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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

30
Dez16

Quem chegou? | Dezembro

Estes foram os livros que chegaram aqui a casa no último mês do ano.

Empréstimo
Tão Veloz Como o Desejo

Este foi mais um livro enviado no âmbito do projeto "Empréstimo Surpresa". Já o li e podem ver a opinião aqui.

Oferta Editora
Perfeito Para Mim (Cedar Ridge, #2)

Este livro foi mais uma generosa oferta da Topseller.

Presente de Natal
A Guerra Não Tem Rosto De Mulher

A Catarina do blog Serão no sofá, minha antiga parceira nas maratonas Viagens (In)esperadas enviou-me uma caixinha cheia de coisas bonitas, incluindo este livro. Obrigada, Catarina. 

Passatempo
As Trevas de Baltar

Este mês ganhei um passatempo no blog da Tita, O prazer das coisas. Este foi o livrinho que me calhou em sorte.

Oferta autora
O Escultor

A Carina Rosa é uma autora por quem tenho um grande carinho. Dado que fiz beta reading deste livro, ela, muito gentilmente, ofereceu-me este exemplar.
30
Dez16

Opinião | "Tão veloz como o desejo" de Laura Esquivel

Tão Veloz Como o Desejo
Classificação: 3 Estrelas

Tão veloz como o desejo é o segundo livro que leio da autora Laura Esquivel. Esta segunda experiência foi mais positiva do que a anterior. Apesar de não ter amado o livro, esta leitura conseguiu ser agradável e me deixar curiosa em relação aos acontecimentos.

É uma estória de leitura relativamente simples, porém está carregada de diferentes emoções. 
Quanto à forma que a autora escolheu para nos contar os factos, posso dizer que foi relativamente confuso. Há partes da estória que são narradas na primeira pessoa e outras na terceira pessoa. Esta mudança confere um andamento narrativo mais lento porque eu senti que o ritmo de leitura quebra. Aparentemente parece dar algum dinamismo mas a mim causou-me alguma confusão. 

Gostei de todas as personagens e da forma como a comunicação assume um papel importante nas dinâmicas que se vão criando entre elas. Destaco, também, a forma como comunicam. Por vezes a comunicação não verbal assume uma importância muito importante e aqui eu senti isso. Apesar de Júbilo ter um grande domínio da palavra escrita, são as suas atitudes e comportamentos que nos revelam imenso daquilo que ele é enquanto pessoa e naquilo que construiu. Achei que era um homem muito sensível ao mundo e a tudo aquilo que o rodeia. Um homem eternamente apaixonado pela sua Lucha, uma mulher que gostei de conhecer e com quem sofri todas as suas angústias.

Aquilo que apenas me faltou foi uma maior dinamismo da história. Precisava de uma narrativa mais intensa e com uma escrita mais cativante (por vezes achei a escrita um pouco aborrecida).
Penso que para quem nunca se estreou com esta autora, este é um bom livro para um primeiro contacto.
30
Dez16

Por detrás da tela | O fabuloso destino de Amélie (2001)

Classificação: 7/10

Já andava há muito tempo para ver este filme. Há uns anos apaixonei-me pela banda sonora e, desde aí, que o bichinho da curiosidade para o ver se foi adensando. 
Infelizmente acho que criei demasiadas expetativas. Esperava gostar mais, esperava sentir qualquer coisa de diferente (acho que ia à procura das mesmas emoções que as músicas que compõem a banda sonora me provocam), 

O filme conta-nos a estória de uma jovem que, ao chegar à maioridade, decide voar saindo da casa do pai. Nunca conheceu o mundo, viveu muito isolada e é atirada para um mundo totalmente desconhecido. 
Gostei muito desta premissa, gostei da forma como o desenrolar da vida de Amélie nos deixa a pensar sobre alguns aspetos da nossa vida. Acho que essas lições são bastante interessantes e deixam-nos a pensar. No meu caso em particular pensei muito sobre o medo e a forma como ele nos limita. Quantas coisas deixamos de fazer com medo? Quantas vezes evitamos as pessoas por medo? Quantas vezes deixamos de viver por medo? 
Penso que o Pintor foi muito importante em mandar a Amélie para a vida. Ofereceu-nos palavras muito sábias.

No geral é um filme que se vê de forma agradável, com cenários bonitos e uma banda sonora que encaixa perfeitamente. 
29
Dez16

Cartas Cruzadas



Há umas semanas, andava eu aqui em modo passeio pela blogoesfera quando me cruzei com um blog que me encaminhou para o blog de um projeto que chamou a minha atenção. 

E assim me deparo com o Cartas Cruzadas, um projeto criado e alimentado pela Mariana e pelas suas doces palavras. Li tudo o que encontrei sobre esta iniciativa, fui acompanhando o outro blog da Mariana (Chá e Girassóis) e fui hesitando entre pedir ou não uma carta. 

Eu adoro receber cartas, postais, bilhetinhos... Confesso que das minhas coisas que procuro quando recebo alguma coisa de alguém é a presenta do dito bilhete. 
Todos nós nos confrontamos com a frase "uma imagem vale mais do que mil palavras", pessoalmente nem sempre concordo. Eu acredito que as palavras têm muita força. Acredito que, quando usadas com sinceridade e bondade, podem ter efeitos muito positivos nos outros. 

A Mariana consegue transmitir isso tudo. Desde já é palpável a sua infinita bondade no tempo que dedica a escrever, à mão, cartas personalizadas para quem as deseja receber. Espalha amor, positividade, boas energias por um sem fim de pessoas... Tudo o que ela faz é muito altruísta e inspirador.

Eu deixei-me inspirar por ela e decidi pedir a minha carta. Foi tão bom receber este postalzinho na semana passada. Adorei ler as palavras da Mariana, adorei o saquinho de chá que me enviou (e que vou beber no primeiro dia do ano - uma espécie de ritual de boas energias) e é notável o cuidado que ela tem quando prepara algo para enviar.

Obrigada, Mariana! Desejo-te tudo de bom e de bem que a vida te pode oferecer. 
Prometo uma resposta em breve. 

24
Dez16

Feliz Natal!


Quero acreditar que, no Natal, há uma espécie de magia que se solta de um lugar desconhecido. Uma magia capaz de aquecer os nossos corações, de tornar o amor e amizade eternos, de nos fazer sorrir, de nos de secar as lágrimas, de nos fazer acreditar que as coisas boas podem estar aí ao virar da esquina. 

A todos aqueles que perdem um pouco do seu tempo para "me lerem", comentar, sugerir ou simplesmente que gostam de passar por aqui desejo um Natal repleto de luz. Daquela luz que aquece a alma e a torna mais brilhante. 
Espero que consigam sentir a magia e se deixem invadir por ela.

 Feliz Natal

21
Dez16

Opinião | "Os muitos nomes do amor" de Dorothy Koomson

Os Muitos Nomes do Amor
Classificação: 4 Estrelas

Ler Dorothy Koomson é como voltar aqueles locais onde já fomos felizes e nos deixam sempre uma sensação de alegria interior que é impossível colocar em palavras. 
Já desde os inícios do ano passado que não pegava em nada da autora, apesar de ter na estante três livros dela a chamar por mim. Escolhi este, dado que foi uma prenda de aniversário especial. 

Os muitos nomes do amor é um livro que nos fala de recomeços, de análise interior, de famílias, de vida e de morte, de mudanças... Todos estes aspetos são sentidos na pela da nossa protagonista: Clemency. 
Dorothy nunca desilude no que toca à construção da personalidade e dos mudos interiores das personagens. Aos meus olhos consegue torná-las tridimensionais e humanas. Para além disso, consigo sentir que elas existem para além das páginas que compõem o livro. 

Quando à narrativa foi aqui que senti algum descontrolo na forma como a autora decidiu encadear os acontecimentos, acabando por nos conduzir a um final pouco satisfatório para mim. 
As fotografias servem de mote às viagens ao passado para que possamos construir, tipo puzzle, as partes que compõem a vida de Clemency. É engraçado que eu senti esta reconstrução como um metáfora do mundo interior da Clemency. Ela sempre se sentiu incompleta devido ao facto de ter sido adotada e não conhecer as suas origens biológicas. Penso que a Dorothy consegui passar muito bem os dilemas das personagens envolvidas no processo de adoção. Conseguiu passar as dúvidas, as curiosidades, as incertezas, as lutas internas e os padrões relacionais que se vão construindo e desconstruindo. 

Ao longo da narrativa alguns aspetos não foram, na minha opinião, tão bem conseguidos. A (tentativa) de criar um triângulo amoroso só fez com que a estória se arrastasse por um caminho menos interessante e pouco entusiasmante na leitura. Neste triângulo não reconheci a Clemency que conheci nas primeiras páginas. Não consigo percecionar a sua essência, aquilo que a vai movendo ao longo dos seus anos enquanto pessoa adulta.

O final também ficou um pouco aquém daquilo a que a Dorothy no vem habituando. Senti um final desligado, frio, um pouco distante e vazio. 
Há personagens de quem ficamos a saber pouco, e outras que sabemos demasiado e que, pessoalmente, acho que deviam saltar fora da estória (sim a do triângulo amoroso). 
Queria mais deste final, queria que as coisas fossem resolvidas de forma mais concreta, queria ver a Clemency melhor, com um final mais estável e não tão cheio de reticências que nos deixa a sonhar acordados sobre o que se poderá ter passado. 

Apesar destes pequenos pormenores que não me fizeram amar o livro, eu recomendo a todos aqueles que gostam de ler a autora porque o seus ingredientes principais estavam lá. 
20
Dez16

Top Ten Tuesday #61 | Livros para ler no Inverno de 2016/2017

O ano avança a um ritmo alucinante. Tão alucinante que o Inverno está aí à porta. Com a sua chegava surge, também, a necessidade de fazer mais um lista.
 
Olhando para as minhas listas anteriores, ainda não consegui eliminar mais nenhuma... Continuam todas incompletas.
 
A mais recente, de Outono, não correu tão bem como a sua antecessora. Se no Verão fiquei a um livro de completar a lista, no Outono li apenas metade da lista. Porém não é nada que me impeça de fazer mais um lista. 
 
Aqui vão eles:
 
1. A Coroa de Inverno de Elizabeth Chadwick
2. O meu nome é Leon de Kit de Waal
3. Peónia Vermelha de André Oliveira
A Coroa do Inverno (Leonor de Aquitânia, #2)32185474Peónia Vermelha
 
4. Maria, vai-te deitar! e outros contos de Lubélia Sousa
5. Romance com o Duque de Tessa Dare
6. Fangirl de Rainbow Rowell
Romance Com o Duque (Castles Ever After, #1)Fangirl
 
 
7. Doze semanas para mudar uma vida de Augusto Cury
8. Porque te amo de Guillaume Musso
9. Um mar de Rosas de Nora Roberts
10. Corações Gelados de Laurié Helsen Anderson
 
Doze Semanas para Mudar Uma VidaPorque Te AmoUm Mar de Rosas (Quarteto de Noivas, #2)Corações Gelados
19
Dez16

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Livro Recebido]


Antes do ano terminar, a Denise ainda teve tempo de me enviar mais um livrinho para o nosso desafio.

Eis o eleito:



Tão veloz como o desejo
Laura Esquivel

Assim que abri o envelope e vi que tinha sido este o livro escolhido por ela, não fiquei muito animada para a leitura. Já tinha tido outra experiência com a autora e não foi muito positiva.
Entretanto já comecei a ler. Está a ser melhor que o anterior que li, porém tenho uma certa dificuldade em ligar-me ao estilo de escrita da autora. 
18
Dez16

Por detrás da tela | A lista de Schindler (1993)

Resultado de imagem para a lista de schindler imdb
Classificação: 10/10 estrelas

Nunca tinha visto este filme. Foram muitas as opiniões com que me cruzei antes de me decidir a vê-lo. Acho que não estava preparada para a brutalidade que encontrei. Este filme é bom pela sua capacidade de nos mostrar uma realidade cruel, nua e crua, onde a frieza humana é surreal. Com este filme fiquei a conhecer o limite da minha sensibilidade. Eu conhecia-me como uma pessoa sensível, muito emotiva em relação às pessoas, aos animais, às coisas do mundo em geral... Este filme foi dos piores momentos que tive. Eu sobressalta a cada som de tiro, eu olhava horrorizada para cada pessoa que era morta pelo simples prazer daquele que empunha uma arma. Foi uma experiência tão angustiante que ainda hoje me custa a recordar aspetos do filme. 

É um filme muito duro de se ver. Nota-se que tudo foi construído, filmado e encadeado com muito, muito cuidado. A intencionalidade em produzir o filme a preto e branco foi muito bem conseguida. Se queriam passar anda mais horror, pelo menos comigo conseguiram. A banda sonora que envolve as cenas, as expressões faciais, a rudeza e brutalidade dos soldados, a astúcia de Schindler... São aspetos demasiados bem feitos, tão feitos que o horror de saber que aquilo aconteceu me aperta o coração de uma forma impensável. 
Às vezes gostava de pensar que aquilo é apenas fixação, que a natureza humana não pode ir tão longe. Mas foi. E de uma forma tão atroz que me pergunto: O que é que passaria na cabeça dos soldados quando a guerra acabou e se deram conta da maldade que fizeram? E será que se deram conta dessa maldade?
É mau demais pensar no ser humano dessa forma. 

Acho que este filme devia ser visto pelo maior número de pessoas possíveis. Tudo para que não se esqueçam que todos somos humanos, que todos sofremos e que todos temos direito a condições dignas. Não é a nossa raça, a nossa religião, a nossa identidade sexual que nos define enquanto boas ou más pessoas. 
Atualmente têm surgido movimentos extremistas pelo Mundo. Este aspeto assusta-me um bocadinho sempre que penso naquilo que antecedeu a 2ª Guerra Mundial. Adicionando a isto, os constantes ataques terroristas que se têm disseminado, espalhando o terror em diferentes cidades mundiais. 
Apesar de Schindler se ter valido de trabalho quase escravo para prosperar no mundo dos negócios, aquilo que ficou foi a vontade que teve em salvar imensas vidas. E, no fim, pareceu-me que apesar da sua ambição, ele era uma boa pessoa. Chorei com o final, chorei com a forma como Schildler se debateu com o exército de forma a proteger aquelas pessoas. 

A lista de Schindler é um filme que convida à reflexão. Um filme que nos convida a mergulhar no lado obscuro da natureza humana. Ficará marcado em mim durante imenso tempo. Dado o grande impacto emocional que teve em mim, sinto que tão cedo não o conseguirei rever. Estando consciente de tudo aquilo que senti ao ver este filme, acho que nem nos próximos 10 anos me volto a cruzar com ele. 

E vocês, o que sentiram com este filme?
17
Dez16

TAG | Livros pouco conhecidos



1. Qual o livro que é dos teus preferidos mas que deviam de ser mais conhecido?
O Primeiro Dia
Só muito recentemente tenho ouvido falar mais de Marc Levy. Quando li este livro, há quatro ano atrás, era um autor pouco comentado. 
Eu adorei este livro e o seguinte da série. Tornei-me fã do autor, então tenho lido tudo o que posso dele.

2. Um livro que não é muito conhecido e transformavas em filme?
Rosas
Rosas é um daqueles livros que eu também vejo a ser pouco comentado pela blogoesfera e pelo youtube. 
Tenho a certeza que este livro dava um excelente filme de época. Vale cada minuto que perdemos na leitura das suas páginas.

3. Um autor que devia de ser mais conhecido em função do grande talento e originalidade.
Karen Rose. É uma autora que vejo pouca gente a ler e que escreve romances policiais muito apelativos e originais.

4. Livro que te surpreendeu, gostaste bastante mas não tinhas com quem falar.
Messias

Este foi dos melhores policiais que já li e que não vejo muito poucas pessoas a ler. Além disso acho que é um livro pouco comentado. 

5. Qual a é a tua personagem preferida de um livro desconhecido.
André, o agente da polícia judiciária do livro O escultor de Carina Rosa.

6. Uma trilogia desconhecida que gostavas que fosse mais conhecida.
Das trilogias que já li, nenhuma delas é desconhecida aqui pela blogoesfera.

7. Se pudesses tornar uma personagem secundária em principal, quem escolherias?
A gata (que agora não me lembro do nome) do livro Encontro em Itália de Liliana Lavado
15
Dez16

Opinião | "Pelas Ruas de uma cidade sem nome" de Carla Ramalho

Pelas ruas de uma cidade sem nome
Classificação: 2 Estrelas

Pelas ruas de uma cidade sem nome é um livro de uma autora portuguesa que tem como personagem principal, Madalena, um prostituta que se refugia na escrita. 
É um livro que se lê rapidamente, que não nos obriga a grandes reflexões e onde os sentimentos aparecem um bocadinho camuflados pela forma como a autora opta por nos contar a história.

Da leitura, emergem qualidade de escrita que apenas precisam de ser limadas. A autora tem uma escrita fluída, cativante e bastante correta. O problema está na construção da narrativa e das personagens. A Carla foi superficial de mais na forma como decide narrar os acontecimentos e das personagens que os protagonizam. Assim, penso que o conteúdo narrativo foi mal explorado, o que é uma pena dadas as qualidades da escritora e do tema ser interessante e despertar curiosidade dos leitores.

Este livro precisava de mais elementos que nos permitissem conhecer melhor as personagens, maior coerência e profundidade dos acontecimentos que nos vão sendo narrados e precisava de mais situações de conflito que me prendessem mais à estória e às personagens. 
Em alguns momentos senti-me perdida porque me faltava o contexto de onde alguns comportamentos, atitudes e sentimentos das personagens surgiam. 

Espero que a autora nos volte a presentear com mais trabalhos seus e que possa crescer enquanto escritora. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
15
Dez16

Opinião | "Sissi: coragem até ao fim" de Allison Pataki (Sisi #2)

Sissi - Coragem até ao Fim (Sisi, #2)
Classificação: 5 Estrelas

Este ano o meu gosto pelos romances históricos, reforçou-se. É um género que nem sempre agrada a todas as pessoas, porém eu encaro-o sempre como uma oportunidade de aprender algo sobre tempos passados (e que muitas vezes nos ajudam a compreender situações posteriores). 

A primeira vez que ouvi falar de Sissi eu estava no meu quarto ano de faculdade a fazer um trabalho para a disciplina de Terapia Familiar. E, devido à ideia de uma colega minha, usamos a estória dela para explicar alguns conceitos que estavam a ser trabalhados. Na altura fiquei curiosa acerca da vida desta Imperatriz e da forma como ela viveu todos os seus problemas.

Assim que comecei a ler este livro consegui logo constatar a maravilhosa forma como está escrito o livro. A autora tem uma escrita apaixonante, faz um encadeamento dos acontecimentos muito coerente e apaixonante. Facilmente me vi envolvida nas paixões, tristezas, lutas e conquistas de Sissi. Quanto mais lia, maior era a minha ânsia em saber mais e mais. Em cada pormenor que aparece neste livro (e tendo em conta as notas finais da autora) percebe-se um enorme trabalho de pesquisa e o mais importante, uma grande paixão pelas vivências de Sissi. Acho que a autora admirou esta mulher por tudo aquilo que viveu, porque se consegue perceber toda a sua paixão na forma como nos deu a conhecer a Sissi. 

Um dos aspetos que me cativou neste livro é o facto de ele possuir elementos da história europeia e mundial relativamente recentes. Um dos acontecimentos relatados no livro poderá estar relacionado com a 1ª Guerra Mundial. Tentado ser mais clara, mas não comprometendo a leitura, há uma situação na história de vida de Sissi que, se não tivesse acontecido talvez a 1ª Guerra Mundial não teria acontecido. E é interessante refletir acerca destes aspetos. 

A Sissi é uma mulher apaixonante e complexa. É alguém que tem tanto de belo e cativante como de trágico. Era muito inteligente capaz de fazer valer os seus desejos, mas com muita dificuldade em encontrar o seu lugar no mundo, sendo, por isso, uma mulher triste que transferiu todo o seu amo e apego à sua filha mais nova,Valéria.

No livro vamos conhecendo as muitas pessoas que se cruzaram com Sissi, bem como fantásticos locais por onde ela passou. Pessoalmente fiquei com muita curiosidade em conhecer os castelos da Áustria e da Hungria, assim como os locais que Sissi visitou em Inglaterra e na Irlanda. 
Uma das personagens mais peculiares é Luís, primo de Sissi. Um homem com uma menta complexa que se afunda na sua loucura e naquilo que o apaixonava. A descrição do castelo onde ele vivia é qualquer coisa de nos fazer querer saltar para lá e ver com os nossos próprios olhos. Já "googlei" e sim, parece retirado de um conto de fadas.

Foi uma leitura um pouco lenta, porque os acontecimentos precisam de ser saboreados e interiorizados. Adorei o livro e tudo aquilo que ele me permitiu conhecer e por me despertar aquele sentimento de querer saber mais acerca das pessoas que fui conhecendo nestas páginas.
Há um livro anterior a este. Não o li, infelizmente, mas este facto em nada atrapalha a nossa compreensão. 
Portanto, a todos os amantes de grandes sagas histórias, agarrem este livro e deixem-se levar por tudo aquilo que ele vos pode oferecer. 

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.
11
Dez16

Por detrás da tela | "O monte dos vendavais" (1992)

O Monte dos Vendavais Poster
Classificação: 5/10 estrelas

Já vi este filme há cerca de três semanas, mas tem-me custado muito pensar no que escrever sobre ele. Foi uma grande desilusão, super aborrecido (tão aborrecido que adormeci duas vezes, e por duas vezes tive de puxar o filme para trás) e com um desenvolvimento narrativo que não consegue transmitir a intensidade que se sente no livro.

O monte dos vendavais foi um livro que já li há quase dez anos. Desde essa altura, e muito por causa de um vídeo no youtube que junta uma música de Kate Bush (que eu adoro) com imagens do filme, a vontade em assistir a esta versão era muita. Para além disso, Juliette Binoche e Ralph Fiennes são dois dos meus atores preferidos. 

Tudo isto elevou as minhas expetativas, mas o filme não lhes correspondeu. 
A estória do filme está fiel ao livro (pelo menos daquilo que me lembro da leitura). Contudo, o filme é aborrecido porque falta alguma "personalidade" aos nossos atores principais. Falta emoção, falta ação, sinto que lhe falta algo que eu não consigo colocar por palavras. Precisava que o filme tivesse uma certa dose de intensidade que me fizesse sentir agarrada às personagens e as suas interpretações. 

Para as pessoas que gostaram muito do livro, acho que a visualização do filme poderá desiludir um pouco. Mas claro, acho que devem tirar as vossas próprias conclusões.


08
Dez16

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]

A exposição

Confesso é uma história que nos fala de amor, de segredos e desegundas oportunidades. A arte está também presente ao longo do livro, tendo emconta que Owen é um artista que pinta quadros. Auburn ajudou-o numa das suasexposições e foi assim que se iniciou a história de ambos.

Nestedesafio, quis fazer algo relacionado com arte e, assim, decidi recorrer àsobras de um pintor que eu admiro.

Leonid Afremov éum pintor israelense de origem bielorrussa, conhecido pelos seus quadrosextremamente coloridos e alegres e pela sua invulgar técnica de pintura:utiliza uma espátula, em vez de pincel, para pintar com tinta a óleo.

Imagina que fazes parte da organização de umaexposição de quadros deste pintor. No dia da exposição, a minutos de se abriremas portas ao público, apercebes-te de que, devido a uma falha, alguns quadrosnão têm legenda. Tens de ser tu a tratar disso. Apressa-te, o público estádesejoso de entrar nessa galeria!

Estes são os quadrosque vieram sem legenda:
(Todas as imagenssão da autoria do autor Leonid Afremov e foram retiradas do seu website: https://afremov.com)



Dança de Outono
No dia anterior ao nosso casamento fizeste-me dançar na rua, por entre as árvores, enquanto sussurravas ao meu ouvido todas as razões que te fizeram apaixonar por mim e queres casar comigo. Foi tão especial que cheguei a casa e escrevi todas essas razões numa folha que anda sempre na minha carteira.

Segunda oportunidade
Estava um dia de muita chuva. Vivia triste, encerrado no meu desespero perante uma vida vazia. Nesse dia decidi que seria o último e lancei o meu carro por uma ravina abaixo. Não morri, e a partir daí agarrei-me à vida. Nunca mais consegui passar por aquela estrada.

Amigo
As pessoas sempre tiveram o dom de me desiludir. Sempre dei mais de mim aos outros do que aquilo que deles recebi. Quando me apercebi disso, olhei para aquele que sempre esteve comigo, de forma incondicional e sem cobranças. Nada nem ninguém substitui aquele que me aquece o coração a cada regresso a casa: o meu cão.

Magia
Em cima do palco sinto que posso fazer magia. A cada passo que acompanha o som de uma melodia, uma alegria misteriosa solta-se dentro de mim e eu brilho para quem me vê. No fim de cada atuação resta apenas o medo da finitude desta sensação. Em breve terei de abandonar o palco. 

Sonho
Todos os dias, a caminho do trabalho, passo um homem com um ar muito bonito e simpático. Gostava de conhecer o seu interior, apaixonar-me por ele... Sempre que olho para ele sonho acordada. Sonho que, num dia de chuva, ele me abraça e me rouba um beijo apaixonado.
07
Dez16

Opinião | "O escultor" de Carina Rosa

O Escultor
Classificação: 4 Estrelas

Escrever uma opinião acerca de um livro em que acompanhamos o seu crescimento e nos envolvemos emocionalmente com ele, não é uma tarefa muito fácil. Quem conhece o meu trabalho como leitora beta, sabe que sou exigente, chata, picuinhas, implicativa com tudo e com nada... E com este escultor, a Carina aturou todas estas minhas manias a triplicar... Sim, porque quando eu embirro com alguma coisa, sou muito aborrecida. Mas valeu o esforço, e aqui está um livro diferente do estilo habitual da autora. 

O escultor, para mim, tem como palavra chave, suspense. Não o considero muito misterioso no que toca à descoberta do(a) responsável pelas esculturas especiais que vocês vão certamente conhecer... Contudo, aquilo que ele(a) vai fazendo ao longo da narrativa é que terá a capacidade de tirar a respiração ao leitor. É muito interessante aceder a esta mente complexa! Uma mente que sofre, que se inquieta, que pensa e que explode de ideias. Uma mente que habita um corpo que se deixa dominar por tudo aquilo que de pior pode ser a personalidade humana. 

Mas o escultor é apenas uma das muitas personagens que desfilam ao longo da narrativa. Mariana, a personagem feminina principal, é uma mulher de luta e de coragem. Tens os seus fantasmas, as suas inseguranças... Acho, até, que ela tem um pouco de obsessivo na forma como encara a vida e o seu trabalho. É muito estruturada e rígida, apesar de ter sido criada numa espaço de amor. Talvez a constante luta e a sua personalidade contida lhe gritassem que, para ter segurança, tinha de ter controlo. 
É nesta fase controlada e estrutura que lhe chega o furacão Alice. Com tudo de bom e mau que carrega, Alice vem para desarrumar o pensamento estruturado de Mariana. Reconheço que, em algumas coisas, gostava de ser como Alice. Desprendida, capaz de arriscar, capaz de sair da concha e socializar com todas pessoas, agarrar a felicidade nos pequenos momentos... Apesar de também ser morena, de olhos castanhos com raios de verde, tenho uma personalidade muito mais próxima de Mariana. Contudo, consegui entender as duas, adorei a dinâmica que elas criaram e acho que se complementam. E, nas entrelinhas, conseguimos perceber que aquilo que as aproxima vai muito mais além daquilo que as distância. Eu sou muito sensível às amizades, e a destas duas tocou-me e enterneceu-me. Amizades assim devem ser para a vida, valorizadas e alimentadas. 

Pedro, André e Marco são os homens principais desta narrativa.
Pedro é descontraído e divertido... Um homem talentoso, com um enorme amor à arte. Aspeto que cativa Mariana. Esta, por sua vez, assume um lugar especial na vida deste homem, ela é o seu amor por revelar. Por ela fez tudo, a quem deu as melhores oportunidades profissionais. 
André, o jovem polícia da judiciária, vai arrancar suspiros e gritos de desespero. Vai inspirar ternura e respeito. Tem uma carapaça dura, o homem da "bófia" que não descansa enquanto as coisas não estiverem claras e corretas.  Tem as suas fragilidades e fantasmas, mas nem sempre passam para o exterior, a sua dura carapaça guarda-as de uma forma feroz... Porém, alguém a vai tornar permeável e aos poucos vamos aceder as camadas que o compõem. Quanto mais descobrimos deste homem, mais nos deixamos encantar por ele.
Marco é mais descontraído de todos, acho que só ficamos a conhecer o seu lado mais carinhoso e divertido. Ele representa a parte leve e descontraída da estória, que nos surpreende em termos de crescimento da sua maturidade. Aprende muito com os acontecimentos que vai ter de enfrentar.
Há mais personagens que contribuem para enriquecer o enredo. Personagens ligadas à arte, ao amor, a mundos profissionais... Cada uma com a sua função na estória. Quanto ao escultor, este poderá ser homem ou mulher, cabe a vocês descobrirem.

Sei que não foi um livro fácil de construir. Eu perdi a conta ao número de vezes que o li. Se podia ser diferente em alguma coisa, isso todas as obras podiam sê-lo. Mas, para mim, tudo é perfeito na sua imperfeição. Neste caso em particular, acho que tentaria adensar mais o mistério, baralhar mais as cabeças dos leitores... Trazer outro tipo de personagens que adensassem o lado mórbido da narrativa! No fundo, tornar as coisas ainda mais complexas. 

Acho o livro muito bem escrito. Os diálogos que a Carina constrói são, para mim, muito palpáveis, realistas e intensos. São verdadeiros espelhos emocionais das personagens. 
Quando estamos a rever texto, a sensação e experiência da leitura é muito diferente daquela de quando lemos um livro concentrados apenas em desfrutar daquilo que as palavras nos oferecem... Mas digo-vos que, algumas vezes, enquanto revejo os textos da Carina, dou por mim a reler os diálogos só para absorver as emoções que ela tenta passar através. 

O final espelha a personalidade das personagens. Está bem construído, não é apressado e capta a essência daquilo que fomos conhecendo das personagens ao longo da narrativa. Tudo é resolvido e apresentado ao leitor. Senti-me completa no final da leitura.

Quem gosta de coisas um bocadinho mórbidas, com um toque de romance e emoções, este livro é o ideal. Tenho a certeza que não haverá lugar para arrependimentos.

E agora, Carina? Vamos a um romance histórico/época??? 

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