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Por detrás das palavras

Por detrás da tela | "Uma noite atribulada" (2010)

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Classificação: 6/10 Estrelas

Foi à segunda tentativa que consegui ver este filme de início até ao fim. Já numa outra altura o tinha apanhado na televisão, mas acabei por adormecer sem terminar de o ver.

É um filme típico de domingo à tarde. Tem alguma ação, muita confusão, muitos mal-entendidos e algum romance a dar um pouco de cor a todo o stress que as situação do filme vão gerando.

Eu gostei de ver o filme, desta vez não me aborreceu ao ponto de me fazer adormecer e até me divertir com algumas situação.
É um filme simples, não exige muito da nossa reflexão nem nos apresenta temáticas complexas que façam pensar e comparar com o nosso quotidiano. É apenas um filme para entreter e nos fazer rir com algumas situações.

Quanto aos autores e ao seu desempenho, acho que eles estiveram à altura daquilo que era exigido deles. Conseguiram ser sérios quando precisavam, conseguiram mostrar diversão e conseguiram passar medo quando a situação o exigia. 

Foi uma ótima companhia para um domingo à tarde.

Por detrás da tela | "As cinquenta sombras mais negras" (2017)

Resultado de imagem para Cinquenta sombras mais negras poster
Classificação: 4 Estrelas

Há dias em que nos apetece ver daqueles filmes que não exigem muito da nossa atenção nem do nosso desempenho cognitivo.
Era assim que me sentia no domingo em que decidi pegar no filme As cinquenta sombras mais negras. Como li os livros sinto alguma curiosidade em ver os filmes. 

Apesar dos poucos atributos positivos que posso atribuir ao filme, posso dizer que ele cumpre a sua função de entreter a mente, desligar dos problemas e permite-nos revirar os olhos sempre que a Anastasia ia contra os seus princípios de autonomia e de não se sujeita à submissão.
É engraçado ver que Anastasia tem o comportamento mais estúpido à face da terra. Continua a faltar-lhe personalidade, garra e o tal "espírito" pessoal que a narrativa deixa transparecer como o ingrediente mágico que prende Mr. Grey à inocente Anastasia.

Comparativamente ao livro, daquilo que me lembro, acho que houve aspetos em que o filme não foi totalmente fiel. Porém quero deixar claro que já não me lembro de todos os pormenores do livro e que, por isso, posso estar um pouco enganada.

Como escrevi anteriormente é um filme que serve o seu propósito de entreter sem exigir muito de nós. É previsível, tem cenas íntimas, com algum sadomasoquismo à mistura, as interpretações são o que são tenho em conta a qualidade do texto. É um filme para ver sem esperar muito dele. 

Opinião | "Verão em Edenbrook" de Julianne Donaldson (Edenbrooke, #1)

Verão em Edenbrooke (Edenbrooke, #1)
Classificação: 5 Estrelas

Há livros que nos proporcionam verdadeiros momentos de diversão, ternura e romance. Verão em Edenbrook reúne todos os ingredientes que me fizeram vibrar a cada página desfolhada. 

Este livro é um romance de época que está bem contextualizado, pois para mim foi fácil transportar a minha mente para o guarda-roupa, para os cenários e para os acontecimentos da época. Para dar corpo este cenário, a autora mostra-nos um conjunto de personagens muito interessantes, bem caracterizadas e que me deixaram com vontade de as conhecer. 

Marianne e Philip são os protagonistas desta história. Conseguem ter tanto de divertido como de amoroso. Acima de tudo, aquilo que mais gostei de ver neles foi a amizade crescente. Foi nesta construção que os ficamos a conhecer melhor e que nos apercebemos de quantas camadas envolvem os seus corações. Diverti-me imenso com as interações deles dois, dos momentos divertidos que partilhavam e senti-me verdadeiramente tocada com as conversas mais sérias e com os pequenos flashes de amor que iam brilhando a cada conversa, a cada brincadeira e cada pequena piada que ambos partilhavam. 

Este livro foi direto ao meu coração. Transmitiu-me sensibilidade, amor, amizade... Um sem fim de emoções positivas que me deixaram verdadeiramente encantada com o talento da autora.
Assim, numa escrita simples e recorrendo a uma narrativa cheia de contornos especiais e engraçados, a autora apresenta-nos a sociedade de uma época com características especiais, onde as personagens desfilam de forma a dar um contexto muito realista a toda a história. 
Tenho a certeza que os leitores não vão resistir a esta bonita história de amor envolvida pela cores mágicas da amizade. 

Quanto a mim, vou ficar de olho na autora, assim como no volume seguinte. Será que a Cecily vai despertar da futilidade e conhecer os sentimentos puros e genuínos da irmã? Espero mesmo que sim.

Nota: Este livro foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião sincera. 


Opinião | "O conto da ilha desconhecida" de José Saramago

O Conto da Ilha Desconhecida
Classificação: 4 Estrelas

Nunca ter lido nenhuma obra de José Saramago era uma grande falha minha. Medo, receio de não me adaptar ao seu género de escrita e porque não me sentia atraída para as suas obras alimentavam a minha resistência em ler as suas obras. Penso que, acima de todas estas questões, era o receio de me cruzar com narrativas difíceis, sem pontuação e acabar por não perceber. Ao fim desta primeira leitura, acho que me enganei.

Para colmatar esta minha falha e ter uma primeira experiência com o autor decidi começar por um conto. É uma obra mais pequena e achei que era o ideal para me familiarizar com a escrita do autor e ver como me sentia com a leitura.

Como esperava, encontrei pouca pontuação. Os diálogos não estão assinalados, há muitas vírgulas, muitos diálogos misturados com pensamentos... mas isso não interferiu com a minha compreensão da obra nem com a minha perceção acerca do desenrolar dos acontecimentos. É engraçado constatar que, enquanto lia, eu ia fazendo a pontuação na minha cabeça, tornando a leitura bastante fluída e agradável.

A escrita é muito bonita. Em cada palavras sentimos a sensibilidade do autor e a sua capacidade de nos colocar a pensar sobre a história, as personagens, o mundo e sobre nós próprios.
A narrativa d'O conto da ilha desconhecida é um verdadeiro convite à reflexão. Deixa-nos a pensar sobre a sociedade, naquilo que os outros esperam de nós e de que forma somos vistos quando ousamos abraçar a aventura, o pensar "fora da caixa". É um conto que me levou a explorar no meu interior a importância de pensar diferente, explorar aquilo em que acreditamos e não deixar de perseguir os meus sonhos. 

Só não consigo atribuir uma pontuação mais elevada porque achei que terminou de forma muito abrupta. Estava tão submersa na narrativa que senti que acabou demasiado depressa. Queria mais, queria continuar embalada por aquelas palavras e por aquela sensibilidade.
Depois desta experiência tão positiva quero aventurar-me por mais obras do autor. Qual recomendem para minha próxima leitura?

Resultado | Votação

Já devem estar a pensar que me esqueci da vossa votação para os livros que pedi que me sugerissem.
Não me esqueci, apenas ainda não tinha tido tempo para vir aqui partilhar os resultados.

Foi um resultado interessante:

  • O castelo de vidro - 2 votos
  • Ao fechar a porta - 2 votos
  • O menino de Cabul - 2 votos
  • Irmãs - 1 voto
Tenho aqui três livros em situação de empate. 
Como tinha escrito aqui seria um livro escolhido por vocês e outro por mim. Dado que houve aqui três em situação de empate, e a Denise já disse que me emprestava dois deles, vou incluir os três nas minhas leituras de 2018. 

Assim, irei ler...

  • O castelo de vidro 
  • Ao fechar a porta 
  • O menino de Cabul
Agradeço todas as vossas sugestões e o tempo disponibilizado para cá vir votar.

Resumo do mês | Janeiro

Decidi voltar aos resumos do mês. Deixei cair o nome de Lugares (Des)Encantados que lhe dei em 2014 porque deixei de acreditar no lado mágico e ingénuo. Quis dar mais racionalidade ao tópico e aqueles lugares ressuscitaram em resumo com o espaço para o melhor e o pior do mês.

Como andava (e ando) desencantada com o mundo quis mergulhar na infância (Emocionário, Cristina Núñez) onde tudo é mais fácil e mais simples. Foi uma grande viagem pelas emoções, pois já contava pô-las à prova na leitura seguinte (És o meu destino, Lesley Pearse). E foram mesmo postas à prova! Conviver com personagens tão marcantes, com narrativas tão intensas fazem com que o meu coração acabe por falar umas batidas e apaixonar-me pelas personagens a cada página devorada. Mas as emoções ainda não estavam esgotadas, estava na altura de seguir uma direção mais negra, mais sangrenta, e nada melhor que um policial dos bons (Duplo crime, Tess Gerritsen) para me mexer com os nervos e me fazer pensar, pensar e pensar em formas de desconstruir todo aquele quebra-cabeças. Estava a precisar de alguma calma emocional, mas ainda não estava preparada para grandes aventuras. Mesmo assim, sabia que precisava de drama... Mas não estava à espera de um drama tão frouxo e desprovido de emoções (Tua para sempre, Luanne Rice). Depois de tantos os dias com elas à volta, senti-me demasiado aborrecida e adormecida por uma história que não me ofereceu muito. Estava na altura de voltar ao nacional, com a esperança de me colocar o coração a falhar novas batidas. Espera uma história de amor intensa (A boneca de Kokoscka, Afonso Cruz), daquelas que nos mostra o amor em todos os estados. A sinopse prometia, mas a obra não cumpriu. Deixou-me envolta e confusão e em desilusão. E já que estava em fase negativa, nada melhor de agarrar-me ao desconhecido (O conto da ilha desconhecida, José Saramago) para não estragar nova leitura. Dadas as baixas expetativas, associadas ao meu receio em desbravar nova ilha e com a pitada de uma má experiência literária não estava à espera de ver as emoções novamente aos pulos. Não pularam muito, mas o conto, nas sábias palavras de Saramago, foi suficiente para me deixar surpreendida com o facto de os medos nos deixarem muito às escuras e de não nos deixarem abrir portas com tão boas coisas por detrás delas à nossa espera. Estavam as minhas emoções em crescendo quando cheguei à última leitura do mês. Não esperava que elas pulassem mais, mas enganei-me! Numa viagem a uma época passada (Verão em Edenbrook, Julianne Donaldson) o meu coração voltou a falhar. Afinal, ele não consegue resistir a uma boa história de amor, pincelada pela magia da amizade.
És o Meu Destino (Belle #3)               A Boneca De Kokoschka                        




Português no Masculino | Autor de Fevereiro

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Fábio Ventura

Este foi o autor escolhido para Fevereiro. Na estante estão dois livros por ler e que quero despachar. 
Não conheço absolutamente nada do trabalho do autor, por isso será uma leitura em branco. 

Orbias - As Guerreiras da Deusa (Orbias, #1)

O livro que irei ler é o Orbias. Conto, quase de seguida, ler o livro que sucede a este e assim ler os dois livros que tenho. 
Irei começar com a leitura logo que termine o livro Caçador de Cabeças.

Alguém conhece o autor? Já leram alguma das suas obras.

Palavras Memoráveis


Como, gostaria de saber, se fazia para encontrar aquele tipo de felicidade? De onde vinha? Haveria algum elemento invisível a flutuar no ar que agarrávamos, involuntariamente, e, de súbito, lá ficávamos apaixonados e ditosamente felizes? Um casal em vez de uma pessoa só. Fosse o que fosse, certamente que ainda não o encontrara.
Elizabeth Adler, Casamento em Venza

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