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Por detrás das palavras

Palavras Memoráveis


O amor transbordava, vinha por fora, a cada vez que ele era ele, e que ela era ela, a seu lado. Bastava que, em efectivo girasse o mundo e existissem os dois para que o amor dela, por ele, transbordasse.

Célia, Loureiro Correia, O funeral da nossa mãe

Palavras Memoráveis


Se havia coisa que devia ter aprendido na adolescência, mas não chegara a fazê-lo, era que a vida tem sempre caminhos alternativos aos poucos problemáticos e que quando as coincidências acontecem, tantas vezes são para complicar e não para resolver. 
Célia Loureiro Correia, O funeral da nossa mãe

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]


Aqui está o mais recente desafio da última leitura para o meu projeto conjunto com a Denise do blog Quando se abre um livro. 

Cá está ele:

Preenche cada tópico com o título de uma crónica. Se preferires podes justificar as tuas escolhas ou explicar que assuntos são tratados nas crónicas.

Uma crónica de que gostei
Mobilizar os jovens - o que mais gostei nesta crónica foi pelo facto de nos dar a conhecer que os jovens têm ideias e que podem fazer algo positivo pelo mundo que habitam. 

Uma crónica que me fez pensar
Ler com esforço - Eu nunca li com esforço, mas reconheço que, hoje em dia, muitas crianças e jovens se sentem obrigadas a ler só porque têm de o fazer para a escola. Esta crónica fez-me pensar que é cada vez mais importante transmitir a magia da leitura o mais cedo possível. É importante fazer com que as crianças se apaixonem pelo mundo encantado dos livros e que ler se torne um prazer como qualquer outra brincadeira.

Uma crónica que me deixou triste
Vigílias contra a violência doméstica - Já não me devia impressionar quando me cruzo com os números, mas o que acontece é que fico sempre triste quando me cruzo com esta temática. É urgente promover as relações positivas no seio familiar e no seio do casal. É urgente semear amor e respeito pelo outro para que este tipo de caso assuma valores menos assustadores.

Uma crónica que me entusiasmou
A terapia com a família - Eu sou apaixonada pelo contexto de  terapia familiar. Um dos meus sonhos, um dia, é fazer o curso de Terapeuta Familiar da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar. Por este motivo, bebi cada palavra desta crónica e estimulou o meu sonho. 

Uma crónica de que não gostei
A alienação parental - Aquilo que não gosto é do tema da crónica. Acho muito triste que, muitos pais, se preocupem mais com os seus interesses do que o bem estar dos seus filhos. É ridículo.

Uma crónica que me revoltou
As perturbações mentais são frequentes -  A saúde do nosso sistema de saúde no que toca à sua mental está demasiado fragilizada... Há tanto por fazer e tão pouca vontade por parte daqueles que nos governam que arrepia. Mas é um facto, os investimentos em saúde mental não se traduzem em votos nas urnas durante os momentos eleitorais. 

Uma crónica que me provocou curiosidade
Agosto cm Canadá - Fiquei com curiosidade em relação ao livro que é referido nesta crónica. O livro é Canadá de Richard Ford. 

Uma crónica que gostarias de partilhar com alguém
O ensino de Os Lusíadas - Acho que esta crónica deveria ser lida por muitos professores de Língua Portuguesa. É necessário tornar as aulas mais cativantes e fazer com que os nossos jovens gostem dos clássicos da nossa língua.

Uma crónica que me deu esperança
A falta de psicólogos - É muito importante reconhecer que nós fazemos falta. Tenho esperança de que, quando mais mostrarmos esta necessidade, as mudanças comecem a surgir. 
Esta crónica também me despertou curiosidade para a sugestão de leitura. Assim, mais um livro foi para a wishlist Purity de Jonathan Franzen.

Denise, gostei muito do desafio. Foi ótimo para ir fazendo e pensado sobre ele ao longo das leituras.
Se tiverem curiosidade em ler estas crónicas, elas estão disponíveis aqui.

Portefólio | Diário Pessoal 2


Estou um bocadinho atrasada nos meus diários, mas a vida tem-se colocado pelo meio e nem sempre tenho vontade de escrever.

No módulo 2 foram abordados os conteúdos relacionados com as nossas crenças. No fim, para refletir ficaram as seguintes perguntas:

Tens alguma ideia irracional? Como a enfrentas?
És uma pessoa racional ou emocional?
Consideras-te otimista, pessimista ou realista?
Marcam-te muito os fracassos?
Como vês o copo: meio cheio ou meio vazio?

Estas questões levaram-me algumas horas do meu tempo livro. Foi difícil pensar sobre elas e olhar para dentro de mim própria à procuras das respostas mais sinceras. 

Ideias irracionais, quem não as tem? As minhas estão muitas vezes relacionadas com as minhas relações interpessoais (pensar que pessoa X ou Y não gosta de mim, sem ter motivos concretos ou então ter motivos que são magicados pela minha cabeça tendo em conta alguma atitude da outra pessoa para comigo). Para além disso, sou muito cruel comigo própria. Não me acho suficientemente boa para algumas questões e levanto sempre mil e uma situações que me fazem pensar que alguém é melhor do que eu e que merece receber mais do que eu. 
Sinto muita dificuldade em lidar com estas ideias. Na minha cabeça, elas tornam-se racionais, consomem-me os nervos, deixam-me triste, zangada e frustrada... Isto faz com que me afaste das pessoas, faz com tenha diálogos mais azedos... É horrível porque fico numa tremenda sessão de mau estar. Ultimamente tenho tentado desconstruir estas ideias e mostrar a mim própria que elas não têm fundamento. Tenho procurado dar algum espaço a mim própria para não ficar absorvida por elas e não deixar que elas ocupem tudo à minha volta. 

Dependendo da situação posso ser racional ou emocional, mas sou mais emocional. Sou muito emotiva, sinto as coisas muito intensamente e quando me apelam ao meu lado emocional é muito complicado eu conseguir desligar-me das coisas. Quando exercia a minha atividade profissional procurei ser mais racional e prática, não podia carregar o mundo negro dos outros às minhas costas. É importante conseguir separarmos as coisas para não nos criar sofrimento adicional.

Já fui otimista. Aliás já fui muito otimista. Eu era sempre aquela pessoa que "empurrava" os outros para a frente. Já fui um pequeno furacão de entusiasmo e vontade de ir à luta e nunca desistir. Atualmente, sou mais pessimista e realista. Infelizmente, as últimas vivências pessoais têm-me retirado esta garra que sempre identificaram em mim. Sinto-me perdida, frustrada e, por vezes, triste. 

Isto já faz antever a minha resposta à pergunta seguinte. Sim, os fracassos marcam-me imenso. Principalmente, aqueles que têm acontecido nos últimos 3 anos. Quando era mais otimista, sempre que algo corria mal, carpia o que tinha a carpir (algo rápido), arregaçava as mangas e o furacão voltava a ganhar força. Agora... É muito difícil para mim erguer-me e seguir em frente. (Ando uma chata, resingona e negativista do pior -  ou seja, estou muito difícil de aturar).

Para terminar, e por tudo o que fui expondo, o meu copo anda mesmo meio vazio. Resta-me a leve esperança de o querer encher e vê-lo novamente a transbordar. 

Opinião | "Sala de Espera" de Daniel Sampaio

Sala de Espera
Classificação: 5 Estrelas

Fiquei muito contente quando abri o envelope e encontrei este livro à minha espera. Desta vez, a Denise acertou em cheio.
Admiro e tento seguir o trabalho desenvolvido pelo Professor Daniel Sampaio. Identifico-me com as ideias que ele defende acerca da intervenção com família e jovens. Para além disso, acho que ele tem um visão muito clara e bem definida do mundo e daquilo que se vai fazendo (ou não) no nosso país.

Achei muito curioso o título deste livro, Sala de Espera, isto porque, na altura em que recebi formação para o estágio curricular, uma das indicações que nos deram foi que a consulta começa logo na sala de espera onde vamos receber as pessoas. É muito importante a nossa observação inicial. E foi assim, que com este título, muitas memórias foram ativadas (memórias das boas).

Este livro não tem nada de técnico. Aqui podem encontrar um conjunto vasto de reflexões acerca de vários temas. O Professor Daniel Sampaio apresenta-nos a sua visão acerca dos jovens de hoje, dos pais, da desproteção às crianças, da cultura e da atualidade que vai preenchendo os seus dias. Em algumas crónicas ainda somos presenteados com opiniões a livros e filmes que inspiram a vida deste profissional.

É um ótimo livro para sair da rotina de leituras mais densas ou de temas que se tornam um lugar comum nas nossas listas. Qualquer pessoa pode, e deve, ler o livro. Com esta leitura vão pensar e refletir sobre temas que, muitas vezes, nos passam ao lado no nosso quotidiano intenso. De certeza que irão encontrar novas perspetivas para diversos temas. 

Maratona Cineverão | Balanço


A maratona chegou ao fim e está na hora de fazer o balanço. 
Quando decidi participar sabia, à partida que não iria conseguir completar todo o Bingo. Eu não vejo muitos filmes e, muitas vezes, quando deparada com tempo livre e a possibilidade de escolher entre ler e ver um filme, a leitura acaba sempre por ganhar.

Apesar disso, adorei participar. Esta maratona ateou o meu interesse pelo mundo do cinema. Fez-me pesquisar filmes que passaram a integrar uma enorme lista de filmes que quero ver num futuro próximo. 

As minhas últimas palavras são para agradecer à Catarina do blog Sede de infinito por esta ideia maravilhosa. Espero por mais iniciativas deste género.

Ficam aqui os filmes vistos:

Lista de filmes com opinião
  1. Presos no paraíso (2014)
  2. You're not me (2014)
  3. Divertida mente (2015)
  4. Em parte incerta (2014)
  5. Ida (2013)
  6. Anna Karenina (2012)
  7. A Bela e o Montro (1991)
  8. Belle (2013)
  9. Dá tempo ao tempo (2013)
  10. Brave (2012)
  11. Ata-me (1989)
  12. Testemunho de Juventude (2014)
  13. As sufragistas (2015)
  14. If I stay (2014)
  15. Intouchables (2011)

Maratona Cineverão | Intouchables


15º filme
Categoria: Top 250 IMDb
Classificação: 9/10 Estrelas

Intouchables foi uma sugestão da Denise do blog Quando se abre um livro para a categoria de Top 250 IMDb. Durante a minha pesquisa para encontrar filmes para cada categoria, cruzei-me com outros que aqui encaixavam que estava com maior curiosidade em ver. Porém, no domingo passado, o filme passou na SIC e acabei por vê-lo. 

Este filme conta-nos a estória de um homem tetraplégico e de um jovem negro que vive à margem da sociedade e que prefere viver do subsídio de desemprego do que conseguir um trabalho. 

Por ironia do destino, a vida destes dois homens cruza-se e começando com um desafio, o jovem  Driss torna-se o cuidador de  Philippe. É delicioso ver a interação entre eles e ver a forma como cada um vai contribuir para mudanças significativas na forma como eles decidem encarar as circunstâncias da vida e em como decidem vivê-la.

Baseado numa estória verídica, este filme é uma verdadeira fonte inesgotável de aprendizagens. A forma como se criam e estabelecem relações e a sua grande influência na nossa forma de encarar a vida e os seus múltiplos desafios é dos aspetos mais cativantes do filme. De facto, a nossa atitude perante a relação com o outro é uma ferramenta capaz de mudanças recíprocas.

Acho que é um filme capaz de agradar a todos tipos de público porque nos traz temáticas como: mudança, entrega, relação, superação e de amizade. No fundo, são temas com os quais grande parte das pessoas se irá conseguir identificar.

Quem chegou? | Setembro

Em setembro chegaram mais uns livrinhos à minha estante. Um deles é o mais especial de todos e ocupará sempre um lugar privilegiado na minha estante e no meu coração. 

Aqui estão os novos habitantes:

Empréstimo

Sala de Espera

Oferta Editora
Sissi - Coragem até ao Fim (Sisi, #2)

Um grande obrigada à Topseller por me permitir a leitura de um livro que narra a estória de uma personalidade da qual tenho curiosidade.

Presente
A Sombra de um Passado

Divulgação | "Sissi: coragem até ao fim" de Allison Pataki

Sissi - Coragem até ao Fim (Sisi, #2)

Título: Sissi: coragem até ao fim
Edição: Setembro de 2016
Autora: Allison Pataki
Editora: Topseller
Preço: 21.98 €

«A história magnífica da mulher que lutou incansavelmente para manter um império.» Publishers Weekly

Sissi foi a imperatriz mais marcante no imaginário popular, imortalizada no cinema por Romy Schneider.

Este romance, inspirado em acontecimentos reais, recorda uma das mulheres mais fortes e desafiadoras de todos os tempos.



Sobre o livro:
Em meados do século XIX, a imperatriz Isabel da Áustria-Hungria — carinhosamente conhecida pelo povo como Sissi — já não é a menina ingénua e inocente de 15 anos que casou com o imperador Francisco José, mas a mãe do príncipe herdeiro e a mulher do líder de um poderoso império.

Sissi vive, no entanto, sufocada pelas regras do protocolo real e por um casamento turbulento, e por isso viaja com frequência para a sua propriedade na Hungria, o refúgio onde vive segundo as suas próprias regras e onde pode receber as visitas do conde Andrássy, por quem se apaixonou.

Contudo, trágicas notícias que chegam de Viena vão obrigá-la a regressar e a enfrentar a realidade que tanto a afugenta. Conseguirá Sissi vencer as inúmeras adversidades, as provações do amor e o sentimento de perda e continuar a ser uma imperatriz dedicada?

Estará ela à altura do desafio de manter a sua família unida e o seu direito ao trono?

Imagem intercalada 1

Allison Pataki junto da estátua de Sissi, situada no Funchal.

Sobre a autora:
Allison Pataki é autora de romances históricos, bestseller do New York Times. Formada com distinção na Universidade de Yale, com especialização em inglês, dedicou-se durante vários anos à escrita para televisão e para agências de notícias online.

Allison é colaboradora regular do Huffington Post e da FoxNews.com, e é membro da Historical Novel Society, uma associação literária dedicada à promoção e divulgação da ficção histórica.

Saiba mais sobre a autora em www.allisonpataki.com.

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