Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]

31.08.18
E chegou a minha vez de enviar mais um livro à Daniela (agora já posso escrever o nome correto dela, pois já o revelou no seu blog - desculpa pelas vezes em que me enganei e escrevi o teu verdadeiro nome).

Foi uma tarefa difícil escolher o livro para lhe enviar. Até fui consultar as leituras dela no Goodreads e ver as estatísticas. Fiquei um pouco preocupada quando vi que, até ao momento ela ainda não tinha atribuído 5 estrelas a nenhum livro. Bem, senti-me na missão de quebrar o seu jejum e enviar-lhe um livro que eu considerei 5 estrelas (e eu sou a esquisitinha de serviço). 

Então o eleito foi:
O Escultor da Morte (Robert Hunter, #4)
O escultor da morte
Chris Carter

Este é um dos melhores policiais que já li. Um policial onde não estamos assim tão preocupados em descobrir o assassino. Aquilo que mais queremos é conhecer o funcionamento da sua mente. 
Não é uma leitura compulsiva, é uma leitura saboreada. Por isso estou com alguns receios e não sei se a Daniela lhe vai dar as 5 estrelas. Aceitam-se apostas desse lado. Quem acha que é desta que vemos um livro com 5 estrelas nas leituras de 2018 da Daniela?


Opinião | "Abraça-me para Sempre" de Carla Ribeiro

29.08.18
Abraça-me para Sempre
Classificação: 1 Estrelas

Este conto foi o escolhido para o mês de Agosto. "Atirei-me" a ele por causa do título, na esperança de encontrar algum toque romântico no meio da fantasia. Infelizmente não consegui encontrar fantasia nem romance. O conto é pequeno e os assuntos são pouco explorados. Tudo é demasiado superficial. 

Abraça-me para sempre é um conto simples, que se debruça sobre o amor fraterno. São dois irmãos que estão perante uma situação delicada (eu não consegui perceber muito bem qual é a sua situação e o seu propósito). A escrita simples e fluída permite uma leitura rápida, mas é o texto é vazio de conteúdo estimulante e significativo. Não tem elementos que nos fiquem na memória, não provoca qualquer tipo de emoções. Carecia de ser mais desenvolvido e com um corpo narrativo mais interessante, coeso e pautado por situações concretas e claras. 

Opinião | "Ao fechar a porta" de B. A. Paris

27.08.18
Ao Fechar a Porta
Classificação: 4 Estrelas

Nota: Esta opinião contém spoilers (estão identificados)

Eu estava com elevadas expetativas para este livro. A Denise vibrou com ele e achou-o fenomenal. Isto criou uma espécie de pressão em mim, porque tinha receio de quebrar a beleza do livro aos olhos da Denise. E claro, ela disse logo que perdia a esperança em mim (qual "assassina" de livros). 

Com esta miscelânea de sentimentos lá parti para a leitura. O início causou-me sintomas de ansiedade. Houve momentos em que me senti verdadeiramente angustiada com a Grace e a situação em que ela se encontrava. Este momento inicial do livro é mesmo bom, tão bom ao ponto de me sentir claustrofóbica com as situações que iam acontecendo. 

Grace e Jack têm uma relação muito rápida, porém a autora foi inteligente nesse aspeto. A alternância entre passado e presente acaba por esbater essa rapidez e faz com que tudo nos parece credível aos nossos olhos. E é assim que nasce um casal perfeito que me cortou a respiração em alguns momentos. 

É uma narrativa que avança depressa nem há partes muito aborrecidas. Porém chega a um momento em que a história parece entrar num momento mais estagnado, onde não acontece nada de suficientemente significativo. Não me chegou a causar aborrecimento, pois a escrita é fluída e já estava bastante envolvida com as personagens, os seus dilemas e as suas angústias. O que me aconteceu foi não me sentir muito impressionada com o que passou a acontecer. Foi como se o livro perdesse um pouco de suspense e as cenas deixaram de ter grande impacto em mim. 

Há aspetos em que o livro merecia mais. A dada altura Jack conta o seu segredo. Foi demasiado rápido, acho que seria importante contextualizar melhor este segredo de Jack e desenvolver melhor as coisas. ALERTA SPOILER - O Jack chega a referir que o nome foi alterado, para parecer mais credível e ter impacto nos outros, mas nunca sabemos qual era o seu nome verdadeiro e como é que ele tratou do processo. Dadas as circunstâncias deste segredo como é que ele chegou ao patamar profissional em que se encontra? O que é que ele faz nas suas viagens à Tailândia enquanto deixa a Grace no quarto? Porquê é que preferia a Millie para induzir o medo, quando o conseguia na perfeição com a Grace? Para mim estas foram algumas das pontas soltas que me causaram alguma insatisfação. - FIM SPOILER

Fiquei um pouco amargurada com aquele final. Foi até um conjunto de sentimentos agridoces. Gostei do diálogo entre a Grace e a Esther, mas acho que foi tudo demasiado rápido. A autora não deu o espaço suficiente para que o clímax crescesse e se findasse de forma mais completa e coesa. 

Foi por estes aspetos que não atribuiu uma classificação superior a este livro. Eu gostei do livro, mexeu comigo em alguns momentos e achei credível. Só lhe faltaram algumas coisas para o tornar perfeito.

Palavras Memoráveis

26.08.18
- Disse que desafiaria incêndios, inundações e o próprio Inferno para estar contigo - disse ele, a olhá-la nos olhos. - Se isso não foi dizer que te amava, não sei o que foi. E continuaria a desafiar todas essas coisas, e até o teu desagrado por ter cá vindo agora que és uma mulher casada.
Lesley Pearse, A promessa

Por detrás da tela | "Breathe" (2017)

24.08.18

Classificação: 8/10 Estrelas

Breathe é um filme pouco falado. Pela blogoesfera só vi a opinião da Chris do blog O Diário da Chris. E foi pela sua opinião que fiquei com uma enorme vontade de ver este filme. 
É baseado numa história verídica e a sua produção resulta de uma bonita homenagem. 

O início do filme não me cativou. Estava tudo a acontecer demasiado depressa entre Robin e Diana. A relação não cresceu aos meus olhos e eu estava com dificuldade em ligar-me à história e às personagens. O aborrecimento estava a instalar-se até que se dá uma enorme reviravolta no filme: Robin contrai poliomielite e perde a capacidade de se movimentar e de respirar sozinho. 

Este acontecimento na vida de Robin provoca uma mudança em todas as personagens, a história começa a ganhar forma e eu começo a empatizar com personagens, a sofrer com elas, a querer que as coisas corram bem e que Robin não desista de viver. É por amor a Diana que ele vive, que se supera e com a ajuda de um brilhante grupo de amigos consegue fintar a doença e viver de forma intensa tendo em conta todas as limitações que se atravessaram no caminho. 

Diana e Robin são um casal que transpira amor. No início ela parece algo fria e não consegui sentir grande química entre eles, mas forma como ela se entregou à missão de viver com Robin e de lhe oferecer uma vida condigna deitou por terra as minhas reservas e consegui, de facto, sentir o amor entre eles. 

Tal como tinha acontecido com o filme A teoria de tudo, senti que por vezes nos queixamos por demasiado pouco. Senti que com as pessoas certas, as nossas limitações são meros fragmentos da nossa essência, porque o nosso coração, os nossos sentimentos, o nosso amor pelos outros leva-nos mais longe. O amor e a amizade fazem-nos viver. Fazem com que grandes problemas se tornem ínfimos. Robin foi muito amado e acarinhado. Soube agarrar a vida no momento certo. Dedicou-se a amar a mulher que o fazia respirar aventura. superação, adrenalina. Mostrou que há outras opções para pessoas com incapacidades. Deu vida a outros. 

Apesar de hoje em dia as deficiências já serem olhadas com outros olhos, o filme passa uma mensagem muito atual. A discriminação é menor, mas ainda há um mundo cheio de entraves para eles ultrapassarem. Há muitas necessidades que não estão a ser atendidas. Para Robin a doença não foi a prisão onde muitos outros viveram, porque teve uma mulher com coragem suficiente para se atirar com ele por mundos desconhecidos e superar-se a cada nova ideia aparentemente maluca. 

Breathe fica no coração e na memória. Mais um filme para rever ao longo da vida. 

Top 5 Wednesday | Cidades Portuguesas

22.08.18
Imagem relacionada

Como já devem ter percebido, eu nem sempre sigo os tópicos que são indicados no grupo do Goodreads. Gosto de responder àqueles que me atraem, mas também gosto da liberdade de criar outros tops.

Mês de Agosto é sinónimo de férias para muitas pessoas. Deste lado não se reúnem condições para férias. Porém nada me impede de imaginar ou de sonhar com destinos onde gostaria de ir. Por essa razão, hoje apresento-vos cinco cidades Portugueses que eu adoraria conhecer.

1 | Funchal - As imagens que me chegam desta cidade são de me deixar a contemplá-las durante muito tempo. Deve ser um cidade lindíssima, marcada pelo colorido das flores e pelos cheiros maravilhosos das diferentes qualidades de fruta.

2 | Évora - O local mais a Sul de Portugal Continental que visitei foi a Santiago do Cacém para um dia no Badoca Safari Parque. Por isso, não conheço nada do Alentejo. Adoraria ir a esta cidade para ver a Capela dos Ossos, o Templo de Diana, a Praça do Giraldo... E perder-me nas suas ruas e recantos tão especiais. 

3 | Ponta Delgada - Sinceramente, qualquer lugar do Açores deixar-me-ia encantada por visitar. Escolhi Ponta Delgada por ser uma cidade da qual já ouvi falar e desde aí nasceu a vontade de conhecer melhor.

4 | Lisboa -  Fui a Lisboa uma única vez, ainda adolescente. Não vi muito da cidade, mas ficou a vontade de ver mais e melhor. Lisboa é enorme e isso assusta-me um pouco. Adorava revistar o Jardim Zoológico, ver o Oceanário, voltar a Belém para comer um saboroso pastel de nata e visitar os bairros típicos desta cidade.

5 | Porto Santo - A praia é a imagem que retenho desta cidade. Para além disso acho que deve ter todos os encantos do Funchal.

O que me dizem desta minha escola? Conhecem bem alguma destas cidades? E vocês, que cidades gostariam de visitar?

Opinião | "As últimas linhas destas mãos" de Susana Amaro Velho

20.08.18
As Últimas Linhas Destas Mãos
Classificação: 4 Estrelas
 
Quando saiu este livro, senti-me atraída para ele. Foi o título que me agarrou e transportou a minha mente para diferentes cenários possíveis, mas em todos eles havia uma bonita história de amor por trás. Então, aproveitei a generosidade da Coolbooks no dia Mundial no Livro e usei o código de oferta para pedir este livro. E ainda bem que o fiz...
 
As últimas linhas destas mãos é uma história de amor roubada pelo tempo. Uma história de amor narrada no presente, com os fantasmas do passado a reclamar atenção. O amor desta história é corrosivo e, como o tempo desgastou Alice, deixando-a vazia de emoções positivas. Toda ela foi terreno fértil para a tristeza e isso abriu caminho a dores e frustrações naqueles que habitavam o mundo dela. E tudo chega até nós, leitores, pelas mãos de Alice em cartas que espelham amor e dor, esperança e desespero; e pelas palavras daqueles a quem o amor corrosivo contaminou e minou, os filhos Teresa, Henrique e Sebastião, a irmã Cristina e o ex-marido Sebastião. Todos eles trazem um visão de Alice e da dor que a ausência emocional dela deixou.
 
Foi tão simples sentir as dores, as frustrações, o desespero na ânsia de tirar Alice do poço onde se meteu. E esta facilidade de apropriar dos sentimentos destas personagens advém da escrita. É uma escrita poética, daquelas que nos embala e nos faz perder a noção do tempo. A Susana soube costurar as palavras, um verdadeiro trabalho de alta-costura. E nas palavras que tecia e juntava, soube criar um trabalho final com descrições que nos transportam para os locais e para os momentos. Senti os cheiros a canela e alfazema. Senti a leveza da brisa de verão que imiscuiu na saia de Alice enquanto ela dançava, feliz, com o amor que lhe deu luz e, no instante seguinte, lha roubou. Ouvia o desespero silencioso de Teresa que tentava, a todo o custo, acender de novo a luz interior da mãe. Mas, teve de baixar os braços dessa tarefa e usá-los para aconchegar os irmão, carentes de afeto e imersos numa incompreensão perante as fragilidades da mãe.
 
Também temos segredos que minam relações e que põem à prova as ligações entre as pessoas. A mensagem que autora consegue passar acerca do impacto dos segredos naqueles que os partilham está, também, muito bem conseguido. Fez-me desejar quebrar as mordaças que calavam as pessoas para que determinadas personagens se pudessem libertar das dores, das angústias e dos silêncios ruidosos que começaram a fazer parte da família.
 
Houve apenas dois aspetos que me deixaram insatisfeita: dos diálogos e o final. Relativamente aos diálogos falta-lhe a expressividade que tão bem sobressai ao longo da narrativa. São rápidos e sem aquelas descrições que oferece aos diálogos aquele tipo de dimensionalidade que os torna, aos meus olhos, reais. O final, demasiado apressado, não deixou espaço para que as emoções se transformassem perante os meus olhos. As personagens precisavam de tempo e de espaço para partilhar os sentimentos que as verdades deixaram a descoberto. E eu precisava de os sentir, de os ver e de um olhar final sobre a vida destas personagens. Teresa fechou parte da história, mas do meu ponto de vista foi parca nas palavras.  
 
Apesar destes dois aspetos gostei muito de ler este livro. Sem dúvida que a Susana Amaro Velho vai ficar debaixo do meu olho. Estarei atenta a novas publicações. Temos aqui alguém que consegue dar corpo a uma história simples e coesa, com uma premissa já tantas vezes usada, através de uma escrita elegante e encantadora. Acho que, dificilmente vou esquecer a beleza impressa em muitas das frases deste livro. Perdi a conta à quantidade de citações que retirei do livro, e tenho dificuldade em eleger aquele que mais tocou o meu coração. 

Opinião | "Hotel Sunrise" de Victoria Hislop

15.08.18
Hotel Sunrise by Victoria Hislop
Classificação: 3 Estrelas

Comecei esta leitura com uma enorme vontade de desbravar intensamente aquelas páginas. Os livros anteriores que li de Victoria Hislop deixaram boas recordações e estava curiosa para ver o que este livro reservava. 
Longe de ser um leitura compulsiva, Hotel Sunrise convida a uma leitura mais lenta e mais atenta. O início foi um pouco confuso para mim. Estava a custar-me imenso envolver-me com a história, estava com dificuldades em compreender e assimilar o contexto histórico a que o livro reportava e não me estava a sentir muito cativada com o conteúdo daquelas páginas.

Perante estas dificuldades a leitura avançou devagar e de forma pausada, numa tentativa de amar a história. Paixão, já não iria acontecer, mas o amor poderia nascer da relação com aquelas palavras. E o amor apareceu. Não foi intenso, não foi fulminante e não me arrebatou tanto como aconteceu nos outros livros. Foi um amor confortável e aconchegante e que me levou a pesquisar sobre Famagusta. 

Famagusta é a cidade onde grande parte da ação narrativa se desenrola. É uma cidade Cipriota, muito relacionada com o turismo. A descrição da cidade é maravilhosa e dá vontade de mergulhar os pés naquela água. Associa a esta cidade temos o Hotel de luxo Sunrise, os seus proprietários Aphroditi e Savvas e, dos vários empregados destacam-se elementos de duas famílias com origem distintas. Os cipriotas turcos e os cipriotas gregos.

Eu tinha um desconhecimento total acerca da história do Chipre e penso que isso dificultou um pouco a minha compreensão inicial. Apesar de as coisas se irem clarificando à medida que a narrativa avança, ainda ficaram resquícios de dúvidas e coisas por esclarecer. Claro tudo porque não sei nada acerca das origens deste pais e em como ele foi construído.

Conseguimos perceber as rivalidades, que são mais alimentadas pelo políticos do que pelos habitantes (como deve ser na maioria dos casos) e vamos acompanho as vidas pacatas das personagens até que a guerra se instala. E é a partir daqui que o livro ganha outra dimensão para mim. Foi aqui que o amor nasceu. Passei a perceber melhor as personagens, apesar de terem ficado lacunas na caracterização de Afrodite de Savvas. São duas personagens importantes, mas que são pouco desenvolvidas. Aphroditi é uma mulher que vai aprender a confiar nos seus instintos da pior maneira possível. Tive pena de ela e Savvas terem sido um pouco desprezados no fim. Parece que a autora os queria despachar e não nos deixou grandes pormenores.

É interessante ler sobre as movimentações de guerra e sobre as estratégias de sobrevivências das pessoas. De que forma a nossa personalidade se modifica só para garantir a nossa sobrevivência e há aqueles que apenas a tentam esconder para que depois de se revele da pior maneira. 

Apesar de ter gostado do livro reconheço que ele poderá não ser do agrado de todos os leitores. O início um pouco lento, a falta de conhecimento em relação ao contexto em que a história se desenrola e as personagens pouco desenvolvidas poderão levar alguns leitores a desistir, o que é uma pena. Insistiam um pouco para descobrirem o outro lado da narrativa, um lado que nos prende e nos deixa curiosos. 

Por detrás da tela | "Beauty and the Beast" (2017)

13.08.18
Classificação: 9 Estrelas

Já há muito tempo que queria ver este filme. Gosto da magia que o envolve e esperava encontrar a mesma banda sonora do filme de animação. 
O filme superou as minhas expetativas. Foi bom encontrar toda a magia do castelo, derreti-me com as músicas que pontuavam as cenas nos momentos chave, fiquei encantada com o monstro... Foi maravilhoso sentir toda esta envolvência especial que só um filme com uma história intemporal consegue transmitir.

É um filme que em termos de imagem e caracterização cénica está muito, muito bem conseguido. A minha televisão é grande, mas ver este filme numa tela de cinema deve ser qualquer coisa de especial. 
A banda sonora não desiludiu. Foi tão refrescante ouvir as músicas que tantas vezes gosto de ouvir e que fazem parte do meu imaginário. 

Gostei da interpretação da Emma Watson, porém acho que a Anne Hathaway ficaria bem melhor no papel de Belle. Talvez o meu gosto pessoal em relação à Anne Hathaway me leve a pensar desta forma. 

O final deixou aquele leve sensação de insatisfação. Já tinha sentido o mesmo com o filme de animação, mas estava à espera que aqui houvesse algum diálogo, algo que sedimentase mais o amor entre eles... Queria mais, mas talvez isso quebrasse um pouco da magia que o filme quer passar. 

Acho que este é um daqueles filmes intemporais. Um filme para ser visto ao longo das diferentes etapas de crescimento. Eu vou querer rever só para sentir mais um pouco da sua magia.

Pág. 1/2