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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

TAG | Se eu fosse...

23.01.16
Vi esta TAG algures num blog que não apontei. Não sei quem é o autor, mas caso seja alguém que se cruze com este post, as minhas sinceras desculpas e identifique-se nos comentários para que possa referir o nome de quem a criou.

Se fosse uma hora do dia, seria ... o amanhecer.
Se fosse um astro, seria... a Lua Cheia.
Se fosse uma direcção, seria... sempre em frente.
Se fosse um móvel, seria ... uma estante.
Se fosse um líquido, seria... uma lágrima
Se fosse um pecado, seria ... a gula.
Se fosse uma pedra, seria ... uma ametista.
Se fosse uma árvore, seria ... um bonsai.
Se fosse uma fruta, seria ... uma romã.
Se fosse uma flor, seria ... uma tulipa.
Se fosse um clima, seria ... ameno.
Se fosse um instrumento musical, seria ... flauta transversal.
Se fosse um elemento, seria ... o ar.
Se fosse uma cor, seria ... branco.
Se fosse um animal, seria ... um coelho.
Se fosse um som, seria ... o som de um rio a correr no seu leito.
Se fosse música, seria ... Sentimentos de César Benito.
Se fosse estilo musical, seria... clássico.
Se fosse um sentimento, seria ... saudade.
Se fosse um livro, seria ... Livro do Desassossego de Fernando Pessoa
Se fosse uma comida, seria ... legumes salteados.
Se fosse um lugar, seria ... um oásis.
Se fosse um gosto, seria ... doce.
Se fosse um cheiro, seria ... o do jasmim.
Se fosse uma palavra, seria ... honestidade.
Se fosse um verbo, seria ... levantar.
Se fosse um objecto, seria ... um lápis.
Se fosse peça de roupa, seria ... um vestido.
Se fosse parte do corpo, seria ... os olhos.
Se fosse expressão facial, seria ... serenidade
Se fosse personagem de desenho animado, seria ... a Elsa do filme Frozen.
Se fosse filme, seria ... drama
Se fosse forma, seria ... um circulo. 
Se fosse número, seria ... 12.
Se fosse estação, seria ... outono.
Se fosse uma frase, seria ... "Tem força e serenidade para aceitares aquilo que não podes mudar" 

Estejam à vontade para a ler e responder.

Palavras Memoráveis

21.01.16

As recordações não cabem todas na mão de uma pessoa, tão pouco podem ser acariciadas com um único passar de mão. Há algumas que só podem ser guardadas na camada mais profunda do nosso cérebro, o nosso núcleo reptiliano de onde todos somos provenientes.
Tess Gerritson, O cirurgião 

Opinião | "Os filhos do afecto" de Torey Hayden

20.01.16
Os Filhos do Afecto
Classificação: 5 estrelas

Torey Hayden é daquelas autoras a quem gosto sempre de voltar. Os livros dela são, para mim, uma verdadeira inspiração. Admiro o trabalho dela e a forma como ela lida com todas as situações. Gostaria muito de falar com ela, trocar ideias e experiências... 
Cada livro que ela nos traz é um pequeno pedaço de um mundo "anormal" que tenta viver na "normalidade" de um mundo mais alargado. Porém, eu questiono sempre: O que é ser normal?
Eu tenho a minha própria definição e interpretação de normalidade e, por aquilo que vou lendo nas entrelinhas dos livros da Torey, penso que vou de encontro àquilo que ele pensa.

Em cada livro é-nos apresentada uma história ou um conjuntos de histórias. Tudo depende do número de crianças que fazem parte do livro. 
Os filhos do afecto é um livro onde Torey nos oferece a história de três crianças: Lori, Tomaso, Cláudia e Boo, Eles constituem uma turma pouco oficial da autora. Cada um tem as suas especificidades e cada um será protagonista de conquistas, lágrimas, tristeza e aceitação. 
Ainda não consegui encontrar uma explicação, mas este foi um dos livros da autora que mais me emocionou e tocou. E é estranho porque já li livros dela com histórias bem mais fortes e desesperantes do que estas. 

Achei todas as crianças especiais e não consigo destacar uma que me tenha feito vibrar mais do que as outras. No fundo, todas elas significaram alguma coisa para mim. 
Da Lori, admiro a persistência e vontade de fazer diferente. Apesar de toda a força que ela emana e daquele jeito único de lidar com os outros, também ela tem o seu lado frágil. Foi neste lado mais negro que olhei para ele e senti o quão difícil é esforçarmo-nos e, mesmo assim, não atingir aquilo que queríamos. É certo que a Lori tem uma agravante física, provocada por alguém que não sabe o que é amar uma criança. 

Tomaso, o rapaz irreverente, refugia-se em memórias e esperanças falsas para se ir mantendo à tona. Amor dói, e ele sabe isso tão bem que prefere que as pessoas não gostem dele. Contudo, ao mesmo tempo deixa-se afundar nos braços de Torey, deixa-se amar por ela e por todos os outros meninos e dá também o seu amor, É um rapaz interessante que, com a ajuda psicológica certa, tem um caminho brilhante pela frente.

Cláudia é, tal com a Torey, a criança que mais me preocupou ao longo da história. Vive no silêncio e no num mundo muito dela. Tem dificuldade em expressar aquilo que sente e necessidade de receber amor e afeto por parte dos outros. Esta necessidade não me pareceu bem explícita. Porém, ela vem de uma família fria e rigorosa e ao primeiro sinal de amor ela segue e faz o que lhe pendem, porque entende que só assim a outra pessoa não deixa de gostar dela.

Por fim, temos um Boo, um menino autista que vive num mundo muito dele. É complicado conseguir tocar naquele espaço onde vive. Mas as ferramentas de Torey e o seu tacto para lidar com as crianças e usar o amor no trabalho conseguem algumas leves conquistas. Para ele, nós somos o mundo anormal e é difícil ele encontrar um lugar no nosso mundo onde ele se consiga encaixar. Ele irá conseguir encontrar o seu lugar, mas dentro dele existirá um espaço que só a ele pertence e nós somos tão limitados que muito dificilmente lá chegaremos. 

Torey lida com tudo isto de uma forma brilhante. Ao longo do livros são-nos apresentados outros fatores que vão condicionando as decisões e o estado de espírito da autora. Essas pedras no caminho tornam-na numa pessoa mais forte na sua fragilidade. 

Vale a pena ler o livro. Para quem trabalha com crianças é um livro inspirador.

Opinião | "Pandora não gosta de ler" de Patrícia Morais

17.01.16
Pandora Não Gosta de Ler
Classificação: 1 estrela

No dia em que decido baixar o conto Um Natal Assombrado de Patrícia Morais, deparo-me com o facto de ela estar a publicar um novo conto. Assim, fiz download dos dois e li-os logo de seguida.

Pandora não gosta de ler é um conto que nos tenta mostrar como fazer com que uma criança goste de ler. Eu escrevi "tenta" porque, na minha opinião a forma como a autora abordou a questão não me convenceu. Fiquei com a sensação de que tudo o que foi acontecendo para que Pandora se aproximasse dos livros foi forçado e pouco natural. Ao longo da leitura senti que Pandora foi intencionalmente empurrada para os livros e isso acaba por perder toda a magia que poderia ser possível associar a este conto.

Para além disso, acho que a melhoria da relação de Pandora com os livros não foi explorada da forma mais eficaz. Eu não associaria aquilo que lhe aconteceu à vontade de ler livros. Não há uma relação direta entre palavras e histórias e situação de imaginário com que ela foi confrontada. 

Penso que a premissa que dá origem a este conto é muito interessante e se autora a explorasse de uma forma mais coerente e cativante poderia ter-nos oferecido um conto muito mais interessante. 

Opinião | "Um Natal Assombrado" de Patrícia Morais

15.01.16
Um Natal Assombrado
Classificação: 3 estrelas

Um Natal Assombrado é um conto protagonizado pelas personagens do livro Sombras publicado pela Coolbooks. Porém, os leitores não sentem muitas dificuldades em compreender o conto caso não tenham lido o livro.

Li este conto a convite da autora. Não me era totalmente desconhecido, porém como se enquadra num género que não faz parte da minha lista de preferências não lhe prestei grande atenção. Para além disso, nem sequer sabia que estava disponível gratuitamente na smashwords. É por isso que é muito importante o marketing que os escritores fazem do seu trabalho. Se eles não o divulgarem, nós leitores não saberemos da sua existência.

No geral gostei de ler este conto e recomendo a sua leitura. É um conto simples, com uma narrativa bem estrutura e compreensível. Nestas poucas páginas ficamos a conhecer um bocadinho daquilo que é o Natal de Lilly agora que está longe da família. 
Do meu ponto de vista, penso que faltou algo de marcante ao conto... A história evoluiu de uma forma muito linear, não houve fator surpresa nem nenhum acontecimento que possamos considerar marcante e cativante. A autora precisava de "apimentar" um pouco a narrativa, para que aos meus olhos de leitora insatisfeita conseguisse absorver mais a história e as personagens. 

Fiquei com alguma curiosidade em relação ao livro Sombras e à história que ele oferece aos leitores. Por isso considero que o conto possa ser importante para estimular o interesse das pessoas em descobrir uma nova autora. 

Fica o meu agradecimento à Patrícia por me ter feito chegar ao seu trabalho. 

Palavras Memoráveis

14.01.16

Livro: Rosas
Leila Meacham

- Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos amigos, sabes?


(...) o que não podes desfazer, tens de aceitar. E na aceitação, em especial se eles forem felizes juntos, encontrarás a graça para perdoares a ti mesmo.


Não havia como prever as caprichosas cartas que a vida podia tirar do baralho, as inesperadas voltas que podia dar.


A memória podia ser uma coisa terrível, um instrumento de tortura que continua o seu trabalho muito depois de o prisioneiro ter cumprido a pena pelos seus crimes.


Não encares ter saudades de dois lugares como um problema. Pensa apenas como és afortunada por teres dois lugares aos quais podes chamar casa.


Aprendera que se se mantivesse deitada, quieta, e esvaziasse a mente, um raio de pensamento racional acabaria por invadir a obscuridade e a melancolia.

Opinião | "A trança de Inês" de Rosa Lobato de Faria

13.01.16
A Trança de Inês
Classificação: 3 estrelas

A trança de Inês foi o segundo livro que li de Rosa Lobato de Faria. Eu gostei muito do primeiro livro que li. Adorei a escrita e a história que nos foi oferecida. Desde essa altura que fiquei com vontade de ler mais obras desta autora portuguesa. 

Em comparação com o livro anterior, não gostei tanto deste. Continuei a gostar da escrita da autora, mas a história foi confusa para mim. 
A trança de Inês  traz-nos a história de um Pedro e de uma Inês do passado (que tem como base o romance histórico de Pedro e de Inês), do presente (finais de séc. XX) e do futuro (séc. XXII). Este entrelaçar de épocas baralhou-me as ideias e foi difícil perceber e entender tudo. Em alguns momentos senti-me perdida no tempo. Apesar desta minha dificuldade reconheço que é um ponto de originalidade no livro. 

Foram duas as interpretações que tirei deste entrelaçar de épocas. Se por um lado, pareceu-me que Pedro e Inês estavam em sucessivas reencarnações. Por outro, pensei que o Pedro do presente foi invadido com algum tipo de loucura proveniente de um desgosto de amor com  a sua Inês e que o levava a ter alucinações com um passado e um presente onde uma história de amor entre um Pedro e uma Inês se entrelaçava com o seu desgosto. 

Apesar de não ter sido uma leitura fácil, de me sentir confusa e de me ter sido difícil encontrar no meio de tantas viagens no tempo, continuo a admirar o estilo de escrita de Rosa Lobato de Faria e recomendo a sua leitura. Espero, em breve, conseguir ler mais alguma obra desta escritora para conseguir definir mais claramente a minha relação com os livros desta escritora.

Top Ten Tuesday #49 | Livros que tenho mesmo de ler

12.01.16
Para esta semana o tema eleito e que está presente no site não era do meu interesse. Assim, fui aos meus apontamentos onde tenho a listagem de tops que ainda não fiz e decidi escolher Eleger os 10 livros que tenho mesmo que ler. O meu objetivo é que sejam lidos ainda durante este ano de 2016.
 
1. Ensaio sobre a cegueira de José Saramago -  Sinto alguma vergonha em admitir que nunca li nada de José Saramago. Já tentei ler O memorial do convento, mas desisti nas primeiras páginas. Estava com imensas dificuldades na leitura. Em conversas com outras pessoas, fui ficando a saber que Saramago era um grande crítico da sociedade e que os seus livros refletem um pouco aquilo que ele pensa. Como este livro deu origem a um filme, quero tentar lê-lo para depois ver o filme. 
 
2. As dez figuras negras de Agatha Christie - Em 2015 tive o meu primeiro contacto com a escritora. Não foi um encontro explosivo de entusiasmo, mas ficou a curiosidade de ler outros trabalhos da autora. Este livro parece ser aquele que ganha as preferências de muita gente, por isso quero dar-lhe uma oportunidade.
 
3. O funeral da nossa mãe de Célia Loureiro - Esta é uma autora de quem quero ficar a conhecer mais trabalhos. Até ao momento li apenas um conto e um livro como beta-reader, por isso penso que ainda não conheço esta autora a fundo. Agora que este livro figura na minha estante não posso perder a oportunidade de conhecer obras.
 
4. E tudo o vento levou de Margaret Mitchell - Já perdi a conta ao número de pessoas que me recomendou este livro. E, à medida que me vão falando dele, a curiosidade em lê-lo vai aumento. Espero não adiar esta leitura durante muito mais tempo.
 
5. O Espião Português de Nuno Nepomoceno - O autor Nuno Nepomoceno tem conquistado bastante simpatia dos leitores. Já tenho este livro há bastante tempo, por isso tenho de me decidir a lê-lo.
 
Ensaio Sobre a CegueiraAs Dez Figuras NegrasO Funeral da Nossa MãeE Tudo o Vento Levou, Vol. 1O Espião Português
 
 
 
6. A bibliotecária de Auschwitz de António G. Iturbe - Mais um livro que está na minha estante à muito tempo. É um livro que retrata um período da história do qual gosto particularmente de ler. Algum dia terá de saltar da prateleira para as minhas mãos e assim o ler.
 
7. Amor de Perdição de Camilo Castelo Branco - Nunca li nada de Camilo Castelo Branco, um autor português que passou algum tempo aqui na minha área de residência. É um clássico português que quero conhecer. Aliás, os clássicos portugueses são uma área em que pretendo investir.
 
8. A Floresta de Sophia de Mello Bryner Anderson - Um dos meus objetivos literários é ler todas as obras desta autora. Nunca li este livro e quero muito descobri-lo. Para além de ler os livros da autora que ainda não li, quero reler todos os que já li até ao momento.
 
9. Sensibilidade e bom senso de Jane Austen - Em 2014 li o livro Orgulho e preconceito e do qual gostei muito. Desde essa altura que tenho vontade e curiosidade que conhecer mais obras desta escritora.
 
10. A Rapariga Corvo de Jerker Eriksson e Erik Axl Sund - Já perdi a conta ao número de pessoas que me recomendaram este livro. Ando muito curiosa para o ler e descobrir o que as páginas deste livro reservam.
 
A Bibliotecária de AuschwitzAmor de PerdiçãoA FlorestaSensibilidade e Bom SensoA Rapariga-Corvo (Victoria Bergmans svaghet, #1)
 

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