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Por detrás das palavras

Projecto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


E recebi mais um livrinho da Denise para o nosso desafio conjunto. Eis o eleito:

O cirurgião
Tess Gerritsen

Eu adoro policiais... Esta minha paixão deve-se à minha querida amiga J. que nos tempos de faculdade me incutiu o bichinho por este género literário. 
Já li a sinopse e estou desejosa de ter um bocadinho de tempo para me dedicar à leitura.

Obrigada Denise. 

Palavras Memoráveis


Livro: Estarás aí?
Guillaume Musso

Mas, quando se ama, não há necessidade de discursos: sabe-se, sente-se e isso basta.


Mas não existe sempre um pormenor que nos escapa na pessoa que amamos? E não é essa coisa desconhecida que faz com o que o amor perdure?

Quando uma pessoa nos entra no coração, permanece lá para sempre.

Opinião | A ilha dos desencontros


A Ilha dos Desencontros





Autora:
Anita Shreve
Ano: 2011
Número de páginas: 240
Classificação: 2 Estrelas
Sinopse: Aqui






Opinião
Este foi mais um livro que li no âmbito do projeto conjunto que tenho com a Denise do blog Quando se abre um livro. Um dos motivos pelos quais a Denise me enviou este livro era possibilitar-me fazer "as pazes" com esta autora. E, em parte, conseguiu! Consegui gostar mais deste livro que que aquele que li anteriormente.

A ilha dos desencontros apresenta-nos duas histórias em dois momentos temporais distintos. Um no passado e outro no presente. No início, a forma que a autora escolheu para integrar partes da história passada no momento presente é muito confusa. Como não deixa nenhum separação física, nem nenhuma outra indicação, quando dava por mim já estava na parte da história do passado em Jean narrava situações do crime que marcou aquelas ilhas há muitos anos atrás, e que ela estava a investigar.  

Focando-me no presente e na história de Jean e todos aqueles que faziam parte do seu círculo, tenho a dizer que em alguns aspetos a história é pouco clara. Penso que tal se deveu ao facto de a autora querer que as coisas fossem indutivas para o leitor, mas comigo não funcionou muito bem. Esta forma usada pela autora, o leitor acede a poucas informações, não nos é dado muito sobre as características e modos de vida das personagens. Fica sempre no ar um clima de dúvida e mistério, que me deixava sempre com mil e uma hipóteses na cabeça. Se houve momentos que até gostei, por outro lado existiram outros que me deixaram um pouco frustrada e desiludida. Essa desilusão foi maior com o final do livro, no desfecho da história de vida de Jean. 

Paralelamente à história de Jean, temos a história de Maren. Maren é uma mulher norueguesa que depois do casamento parte com o marido para os EUA. Tal como a parte que descrevi anteriormente, esta é também muito intuitiva, mas possuiu mais mistério. Desde cedo que desconfiei quem era o/a responsável pelas mortes das mulheres, porém os motivos são mais difíceis de identificar. Achei a Maren uma mulher estranha e com uns padrões relacionais também eles estranhos. Não simpatizei com ela, e nem sei bem o porquê. Aqui não senti tanto a falta de uma narrativa tão desenvolvida, porém, no final precisava de alguns dados que me permitissem saber como é que a Maren, o Evan e John terminaram daquela forma. 

Outro aspeto que fiquei sem entender foi qual a relação entre os dois momentos da narrativa. Era só uma questão de investigação? O que é aproxima estas duas histórias??? Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas... Fiquei sem entender.

Em conclusão, posso dizer que, em parte, fiz "as pazes" com a autora uma vez que gostei mais de ler este livro o que acabou por me deixar o sentimento de querer ler mais algum livro dela. Sentimento que não surgiu quando li o primeiro livro. 

Obrigada pelo empréstimo, Denise!

Opinião | Observações


Observações



Autora: Jane Harris
Ano: 2010
Número de páginas: 448 páginas
Classificação: 4 Estrelas
Editora: Editorial Presença
SinopseAqui




Opinião (Pode conter spoillers)
Esta leitura acompanhou durante duas semanas. Infelizmente o tempo já anda escasso desde há muitos meses, caso contrário, esta leitura teria avançado mais rapidamente devido à forma intrigante com que a história é conduzida.

O início da leitura foi um pouco estranho. Quando "conheci" a Bessy e a Arabella foi como se estivesse a ver qual das duas era a mais estranha. Pareceu-me que ambas andavam num jogo de conquista. Bessy queria conquistar e impressionar a patroa e Arabella parecia desesperada por conquistar Bessy. E, na minha percepção, ambas tinham consciência disso.

À medida que a leitura foi avançando e fiquei a conhecer melhor as personagens e as suas motivações ia ficando impressionada com a forma como as coisas estavam a ser conduzidas e ao mesmo tempo com curiosidade para saber o que estava por detrás de tanto mistério. 

Arabella é uma personagem muito peculiar. Do meu ponto de vista penso que era um mulher acima de tudo solitária e algo desiludida com o rumo que a sua vida levou. Sentia-se desenquadrada em todo aquele ambiente e precisava de algo que preenchesse a sua vida. Desta forma, olhou para a observação e investigação das empregadas como algo que lhe permitia sentir alguma utilidade.

Aquilo que Arabella fez ainda hoje é um método usado em investigação, mais no domínio das ciências sociais. Observação e a utilização de um diário de bordo é algo que ainda hoje é usado. Por isso, olho para Arabella como uma boa investigadora e dotada de um bom poder de observação. O que me fez "comichão" foi aquilo que ela fez com as empregadas para levar a cabo as suas intenções. Senti uma certa insensibilidade. Sei que estou a olhar para a situação de uma forma muito técnica, para algo que não o pretende ser, porém eu não consigo "despir" a minha "capa" de investigadora e observadora.

Quando a Bessy descobriu, compreendi o facto de ela ter ficado zangada. Demorei foi algum tempo a perceber o que a levou a gostar tanto de Arabella. É certo que ela se foi sentindo culpada pelo estado mental da patroa. Porém, para mim, foi um pouco mais do que culpa. Acho que a Bessy começou a compreender os sentimentos de Arabella, e a sentir por ela um amor especial. Acho, também, que foi o facto de Bessy conseguir ver mais além que as conduziu ao estabelecimento de uma boa amizade.

Admirei a Bessy em muitos aspetos. É uma jovem bem resistente. Consegue dar a volta perante situações muito duras e angustiantes. O seu poder de observação é, também, muito bom, assim como a sua capacidade para analisar as pessoas com quem se vai cruzando.

De facto, o livro dá-nos diferentes perspetivas da condição humana. É como se a autora, num só livro, quisesse mostrar o quão complexas são as pessoas; o quão complexo é o nosso pensamento. Estes aspetos foram muito bem conseguidos por parte da autora.

Gostei muito do final, principalmente da visão que a autora passou acerca dos locais destinados aos portadores de doença mental. Para mim, foi uma verdadeira inspiração e tive pena de não ter mais detalhes. Quem sabe eles apareçam num próximo livro da Bessy?

Opiniões | Contos Hans C. Andersen

Estes contos já foram lidos no final do ano de 2014, porém tinha aqui o post guardado e nunca mais me lembrei de publicar. Mas acho que hoje ainda vem a tempo.


A Menina dos Fósforos
Este foi o meu primeiro contacto com as histórias de Hans. C. Andersen, e do qual gostei muito. 
É um conto muito pequeno (5 páginas no livro que eu e com ilustrações), passado nos últimos dias do ano e que apela a uma mensagem muito especial. De uma maneira algo diferente, penso que nos dias de hoje ainda existem muitas "meninas e meninos dos fósforos", que olham para o lado e assistem a um Natal mas aconchegante em casas que não as deles. Não me referi a aspectos materiais (apesar de estes também faltarem), e sim ao calor humano que é muitas vezes esquecido. Calor humano era o que mais procurava esta menina e que acabou por encontrar um pouco na magia que o calor de um fósforo lhe ofereceu.
Penso que é um bom conto para ler nesta altura do ano e para pensarmos naquilo que realmente importa para nós e na nossa relação com os outros.
(4 Estrelas)

O Abeto
Este foi o segundo conto que eu e a Marta lemos para o desafio. Ficou para 2º lugar, porque como a sua temática é relacionada com o Natal guardamos a leitura para que coincidisse com a véspera e o dia de Natal.

Adorei este conto!! É simples, mas na sua simplicidade consegue abraçar temas muito importantes. O abeto sempre desejou ver mais além da floresta onde vivia, sempre quis conhecer outras realidades sem antever as suas consequências. É na noite de Natal que ele vive dos momentos mais felizes da sua vida e irá recorda-lo sempre com muito carinho.

Uma das coisas mais bonitas e que eu mais gostei neste conto foi o modo como o abeto sempre olhou para a sua vida. Mesmo no momento mais difícil não deixou de pensar nas coisas boas que sempre preencheram a sua curta vida. Acho que a forma do abeto olhar para a sua vida é uma boa lição para nós seres humanos.
(4 Estrelas)

A Rainha das Neves 
Até ao momento este é o conto de Hans C. Andersen que menos gostei. Achei-o algo confuso. Esta cofusão surge nos aspectos que envolvem o desaparecimento de Key e todo o mistério que o autor constrói em torno dele.

Gostei das aventuras de Gerda. Como é um conto não dá para que as coisas sejam muito desenvolvidas, por isso dá a sensação de que tudo acontece muito depressa.

Acima de tudo, o que destaco no conto é a amizade entre Gerda e Key. Foi pela amizade que Gerda vai contra todos os obstáculos. Foi a amizade que sentia por Key que  a impediu de desistir nos momentos mais difíceis. Acho esta mensagem muito bonita e importante. Nem sempre da-mos o verdadeiro valor à amizade e aos amigos. Nem sempre precisamos de fazer como a Gerda e enfrentar obstáculos muito difíceis, por vezes são precisos apenas gestos,
(2 Estrelas)


A Pequena Sereia 
Eu sei que é uma vergonha, mas eu nunca vi o filme A pequena Sereia, por isso parti para esta leitura sem qualquer tipo de expectativa ou ideia pré-concebida.
Adorei o conto!!! Até ao momento é o meu preferido do autor.
A pequena Sereia tem um espírito e uma personalidade muito fortes. Nela vive uma ânsia de crescer e conhecer o mundo e quando conhece apaixona-se por um humano. E os humanos não têm uma boa imagem das caudas. Mas a Sereia acredita que pode conquistar este Príncipe. É nesta luta que vemos o quanto ela é corajosa, determinada e capaz de lutar pelos seus sonhos.
O final é surpreendente, sensível e muito simbólico. Nem toda a gente tinha a grandeza de coração da Pequena Sereia para lidar com a situação daquela forma. É uma mensagem muito importante par aquelas pessoas que não olham a meios para atingirem os fins.
(4 Estrelas)

A Princesa e a Ervilha

Este conto é tão pequeno que nem dá para sentirmos bem a história. Temos um Príncipe esquisito que demora a escolher a sua princesa e, do nada, surge alguém pouco comum, que alegava ser princesa. Então toca a arranjar um método para tentar saber se era ou não um princesa.
Acho que a mensagem que o autor queria passar com o conto é que o  aspecto exterior das pessoas não é o mais importante. É preciso conhecer o interior da pessoa, conhecer a sua sensibilidade.


Pág. 2/2

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