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Por detrás das palavras

Top 5 Wednesday | Livros infantis para os adultos lerem

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Pela segunda semana consecutiva vou consegui responder a mais um top 5. Esta semana somos convidados a escolher livros infantis que merecem ser lidos quando já somos adultos, ou que devemos ler quando mais velhos. E, caso achamos importante, reler até aos nossos olhos o permitirem.

Não vou dar justificação individual. Os livros que aqui deixo são livros com mensagens importantes que são capazes de atingir o nosso coração independentemente da idade em que sejam lidos. 

A Fada Oriana Apenas um Desejo O Principezinho A Árvore O Cavaleiro da Dinamarca

É bem visível o meu amor e carinho pelas obras de Sophia de Mello Breyner Andreson. As obras dela têm um lugar especial na minha memória e são obras que quero reler em breve. Se nunca leram, atrevam-se a pegar em qualquer um dos livros infantis da autora e tenho a certeza que ficarão encantados.

Opinião | "Morreste-me" de José Luís Peixoto

Morreste-me
Classificação: 3 Estrelas

Parti para este leitura sem grandes expetativas e sem esperar o que quer que seja do livro. Com uma experiência anterior com o autor não tinha corrido muito bem não queria falhar com este livro também. Por isso, mantive a mente aberta e comecei a leitura de forma livre e despreocupada.

O livro é muito pequeno. Li-o numa viagem de uma hora de autocarro. Num registo muito intimista e sentimental, o autor liberta todas as suas emoções relacionadas com o falecimento do pai.
Apesar de ser um livro de leitura fácil e rápida, o autor apresenta-nos uma escrita muito própria. É uma escrita com alguns "floreados" que nem sempre me entusiasmaram. Para mim, muitas vezes, uma escrita mais simples tem poderes especiais  e consegue transmitir de forma bem mais eficaz aquilo que cada pessoa sente no seu interior.

Foi uma leitura satisfatória, sem grandes entusiasmos ou alvoroços, mas que me permitiu concluir com sucesso a leitura de uma obra deste autor.

Em relação a ler obras futuras do autor, não sei, tenho as minhas dúvidas e reservas. Como não me senti entusiasmada com este livro, como ele não me tocou de uma forma muito profunda, tenho receio de me perder com uma obra mais extensa. Tenho dúvidas em relação ao meu entusiasmo com a abordagem que José Luís Peixoto faz das palavras.

Futuramente, decidirei se me aventuro por outras obras ou não. Quem, como eu, sente relutância em "pegar" neste autor poderá começar com este livro e ver como se adapta a este género de escrita. Como é um livro pequeno é mais fácil suportar a leitura para o caso de não se estar a gostar muito.

Por detrás de uma data| O dia Internacional da Mulher



Por entre festejos e jantares organizados pelo núcleo feminino por estes dias, pergunto-me se as mulheres que aderem a tais festejos conhecem o verdadeiro significado por detrás da data. Presumo que não... Comercializou-se tanto o dia que a parte realmente fundamental deste dia, os direitos das mulheres e a igualdade de género, ficou um pouco ao abandono. 

Nestes dois últimos dias tenho refletido com a Denise (Quando se abre um livro) acerca da "palhaçada" dos jantares que proliferam por esta data (desculpem-me a abordagem, não tenho nada contra este tipo de jantares e respeito as mulheres que gostam de assinalar o dia com este género de festejos). Sim, é uma forma de assinalar o dia tão válida quanto outras formas. Contudo, questiono-me: Será que as mulheres que estão na fotografia acima, as grandes responsáveis por haver um dia Internacional da Mulher, se identificam com tais festejos para assinalar a data? Eu penso que não. Acima de tudo, estas mulheres procuraram lutar por um conjunto de direitos que lhes era negado. Afirmaram-se perante uma sociedade que não as reconhecia. Por isso, será que com os jantares restringidos ao público feminino vamos promover uma cidadania ativa, onde as mulheres têm disponíveis os mesmos lugares que os homens? Será que é assim que promovemos a igualdade?

Afinal, o que fizeram as mulheres da fotografia? Há 161, no dia 8 de Março, um grupo de operárias de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque, fez uma enorme greve e ocuparam a fábrica reivindicando melhores condições de trabalho. Entre estas reivindicações estava a igualdade salarial entre homens e mulheres. Algo que ainda hoje é a nossa luta. 
A ousadia destas mulheres valeu-lhes uma violenta repressão para com a sua manifestação e acabaram trancadas dentro da fábrica, que foi posteriormente incendiada. Cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. Em consequência deste terrível acontecimento, a ONU, em 1975 oficializou o 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher

Custa-me um pouco ver a falta de solidariedade entre humanos, entre humanos e animais e, particularmente entre mulheres. Quantas das mulheres que se juntam para jantar não passam parte do ano a criticar as suas companheiras de mesa? Quantas dessas mulheres estenderam a mão a outra mulher que lhes pediu ajuda? Atenção, não estou a dizer que todas as mulheres são assim. Quero apenas frisar que algumas das mulheres agem assim, porque no fundo o que interessa é ir a um jantar e conviver com pessoas que, em alguns casos, não nos dizem nada e com as quais nem comunicamos assim muito. Não são parte integrante da nossa rede social e pessoal mais próxima. E é do excessivo consumismo que se passou a associar à data que estas coisas se vão disseminando.

Antes de se atirarem aos festejos, gostaria de deixar aqui algumas linhas de reflexão. Reservem um pouco do dia para pensar nas desigualdades sociais, económicas, emocionais que as mulheres têm de enfrentar nos dias de hoje. Pensam nas mulheres que não podem decidir os aspetos da sua vida. A quantidade de mulheres que ainda sofre às mãos de agressores. As mulheres vítimas de assédio sexual. Conhecem uma mulher que precisa de companhia? Ofereçam-lhe alguns minutos do vosso dia. Já há muito tempo que não estão com aquela vossa amiga especial? Marquem um lanche ou um café. Há quanto tempo não tiram um pouco do vosso dia para estarem com a vossa mãe/filha/sobrinha? Pois arranjem esse tempo e partilhem com elas essa coisa tão nossa de sermos mulheres. Liguem aquela mulher especial da vossa vida. Valorizem as mulheres no geral e, em particular, aquelas que fazem de vocês mulheres e pessoas melhores.

Agora, de uma mulher para outras mulheres, a cada dia do ano, e não apenas no dia 8 de Março, lutem pelos vossos direitos, salvaguardando os direitos dos outros. Quando, na corrida da vida, ultrapassarem alguém, façam-no com justeza, delicadeza e gratidão. E, se puderem, estendam a mão a quem vai mais atrás. Não ofereçam comentários desagradáveis a outro ser humano, em particular a outra mulher (hoje ela, amanhã tu). Cuidado com os comentários baratos e ofensivos nas redes sociais. Só se destila veneno e isso não é saudável para nenhuma das partes. Sejam honestas, elogiem em público e apontem os defeitos em privado, dando oportunidade a quem falhou de se corrigir. 

E hoje, lembrem-se do quanto estas operárias lutaram e não conseguiram nada para elas. Porém, abriram portas para que hoje a nossa situação seja diferente da delas. 

Top 5 Wednesday | Livre

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Esta semana o Top 5 é de escolha livre, ou seja, somos nós que escolhemos o tema para elaborarmos o nosso top. Eu fazer sobre os livros que me surpreenderam pela positiva. Assim vou deixar aqui uma lista de cinco livros que me surpreenderam positivamente e que eu não estava à espera.


Inês   Mil Sóis Resplandecentes  A Filha da Floresta  (Trilogia de Sevenwaters, #1)  O Conto da Ilha Desconhecida  O Primeiro Dia

Inês (Maria João Fialho Gouveia) - Parto sempre com alguns receios para os romances históricos. Vou sempre com muito medo que sejam aborrecidos e que não nos contem a história de forma cativante e interessante. Este livro surpreendeu-me por estar muito bem escrito ao ponto de nos fazer esquecer o início um pouco mais complicado. Adorei o livro e gostei imenso de saber mais sobre Inês de Castro.

Mil sóis resplandecentes (Khaled Hosseini) - Eu estava à espera de um bom livro, não esperava era um livro tão bom. Não sabia que me iria deixar entranhar tanto pela história e que as vivências das personagens ficariam enraizadas em mim. Um livro que valeu cada minuto que passei a lê-lo. 

A filha da floresta (Juliet Marillier) - Eu não sou  a maior fã de fantasia (para não me descrever de forma pior), mas quando me apanhei com este livro terminado só tinha vontade de continuar a série. Este livro em especial tem um início que se arrasta um bocado e que parece que as coisas não acontecem. Porém, há um momento da história que muda todo o contexto das personagens e me agarrou de forma inexplicável. 

O conto da ilha desconhecida (José Saramago) - Este pequeno conto foi das minhas maiores surpresas. Estava com tanto medo de ler livros de José Saramago que não sabia que estava a perder grandes doses de emotividade e sensibilidade. 

O primeiro dia (Marc Levy) - Nunca pensei gostar tanto deste livro. Marc Levy não é um escritor de massas, pois a escrita dele não é apreciada por todas as pessoas. Pessoalmente adoro cada linha que ele escreve. Este foi o primeiro livro que li dele e permanecerá para sempre na minha memória. Na altura só me apetecia saltar para o livro para estar com o Adrian e com a Keira. 

Opinião | "A bela e o vilão" (Bridgertons #6)

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)
Classificação: 4 Estrelas

Eu adoro a série Bridgertons. Adoro a forma leve, descontraída e divertida que Julia Quinn oferece às suas personagens e à forma como encadeia os acontecimentos.

Aqui ficamos a conhecer melhor Francesca. Apesar de partir para a leitura sabendo que ela estava viúva, em nada prejudicou o meu interesse e diversão com a leitura.
Sei que é um dos livros da série que não reúne muito consenso nos leitores, porém eu não senti grandes diferenças comparativamente aos livros anteriores.

Em termos de personalidade, a Francesca é das mulheres Bridgerton cm quem mais me identifiquei. O seu gosto pelo sossego, o ser mais reservada fez com que me sentisse mais próxima da personagem e me sentisse deliciada com as primeiras páginas do livros, que achei muito doces e cativantes.

Relativamente ao Michael, esperava mais dele enquanto vilão. Sinceramente, não encontrei nada que lhe valesse o rótulo quando comparo o seu comportamento com o dos homens anteriores da série. Este foi o aspeto que me desiludiu um bocadinho. Estava à espera de algo mais negro, mais intenso, com mais contornos de maldade.... Afinal, Michael era apenas um homem que precisava de esconder o seu amor e adoração por uma mulher que lhe estava inacessível.

Gostei bastante da interação entre Francesca e Michael, embora mais para o fim do livro senti falta de ver mais da amizade que sempre os uniu. A autora focou-se demasiado na paixão arrebatadora e deixou de lado os momentos que tornavam as interações entre os dois engraçadas e especiais. 

E, progressivamente, me começo a aproximar do fim da série. Isso deixa-me um pouco nostálgica. Gosto imenso da companhia destas personagens e fico sempre encantada com as histórias e os diálogos que arrebatadores desta escritora. 
Para quem gosta de livros deste género, acreditem que vale a pena apostar na leitura de livros desta série.

Por detrás da tela | "Titanic" (1997)

Leonardo DiCaprio, Kate Winslet, Kathy Bates, and Frances Fisher in Titanic (1997)
Classificação: 9 Estrelas

Finalmente, ao fim de tantos anos e ao fim de tantas vezes que apanhei o filme na televisão consegui ver o Titanic até ao fim. 
De todas as minhas tentativas, eu tinha adorado as partes que tinha visto. É uma história de amor intemporal, com atores que permanecem no meu imaginário de adolescente. 

De todas as vezes que revi, nunca me aborreceu. Acho que ligação entre Rose e Jack está muito bem construída e é enternecedora. E ver toda esta intensidade emocional contada ao fim de tanto tempo, faz com que a minha sensação de ligação ao filme e às emoções vividas sejam ainda maiores. Foram dois atores muito bem escolhidos e que conseguiram construir uma química entre eles muito especial, que dá imensa credibilidade à história e que faz com que a história de amor que eles interpretaram permaneça na nossa memória e fure as barreiras do tempo. 

Agora que tenho toda a dimensão temporal no filme, acho que só ficou uma coisinha por resolver. E, claro, gostava de saber mais da visa de Rose e de como ela viveu todos aqueles anos com aquele amor dentro do coração.

Fiquei, e sempre fica a cada nova visualização, encantada com as imagens do interior do Titanic, com o guarda roupa, com a banda sonora e com as magníficas interpretações do enorme conjunto de autores que compõem este filme. 

É daqueles que filmes que vou querer sempre rever. Que ficará na minha memória. Consigo imaginar-me bem velhota e a rever este filme com a mesma ternura e emoção com que o vejo agora. 

Resumo do mês | Fevereiro

Fevereiro é um mês pequeno. Os dias sucederam-se uns aos outros com uma pressa estranha de chegar a Março. Talvez queira ver a primavera. Fevereiro teve tantos os dias cinzentos como os dias de sol, porém, nas minhas leituras ganharam os dias cinzentos. Comecei com nuvens e a caçar a cabeças (O caçador de cabeçasJo Nesbø). Foi uma leitura um tanto ou quanto enublada, com algumas abertas e que transformou num dia sol surpreendente quando cheguei às últimas páginas. Valeu a pena vencer as nuvens de partes mais arrastadas para chegar a um final surpreendente e que dificilmente esquecerei. Enquanto um novo estado de tempo não se instalada, tive ainda tempo para um breve reencontro com um amor adolescente (O encontro - Virgílio Ferreira). Foi um encontro não planeado. Mas soube bem. Foi como encontrar um velho amigo com quem já não falávamos há muito tempo e sentir que a essência da pessoa permaneceu inabalável. Este reencontro foi uma tentativa vã de amenizar os estragos temporais que se iriam seguir. O cinzento deu lugar ao negro e vi-me arrastar numa leitura cheia de relâmpagos (Orbias: As guerreiras da deusa - Fábio Ventura), com muitos aguaceiros de frustração pelo meio e a sensação de que me arrastava por uma estrada interminável onde a tempestade não dava tréguas. Todo este mau tempo literário deixou-me cansada, precisava de sol, de algo que iluminasse o meu coração. Não encontrei a Bela e o Vilão (A bela e o vilão - Julia Quinn) que o título e a sinopse prometiam. Cruzei-me antes com um história de amor intensa que fez o sol voltar ao meu coração enquanto a chuva lá fora se fazia notar na janela do meu quarto.

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)                      Orbias - As Guerreiras da Deusa (Orbias, #1)
           

Palavras Memoráveis

Laila sabe que as orações são a maneira de Aziza se manter agarrada a Mariam, a sua maneira de a conservar por perto ainda mais um pouco, antes de o tempo seguir o curso e lhe arrancar Mariam do jardim da memória, como uma erva puxada pelas raízes.

Khaled Hosseini, Mil sóis respolandecentes

Fevereiro | Quem chegou?

Mais um mês findou e chegou a altura de vos mostrar que livros chegaram aqui a casa.

Presente
No início do mês, um encontro com uma amiga minha trouxe-me este livro até à minha estante. Não conhecia nada acerca dele. Vamos lá ver se me surpreende.

O Historiador

Troca
A minha primeira troca deste ano. Um livro que estou com muita curiosidade para ler.

Sem medo do destino (D.C. Detectives #1)


Biblioteca
Precisei de ir à biblioteca escolher um novo livro para o meu projeto Português no masculino. Desta vez escolhi este livro de José Luís Peixoto. 

Morreste-me

Oferta
Decidi utilizar os pontos de um site onde preencho questionários para mandar vir um livro. E que livro me chegou aqui a casa...
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