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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

Palavras Memoráveis

31.12.15

Livro: Espero por ti em Paris
Diana Mendonça e David Marle

(...) não há certeza maior do que a certeza das coisas que são ditas sem palavras.


É triste a forma como raramente damos valor àquilo que está perto e mesmo dando o devido valor não usufruímos plenamente das coisas. Passa-se com a cultura o mesmo que com o amor e as relações humanas.


Seria tudo tão simples se se possuísse um sopro mágico que empurrasse os ponteiros do relógio para trás.


Guarda os teus sonhos contigo, que eu não posso ser mais o teu lado seguro da vida. 

Adeus a 2015 | Carta

31.12.15
Portugal, 31 de Dezembro de 2015

Caro 2015,

Corre em mim uma grande ânsia de me despedir de ti, porque aquilo que me ofereceste não me deixa vontade de recordar-te e de olhar para ti com carinho.
Não é fácil falar de ti. Não é fácil olhar para trás e ver que as pedras que me atiraste para o caminho foram grandes e difíceis de mover. Tão difíceis, que algumas ainda permanecem no caminho e me fazem ter medo do ano que te sucede. 
Ofereceste-me muita tristeza... Uma tristeza que assume diferentes tonalidades. Tão diferentes, que nem pensei que existissem. Fui corroída por ela e levou-me a alegria para um lugar distante, onde estou a ter dificuldade de chegar. Quero muito lá chegar e encontrá-la. Quero que essa alegria que me foi roubada volte para afastar o mundo cinzento em que me lançaste. Mas não está a ser fácil submergir deste poço cinzento.

O mais difícil disto tudo foi tu teres-me levado a esperança e a motivação. Sugaste-me o que de melhor tinha dentro de mim. Apagaste aquela chama que me mantinha na luta e me fazia levantar todos os dias com o pensamento "Vai ser hoje!". Hoje, a chama está fraquinha... Foi um bocadinho iluminada pelo Natal e pela certeza que me vou despedir de ti sem saudades associadas. 

Apesar de teres sido muito mau comigo e dos pedregulhos que lançaste no meu destino ofereceste-me pessoas que não me deixaram afogar no sofá e que me mantiveram na luta por dias melhores. São pessoas especiais que quero levar para 2016. 
Mas tu não facilitas as coisas... Ofereceste-me pessoas que não estão ali, ao virar da esquina... Obrigas-me a uma "ginástica", a todos os níveis, para conseguir estar com estas pessoas. Apesar das distâncias que me impuseste com estas pessoas, elas não perderam a importância. Sabes, elas conseguiram fazer com que não me afogasse na tristeza, só não conseguiram levá-la para um lugar mais escondido do meu coração. 

Estas pessoas dizem-me que é preciso sonhar... Mas até essa capacidade me arrastaste! E agora? Como posso recuperá-la? Quando é que vou poder abrir os olhos e ver que o sol voltou a brilhar dentro de mim? 

Sabes, tenho versão da minha versão animada! Daquela pessoa que ligava aos amigos e os conseguia contagiar de coisas boas... Saudades do meu olhar meigo e sorridente que punha os outros bem disposto. Agora o meu olhar anda triste e distante... Vazio, em certos momentos! Sem vida, em tantos outros. 

Quero acordar em 2016 e sentir que tenho 366 páginas em branco para preencher de tonalidades felizes. 366 páginas em que as tonalidades cinzentas e tristes sejam pequenos apontamentos e não um enorme balão vermelho numa página em branco. Quero sonhar, quero realizar sonhos... Quero viver de forma intensa... Quero as amizades e o amor, a vontade e a esperança de que lugares melhores estão guardados para mim. E daqui a um ano quero escrever a 2016 dizendo: Obrigada pelos momentos felizes que me ofereceste!
Silvana 

Esta carta resume, de forma metafórica, o ano de cão que tive. Desde 2012 que sinto que me colocaram num lugar negro onde a estagnação é a rainha. Há muito que anseio por mudanças. Tenho ido à luta, tenho-me empenhado... E quando estou quase lá, há qualquer coisa que aparece e atira tudo ao chão. 
Em Agosto foi a gota de água... Foi uma altura muito, muito complicada... Mas acima de tudo, sou uma pessoa resiliente e que procura não se afogar no negativismos... Mas nem sempre é muito fácil.
Há pessoas a quem devo muito. Sinto-me agradecida por aqueles que já fazem parte da minha vida há muito tempo e das que vão chegando. Apesar de muita coisa negativa, tenho-me cruzado com pessoas fantásticas. 
Tenho um grupo de amigas de quem morro de saudades (porque vivem longe) e com quem falo horas ao telemóvel. E depois tenho o grupo de amigas que os livros fizeram o favor de juntar. E deste grupo literário há 4 pessoas muito, muito importantes a quem devo imenso agradecimento. Para a D., a C., a C e a M. Um beijinho muito especial! (Prefiro manter os nomes assim, porque elas sabem quem são, faço questão de lhes dizer isso diretamente).

Que 2016 seja muito melhor para todos aqueles que por aqui vêm passando e vão acompanhando as minhas viagens pelo mundo dos livros. 
E agora que o Natal já passou, esperamos que deixe a sua magia para que 2016 se possa oferecer a nós como um ano repleto de felicidade.

Um bom ano a todos!

Balanço literário 2015

31.12.15

O ano está a terminar e como já vem sendo hábito eu gosto de fazer um balanço do meu ano em termos de leituras. 

Os desafios?
Para 2015 tinha delineado 4 desafios.
Consegui cumprir apenas os dois primeiros.
Em 2015 consegui ultrapassar a meta dos 30 livros. Tem muitos contos pelo meio, mas mesmo assim consegui chegar aos 59 livros como podem ver aqui. Mais à frente irei esmiuçar estes números.

Português no feminino foi um desafio criado por mim e pela Marta. Adorei fazer o desafio e fique muito contente por ter conseguido completá-lo. Aqui fica a minha tabela, muito bem preenchida. 

Os outros dois desafios foram um verdadeiro falhanço (podem ver clicando no nome em cima em que situação terminaram). 

O Empréstimo Surpresa
Este é um projeto que tenho em conjunto com a Denise do blog Quando se abre um livro. Tem sido excelente esta partilha de livros. É muito engraçado estar na espetativa do que a outra pessoa nos enviou. Por vezes, as reações eram dignar de um filme. Eu e a Denise estamos a delinear um post para fazer um balanço pormenorizado de como correu o projeto ao longo de 2015. 
Será para continuar em 2016.

Leituras Beta
Este ano fiz beta-reading para apenas duas escritores: a Carina Rosa e a Célia Loureiro. 
Eu adoro estas experiências e foi um prazer trabalhar para estas duas escritores. 
Para elas, desejo um ano de 2016 cheio de sucessos literários.

Um olhar pelos livros...

Então ao longo deste ano li 60 livros. Destes 60, 24 foram de autores nacionais.
Não consigo definir um mês em que li mais. Acho que foi mais ou menos equilibrado. Dezembro, apesar de ter muitas leituras, grande parte são contos.
31 foi o número de novos autores que li.
O livro com mais páginas que li foi As cinquenta sombras livre com 621 páginas.
Em 2015 li um total de 16335 páginas.
Em 2015 não comprei livro para a minha estante. Aqueles que li foram da biblioteca, empréstimos, ofertas e compras de anos anteriores. Podem ver a minha conta poupança aqui.

Os 5 melhores leituras
RosasA Sombra do VentoEm Parte IncertaTatiana  (The Bronze Horseman, #2)Peripécias do Coração (Bridgertons, #2)

Os 5 piores leituras
Reflexos num olho douradoEscrito nas EstrelasO ano em que não ia haver verãoA Última Ceia - Um Conto de Terror NatalícioAs Cinquenta Sombras Livre

Opinião | "Ashram" de Ana Luiz

30.12.15
Ashram
Classificação: 4 estrelas

Na semana passada cruzei-me com a opinião a este conto no blog da Silvéria. Não conhecia o conto nem a autora, mas as palavras da Silvéria deixaram-me com vontade de ler e ficar a conhecer. 
Eu gosto de ler novos autores e fazer novas descobertas, principalmente quando são autores lusos. É a nós, portugueses, que cabe valorizar o seu trabalho e empenho. 

Tal como a Silvéria fui pesquisar o significado da palavras ashram, pois não conhecia. É um título excelente para acompanhar um conteúdo brilhante e muito bem escrito.
Ao longo das páginas que compõem este conto vamos conhecendo a vida de um velho ermita que gosta de ouvir histórias daqueles a quem dá abrigo. É muito interessante a forma como a autora vai dando corpo aos visitantes e às histórias. 

A última história que nos é contada tem um leve acontecimento que remeteu a minha memória para um conto de Eça de Queirós do qual gosto muito, A aia. É uma semelhança muito ligeira, depois a história assume novos contorno até culminar num final inesperado e muito, muito interessante. 

Eu gostei muito do conto e da escrita da autora. O final é apetrechado do factor surpresa, fazendo referência a algo que gosto muito. 
Numa narrativa bem desenvolvida, organizada, compreensível e muito bem estrutura a autora Ana Luiz leva-nos numa viagem de descoberta e fascínio. Recomendo a leitura e espero conhecer mais trabalhos da autora.

Opinião | "A última ceia - Um conto de terror natalício" de Ana C. Nunes

30.12.15
A Última Ceia - Um Conto de Terror Natalício
Classificação: 1 estrela

A leitura deste conto marca a minha estreia com a autora portuguesa Ana C. Nunes. Porém, não foi uma estreia muito positiva.

Na minha opinião estamos na presença de um conto muito pobre. O conteúdo é pouco interessante e muito pouco explorado. Eu sei que é um conto e que não há muito "espaço" para aprofundar os acontecimentos e as personagens, mas neste caso em particular a autora foi parca de mais. O conto carece de mais conteúdo, de mais suspense e de mais acontecimentos significativos.

Também estava à espera de mais terror. Esta falta contribuiu para que o conto se torne pouco cativante. 
Da minha perspetiva houve pouco destaque ao Natal e ao seu significado enquanto época com características muito próprias. Penso que a autora poderia ter explorado os significados do Natal e associá-los ao terror e ao suspense. No fundo, dar contornos mais negros a uma época que se apresenta tão brilhante e luminosa.

Não gostei do narrador. Era um adolescente que contava a história na primeira pessoa. Ele pareceu-me desligado e pouco envolvido com os acontecimentos. 

Maratonas Viagens (In)Esperadas | Balanço

29.12.15

Finalizada a maratona, resta-nos fazer o balanço e agradecer a todas as que participaram na maratona e responderam aos mini-desafios.

Venho aqui deixar-vos a minha árvore. Li menos do que esperava, mas não correu mal de todo.

Consegui 3 bolas com a leitura de 3 contos:
- A última ceia - um conto de terror natalício de Ana Nunes (16 páginas)
- A queda de um anjo de Afonso Cruz (12 páginas)
- Ashram de Ana Luiz (11 páginas)


A estrela e as luzes são referentes ao livro A Trança de Inês de Rosa Lobato de Faria (224 páginas)

Os anjos são de um livro que terminei no início da maratona e de um livro que iniciei.
- Terminei a leitura de Harry Potter e a Pedra Filosofal de J. K. Rowling (27 páginas)
- Iniciei a leitura de Filhos do Afecto de Torey Hayden (48 páginas)

Coloquei quatro fitas (que na imagem parecem laços) porque quatro destas minhas leituras foram em ebook.

Total de páginas: 338 páginas

E assim ficou a minha árvore!!

Top Ten Tuesday #48 | Livros para ler no Inverno

29.12.15
Desta vez esta temática não surge na lista oficial, mas eu ganhei um gosto especial pelas listas e decidi fazer a de Inverno. 
Já faço listas desde a Primavera de 2014 e ainda não consegui finalizar nenhuma. 
 
  • Primavera 2014 - 9/10 livros lidos
  • Verão de 2014 - 8/10 livros lidos
  • Outono de 2014 - 5/10 livros lidos
  • Inverno de 2014/15 - 6/10 livros lidos
  • Primavera de 2015 - 3/10 livros lidos
  • Verão de 2015 - 6/10 livros lidos (poderiam ser 7 se não tivesse desistido de um)
  • Outono de 2015 - 6/10 livros lidos
 
Olhando para este percurso não parece assim tão mau. Para elaborar esta lista decidi "repescar" um livro de cada lista que não conclui e depois acrescentar os outros. Eis a minha lista para o Inverno de 2015/2016. 
 
  1. Pensa num número de John Verdon
  2. O outro amor da vida dele de Dorothy Koomson
  3. Espião Português de Nuno Nepomoceno
  4. O domador de paixões de Catherine Anderson
  5. Um estranho caso de culpa de Harlan Coben)
  6. O funeral da nossa mãe de Célia Correia Loureiro
  7. 52 semanas de sedução de Betty Hervert
  8. Alma Rebelde de Carla M. Soares
  9. Noite de Reis de Trisha Ashey
  10. Rapto na noite de Natal de Mary Higgins Clark 
Pensa num númeroO Outro Amor da Vida DeleO Espião PortuguêsO Domador de Paixões (Kendrick/Coulter/Harrigan, #3)O Funeral da Nossa MãeUm Estranho Caso de Culpa52 Semanas de SeduçãoNoite de ReisRapto Na Noite de Natal
 

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]

29.12.15
Recentemente terminei a leitura de mais um livro enviado pela Denise, do blog Quando se abre um livro, no âmbito do nosso projeto Empréstimo Surpresa.

Desta vez, a Denise desafiou-me a ler o seguinte livro: 
Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter, #1)

Harry Potter preenche o imaginário de muita gente e fez parte do crescimento de muitas outras pessoas. Não aconteceu comigo e a leitura não foi uma experiência muito boa.
Apesar de tudo fica aqui o desafio que a Denise me propôs (está brutal)!



Uma personagem para cada bola de Quidditch



Agora que já conheces o Quidditch, como se joga, quais os diferentes jogadores e os tipos de bolas, vais responder a esta pequena Tag, fazendo corresponder a cada bola uma personagem deste livro (Harry Potter e a Pedra Filosofal).


Quaffle a bola que os chasers lançam uns aos outros e que tentam enfiar nas argolas de forma a marcar golo.
Qual a personagem que marcou mais pontos na tua consideração? Conquistou-te por que razão?
Snape! No final apercebi-me que é uma personagem com várias camadas e que vai para além daquilo que nos é permitido ver. Não sei como se comportará a seguir, mas penso que ele não seja assim tão "negro".

Bludgersduas bolas idênticas, violentas e perigosas que os beaters tentam arremessar contra o campo do adversário.
Indica duas personagens que te tenham deixado com vontade de fugir para o mais longe possível. O que te desagradou tanto nelas?
Harry Potter pela falta de personalidade e de atitude. Falta carisma a esta personagem e isso fez com que não me sentisse muito ligada a ela.
Dudley, o primo de Harry. Um miúdo irritante, mesquinho e mau... Não vale nada.

Snitch de ouroa bola mais importante do jogo, que o seeker deverá agarrar; por ser extremamente veloz e difícil de ver, torna-se muito difícil de agarrar.
Qual a personagem que, por ser mais difícil de analisar ou compreender, te deixou mais intrigada? O que esperas desta personagem nos livros seguintes da série?
Draco Malfoy! Aquele lado negro dele deixou-me curiosa. Espero que ele nos livros seguintes consiga usar a sua maldade de forma inteligente.

Opinião | "A queda de um anjo" de Afonso Cruz (DN Contos Digitais #7)

29.12.15
A Queda De Um Anjo (DN Contos Digitais, #7)
Classificação: 3 estrelas

Esta foi a minha estreia com Afonso Cruz. Nunca ninguém me tinha recomendado este autor, mas as opiniões positivas no goodreads já há muito que me deixaram com vontade de experimentar.

No geral gostei do conto. Achei original a forma como os acontecimentos nos foram mostrados até chegarmos aquele final inesperado.

Gostei da escrita do autor. Simples e objetiva o que torna este conto em algo agradável e fácil de ler.
Fiquei com vontade de conhecer mais trabalhos do autor, em especial algo mais longo que me permita construir uma  visão e opinião mais claras do trabalho do escritor.

Opinião | "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling (Harry Potter #1)

28.12.15
Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter, #1)
Classificação: 2 estrelas


Quem acompanha as minhas leituras aqui pelo blog sabe que o género literário ligado à fantasia não é o meu género de eleição. Sou muito difícil de conquistar com a fantasia.
Tenho consciência de que esta minha opinião e classificação não está em sintonia com as opiniões da maioria. Mas da mesma foram que eu respeito e aceito as opiniões daqueles que gostam e amam esta série, peço apenas que respeitem a minha.

Uma coisa positiva que destaco no livro é a originalidade e a criatividade da escritora. Nestas páginas, ela consegue introduzir aspetos inovadores e criativos em toda a história e que são visíveis nos comportamentos das personagens, na forma de fazer feitiços e as vivências de um ano escolar numa escola diferente.
Outro aspeto que acho bom é que, apesar de ser uma escola especial, os problemas entre os miúdos são comuns ao "nosso mundo" e isso poderá ser importante para as crianças e jovens que leem este livro.
Estes foram as únicas coisas de que gostei e que, em certos momentos, me impressionaram.

Quando penso nas personagens, acho que algumas são bem fraquinhas e com pouco conteúdo. Isto deixa-me ligeiramente irritada, principalmente quando elas assumem um papel de algum destaque no livro.
Harry Potter, para mim, é das personagens mais desinteressantes do livro. Eu sei que ele é detentor de determinados contornos de vida que potenciam algumas coisas e que explicam alguns comportamentos e situações. Porém, em nenhum momento, senti que ele fosse inteligente, perspicaz e decidido.
Ele é uma "lenda" por aquilo que os pais representaram e por ter sobrevivido a alguém muito maléfico. E o que é que o torna assim especial aos olhos de toda a gente? Eu não consigo perceber, principalmente quando ele chega à escola e não se vê emergir nada de revelador e interessante. No fundo, a sensação com que fico é que Harry consegue tudo através dos outros e sempre com muita ajuda dos amigos.

Outra situação que me pareceu algo estúpida é o jogo. Há uma boa que é muito difícil de apanhar e cabe ao Harry, no decorrer do jogo, apanhá-la. Quando lhe explicaram as regras do jogo disseram-lhe que levava muito tempo a apanhá-la (se não estou em erro penso que chegaram a referir meses). Harry chega ao jogo e consegue logo apanhá-la. É um pouco estúpido quando estamos a falar de um miúdo comum que até ao momento da história não nos apresentou nada de especial. No fundo, algo que me desilude é o facto de tudo nele ser inato. Não há esforço, trabalho ou empenho que justifique aquilo que ele vai conseguindo. Até para fazer os trabalhos de casa precisa de ajuda.
É uma personagem tão desinteressante que me chega a aborrecer de morte. Não tem uma personalidade que o destaque e nos faça entender o porquê de ele ser olhado como herói e de ter conseguido salvar-se (ainda para mais era um bebé).

Existe uma outra coisa que acho pouco credível. Há um certo momento na história em que falam do basquetebol (na altura em que falam do jogo dos feiticeiros) e dizem ao Harry que não conhecem os jogos do mundo comum... Mais há frente já conhecem o futebol. Não faz muito sentido conhecerem um e não conhecerem o outro. Assim como não faz sentido nenhum eles não conhecerem a realidade dos que não são feiticeiros quando passam os primeiros anos de vida no mundo deles.

Só houve duas personagens que me despertaram o interesse: Snape (que afinal não é assim tão mau) e Malfoy (maldade em miniatura - uma personagem interessante com uma personalidade muito particular).

Infelizmente não fiquei com vontade de ler os restantes livros da série. Talvez se tivesse pegado neste livro com 10/11 anos ficasse a gostar. Nesta altura da vida não me senti nada cativada.

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