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Por detrás das palavras

Divulgação | "Regresso a Casa" de Deborah Smith

Regresso a casa
Deborah Smith
Podem adquiri-lo aqui

Cruzei-me com Deborah Smith o ano passado, com o livro Doces Silêncios. Sempre me tinham falado bem desta escritora e a vontade de ler algo dela começou a crescer dentro do espaço literário existente no meu coração. 
E foi assim que me cruzei com uma história apaixonante e intensa que me foi apresentada com uma escrita simples e muito cativante.

O que esperar para este Regresso a Casa?
Para esta leitura espero uma história mais intensa que a do Doces Silêncios. Sinto isso depois de ter lido a sinopse e pressinto que é um livro mais cheio de segredos e fantasmas do passado que é preciso conhecer e espantar no presente.

Espero solidificar a minha relação com esta autora ao ponto de querer continuar a conhecer o seu trabalho.

****
Sinopse
Ursula Powell acaba de regressar à pequena cidade da Georgia onde nasceu e passou a infância ao saber da morte súbita do pai, com quem há muitos anos cortou relações. Porém, e apesar das décadas de ausência, o destino arranjou maneira de a pôr frente a frente com os fantasmas que deixou para trás, nomeadamente a estranha escultura de ferro encomendada a um desconhecido artista nova-iorquino e que toda a vida ela culpou pelos males que se abateram sobre a sua família. Mal ela sabe que essa peça vale agora uma autêntica fortuna e que o filho do escultor, Quentin Riconni, tudo fará para a readquirir.
Das paisagens acidentadas dos Apalaches aos ateliers de Brooklyn, duas pessoas que o destino se encarregou de juntar e cujo encontro mudará para sempre a vida de ambos, lançando uma nova luz sobre o passado e revelando o verdadeiro poder do amor.

Sobre a autora
Deborah Smith é uma das autoras americanas mais lidas em todo o mundo: a sua obra já vendeu mais de três milhões de exemplares. Nomeada para diversos prémios importantes, como o RITA Award da Romance Writers of America e o Best Contemporary Fiction da Romance Reviews Today, foi distinguida com o Prémio de Carreira atribuído pela Romantic Times Magazine. No catálogo da Porto Editora figuram os seus romances A Doçura da Chuva, Segredos do Passado, O Café do Amor, Milagre e Doces Silêncios que obtiveram assinalável êxito junto dos leitores portugueses.



Palavras Memoráveis

Nesse momento eu sabia que tinha falhado numa parte fundamental de ser pessoa, que me permitiria fechar-me tanto ao longo dos anos, ficara tão singularmente focada, que perdera a capacidade de me conectar com as pessoas. E, por sua vez, as pessoas tinham perdido o desejo de se conectarem comigo.
Melissa Pimentel, Reencontro com o amor

Opinião | "Acordo com o Marquês" de Sarah MacLean (Scandal & Scoundrel #1)

Acordo com o Marquês (Scandal & Scoundrel, #1)
Classificação: 5 Estrelas

No meu caso, ler livros deste género costuma ser sempre uma aposta segura. Acordo com o Marquês veio reforçar esta minha opinião e deu-me a conhecer uma nova autora que me deixou cm vontade de explorar outras obras da sua autoria.

Com uma escrita simples, diálogos intensos repletos de emoções e momentos divertidos, este livro ofereceu-me uma excelente leitura e levou-me a adotar um comportamento que há muito não tinha. Pela primeira vez em meses, vi-me a ler o livro devagar para poupar o livro e, assim, conseguir prolongar a leitura e não me desfazer das personagens tão cedo.

Sophia Talbot e Rei são as duas personagens centrais deste livro. Por um lado temos uma jovem que chegou à aristocracia por meios menos convencionais, e por outro temos um aristocrata de puro sangue azul que se dedica a arruinar a reputação das boas mulheres da sociedade. Ambos têm muitas coisas que os afastam, mas há uma que os aproxima: a forma como veem a alta sociedade. 
Parecem mesmo uma dupla improvável, ambos com personalidades muito fortes e que me conquistaram logo nas primeiras páginas. Assisti a uma relação que cresceu e se foi transformando em algo muito positivo para os dois. Senti que a ligação foi aumentando de intensidade à medida que se iam conhecendo, deixando-me o coração derretido sempre que tinham conversas mais profundas e que exploravam o lado mais privado de cada um.

Para quem, como eu, é fã deste género de livros, tenho a certeza de que o Acordo com o Marquês deixará marcas positivas na memória daqueles que se aventurarem a lê-lo. E, claro, ficarão extremamente curiosos e em pulgas para acompanhar as histórias das restas Borralheiras dos ésses. 

No meu caso, o livro ficará na estante para que, em momentos mais tristes, o possa folhear, abri-lo e ler algumas partes que me animem. 

Nota: Este livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião sincera.

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Desafio]

Terminada a leitura é altura de responder ao desafio proposto pela Denise. Este terá uma resposta bem simples. Espero que esteja há altura daquilo que a Denise esperava que eu fizesse.


Clube de leitura

Estás a trabalhar num hospital psiquiátrico e pedem-te que substituas a colega responsável pelo Clube de leitura que ocorre todas as semanas.

Quando lá chegas, encontras um pequeno grupo à tua espera. Nas mãos, têm um exemplar do livro “Confissões”, cuja leitura vão iniciar muito em breve.

Olhas ao teu redor e constatas que conheces todos aqueles pacientes:

  • A jovem mãe demasiado zelosa que sufocou a própria sobrinha; 
  • O adolescente que gosta de brincar com o fogo e que se mostra muito influenciável; 
  • O esquizofrénico que acredita que é um vampiro e que assassinou uma mulher para lhe beber o sangue. 
Durante uns segundos, acreditas que este não será o livro mais adequado para lerem em conjunto. Mas tens de decidir rápido, ponderar os prós e os contras. O que deverão fazer: abraçar este livro ou escolher outra leitura?

*****

Tomei a decisão rapidamente e de uma forma muito fácil. Com cuidado, expliquei-lhe que aquele livro não era o ideal para eles tendo em conta os desafios atuais que a vida lhes ofereceu. É um livro que aborda temáticas complexas e que poderá contribuir negativamente para as emoções de cada um. 
Assim, a primeira coisa a fazer na sessão será, em conjunto, ver um livro que seja mais adequado às necessidades emocionais de cada e os ajude a dominar os monstros interiores que teimam em deixá-los. 

Resumo do mês | Abril

Março tinha sido um mês de leituras sangrentas. Foi demasiado crime para um mês só. Assim, ao iniciar Abril a minha vontade era ler daqueles romances capazes de nos provocar uma diabetes literária. As leituras, tal como em tudo na minha vida, não correram de acordo com aquilo que eu tinha idealizado. 
Dada a minha sede pelo amor literário, nada melhor do um beijo daqueles de soltar suspiros. Melhor ainda é quando esse beijo vem acompanhado de cenas de nos levar às lágrimas de tanto rir (Aquele beijo - Julia Quinn). Já foi tanto o açúcar que a Denise quis evitar uma crise de glicémia e obriga-me a voltar as cenas de crime. As cenas não tiveram a intensidade de outros ambientes de crime, acho que houve uma sobrevalorização dos criminosos e fiquei aborrecida com algumas coisas (Confissões - Kanae Minato). Eu sei, eu sei... Esta minha mania de pensar demasiado naquilo que leio e de racionalizar as situações nem sempre é saudável, mas não consigo evitar. Com este alinhamento literário e voltar a pequenas doses de açúcar. Sabemos o quanto o açúcar vicia e nos deixa a salivar perante a ideia de saborearmos uma pequena amostra de uma guloseima. Tem que ser com regra, por isso recorri aos contos (Uma amizade sincera, Duas histórias a meu modo e O meu primeiro beijo de Clarice Lispector) e deliciei-me com diferentes formas de amor. Bem, já que tinha quebrado com os meus desejos iniciais, por isso voltei ao crime. As cenas foram pouco entusiasmantes, talvez falte a Portugal daqueles seres avariados que são capazes de crimes que não lembram ao mais comum dos mortais (O homem que sonhava ser Hitler - Tiago Rebelo). O entusiasmo literário estava um pouco fragilizado, e claro, eu tinha que o fragilizar mais e meter-me a explorar um ano francês (O ano francês - Daniela  Rodrigues) que de França não tinha nada. Estava em situação de fraqueza estrema, era urgente pegar em alguma coisa suficientemente doce para me animar o espírito, mal eu sabia que estava perante uma bomba calórica de açúcar (Acordo com o Marquês  - Sarah MacLean). E aqui, chegada ao final do mês de Abril, lambuzei-me até à ultima página e fiz algo que já não fazia há muito: poupei a leitura para que o sabor durasse mais tempo. 


Palavras Memoráveis



É homem quando mata, é homem quem faz ou sofre injustiças; não é homem quem, perdida qualquer vergonha, divide a cama com um cadáver. Quem esperou que o seu vizinho acabasse de morrer para lhe tirar um quarto de pão está, embora sem qualquer culpa própria, mais afastado do modelo do homem pensante do que o pigmeu mais selvagem e o sádico mais atroz.

Primo Levi, Se isto é um homem

Por detrás da tela | "Capitães de Abril" (2000)

Classificação: 8 Estrelas

Capitães de Abril conta a nossa história. Conta a história daqueles que ousaram lutar pela liberdade, com valentia e respeito. Nunca tinha tido a oportunidade de ver este filme e, no passado dia 25 apanhei-o na RTP 1 e não o deixei escapar. 

Ao longo do filme vamos conhecendo os acontecimentos e os heróis que no dia 25 de Abril de 1974 emergiram da escuridão do Estado Novo, libertar o povo da opressão e oferecer aquela manhã que todas as pessoas esperavam.
Adorei acompanhar o filme e as etapas mais marcantes desta revolução. Fiquei impressionada com a inteligência e coragem de Salgueiro Maia (que, infelizmente, acho que não teve o devido reconhecimento após o seu ato de coragem e nos anos subsequentes).
Acho que todos nós temos uma dívida de gratidão para com os Capitães de Abril. No meu caso essa gratidão foi ainda mais assegurada com o visionamento deste filme. Deve ter sido um dia único e inesquecível para todos aqueles que ocuparam as ruas da cidade de Lisboa, para todos os militares que acreditaram em Salgueiro Maia.

Este é daqueles filmes para ser visto mais do que uma vez, para que nunca seja esquecida esta luta e esta vitória com recurso a uma "guerra" pacífica. 
Na minha opinião, esta revolução de Abril, tão bem ilustrada neste filme, é mais um dos aspetos que deve orgulhar-nos enquanto portugueses. 

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