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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

30
Set14

30 dias 30 músicas | Dia 30

Dia 30: A tua canção favorita do ano passado


Get Lucky
Daft Punk



E chegou ao fim este desafio que me deu muito prazer em fazer. Infelizmente muitas das músicas que eu gosto e que me acompanham ficaram por partilhar com vocês. Espero que tenham gostado das minhas escolhas. Sei que muitas são pouco ouvidas, mas eu tenho um gosto particular. 


29
Set14

Monday Madness #4


1. Hoje começou como uma manhã normal de Segunda-feira, até que...
... uma fada de tons brilhantes se materializa à minha frente. É uma fada vestida de branco e com asas translucidas e repletas de pequenos diamantes brancos. Estava perdida! Vinda do mundo dos sonhos, do sonho de uma criança que estava em perigo e que ela todas as noites visitava para lhe dar algum conforto e mostrar-lhe pequenos momentos de felicidade. Queria saber como voltar para lá, tinha um sonho para ajudar a terminar, caso contrário o dia dessa criança seria terrível. Peço-lhe para se focar na criança e me contar aquilo que ela mais gosta nela. E então, os olhos cinzentos da fada começam a brilhar no mesmo momento em que ela perde no amor que sente pela aquela criança e quando menos espera, desvanecesse no céu deixando um pouco de pó das estrelas para trás. E então eu acordo!! Era apenas um sonho onde um fada apareceu para iluminar os pesadelos das últimas noites.


2. Como é que descreves uma pessoa que tem tudo o que alguém alguma vez poderia desejar?
Simplesmente não descrevo!! Somos pessoas insatisfeitas, por isso por mais perfeitas que fossemos iria faltar sempre alguma coisa.


3. Houve um acidente terrível. Acordas numa cama de hospital, sozinha e com nada à tua volta - nada de postais, flores, nada que diga o porquê de estares no hospital - excepto um espelho. Atrever-te-ias a olhar-te no espelho?
Sim, queria ver-me ao espelho. Queria ver o estado em que fiquei, nomeadamente ver o grau do estrago. 

4. Um dia acordas num colete de forças, a ser levada para um asilo. Como é que provas a tua sanidade? O que é que os guardas e os psiquiatras dizem que tu fizeste?
Acabava de terminar o meu ritual espiritual quando entram pela sala a dentro. Colocaram-me um colete e acusaram-me de andar a influência e dominar pessoas para entrar numa comunidade espiritual com regras pouco legais. Baseiam-se em testemunhos de vizinhos e elementos dessa própria comunidade. Procuro explicar aos psiquiatras e aos guardar que apenas estava a fazer meditação e que a meditação é o meu ritual espiritual diário. Exijo-lhes um interrogatório completo para se aperceberem que eu não fazia a mínima a ideia do que estavam a falar. Quando fico presa na sala de interrogatório e olhos para os documentos vejo a fotografia da pessoa que procuram. Para grande azar meu é uma sósia. Bem, vai ser difícil provar a minha sanidade mental, mas não vou desistir. 

5. O que é que adoras ou detestas acerca de cozinhar?
Eu gosto muito de cozinhar e gosto da liberdade criativa que a cozinha nos oferece. Gosto de fazer de tudo, mas tenho uma queda especial para doces e sobremesas. Sou muito organizada a cozinhar e irrita-me quando estou numa cozinha onde as pessoas não são assim tão organizadas. Eu vou lavando e arrumando a loiça à medida que vou usando, e faço o mesmo com os utensílios. Assim, no final, posso desfrutar da minha refeição de modo sossegado, sem me preocupar com a pilha de coisas que tenho para arrumar.
29
Set14

30 dias 30 músicas | Dia 29

Dia 29: Uma música da tua adolescência


My Immortal
Evanescense

Lembro-me de muito pouco da minha adolescência. Por muito estranho que possa parecer são poucas as recordações... Não foi um período muito fácil daí ter retido pouco. Esta foi daquelas músicas que me ficou no ouvido e ainda hoje, muito de vez enquanto gosto de ouvir. 


27
Set14

Maratonas Viagens (In)Esperadas (9) | Desafios 3, 4, 5 e 6


[Desafio 3] Castanho
Esta cor tem como um dos significados a paciência e maturidade. Achas que a tua relação com calhamaços tem sido diferente ao longo dos anos? Tens mais ou menos paciência agora para os ler?

É claro que à medida que o nível de leitura foi aumentando senti que tinha mais facilidade em ler livros com mais páginas. Por isso, a minha relação com calhamaços foi diferente ao longo dos anos. Só quando o meu nível de leitura aumentou e o meu nível de compreensão daquilo que lia se intensificou é que me comecei a virar para livros com mais páginas.
Eu sou muito paciente... Aliás sou a paciência em pessoa, por isso não posso dizer que já tive mais ou menos... Sempre me senti com disponibilidade e paciência para ler livros grandes a partir do momento em que meu desenvolvimento intelectual o permitiu.


[Desafio 4] Cinzento
Cinzento é a cor da modernidade e da Inovação.
Pensa nos livros que leste, ou estás a ler para a maratona, há algum que consideres ser inovador? Em que é que achas que o autor inovou?

Ainda continuo com a leitura do livro "Sepulcro" de Kate Moss e sim , a autora é inovadora na forma como está a contar toda a história. Ainda bem que voltei a dar uma nova oportunidade a este livro. Kate Moss conjuga mistério e relações familiares de uma forma engenhosa... Como elemento inovador temos o facto de muitos aspectos do livro estarem relacionados com um baralho de tarot e um sepulcro. Ainda não posso adiantar muito mais, porque ainda não desvendei o mistério, mas estou curiosa para ver qual a ligação entre tudo isto.


[Desafio 5] Vermelho
É a cor do fogo e da paixão, do entusiasmo e dos impulsos.
Nos livros que leste ou estás a ler para a maratona há alguma personagens que encaixe na simbologia desta cor? Qual é essa personagem?

Eu continuo a ler o Sepulcro e neste livro, a personagem que encaixa mais ou menos na simbologia desta cor é a Leonie Vernier. Leoni é uma jovem de 17 anos curiosa e que gosta de desvendar mistérios. Este livro esta relacionado com um baralho de tarot especial e ela representa a carta 8 - A força.


Elementos do Outono é a segunda etapa dos desafios desta maratona e que vou iniciar agora. Esperamos que gostem.
[Desafio 6] Folhas caídas
No outono as folhas abandonam o sossego e a protecção das árvores. Em sucessivas quedas, pintam o chão com as mais variadas cores, ao mesmo tempo que imprimem no ar uma sonoridade tão característica no momento em que passamos por cima delas e as fazemos estalar. É bom caminhar sobre as folhas e ver o vento brincar com elas…
Qual o livro que de bom grado lhe arrancarias umas folhas?


Ao Anoitecer de Susan Minot foi dos piores livros que já li na vida. É aborrecido, com uma escrita confusa e uma ideia mal aproveitada por parte da autora. Por isso, seria de bom grado que lhe arrancaria algumas folhas, reescrevia a história introduzindo novas folhas.
27
Set14

TAG | Livros que falam de livros

Esta tag foi-me passada pela Cata (na altura ainda tinha o blog Páginas Encadernadas) e estava aqui guardada à espera de ser respondida.

Esta TAG foi originalmente criada pela Jojo do blog e canal Os devaneios da Jojo.

Consiste no seguinte:

1. Enumerar 6 livros favoritos que falam de livros

Estarás aí?

Neste livro, são feitas referências a livros que as personagens estão a ler em determinado momento da sua vida.

A Rapariga Que Roubava Livros

No livro A rapariga que roubava livros, há uma menina que se apaixona pelos livros.

As Serviçais

Neste livro, uma das personagens está a escrever um livro sobre a situação das empregadas negra da sociedade.
O Grande Amor da Minha Vida (O Cavaleiro de Bronze, #1)

Há aqui um livro que vai desempenhar um papel importante na história. Assim como falam de livros, quando foi necessário evacuá-los da biblioteca.


Uma vez na vida traz-nos a história de vida de uma escritora. Por isso, ao longo do livro são nos apresentados os livros que ele escreveu e o processo de escrita.

O Jardim dos Segredos

Eliza Makepeace, personagem deste livro, é uma escritora de contos de fadas. E esses contos de fadas fazem parte do livro.

2. Escolher um livro que fale de livros e que queres ler
 A Bibliotecária de Auschwitz

25
Set14

Top M & S - Recordações de Infância e/ou Adolescência



Aqui o mais recente projecto que eu e a Marta do blog I only have arquitectamos. A ideia inicial foi da Marta e que depois me lançou o convite e eu aceitei.

Em que é que consiste este pequeno projecto? Bem, o que é pretendido é fazer um Top 10 ou Top 5 de um determinado tema. Consoante o tema que seja escolhido logo decidimos se fazemos 10 ou 5 escolhas. Será uma rubrica mensal e irá no dia 25 de cada mês.

Para iniciarmos o projecto escolhemos como tema Recordações de infância e/ou adolescência. Ficou acordado que seria um Top 10 porque temos muito por onde escolher. 

Caso queiram dar ideias para futuros tops, tanto eu como a Marta estamos receptivas a sugestões dos nossos leitores. Esperamos que gostem!!!

Top 10 - Recordações de infância e /ou adolescência

Anita

Os livros da Anita são das melhores recordações de infância que tenho. Infelizmente só tenho dois livros na minha estante e foram um presente que recebi há quase 20 anos. Os livros foram-me oferecidos quando fiz 7 anos e ainda fazem parte da minha estante. Quem sabe se um dia tiver uma filha não me dedica a completar a colecção.

Tamagotchi


Estes foram sem dúvida uma verdadeira febre durante a minha infância. Já não me lembro como era o meu, nem o tenho cá por casa, mas era algo que preenchia os nossos dias, porque era preciso tomar conta deles.

Walkman

MP3, iPod??? O que era isso? Pois na minha infância/adolescência esta era a nossa forma de ouvir música. O da imagem era para cassetes e mais tarde surgiu um para CDs. Eu só tive mesmo um de cassetes.

Navegantes da Lua

Eu era uma enorme consumidora de desenhos animados. As Navegantes da Lua são um entre muitos dos desenhos animados que preenchiam as manhãs de sábado e domingo. 

Casper
O Casper marca o meu início com a leitura de Banda Desenhada. Ofereceram-me dois livro que eu gostei muito e que ainda hoje fazem parte da minha estante. Curiosamente, nunca mais li banda desenhada. 

Póvoa do Varzim

Todas as minhas memórias de infância e adolescência estão centradas na Póvoa do Varzim. Um aspecto curioso, é que foi nesta cidade que fiquei a saber que tinha entrado na Universidade.

Spice Girls

Ainda hoje gosto de ouvir Spice Girls!! São uma marca no mundo da música mundial e marcaram toda uma geração.

Nokia 3310

Este era o telemóvel que povoada os recreios das escolas em finais da década de 90 inícios do novo milénio. Não foi o meu primeiro telemóvel... Aliás eu só tive telemóvel aos 17 anos, muito depois deste telemóvel ter chegado ao mundo. Porém sempre que vejo imagens dele sou transportada para essa época, porque era frequente eu jogar o famoso jogo da cobra no telemóvel das minhas colegas da escola.

Camélias

Uma das minhas flores preferias!! Traz-me boas recordações de infância e adolescência porque foi debaixo da sua árvore que brinquei muitas vezes ou onde me senti muitas vezes à sombra. Ainda existe esta árvore aqui é enorme e linda e preenche muitas das minhas memórias.

Série Uma aventura


Esta é a colecção de livros da minha pré-adolescência. Li alguns e sempre que os vejo trazem-me boas lembranças dos momentos passados a ler.
25
Set14

30 dias 30 músicas | Dia 25

Dia 25: Uma canção que te faz rir


Acordo Pornográfico
Orxestra Pitagórica

A Pitagórica é uma tuna fora do comum que só se pode encontrar em Coimbra. Eles pegam em músicas conhecidas e dão-lhe um novo contexto. Esta em particular é uma paródia ao nosso acordo ortográfico. O que me ri quando ouvi esta música pela primeira vez. 
25
Set14

[Opinião] Orgulho e Preconceito


Orgulho e Preconceito

Autor: Jane Austen
Ano: 2011
Editora: (sic) idea y creación editorial
Número de páginas: 254 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de uma família da classe média rural, conhece Fitzwilliam Darcy, membro da alta sociedade mas de um orgulho desmesurado. As tensões aparecem rapidamente, alternando sensivelmente o idílico e pacífico mundo rural inglês, que se revela como uma sociedade rígida, em que abundam os preconceitos e na qual nem tudo é aquilo que parece. Neste romance de formação, os protagonistas devem madurar e aprender dos seus erros para poderem encarar o futuro, separando o orgulho da classe de Darcy e os preconceitos de Elizabeth.

Opinião
Para iniciar a minha opinião ao livro Orgulho e Preconceito vou usar as palavras da autora Carina Rosa quando falamos sobre este livro que foram: gostei mas não me arrebatou. Pessoalmente, estava à espera de gostar mais e talvez tenham sido essas expectativas demasiado elevadas que influenciaram os meus sentimentos em relação ao livro.

Apesar de não ter ficado arrebatada, é, até ao momento, o meu clássico internacional preferido. Jane Austen não se perde em divagações nem em descrições desnecessárias. Neste sentido, consegue imprimir um bom ritmo no desenvolvimento da narrativa e oferece-nos personagens emocionalmente e psicologicamente muito ricas. Penso que uma análise deste livro em sala de aula e com um bom professor de português seria interessante e iria permitir olhar par o livro como se de uma nova dimensão se tratasse.

Logo desde o início eu gostei do Mr. Darcy. Talvez a visão romântica que eu construí dele quando vi o filme  e das coisas que fui lendo sobre ele tenham feito com que o seu lado preconceituoso revelado no início do livro me passasse ao lado. Agora, depois de ter o livro como um todo, tenho uma melhor noção de alguns dos seus comportamentos e reconheço o lado preconceituso dele nas primeiras páginas. Na minha opinião, penso que a autora se serviu dele como uma crítica à sociedade de então e ao mesmo tempo como um elogio, uma vez que, mostra que é possível uma pessoa mudar de opinião e consertar alguns dos seus erros.

Arrisco-me a dizer que muitas das personagens de Jane Austen são personagens tipo, ou seja, têm como principal função retratar algo da sociedade e que Jane pretende criticar. Vejamos o caso do Mr. Collins aqui em representação da classe religiosa. Eu sei que o Mr. Collins irritou a Marta, mas eu achei-o engraçado e uma verdadeira imagem crítica desta classe social, O que é que se espera de um homem ligado à religião? Humildade, bondade, respeito, caridade... Pois, mas o Mr. Collins não reúne estes requisitos. É manhoso e mesquinho ao ponto de usar a palavras de acordo com aquilo que lhe convém, por exemplo reforçar o quanto a Elizabete se deve sentir agradecida para com ele e a sua esposa pela estadia na sua casa. É interesseiro ao ponto de dar uma importância extrema às suas amizades com pessoas de classe superior à dele, como é o caso da sua amizade com Lady Catherine. No fundo, Mr. Collins é uma personagem interessante e uma boa crítica à classe social a que pertence.

Por fim, quero apenas falar de Elizabete. Penso que esta personagem seja um pouco a projecção do espírito de Jane Austen (tendo por base o pouco que sei da autora). Elizabete é um espírito livro, com pensamentos muito próprios e opiniões muito fortes. Tudo isto é apimentado por uma ponta de orgulho. Penso que todas estas características a levaram a atitudes menos cordiais com Mr. Darcy, mas também são estas picardias que dão algum colorido à história e tornam ainda mais interessantes as mudanças de opinião de Elizabete para com Mr. Darcy e vice-versa, assim como as mudanças comportamentais de cada um deles.

Fiquei com vontade de conhecer mais obras da autora.
Para quem vai acompanhando o blog, sabe que este livro foi uma leitura conjunta, por isso quero deixar aqui o meu agradecimento a todos aqueles que foram acompanhado os desafios, assim como deixou um agradecimento especial à Marta pela complementaridade que ela trouxe à análise deste livro. Ela conseguiu dar-me novas perspectivas quer das personagens quer das situações. 
Venham as próximas, Marta!!!
24
Set14

Maratonas Viagens (In)Esperadas (9) | Desafios 0, 1 e 2


Desafio 0:  Mostra-nos que calhamaços te vão acompanhar durante esta maratona

1. Sepulcro de Kate Mosse - Já tentei ler este livro o ano passado, mas tive de o abandonar porque não estava a conseguir entrar na leitura. Como tinha experimentado no Verão e achei uma leitura complicada para os dias de calor, decidi dar agora uma nova oportunidade.


2. O Hipnotista de Lars Kepler - Se conseguir terminar o anterior, este será o livro que se segue.


Durante esta maratona os desafios vão estar divididos em duas fases. Esta primeira fase é dedicada às cores do Outono.

Desafio 1: Amarelo
Esta cor activa o intelecto, a comunicação, a concentração, a atenção aos detalhes e à harmonia do todo. Pega no livro que estás a ler agora, há algum detalhe na capa que te chame a atenção. O que te leva a gostar desse detalhe?


Sepulcro (Languedoc,#2)
Um aspecto desta capa que me chama a atenção são os desenhos que acompanham as margens do livro. São muito bonitas e dão uma imagem especial à capa.


Desafio 2: Laranja
Laranja é sinónimo de alegria. É também a cor do equilíbrio.
Um calhamaço é um livro que nem sempre é fácil de ler. Quais as condições do livro e do ambiente que te permitem desfrutar de uma leitura preenchida de alegria?
Pessoalmente, gosto de ler no silêncio. Prefiro desfrutar da leitura sozinha e sem elementos distractores. Apesar de conseguir ler em quase todo o lado, a minha preferência recai pelo quarto ou pela sala quando não tenho ninguém em casa. 
Quanto ao livro, basta ter uma história cativante e estar bem escrito que o tamanho passa a ser relativo. Eu gosto de ler livros grandes porque me permite criar uma maior ligação com eles. Eu leio o que me apetece e quando me apetece, embora consiga ler de tudo, muito raramente desisto de um livro e até ao momento não desisti de nenhum. 
23
Set14

[Opinião] Noivas de Guerra


Noivas de Guerra

Autor: Anthony Capella
Ano: 2007
Editora: ASA
Número de páginas: 448 páginas
Classificação: 4 Estrelas

Sinopse
Na melhor tradição de romances como Chocolate e O Bandolim do Capitão Corelli, chega-nos um relato mágico de paixão, delícias gastronómicas e Itália.

O capitão James Gould chega à Nápoles da Segunda Guerra Mundial com a missão de desencorajar os casamentos entre soldados britânicos e as suas belas namoradas italianas. Quando se torna demasiado bom no seu trabalho, as jovens locais conseguem que ele empregue Livia, uma rapariga de uma aldeia do Vesúvio, como sua cozinheira, na esperança de que as suas qualidades fantásticas na cozinha – para já não falar na sua beleza – o distraiam. Sob a sua influência, James deixa de se preocupar com assuntos tão pouco importantes como as noivas de guerra, o mercado negro e a corrupção da máfia, entre outros, pois o tempo passado na cozinha pode ser tão divertido e excitante como o próprio banquete da vida! Mas quando o Vesúvio entra em erupção, destruindo a aldeia de Livia, ele tem de escolher entre obedecer a ordens ou ao coração.

Opinião
Felizmente que a descoberta de novos autores nem sempre é um processo desagradável. Noivas de Guerra de Anthony Capella foi uma excelente descoberta e será um escritor do qual pretendo ler outros trabalhos.

De um modo geral posso dizer que este livro nos apresenta uma narrativa bastante interessante. Pela primeira vez sou levada à Itália como palco dos acontecimentos da 2ª Guerra Mundial. É interessante assistir à posição deste país na guerra enquanto aliado da Alemanha, ao mesmo tempo que assistimos à forma como o povo italiano reagia à Guerra, aos alemães e à intervenção dos ingleses e dos americanos no território deles. Paralelamente a este contexto de guerra, o autor explora outras consequências da guerra: o trabalho da máfia italiana, o mercado negro, as doenças sexualmente transmissíveis e a corrupção. Eu gostei muito de ler sobre estes assuntos. Estava tudo bem explicado e pormenorizado o que facilmente me permitia imaginas as situações.

É em todo este contexto de corrupção que James é chamado ao serviço do exército britânico. A sua primeira função será evitar os casamentos de guerra entre os soldados britânicos e as prostitutas italianas. Depois teria de assegurar a boa convivência do povo italiano combatendo à máfia e à corrupção.

O que James não esperava era encontrar o amor junto de Lívia. O autor conseguiu fazer um belíssimo trabalho com estes dois. Foi um romance leve e divertido, que me arrancou algumas gargalhadas, pois no início houve uns pequenos mal-entendidos por parte de Lívia em relação à orientação sexual de James. O autor dá-nos um início que me levou a imaginar outras situações (eu não tinha lido a sinopse). Na primeira parte Lívia apaixona-se e casa com Enzo. Eu gostei do início deste romance, mas, ao mesmo tempo, achava que faltava ali qualquer coisa o que me deixou um pouco de pé atrás. Simplesmente senti que faltava mais sentimento a estes dois. Quando se iniciou a segunda parte eu só me questionava o que é que tinha acontecido a estes dois. Houve uma quebra notória entre estas duas partes, mas gradualmente a história vai ganhando de novo sentido.

Lívia é cozinheira e por sinal uma excelente cozinheira. Foi um atentado aos sentidos ler sobre os deliciosas pratos que ela cozinhava e que ajudaram a conquistar James. Para quem gosta de massas vai ficar com vontade de comer, pelo menos eu gosto muito de massa e fiquei com vontade. Até James fica rendido à arte de cozinhar e desta forma o autor consegue oferecer-nos cenas muito divertidas.

O facto de ter sido uma leitura tão boa fez-me esperar um final mais detalhado. Foi original, quando comparado com outros livros em que a acção principal decorre nesta época, a forma como o escritor conduziu a narrativa e os acontecimentos que originam o desenlace de toda a história. Porém achei tudo um pouco apressado nas últimas dez páginas. Queria ter lido mais sobre a forma como tudo se processou depois de James e Lívia acertarem as suas divergências.

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