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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

27
Abr20

Leitura conjunta | Livro "Os pássaros" de Célia Correia Loureiro

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Já tinha saudades de dinamizar uma leitura conjunta. Já fiz bastantes, assim como já dinamizei muitas maratonas. Os anos vão passando, o mundo vai-se atravessando nas ruelas da vida e outras coisas vão ganhando prioridade. 

Assim que saiu o livro da Célia, achei que tinha aqui um bom motivo para voar por estas andanças.  Está na altura de voltar a dinamizar uma leitura conjunta.

A leitura tem início dia 1 de Maio e terá 4 etapas e 4 momentos de discussão, como podem ver na calendário em baixo.

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Quem se quiser juntar a mim é só fazer um pedido para aderia a este grupo https://www.facebook.com/groups/2224432297883922/about.

Boas leituras!

23
Abr20

Dia 23 | Nosso diário em quarentena

TAG | Fado Literário

Sem Título.jpgHoje é dia de responder a uma tag. Há muito tempo que não respondo a uma!
De entre as várias que tenho para responder acabei por escolher uma que foi criada pela Raquel do blog/canal So Happy With Less, a tag Fado Literário.

1 - Foi Deus de Amália Rodrigues - Foi Deus, que deu luz aos olhos
Um livro que te mostrou um novo género literário

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"Felizmente há luar!" foi o primeiro livro de texto dramático que li. Lembro-me que não foi uma leitura pacífica.  Desde este livro apenas li mais um dentro deste género "Romeu e Julieta". 

2 - No teu poema de Carlos do Carmo - No teu poema existe a dor calada lá no fundo
Um livro que retrata algo que não deve ser esquecido

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"Mil Sóis Resplandecentes" retrata a dura realidade das mulheres afegãs. Nunca nos devemos esquecer do sofrimento das mulheres que vivem em países onde a voz delas não é ouvida. Um luta que deverá continuar até que estas mulheres ganhem o respeito que merecem.

3 - Desfado de Ana Moura - E o meu fado é nem ter fado nenhum
Um Livro descontraído que agrada a todos os estilos de leitores

21525512.jpgEsta é uma categoria complicada. Acho que não existe um livro capaz de agradar a todos os tipos de leitores. Tendo que escolher um indico o livro "Uma Noite no Expresso do Oriente". É um livro descontraído e que nos leva por uma bonita viagem de comboio até Veneza.

4 - Saia Rodada de Carminho - Os olhos rasos de saudade em mim
Um livro que te deixou com saudades das personagens/da história

 

34731394._SY475_.jpgPara não dizer sempre os mesmos livros (geralmente, neste tipo de categorias aponto sempre para algum livro da Lesley Pearse ou "O Grande Amor da Minha vida"), escolho para esta categoria uma das minhas melhores leituras do ano passado "O Ano da Dançarina". Nicolau, Cecília, Bernarda... Ficarão sempre na memória. 

5 - Depois que um beijo me deste de Camané - Todos os outros esqueceste
Um livro que quando leste deixou-te tão envolvido na história que te fez esquecer os outros.

3321244.jpg"Os Últimos Dias dos Romanov" criou em mim um obsessão por saber mais sobre a história dos Romanov. Andei semanas a ler e a pesquisar sobre esta família e os seus últimos dias.

6 - Canção do Mar de Dulce Pontes - Vem saber se o mar terá razão
Um livro que gostavas que alguém lesse para te dar razão.

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"Sorrisos Quebrados" tem uma pontuação de 4.18 no Goodreads e eu dei-lhe uma estrela. A escrita e a história carecem de maturidade, de fuga aos clichés e de evitar o uso de frases de auto-ajuda que oferecem ao livro um tom algo artificial. Gostava de encontrar alguém que conseguisse ter uma opinião semelhante à minha para que pudéssemos discutir o que correu mal com este livro. 

7 - Fado dos Olhos de Kátia Guerreiro - Eu quis cantar o olhar que me encantou
Um livro com uma personagem que te encantou

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"Viver depois de ti" tem duas personagens inesquecíveis para mim. É impossível resistir ao otimismo da Lou, assim como é impossível não sucumbir ao humor negro e inteligente de Will.

8 - Ó Gente da Minha Terra de Marisa - Agora é que eu percebi
Um livro que te fez dar importância à literatura portuguesa
Qualquer um dos livros que li na minha infância. As minhas leituras de infância ficaram marcadas pelas obras "A Fada Oriana", "A Menina do Mar", "A Lua de Joana"... Foram muitos os livros de escritores lusos que acompanharam o meu crescimento, por isso desde cedo que dei importância à literatura portuguesa. 

16
Abr20

Dia 16 | Nosso diário em quarentena

Um hobbie para além dos livros

Sem Título.jpgHoje é para mostrar um hobbie para além dos livros. Tenho algumas coisas que gosto de fazer para além da leitura. Duas delas são o ponto cruz e o origami. 

Ponto cruz

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Aprendi a fazer ponto cruz sozinha, primeiro em revistas e mais tarde em vídeos do Youtube. Sei que o meu trabalho tem algumas imperfeições, mas continuo a trabalhar para fazer sempre o melhor trabalho possível.

Origami

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Aprendi a fazer o meu primeiro origami aos 10 anos. Comecei por fazer o Tsuru (o pássaro), a partir daí tenho tentado aprender a fazer outras figuras. Às vezes é um verdadeiro teste à minha paciência. 

 

 

 

12
Abr20

Dia 12 | Nosso diário em quarentena

Sair da zona de conforto

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Já fui pessoa de arriscar mais do que aquilo que arrisco atualmente. Há uns anos atrás arriscava imenso em escritores nacionais totalmente desconhecidos, em livros com poucas opiniões. Com os anos tenho-me tornado mais seletiva e onde arrisco pouco em termos de leituras. 

Ler livros de fantasia é sair da minha zona de conforto. Sou uma leitora muito racional e livros com mundos paralelos, criaturas estranhas, batalhas com dragões, robôs não conquistam facilmente a minha afeição.

Eu vou arriscando em leituras novas, a Daniela também me vai fazendo sair da minha zona de conforto e às vezes tenho boas surpresas. 

De entre as minhas  diversas experiências há uma autora que destaco: Juliet Marillier. É, até ao momento, a única escritora que escreve fantasia e a quem eu já dei 5 estrelas aos seus livros. 
Já li ao todo cinco livros e há três deles que foram leituras extremamente agradáveis. 

"A Filha da Floresta" foi um livro difícil de ler! A leitura avançava devagar, mas sem nunca perder o interesse. Conquistou-me e adorei o final. Sorcha é uma personagem feminina inesquecível. Ela foi persistente e conseguiu realizar os seus desejos.

"O Filho das Sombras" tem uma tonalidade mais negra! É mais aventureiro e com uma narrativa mais dinâmica que o anterior. 

"A Filha da Profecia" não me deixou grandes memórias. Sei que gostei, mas não tanto como os livros anteriores.

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A série tem mais livros e eu não voltei a pegar no livro seguinte. Tenho pena de não ter continuado logo de seguida. Talvez um dia traga 4º livro da biblioteca. A quem conhece bem a série, é importante lembrar-me em pormenor destes três para ler o seguinte?

Depois desta série li um outro que também gostei muito. "Sangue-do-coração" é inspirado na história da Bela e do Monstro. Gostei das descrições mais sombrias da floresta, do castelo escondido e do amor das personagens.

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Tenho um livro da escritora na estante. Só preciso de ganhar coragem para o ler.

11
Abr20

Dia 11 | Nosso diário em quarentena

Livros para a Primavera

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Até 2018 fiz muitas listas de livros para ler durante determinada estação. Como raramente as cumpria, deixei de fazer. Com este desafio lá tive de voltar a fazer uma lista. Só saberei se correu bem ou não no fim da Primavera, mas vai ser engraçado retomar este hábito.

Esta Primavera quero ler...

  1. "As Gémeas de Gelo" de S. K. Tremayne
  2. "Ao Teu Lado" de Ana Ribeiro
  3. "A Bailarina de Auschwitz" de Edith Eger
  4. "Desejos do Coração" de Jude Deveraux
  5. "Raparigas como Nós" de Helena Magalhães
  6. "Os Pássaros" de Célia Correia Loureiro
  7. "Lá Onde o Vento Chora" de Delia Owens
  8. "Éramos Seis" de Maria José Dupré
  9. "Antes de nos Encontrarmos" de Maggie O'Farrel
  10. "As Joias do Sol" de Nora Roberts

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Sei que é uma lista ambiciosa atendendo ao meu ritmo de leitura atual, mas quero muito conseguir ler todos estes livros.

 

10
Abr20

Dia 10 | Nosso diário em quarentena

Divagação

Sem Título.jpgEstava para escrever sobre o impacto do COVID-19 e as adaptações que ele nos obrigou a fazer, mas já existem tantas coisas escritas que achei que iria trazer mais do mesmo. 

Achei que devia dirigir a minha escrita para algo que me inquieta: a toxicidade nas redes sociais. 

Tal como na vida real, o que é tóxico para mim poderá não o ser para os outros. É importante que tenhamos este aspeto em conta. 
Comecei a escrever no blog em 2011. Só mais tarde criei redes sociais para ele. Gosto de escrever, gosto de partilhar ideias e gosto que partilhem ideias comigo. Gosto de pontos de vista divergentes. É desta diversidade que nasce a riqueza e o conhecimento.

Aquilo que sinto nas partilhas nas redes sociais é a necessidade de angariar muitos likes. E para isso a lógica do "segue-me a mim, que eu sigo-te a ti" e do "vamos ser parceiras(os)" cansa imenso. Neste emaranhado de pessoas, aquilo que eu sinto é que se perde a honestidade e se perde a diversidade. 
Confesso que isto me cansa e me limita a criatividade. Se A cria uma maratona, B cria uma logo de seguida. Se A faz um desafio, B faz um logo a seguir. E depois, parece-me que estou sempre a ver o mesmo, com as mesmas pessoas e com os mesmos objetivos. 

Uma das razões que me tem levado a não fazer maratonas, ao estilo das que eu e uma amiga aqui da blogosfera fazíamos, é porque acho que agora existem muitas. Eu seria mais uma para cansar. Não iria trazer novidade. 

Outra coisa que me entristece são as poucas divulgações a escritores nacionais. Contra mim falo, já li mais autores nacionais do que agora. Já senti algumas mudanças, porém continuam a faltar opiniões a livros de autores portugueses. Acabo por me cruzar quase sempre com opiniões aos mesmos livros, aos mesmos autores... Não vejo muitas opiniões aos livros da Carla M. Soares e ela escreve tão bem. Fiquei muito contente por ver o livro da Susana Amaro Velho, "O Bairro das Cruzes" a ganhar destaque nas redes e dever as pessoas a lê-lo.

Acima de tudo, sinto que falta alguma identidade na forma como se partilham opiniões e dos livros que vão sendo lidos e partilhados. É apenas a minha visão! 

É curioso, mas o único sítio que nunca me deixou muito desiludida é o mundo dos blogs. Acho que quem escreve um blog procura sempre manter uma identidade muito própria e uma genuinidade nas partilhas. 
As palavras têm de ser sinceras para que consigamos chegar a quem nos lê. E eu estou muito grata a quem me lê e a quem permite eu continue a aceder às suas palavras. 

09
Abr20

Opinião | "Meu Amo e Senhor" de Techmina Durrani

meu amo meu senhor.jpgJá perdi a conta à quantidade de livros que relatam histórias dolorosas de mulheres que são silenciadas pelas regras sociais dos seus países de origem. Há histórias muito duras. Histórias que nos fazem agradecer o facto de sermos mulheres em países livres e onde as mulheres podem estudar, ter uma carreira e serem as guias da sua própria vida.

"Meu Amo e Senhor" é a história da Techmina, uma mulher paquistanesa que experimenta o sofrimento das suas escolhas. Muito jovem Techmina é alvo de maus tratos psicológicos. A mãe não lhe dá afeto. Ela cresce ao sabor de palavras cruéis e da falta de empatia. São estas experiências que a fragilizam e que acabam por determinar muitas das suas escolhas e comportamentos. 

É um discurso muito duro e real daquilo que é o quotidiano das mulheres vítimas de violência doméstica, sem direitos reconhecidos e que se veem agarradas aos costumes de uma cultura que conhecem, mas que não as protege.

É  muito complicado escrever uma opinião a livros deste género. Os relatos duros, a falta de uma vida digna para as mulheres e supremacia masculina. Consegui sempre compreender a vida e as escolhas de Techmina, porém em alguns momentos zanguei-me por ela não ser capaz de dar continuidade à sua determinação de mudar de vida.

O livro também nos traz alguns aspetos relacionados com a situação política do Paquistão. Eu gostei muito de ler sobre esses assuntos. Fiquei a conhecer os contornos de um sistema político complexo e permeável a influências. 

Classificação

08
Abr20

Dia 8 | Nosso diário em quarentena

Adaptações cinematográficas

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Não sabia muito bem o que abordar nesta temática. Já escrevi sobre as adaptações que gostei mais do que os livros, já escrevi sobre livros e as respetivas adaptações que queria ler/ver... Ou seja, estava sempre a sentir que já não tinha muito sobre este assunto para explorar.

Depois de andar a escarafunchar nas minhas ideias surgiu-me uma que poderá ser mais interessante: uma lista com aspetos que dificultam a vida a todos os envolvidos numa adaptação cinematográficaEspero que gostem e que até possam completar esta minha lista. 

  • O tempo
    A duração média de um filme é um elemento ingrato quando olhamos para o número de páginas de um livro. Se é verdade que existem livros mais curtos que é mais fácil adaptar, existem outros para os quais é necessária uma verdadeira ginástica para conseguirem fazer uma boa adaptação.

  • As expetativas quase sempre elevadas dos leitores
    Quando leio um livro faço um enorme filme na minha cabeça. Imagino as personagens, imagino o cenário, imagino os acontecimentos... É claro que isto, em algumas situações, permite-me desenvolver uma ligação especial com o livro. Isto dificulta imenso a forma como passo a olhar para o filme. Irei sempre à procura de algo que vá ao encontro daquilo que criei na minha imaginação. 

  • Pressão sobre o guionista
    Quando se trata de uma adaptação de um  argumento acho que a pressão é maior para quem escreve o guião adaptado. Acho que esta pressão é maior quando se tratam de livros que foram um sucesso editorial. Adaptar um livro adorado muitos leitores, que apaixonou a crítica literária deve ser um enorme desafio. Conservar a história, ajustando o conteúdo à tela e atender aos elementos mais importantes do livro de forma a conquistar o telespetador deve ser um enorme desafio.

  • Palavras sem imagens
    Há aspetos do livro e da narrativa que são muito difíceis de transformar em imagens. Pessoalmente, acho que isto acontece mais quando os atores escolhidos não representam bem. Há sentimentos, cenários criados pelos escritores e características das personagens que representam uma grande dificuldade no momento de os/as passar do filme para a tela.

Estes aspetos não são certos nem errados, são apenas as minhas perceções. 
Partilhem comigo as vossas.  

07
Abr20

Março | Quem chegou?

Ainda não vos tinha mostrado os livros que vieram cá parar durante o mês de março. 
O Covid-19 obrigou o país a parar e os livros que recebi foram pouquinhos. 

Antes da pandemia se abater sobre nós, ainda consegui ir à biblioteca e trazer dois livros para casa.
Tinha dinheiro no cartão da Wook para gastar e acebei por fazer uma compra.
Por fim, ainda recebi uma ebook de uma escritora portuguesa para ler.

Biblioteca
Da biblioteca trouxe o livro "Raparigas Como Nós" de Helena Magalhães e "A Bailarina de Auschwitz" de Edith Eger. Espero que sejam boas leituras.

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Compras
Aproveitei o dinheiro que tinha em cartão e comprei o livro "Lá Onde o Vento Chora" de Delia Owens. Desde que este livro saiu que estou com vontade de o ler. Veremos se é uma boa leitura.

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Ofertas
A escritora Ana Ribeiro disponibilizou o seu livro "Ao Teu Lado" para quem quisesse ler. Eu pedi-lhe o ebook e ela enviou. Tenciono lê-lo este mês e preparar-lhe uma entrevista.

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04
Abr20

Dia 4 | Nosso diário em quarentena

Opinião de um filme

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O desafio de hoje é apresentar a opinião a um filme. Eu vou aproveitar a oportunidade e partilhar com vocês a opinião dos últimos três filmes que vi. 

"Collette" (2018)

21288252_YTcIl.jpegEste foi daqueles filmes que apanhei por acaso na televisão. Chamou-me à atenção e decidi ver. 
"Collette" tem uma sequência narrativa muito interessante. Sidonie é uma jovem francesa que se casa com Willy, um escritor que gosta do luxo e por isso anda sempre com problemas financeiros. Ele acaba por convencer Sidonie a escrever pequenas histórias, baseadas na sua infância , que ele publica em nome dele. É óbvio que isto acaba por se tornar motivo de conflito interior para Sidonie. O mundo dominado pela masculinidade acaba por ser bem representado neste filme. O papel da mulher está longe de ser associado a uma profissão e ao sucesso profissional. Porém, há alguns contornos do romance entre Sidonie e Willy que me apanharam de surpresa no filme e que geram conflitos e reflexões pertinentes. 
Apesar de ter gostado não é um filme que integre o meu top de filmes preferidos da vida. Aliás, é daqueles filmes que basta uma visualização, ou seja, não tenho vontade de o voltar a ver. 
Conhecem o filme? Qual a vossa opinião sobre ele?

Classificação

"O Fim da Inocência" (2017)fim-da-inocencia.jpgApanhei este filme da televisão no fim-de-semana após ter falado dele numa das aulas que dei na universidade. 
Queria ter lido primeiro o livro, mas comecei a ver o filme e a minha curiosidade fez com que o visse até ao fim. 
"O Fim da Inocência" é um filme sobre a vida conturbada de um grupo de adolescentes. Sexo, droga e álcool são dominadores comuns nas relações que se desenham entre eles. 
Foram muitas as vezes em que senti nojo. Fez-me muita confusão a quantidade de comportamentos de risco em que aqueles jovens se envolveram. A minha adolescência e a dos meus colegas está muito longe da realidade que é assustadoramente retratada no filme. Por aqui, foi tudo muito pacífico e os jovens com quem lido também vivem uma adolescência pacifica, com as suas necessidades de exploração, mas com um bom sentido de proteção. Há droga? Claro que sim! Há álcool? Das coisas a que mais facilmente acedem. Porém, aqueles que caem em excessos não me parecem ir tão longe como os adolescentes do filme.
Os jovens que eu conheço não frequentam escolas privadas, são de classe média ou média-baixa e estão conscientes dos perigos do consumo de droga e de álcool. Eu sei que isto não quer dizer que eles não consumam, contudo é algo que os protege em situações de confronto com este tipo de realidades. Também, aos 14 anos, têm ainda uma liberdade muito condicionada pelos pais. Há uma boa supervisão parental.
Por sua vez, o filme é protagonizado por miúdos do ensino privado e com um bom nível socioeconómico. A supervisão parental é muito deficitária. Aos 14/15 anos já têm um grau de liberdade que considero desadequado e desajustados às necessidades de desenvolvimento destes jovens.
Foi interessante ver este filme tendo presente os resultados de uma investigação da qual fiz parte. Esta investigação teve como objetivo conhecer os comportamentos de risco e as experiências adversas na infância de um grupo de adolescentes de um concelho no norte do país. Os resultados revelaram uma realidade um pouco assustadora relativamente a situações de abuso sexual e à saúde sexual. Há comportamentos de risco, mas estes estão circunscritos uma pequena parte da amostra (que era representativa população em estudo). 
Muitos pais devem ter ficado chocados com o filme. Algo perfeitamente normal. Também tenho curiosidade em saber o que sentiram os jovens e saber o que é que eles acham. 
Apesar da dura realidade que o filme retrata e mesmo não me identificando com as vivências retratadas acho que poderá ser um bom ponto de discussão em grupos de jovens e de pais. Consciencializar os pais para a importância do seu papel e da definição clara de regras e limites é algo fundamental para que os jovens cresçam de forma saudável.

Classificação

"Luzes do Norte" (2009)

MV5BMTcyODk0NzExOF5BMl5BanBnXkFtZTgwODc2MzcwMzE@._"Luzes do Norte" serve unicamente para entreter. O enredo é bastante fraco e as interpretação são horríveis. 
Neste filme, há um crime para desvendar! Mas tudo se desenvolve de forma tão pouco coerente e consiste que, por momentos, o filme se transformou aos meus olhos numa comédia de baixa qualidade. Nem o romance que nasce no filme é bonito e com uma mensagem especial. É , simplesmente, previsível e não provoca qualquer tipo de palpitações nem origina suspiros de agrado.
É curioso que apesar do filme ser mau algo nos puxa a ver até ao fim. Eu lá vi o filme, mas com a consciência de que daqui a uns tempos nada restará na minha memória.

Classificação: 

02
Abr20

Dia 2 | Nosso diário em quarentena

Filmes que quero ver neste isolamento

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Hoje foi um dia particularmente difícil. Não me sinto saturada por estar em casa. Acusei alguns sinais de tristeza e de desânimo. Talvez seja a incerteza quanto ao futuro, o sentir que esta pandemia veio atrasar possíveis conquistas. 
Penso que também só agora estou a fazer o luto de uma resposta negativa que recebi há semanas... É um misto de coisas.

Tenho-me mantido positiva e ocupada! Porém é normal sentir-me assim. Tenho plena consciência de que este tipo de sentimentos poderão voltar a surgir nos próximos dias. Nada de anormal, portanto.

Hoje, no Nosso diário em quarentena, a Chris desafia-nos a listar um conjunto de filmes que queremos ver neste isolamento.

Tenho visto menos filmes do que no início do ano, mas tal como a leitura, queria aproveitar para ver mais filmes.

Preferi não fazer uma lista muito ambiciosa. 
Então... Durante este isolamento quer ver:

1. "The Greatest Showman" (2017): Uma amiga minha falou muito bem deste filme, desde essa altura que fiquei com vontade de ver. Passou na televisão na época natalícia e eu gravei para ver numa altura mais pacífica. 

2. "Coco" (2017): Outro filme que passou na televisão durante o Natal. Eu adoro filmes de animação e tento ver todos os que vou tendo oportunidade. A filha de uma amiga minha é fã deste filme e eu quero mesmo conhecer a história dele.

3. "O Menino de Cabul" (2007): Apaixonei-me pelo livro o ano passado. Quero vê-lo para recordar a bonita história e porque preciso dele por motivos profissionais. Provavelmente será um dos primeiros filmes a ver neste isolamento.

4. "Mulherzinhas" (2019): Quero ver se a visualização do filme me oferece motivação para pegar no livro.

5. "Vanity Fair" (2018): Esta série passou no canal 2 no início do ano. Comecei a ver, mas faltam-me dois episódios. Fiquei um pouco saturada da série. Perdi o interesse. Gravei os episódios na esperança de ganhar vontade de a terminar. Ainda não cheguei a essa fase, mas estou disposta a forçar a minha vontade. 

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