotando quem os tentasse separar.

Colum, senhor de Sevenwaters, tinha sido abençoado com sete filhos: Liam, Diarmid, os gémeos Cormack e Connor, o rebelde Finbar e o novo e compassivo Padriac. Mas Sorcha, a sétima filha do sétimo filho, única mulher da família e muito nova para ter podido conhecer a sua mãe, está destinada a proteger a sua família e a defender as suas terras dos Bretões e do clã conhecido como Northwoods. Após a chegada de Lady Oonagh, uma traidora que se infiltrou em Sevenwaters, bela como o dia mas com o coração negro como a noite, tudo mudou. Para alcançar o seu objectivo, enfeitiçou Lord Colum e transformou os seus seis filhos em cisnes, tendo ficado unicamente Sorcha. Depois de escapar ao poder da feiticeira, Sorcha refugiou-se na floresta, longe de casa para poder cumprir a sua tarefa e salvar os seus irmãos. Mas é, entretanto, capturada pelo inimigo, ficando assim todo o seu futuro nublado, uma vez que Sorcha irá estar dividida entre o mundo que sempre tomou como seu e um amor, que só aparece uma vez na vida.

A Filha da Floresta é o primeiro livro de uma belíssima trilogia sobre sete irmãos, que pertencem à mesma corrente do mesmo lago e ao profundo bater do coração da floresta.

Opiniões
A Filha da Floresta é o primeiro livro da trilogia Sevenwaters da escritora Juliet Marillier. É, também, o primeiro livro que leio da autora e posso já dizer que me deixou com vontade de ler mais. 

Não me apaixonei pelo livro e por esta história logo nas primeira páginas. Para mim, o início da leitura foi difícil porque estava a achar o livro demasiado descritivo, faltando-lhe aspectos que me prendessem à vida daquelas personagens. Sensivelmente, até à página cento e muitos vi os meus sentimentos em relação ao livro a oscilarem. Houve momentos em que tinha imensa vontade de avançar na história, contrastando com outros em que lia meia dúzia de páginas e me via obrigada a parar, sentindo, por vezes, vontade de desistir. Mas eu sou teimosa e raramente desisto! E assim lá ia avançando. Até que se dá um determinado acontecimento no livro. A minha ideia inicial foi: Ok! A partir daqui é que as coisas serão ainda piores e vou ganhar uma aversão ao livro. Este preconceito revelou-se nitidamente errado. A partir deste ponto comecei a ganhar uma imensa vontade de ler para saber o que se iria passar. Só tenho a dizer: ainda bem, que continuei a ler! É claro que não vou revelar o acontecimento, seria spoilar e perderia o interesse para quem ainda pretende ler o livro.

Este livro insere-se no género da fantasia. Quem por aqui vai passando sabe que eu não morro de amores pelo género. Devem estar a pensar que provavelmente este livro me deixou com menos reticências em relação ao dito género, mas lamento informar que as reticências continuam as mesmas. Aquilo que mais me rendeu ao livro e me fez apaixonar pelo conteúdo destas páginas ultrapassa, em grande escala, os elementos fantasiosos que estão presentes. É certo que eles fazem parte e tornam-se fundamentais para o decorrer dos acontecimentos, mas eu consegui olhar para algo mais profundo. As personagens e as missões que acarretam superam a fantasia devia às mensagens úteis que nos deixam.

Sorcha, a Filha da Floresta, é uma personagem fantástica. Lutadora e teimosa no cumprimento de todas as suas missões. Ao mesmo tempo é detentora de uma doçura e bondade que não passam despercebidas ao leitor. Sofri imenso com a Sorcha e com a dura missão que lhe caiu aos ombros. Admirei a coragem dela e todos os passos que dava em direcção ao final da sua missão. Uma boa personagem feminina... Admirável e memorável.

De entre todos os irmão de Sorcha, destaco Finbar (se fosse a falar de todos eles a opinião iria alongar-se em demasiado). Foi o que que mais gostei, mas ao mesmo tempo foi o que mais fugiu à minha compreensão. Espero que no próximo volume as coisas se clarifiquem e eu fique a saber mais do futuro deste personagem que me fez doer o coração com aquele final.

Gostei muito do Red. Um homem com bom coração, capaz de o abrir mesmo às coisas que não compreende. Um exemplo daquilo que é ser paciente, respeitador e sensível. 

Outro aspecto interessante, é a importância que as histórias têm para Sorcha. São a sua fonte de paz espiritual, uma forma de aguentar as coisas menos boas. Adorei! Acho que é também isso que procuro nos livros, uma maneira de fugir às coisas dolorosas da vida. 

Este livro transporta muitas mensagens, dá origem a muitas reflexões. Até onde iríamos por amor à nossa família? Que sofrimento estaríamos dispostos a suportar para salvar alguém de quem gostamos? Até onde podemos ser pacientes quando estamos sedentos de respostas às nossas interrogações? 
Um livro intenso, cheio de boas mensagens e espero que quem ainda não leu se sinta motivado a fazê-lo.

Boas leituras e deixem-se invadir pelas palavras. 



24
Fev14

[Opinião] O passado que seremos


O Passado que Seremos

Autora: Inês Botelho
Ano: 2010
Editora: Porto Editora
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 1 Estrelas

Sinopse
Elisa e Alexandre conhecem-se num fim-de-semana no Caramulo. São ambos jovens, pertencem a círculos diferentes, vêem o mundo de perspectivas quase sempre opostas – e, no entanto, parecem incapazes de escapar à atracção que lentamente os envolve. Com avanços e recuos, iniciam então uma relação que não entendem e questionam. Mas que os marcará para sempre.
Elisa tem medo da lua e das janelas sem cortinas. Pensa de mais e quer entender o mundo nas suas múltiplas facetas. Alexandre, pelo contrário, avança sem grandes reflexões, preocupado em aproveitar cada momento do presente antes que as responsabilidades o amarrem.
Romance de iniciação à idade adulta, O Passado Que Seremos dá-nos o(s) retrato(s) de uma geração e dos caminhos onde procura encontrar a “sua” verdade.

Opinião
Esta foi a minha estreia com Inês Botelho e não foi um bom começo. Não foi uma boa leitura!

O Passado que seremos traz-nos a história de Elisa e Alexandre. Eles são dois jovens provenientes de mundos e famílias diferentes. O meu desagrado para com este livro não está relacionado com o conteúdo da história, mas sim com o tipo de escrita da autora e a forma usada para conduzir os acontecimentos.

A história é narrada na primeira pessoa, quer pela Elisa, quer pelo Alexandre. Porém, não é dada essa indicação ao leitor. Eu só me apercebia de quem estava a narrar depois de ler algumas linhas. Sei que é uma forma diferente de nos apresentar as coisas, mas para mim, o início foi muito complicado. Tornava-se confuso tentar descobrir a quem pertencia determinado capítulo.

Inês Botelho usa um tipo de escrita muito próprio. Por vezes, sentia que ela usava um amontoado de palavras para explicar acontecimentos mais simples. Pessoalmente, não me identifico muito com este estilo. Complica a narrativa, dificulta a compreensão da história e não me motiva para a leitura. Senti-me a arrastar ao longo daquelas páginas, algumas vezes perdidas na complexidade das frases usadas para descrever os acontecimentos. 

Depois desta experiência com Inês Botelho não fiquei com muita vontade de ler outras obras da escritora. Fiquei um pouco desiludida, pois tinha lido opiniões positivas às obras da escritora e a esta em particular.

E vocês, já leram obras de Inês Botelho? O que é que acharam?

Boas leituras e deixam-se invadir pela palavras.
23
Fev14

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 7 e 8

DESAFIO 7
Mostra-nos 3 livros de 3 países diferentes de um só continente que gostarias de ler/comprar.
Eu escolho o continente Americano (abrangendo Norte e Sul) e gostaria de ler os seguintes livros:
1. Capitães na Areia de Jorge Amado - Brasil
2. O Caderno de Maya de Isabel Allende - Chile
3. A culpa é das estrelas de John Green - Estados Unidos da América

DESAFIO 8
Faz um balanço final das tuas leituras. Quantos livros/países leste? Qual o número total de páginas lido?
Este é o último desafio da maratona. Eu terminei as minhas leituras durante a tarde. Consegui cumprir o plano a que me tinha proposto. "Visitei" 3 países: 
  • E.U.A. - A prisão do Silêncio de Torey Hayden- Livro terminado - 290 páginas
  • Itália  - 6 de Abril de 96 de Sveva Modignani -  384 páginas 
  • Portugal - Duas gotas de sangue e um corpo para a eternidade de Carina Portugal - 21 páginas


As minhas leituras deram-me um total de 695 páginas lidas.

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Resultados Anteriores:
Maratona 1 | Janeiro - 534 páginas lidas
23
Fev14

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 5 e 6


DESAFIO 5
Que imagem escolherias para uma capa alternativa do livro que estás a ler (sugerido pela Cláudia Oliveira).

Cá continuo a minha leitura do livro 6 de Abril de 96. Eu gosto da capa da edição portuguesa uma vez que me repete para uma das partes do livro que mais gosto. Apesar disso, acho que a imagem de um anel com a inscrição 6 de Abril de 96 no interior também seria bastante adequada. Não, não é data de casamento. Aconselho-vos a ler o livro, porque até eu andei longe de adivinhar o significado daquele anel com aquela inscrição. 

O anel poderia ser algo do género (não consegui encontrar um que fosse de encontro ao descrito no livro).
(imagem retirada daqui)


DESAFIO 6
De que país é o autor do livro que estás a ler? É a primeira vez que lês um livro de um autor com essa nacionalidade? Se não, deixa algumas recomendações de bons livros desse país ou os últimos livros que gostaste desse país?

Curiosamente, é a única escritora italiana que li. Não me lembro de ler livros de mais autores italianos. Eu gosto muito da Sveva e da forma como ela constrói histórias apaixonantes sobre mulheres de coragem. Já li muitos livros desta autora, mas vou recomendar os meus dois livros preferidos até ao momento: A siciliana e Lição de tango.

21
Fev14

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 4


DESAFIO 4
Que estás a achar do livro que estás a ler? Que palavra na língua do autor usarias para descrever o livro?

Continuo com o livro que iniciei ontem, 6 de Abril de 96 de Sveva Casati Modignani e tal como todos os outros livros desta autora que já li estou a gostar bastante. A autora presenteia-nos como uma escrita fluída e com histórias que envolvem romance e alguns mistérios que prendem o leitor à história. 

A autora é italiana. Eu não sei italiano, mas gosto muito da sonoridade da língua. A palavra que acho que descreve a história para já é MISTERO (espero não ter sido enganada pelo google tradutor).
20
Fev14

Maratona Viagens (In)Esperadas (2) | Desafio 3


DESAFIO 3
Que personagem serias do livro que estás a ler ou que já leste para a maratona?

Neste momento, encontro-me a ler 6 de Abril de 96, mas como ainda li poucas páginas não dá para ter uma opinião formada sobre as personagens. Mas, baseando-me no análise bastante superficial, poderia ser a Elena. É uma neurologista que se dedica ao estudo do funcionamento da memória. Pessoalmente, é um tema também do meu interesse e via-me a fazer investigação nessa área.
20
Fev14

Palavras Memoráveis

(imagem retirada daqui)
- Avô, posso perguntar-te uma coisa? - disse com timidez própria dos adolescentes.
- Claro, Guillermo, o que tu quiseres. - O avô, que estava na varanda a ler o jornal, endireitou-se um pouco na cadeira.
- Quanto tempo demora alguém a apaixonar-se? - Guillermo fingiu estar muito interessado no rótulo de uma garrafa de água que estava ali ao lado.
- Porque queres saber?
- Por nada. Coisas da escola - respondeu, um pouco corado.
- Depende - replicou o avô, tirando-lhe a garrafa das mãos antes que ele entornasse toda a água. - Há quem nunca se consiga apaixonar, mas se a pessoa certa aparecer... - Esboçou um sorriso enigmático, com o qual pretendia captar a atenção do seu neto preferido.
- Se a pessoa certa aparecer, o quê?
- Se a pessoa certa aparecer... - estalou os dedos - ... basta um segundo.

Anna Casanovas, Amor em Lume Brando

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