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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

31
Jan20

Desafio dos Pássaros #2.1 | Acho que a coisa não vai correr bem

Tema 2.1
Acho que a coisa não vai correr bem

Mal vi o tema desta primeira edição pensei O que é que eu vou escrever sobre isto? (principalmente quando ando numa fase de pouca criatividade).

Os dias iam passando e as ideias não surgiam. Fui engolida pelo rebuliço da semana (rebuliço esse que começou logo no início deste mês) e como tinha uma altura mais vaga na sexta de manhã achei que seria uma boa altura para me dedicar ao tema.

Ontem à noite ainda não tinha ideia do que escrever. Começaram a vir outras tarefas e claro que ideia foi, acho que a coisa não vai correr bem ao deixar o tempo avançar sem escrever nada.

E, tal como aquelas profecias que se auto cumprem, eis-me aqui em frente à branca e assustadora folha do word sem saber o que vos escrever. Como vos deve parecer bem óbvio a coisa não está a correr bem e a pressão de inventar algo em tempo record levou-me a estes devaneios mentais.

Quantas vezes já vos aconteceu as coisas não correm bem depois de na vossa mente formularem o pensamento de acho a coisa não vai correr bem? Por estes lados não consigo ter dados suficientemente válidos para vos dizer que os acontecimentos se traduzem em diferenças estatisticamente significativas entre as vezes que correram bem ou mal depois de tal pensamento.

Isto leva-me à psicologia positiva e ao otimismo. Se por um lado gosto da filosofia inerente à psicologia positiva (e atenção que ela não defende que o mundo é cor de rosa e cheio de unicórnios cintilantes e simpáticos) por outro o meu otimismo é algo cinzento. Então, muitas vezes, dou por mim a pintar o cenário de um negro assustador enquanto outros se vêm obrigados a introduzir umas cores para que eu não seja engolida pelo buraco que crio.

E assim, saltando de um tema para outro, lá cheguei às 300 palavras. Afinal, até que a coisa não correu assim tão mal. Espero que o próximo tema me desperte mais a imaginação e claro, não posso deixar que a semana me engula e não me deixe energias para produzir um texto melhor em tempo útil.

Por fim, deixo apenas uma palavra de positivismo a todos os novos pássaros. Espero que gostem desta aventura e acreditem, a maioria das semanas, as coisas até correm bem.

29
Jan20

Por detrás da tela | "The Silence of the Lambs" (1991)

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Classificação: 9/10 Estrelas

Fiquei com muita vontade de assistir ao filme "The Silence of the Lambs" ("O Silêncio dos Inocentes" em português) depois da comparação com o livro "Uma mente perversa" de Chris Carter. Penso que a comparação foi com o livro, mas à falta do mesmo decidi apostar no filme. 
Não sei em que medida o filme é fiel ao livro,  mas durante a visualização não senti grande proximidade com o livro de Chris Carter. Existem alguns contornos que aproximam o livro do filme, mas não senti uma enorme proximidade entre eles.

O filme é arrepiante! As cenas entre Clarice (a agente) e o Hannibal Lecter (o psicopata) são intrigantes e reveladores de um crescimento profissional de Clarice, ao mesmo tempo que o monstro interior de Hannibal se revela ao exterior. 
A banda sonora que acompanha o filme é fantástica e tem a capacidade de intensificar os momentos de maior suspense. 
As interpretações estão muito bem construídas e conferem credibilidade ao filme.

Toda a linha narrativa é  coerente e foi capaz de manter o meu interesse na resolução do mistério que se adensava à medida que o filme avançava.
Assistir ao final do filme foi desesperante. Com um final aberto que me deixou em pulgas e com a expetativa da existência de continuação (que afinal não existe, pelo que percebi este é que é a continuação de outro). 

Foi um filme muito premiado e, na minha opinião, mereceu todos os Óscares que ganhou. 

Conhecem o filme? Qual a vossa opinião em relação a ele?

27
Jan20

Balanço | Leituras 2019

Este início de ano está a ser caótico por estes lados. Estou numa fase de pouca leitura e de alguma dificuldade na gestão de tempo. Para piorar a minha capacidade criativa e de produção de conteúdo está a passar uma verdadeira crise.

Nunca demorei tanto tempo a fazer uma balanço de leituras do ano que acabou. Apesar de tudo, acho que ainda venho a tempo.

Prontos para viajarem pelas minhas leituras de 2019?

Para 2019 tinha colocado como meta de leitura 52 livros. Ao longo do ano fui baixando o número de livros do desafio para que não terminasse o ano sem o desafio terminado. 
Assim, durante o ano passado li 44 livros, menos dois que em 2018. Incrivelmente li menos livros, mas li mais 2 128 páginas do que em 2018. Assim, em 2019 li 15 315 páginas.  

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Não li nenhum livro com menos de 100 páginas. O livro mais longo foi "Até sempre, meu amor" de Lesley Pearse com 752 páginas e o mais pequeno foi "Persuasão" de Jane Austen com 172 páginas.

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A classificação média dos livros lidos e classificados é de 3.7 (pontuo os livros de 1 a 5). Este valor é o mais alto dos últimos cinco anos. Talvez ande a ficar mais criteriosa ou simplesmente 2019 foi um ano de melhores leituras. 
um livro foi classificado com 1 estrela e cerca de 59% das minhas leituras receberam 4 ou 5 estrelas.

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Relativamente à origem dos livros, 14 eram livros que estavam na minha estante, 12 chegaram cá a casa através da generosidade das diversas editoras que colaboram comigo (e a quem eu agradeço imenso a cedência dos livros), 8 foram livros emprestados e  7 foram requisitados na biblioteca. O ano de 2019 foi aquele em que li mais ebooks, 4 no total. 

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Foi um ano em que li mais livros escritos por mulheres do que por homens. Desde há muitos anos que as escritoras ficam sempre muito representadas nas minhas leituras. Sinto-me bem por apoiar mulheres, mas sei que os escritores também merecem o meu respeito e as minhas leituras. Para mim, isto é que é igualdade de género.

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Das 44 leituras feitas, tive a oportunidade de descobrir 19 novos autores. De entre estas descobertas destaco Cesca Major, Cara Hunter e Samantha Hayes. São autores que descobri em 2019 e de quem quero ler mais livros.

A vergonha chega agora. Em 2019 li apenas 7 livros de autores portugueses, cerca de metade dos que li em 2018. Não tenho memória de um número tão baixo de leituras lusas. Costumo apostar imenso em obras de autores portugueses, mas tal não acontece no ano que terminou. É dos balanços que me deixa menos orgulhosa. Quero, em 2020, superar esta minha lacuna e ler mais livros de escritores portugueses. 

Para finalizar, vou deixar as minhas 10 melhores e piores leituras de 2019. 

10 melhores leituras de 2019
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  • Uma voz perdida na Guerra (Cesca Major)
  • Uma verdade simples (Jodi Picoult)
  • Ensaio sobre a cegueira (José Saramago)
  • Os últimos dias dos Romanov (Robert Alexander)
  • O ano da dançarina (Carla M. Soares)
  • No escuro (Cara Hunter)
  • Até sempre, meu amor (Lesley Pearse)
  • Uma mente perversa (Chris Carter)
  • Desaparecidas (Tess Gerritsen) 
  • O menino de Cabul (Khaled Hosseini)

 

10 piores leituras de 2019

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  • Os loucos da Rua Mazur (João Pinto Coelho)
  • O diário de um mago (Paulo Coelho)
  • Persuasão (Jane Austen)
  • Revelação inesperada  (Andrea Kane)
  • Loanda (Isalbel Valadão)
  • O bom Inverno (João Tordo)
  • Pura Malícia (Jill Mansell)
  • A minha avó pede descupa (Fredrik Backman)
  • Uma paixão (Danielle Stell)
  • Depois da meia noite (Diana Palmer)
22
Jan20

Projeto Conjunto | Empréstimo Surpresa [Os motivos]

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Em 2020, eu e  a Daniela damos continuidade ao nosso projeto de empréstimo de livros.
Calhou-me a mim o primeiro envio do ano.

Depois de uma série de dias atribulados e das incertezas quanto ao livro a enviar-lhe lá me consegui decidir. 

Escolhi o livro... "Perfume de paixão" de Jude Deveraux.

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A minha escolha recaiu neste livro porque queria enviar algo diferente para a Daniela. Não queria enviar-lhe um thriller (género que sei que ela gosta), porque queria que ela saísse um pouco do tipo de livros que, ultimamente, tem lido mais. Depois olhei para este e pensei que seria uma boa opção. É uma série que ela quer dar continuidade, os livros de época costumam ser mais interessantes que os contemporâneos e é a minha oportunidade de colocar a Daniela a ler coisas diversas.  

Podem passar no blog da Daniela para conhecer a reação dela a este livro. 

21
Jan20

Opinião | "O Clube Mefisto" (Rizzoli & Isles #6) de Tess Gerritsen

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Classificação: 5 Estrelas 

É sempre uma alegria quando chega cá a casa um livro da Tess Gerritsen. E esta alegria é também sempre provocada pela Daniela pois é ela que coleciona os livros desta autora.
Desta vez, e baseando-se na sua experiência de leitura, refreou o meu entusiasmo. Partilhou comigo que não tinha gostado tanto deste livro comparativamente aos livros anteriores da série, pois este aborda menos os aspetos relacionado com as vidas das personagens residentes.
Penso que ela não conhece muito bem este meu lado amante da História e dos seus contornos mais místicos. Algo perfeitamente aceitável se considerarmos que ela conhece muito bem os meus constantes "divórcios" com os livros de fantasia. Porém, aspetos mais místicos relacionados com a História e com as primeiras civilizações são aspetos que despertam o meu interesse. 

"O Clube Mefisto" reúne o melhor dos dois mundos: seres humanos complexos com um comportamento marcado pela psicopatia e os símbolos que só a História pode explicar. Ao longo destas páginas são apresentados e mostrados crimes complexos e que põem cérebro e estômago às voltas. Alucinante e cheio de suspense são bons adjetivos para atribuir a este livro. 
A interpretação simbólica é algo muito presente no livro. Foi extremamente interessante descobrir a a interpretação por detrás de alguns aspetos, assim como ver a Jane perdida e deslocada num grupo onde o místico suplantava a razão lógica das coisas... E a Jane é pura razão e ação! Ela não está preparada para um ritmo mais lento e dado a grandes reflexões. 

A psicopatia, as relações humanas, o divórcio e a crise da meia idade, a maternidade, o elemento novo numa brigada de testosterona explosiva e amor impossível são os temas presentes ao longo do livro. A leitura vai mais além do que o crime e a descoberta da pessoa responsável pelo menos e das suas motivações. Estas personagens têm vivências tão particulares que tornam este livro extremamente rico e complexo. 

Por mim, lia já o seguinte! Daniela, não demores muito a enviar-me o seguinte. 

15
Jan20

Por detrás da tela | "Assédio" (2018)

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Classificação: 8/10 Estrelas

É raro cruzar-me com opiniões a séries ou filmes Brasileiros aqui na comunidade portuguesa. Eu cresci a assistir novelas brasileiras e muitas vezes me apaixonei por aquelas histórias. Por isso, é com curiosidade que assisto a séries originárias do Brasil.

A minha primeira série de 2020 foi precisamente de origem Brasileira. Há uns meses passou na Globo, eu gravei e vi-a nos primeiros meses do ano. 
"Assédio" é uma série dura. Roger é um médico reputado e muito reconhecido na área dos tratamentos de fertilidade. É o homem que pretende realizar o sonho das mulheres que pretendem ser mães. É um homem de família, muito bem valorizado pelo meio social em que circula. O homem modelo. O profissional de excelência. Porém, é um homem com um comportamento sexual completamente desajustado, que abusa das mulheres que procuram a ajuda dele e que não respeita a mulher com quem casou.  

A série tem uma linha narrativa que me gerou um pouco de confusão  nos primeiros episódios. A série recurra e avança no tempo e foi isso que me gerou confusão. Após os dois primeiros episódios comecei a perceber a linha narrativa. 
Alguns episódios são emocionalmente duros. Todos os episódios deixam transparecer a dificuldade que é provar crimes desta natureza. É angustiante assistir aos relatos daquelas mulheres e sentir com elas a frustração de se sentirem sujas, usadas, abusadas por não saberem como provar a situação. 

Um dos grandes destaques desta série vai para a jornalista Mira que acredita nos seus instintos e vai até ao fim. Mas até a vida dela é uma mensagem para o telespetador. A forma como o trabalho nos consome pode originar situações verdadeiramente periogosas, e esse perigo é vivido pela Mira. 
Alguns depoimentos de mulheres são verdadeiramente dolorosos. O realismo que pauta todos eles, assim como tudo o que se densenvolve na série é brilhante e deixou-me com náuseas. Não é fácil ouvir aqueles relatos, os sacríficos que algumas delas têm de fazer, com por exemplo voltar à clínica depois do abuso só para conseguires a fertilização e conseguir controlar as emoções.

O final tem ali um toque de frustração que imprimi algum realismo à série, porém deixou-me revoltada. Mas lá está, tudo aquilo será assim tão diferente do que aquilo que se passa na realidade? Provavelmente não! Até porque a série é baseada em factos verídicos. 

Recomendo a visualização da série a todos aqueles que sentem algum interesse e curiosidade perante estas temáticas.

13
Jan20

Reflexão | Desafio dos Pássaros

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Decidi participar neste desafio um bocadinho a medo. Gosto de escrever, mas sei que tenho algumas lacunas no processo de escrita. Apesar dos medos e dos receios achei que poderia ser uma excelente forma de evolução pessoal e uma possibilidade de desenvolver as minhas capacidades de escrita.

Não contava apaixonar-me pelo desafio e pela comunidade que se criou em volta dele. Cada semana e cada desafio surgiam como excelentes possibilidades de aprendizagem e de partilha. Fiquei fã de alguns textos! Consegui rir-me com as recriações de muitos dos participantes. Ali encontrei um conjunto de pessoas diferentes que enriqueciam uma verdadeira comunidade virtual.

Tem sido uma verdadeira aventura descobrir-me na construção de textos e descobrir como os outros dão corpo aos temas. Só tenho pena de nem sempre ter tempo para comentar os meus parceiros de viagem, mas tento sempre ler as suas participações.

Falhei dois temas deste primeiro desafio. Uma das ausências deveu-se à minha incapacidade de gestão temporal/ criatividade para o desenvolvimento do tema. A outra deveu-se a acontecimento de cariz pessoal que me condicionou em termos criativos.

Os temas que gostei mais de desenvolver foram os dois últimos temas do mês de dezembro: a reforma do Pai Natal e o Não nasci para isto. Acho que consegui imprimir nas palavras um tom mais divertido.

Aceitei o novo desafio! Agora já sei mais ou menos o que me espera, mas tenho a certeza que serei apanhada na curva pelos temos que nos irão propor. A criatividade destes pássaros provém de uma fonte inesgotável.

Devo a este desafio não só as aprendizagens como a mudança para a plataforma da Sapo. Estou muito feliz e satisfeita com esta mudança. Por isso, o meu enorme agradecimento por me terem possibilidade participar e conhecer este grupo de pássaros barulhentos, mas capazes de aquecer o espírito.

08
Jan20

Opinião | "O Bairro das Cruzes" de Susana Amaro Velho

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Classificação: 4 Estrelas

Fiquei apaixonada pela escrita da Susana Amaro Velho quando li "As Últimas Linhas Destas Mãos". As emoções fluíram nas palavras e na delicadeza com que contava uma história onde a tristeza  e a relações familiares tinham o papel principal. 
Quando vi que a escritora tinha publicado um novo livro fiquei com imensa curiosidade de o ler. 

"O Bairro das Cruzes" apresenta-nos uma narrativa bastante diferente do livro anterior. Estas páginas guardam uma história de um bairro e das relações complexas que só as famílias sabem desenhar. 
Conhecemos Rosa e Luísa, as nossas duas protagonistas. São primas, unidas por uma amor que só os laços de sangue conseguem explicar. É este parentesco que as torna próximas, já que as personalidades e a forma como olham para o mundo em nada as liga. 
Luísa é perspicaz, ávida por conhecimento e muito ponderada. Rosa gosta dos caminhos fáceis, da aventura e da inconsequência. Vivem numa contexto sociocultural que não favorece o seu desenvolvimento e a ditadura Salazarista e Marcelista suga-lhes a liberdade. Luísa quer ser livre, quer perceber o estado do país. Rosa quer apenas viver bem.

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Ao longo do livro acompanhamos o crescimento da Luísa e da Rosa e vamos conseguindo perceber que existem coisas bem mais complexas que ditam as vidas destas raparigas. 
Sempre estive muito curiosa para acompanhar a evolução destes dois espíritos tão característicos. Queria ser surpreendida, e fui! A Susana apanhou-me na curva da minhas divagações sobre os acontecimentos narrados. 
A forma como esta história termina conseguiu surpreender-me. 

Gostei muito da história, gostei das personagens que se vão entrelaçando na vida da Rosa e da Luísa. Apenas senti de falta de uma maior calma. Senti que a Susana estava com pressa de dar forma à história, não de deu o tempo necessário para tudo crescesse e se materializasse de forma mais coesa. 
À medida que ia lendo senti falta da escrita calma que encontrei no primeiro livro. Há aspetos que mereciam um maior desenvolvimento e o final deveria ser como um bombom que vamos deixando derreter na boca, ou seja, as palavras e os acontecimentos deveriam ter sido servidos de forma mais detalhada e pormenorizada para que eu pudesse ter mais tempo para assimilar a grandiosidade de surpresa que a Susana guardou para fim. Senti que havia ali muita pressa de contar a história, sem lhe dar tempo para amadurecer.
Tal como no livro anterior senti falta de alguma expressividade nos diálogos. É muito texto seguido, narrado... Faltaram-me as emoções, os gestos de raiva e de amor, os olhares cúmplices e sons de repugnância. Precisa que os diálogos me contassem menos a história e me mostrassem mais. Em alguns momentos, senti falta de uma escrita um pouco mais gráfica e expressiva. 

Apesar destes pequenos elementos, este livro solidificou a minha ideia relativamente aos livros e às histórias que a Susana cria. É uma autora portuguesa que merece o nosso apoio.

Uma leitura com o apoio de...

3dd0e8ca2a46ce63f959d3d68b6bb884_L.jpgNota: O livro foi-me disponibilizado pela editora em troca de uma opinião honesta.

07
Jan20

Por detrás da tela | "Gru, o Maldisposto" 1 e 2 (2010, 2013)

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Gru - O Maldisposto 1: 6/10 Estrelas
Gru - O Maldisposto 2: 7/10 Estrelas

Os Minions fazem muito sucesso junto das crianças que eu conheço. Já perdi a conta aos postais de aniversário em que estes pequenos seres amarelos foram os principais protagonistas. Apesar de toda esta minha ligação eu nunca tinha visto o Gru nem o filme que lhe é dedicado.
Como passaram na televisão agora durante a época natalícia decidi aproveitar.

Fiquei muito desiludida com o primeiro. Achei piada a algumas coisas, nomeadamente ao comportamento do Gru e ao seu meio de transporte e claro aos Minions. Fora isso achei o filme um pouco aborrecido e em que a mensagem não passou de forma muito clara. Gostei imenso da Margô, da Agnes e da Edith e da mensagem que as personagens delas procuram transmitir. No fundo, elas são o símbolo de tantas outras crianças institucionalizadas que apenas querem uma família. 

Foi uma filme morno. Dormitei enquanto via e acabei por puxar atrás para não perder nada do filme. Faltou qualquer coisa que me agarre-se à história e que me encantasse como tantos outros filmes de animação já o fizeram.

Com estes sentimentos parti para a visualização do segundo filme. Já achei mais piada. Já consegui olhar para o Gru de uma forma mais humanizada e achei o seu comportamento mais interessante. 
A chegada da Lucy ofereceu um toque mais sentimental e especial ao filme. (Certo, eu não resisto a uma boa história de amor! ) Ela, juntamente com as crianças, fez com que Gru crescesse e revelasse um lado mais especial. 
A temática em torno do filme foi também mais clara para mim. Consegui perceber melhor o propósito do filme e qual a mensagem que prendia oferecer aos telespetadores. 

Sei que há um terceiro filme. A minha vontade de ver está ao mesmo nível da minha vontade de não ver. Não sei o que esperar do filme, não sei se vale a pena investir na visualização. Estou com sérias dúvidas sobre o que fazer...

Bem... desse lado, já viram o 3 filme? Recomendam? Acham que vale a pena ver?

06
Jan20

Opinião | "A Fada do Lar" de Sophie Kinsella

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Classificação: 4 Estrelas

Eu tenho aqueles momentos em que preciso de um livro divertido e descontraído. Um livro que me faça rir e esquecer as agruras da vida. Pelo que tenho lido de Sophie Kinsella sinto que ela é uma aposta segura para esses momentos.
Foi na expetativa de me rir um pouco que peguei no livro "A Fada do Lar".  E ri-me... bastante. E também me diverti à grande com a insensatez da Samantha e com o espírito simples e descontraído do Nathaniel.

O livro não é nenhuma obra-prima da literatura. A escrita é simples e o enredo não prima pela complexidade. Tudo neste livro é descomplicado! Contudo, estas páginas guardam aquele tipo de histórias que me apaixonam pela simplicidade que guardam. 
A narrativa está carregada de momentos bem humorados, a maior parte deles protagonizados pela Samantha e pelo casal que a contrata para governanta. 
Porém, o conteúdo também consegue ir um pouco mais longe. Nada que exija processos de pensamento complexo, mas apresenta aquele tipo de situações que me fazem olhar para dentro, para mim própria, para a minha vida e para as minhas aspirações. 

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Eu gostei imenso de conhecer a Samantha. Gostei da inteligência dela. Sofri com o stress dela. Ficava angustiada quando ela teve de tinha de tomar daquelas decisões complicadas e capazes de mudar muitas coisas na vida. Sofria sempre que a Samantha tinha de pegar numa panela para cozinhar. A par do sofrimento vinha a descontração que só aquelas situações mais inusitadas eram capes de provocar. 
Samantha era fogo e vento, Nathaniel era água e brisa, por isso se complementavam de uma forma especial. Ele fez-me sorrir pela doçura e pela simplicidade com que olhava para a vida e para o mundo. Gostei tanto desta personagem masculina. É certo, um pouco idealizada... mas tão doce, tão aquele tipo de pessoas com quem gosto de conviver. Ela era a representação da minha agitação, da minha hiperatividade que me faz andar muitas vezes numa roda vida. 

O livro cumpriu a missão que tinha estabelecido para ele na minha cabeça. Divertiu-me, arrancou-me algumas gargalhadas, fez-me olhar com descontração para a vida e encheu-me de energias positivas.

05
Jan20

Postal de Natal Secreto

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Uma das desvantagens de ser a organizadora do projeto é saber de antemão a pessoa que me vai enviar o postal. Porém nada disso quebra o entusiasmo de abrir a caixa do correio e retirar de lá amor e carinho na forma de palavras aconhegantes.

Recebi o postal da Marisa Luna, a administradora do blog Faces da Marisa.

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O postal é lindíssimo e vinha acompanhado de uma bonita mensagem. Obrigada, Marisa.

Aproveito para agradecer a todas as meninas que muito prontamente se aventuraram comigo nesta partilha de postais de Natal. Obrigada por toda a vossa colaboração, atenção e compreensão. Peço desde já desculpa caso algo não tenha corrido como o planeado ou de acordo com as vossas expetativas. Estou disponível para sugestões de melhoria.

 

 

05
Jan20

Balanço | Por detrás da tela 2019

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Filmes

  1. Anything for Love (2016)
  2. Titanic (1997) - (visualização repetida)
  3. A Star is Born (2018)
  4. The Light Between Oceans (2016)
  5. Mamma Mia! Here I go Again (2018)
  6. A Febre das Tulipas (2017)
  7. A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata (2018)
  8. Every Day (2018)
  9. Manchester by the Sea (2016)
  10. A Dog's Purpose (2017)
  11. Sleeping with the Enemy (1991)
  12. Grace of Monaco (2014)
  13. Flores Raras (2013)
  14. As pontes de  Madison County (1995)
  15. All of my heart (2015)
  16. Catch and Release (2006)
  17. Viver depois de ti (2016) - (Visualização repetida)
  18. Wonder: Encantador (2017)
  19. Os invisíveis (2017)
  20. On Chesil Beach (2017)
  21. Angels Fall (2007)
  22. Gru o Maldisposto 1(2010)
  23. Viver depois de ti (2016) - (Visualização repetida)
  24. Gru o Maldisposto 2 (2013)
 
Séries
  1. A Verdade sobre o Caso de Harry Quebert (2018) - 1ª Temporada
  2. Chernobyl (2019)

Em 2019 consegui ver 24 filmes, mais 5 filmes do que no ano anterior.
Foi também o ano em que consegui entrar no mundo das séries. Foram apenas duas, mas considero um bom começo.

Das duas séries que vi descato Chernobyl. Aquele terceiro episódio ficar-me-a eternamente na memória. Uma série aterradora de um período temporal ainda muito próximo de nós. 

Relativamente aos filmes foram poucos os que deixaram uma marca forte em mim. Foram poucos aqueles que deixaram em mim vontade de rever. 
Os meus cinco filmes preferidos foram:

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