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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

30
Mar21

Por detrás da tela | "Love on the sidelines" (2016) e "Febre Ferrante" (2017)

Love on the sidelines

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Há umas semanas estava com uma enorme necessidade de ver um filme leve, descontraído e que me garantísse um final feliz. Pesquisei nos filmes disponíveis na televisão e acabei por selecionar este "Love on the sidelines". 
É um filme romântico, cheio de clihés: o jogador que se lesiona, a rapariga que passa por uma crise profissional e acaba como assintente de um jogador cheio de dinheiro e o romance inevitável que nasce dessa relação.

O filme tem alguns momentos cómicos e garantiu-me aquilo que estava à procura: diversão, romance e uma história que não exigesse muito dos meus neurónios.
Tudo no filme se encaixa dentro do género para o qula foi construído. A música, os cenários e o conteúdo da história articulam-se de forma simples e intuitiva. 

A mensagem do filme é semelhante a outros filmes do género: a importância de acreditarmos em nós próprios e nas nossas capacidades, a irmos mais além das aparências e o amor surge quando mesno esperamos. 
As interpretações são medianas. Os autores conseguem dar corpo às personagens, porém há momentos em que tudo parece demasiado artifical. 

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Febre Ferrante

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Foi com muita curiosidade que comecei a ver este documentário. 
O que sei de Elena Ferrante e dos seus livros é o que vou lendo nas redes sociais. Tenho dois livros da escritora na estante. Comprei por causa das boas opiniões que fui lendo, mas ainda não senti vontade de ler os livros.

O interessante é que cheguei ao fim do documentário com vontade de pegar imediatamente no livro "A amiga genial". O documentário aborda um pouco esta obra e a série da qual faz parte e a forma como as diferentes pessoas falaram sobre estes livros deixou-me muito curiosa por conhecer o trabalho de Elena Ferrante.

Se há coisa que admiro nesta escritora é o seu anonimato. Acima de tudo ela quis ser lida, ela quis que fossem os livros a ganhar destaque, a ultrapassar a imagem do escritor. E conseguiu! A curiosidade sobre a sua verdadeira identidade acaba por espicaçar os leitores, mas as obras valem por si mesmas. Diferentes pessoas reconhecem a genialidade da escrita e das personagens. Realçam a capacidade de Ferrante em retratar as emoções e as relações entre as pessoas. O facto é que tudo isto me deixou muito intrigada. 

O documentário apresenta relatos de italianos e de norte-americanos. A tradutora responsável por traduzir os livros da Elena Ferrante para inglês também dá o seu depoimento e fala da forma como os livros ganharam terreno e interesse dos leitores norte-americanos. 

Foi um documentário muito interessante. Perceber as diferentes perspetivas sobre a autora e a sua obra confere ao espetador uma sensação de coerência. Todos eles foram unânimes em reconhecer o talento e a genialidade das histórias de Ferrante. Foram capazes de identificar os aspetos que prendem o leitor às obras e dissertaram um pouco sobre o a decisão da escritora em se manter na sombra e deixar que as suas palavras e as suas histórias brilhem. 

Já leste algum livro de Elena Ferrante? Qual foi? O que achas das suas obras e da sua opção de se manter anónima?

29
Mar21

52 perguntas | 13 # Formas de ganhar o meu coração

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Meu coração é tecido de simplicidade. Abriga palavras sinceras, sejam elas mais doces ou mais ácidas. O que importa é que sejam sentidas, sinceras que visem o meu crescimento. Não abriga palavras julgadores ou depreciativas, porque essas são preenchidas de amargura e toxicidade. 

No meu coração cabem os gestos simples e que surpreendam. São gestos que chegam em moeda de troca. São oferecidos com a única missão de demonstrar amor e amizade. 

O meu coração gosta das mensagens e dos postais. Vibra com a certeza da lembrança que vem do outro. 

O meu coração alimenta-se de momentos partilhados. Pode ser uma caminhada pelo monte mais íngreme, ou pelo areal de uma praia. Pode ser uma visita a um museu, ou uma entrada numa sala de cinema. O que permanecerá no fim é a certeza do tempo partilhado e das memórias construídas. 

O meu coração também tem um lado materialista que se enternece quando recebe livros escolhidos em especial para ele. Não se importa com a origem dos livros, se são novos ou usados, o que interessa é a mensagem que a dádiva transmite. "Escolhi-o a pensar em ti". 

Como se poderá ganhar o teu coração?

26
Mar21

Opinião | "Seita maldita" (Rizzoli & Isles #8) de Tess Gerritsen

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"Seita maldita" deixou-me com uma valente ressaca literária. Pouco li nos dias que se seguiram tal era a forma como toda esta história ficou agarrada na minha memória. Foi dos melhores livros da série. Um livro muito sensorial e com uma narrativa cheia de armadilhas que me levaram a becos sem saída. Aconteceu uma coisa interessante com esta leitura. Habitualmente crio teorias e tento antecipar o que poderá acontecer, neste livro isso não aconteceu. Fui embalada pela leitura e deixei-me surpreender pelo rumo dos acontecimentos.

Contrariamente aos livros anteriores, que se centram muito nos elementos relacionados com a parte criminal; o "Seita maldita" acabou por se centrar em Maura e numa aventura que ela arriscou viver. Deixou as cautelas de lado, abandonou a sua ponderação e decidiu embarcar numa aventura que se revelou uma verdadeira provação. Maura tinha ido a Wyoming para um congresso médico e acaba por aceitar o convite de um colega de faculdade para um fim de semana numa estância de esqui. Perdem-se, o carro fica preso na neve e acabam por se abrigar em Kingdom Come, uma aldeia que me causou arrepios. 

As descrições soberbas permitiram-me imergir num cenário com toques assustadores onde a sobrevivência e o mistério estiveram sempre presentes. Além disso, as sensações visuais da descrição de um local isolado, cheio de neve e das noites passadas em Kingdom Come foram um pouco aterrorizantes. Houve momentos em que a sensação de medo pairou sobre mim. 

Já deves estar a perguntar se não há nenhum crime para resolver. Ele existe, mas não é o cerne de toda a narrativa. Contudo, foi um excelente mote para abordar o tema das seitas e lideres religiosos. Pessoalmente, foi interessante ler sobre este assunto e perceber de que forma estas visões religiosas mais radicais se aproveitam das fragilidades das pessoas levando-as a seguir, cegamente, orientações que causam sofrimento. 

Toda a narrativa é contada da perspetiva da Maura e isso fez com que se perdessem alguns pormenores importantes para a história. Em nada afeta a compreensão dos acontecimentos. Porém, deixou em mim a sensação de que faltou alguma coisa; deixou a sensação de que haviam alguns aspetos que mereciam ser encerrados de forma mais conclusiva e visual. 

O final foi construído para surpreender. As revelações foram até à última página. Quando pensava que as coisas estavam alinhadas, a escritora decidiu desalinhar e oferecer outra visão capaz de explicar a atrocidade que abalou aquela zona. Conhecer a realidade de Kingdom Come foi das coisas mais dolorosas desta leitura. 

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23
Mar21

Top ten tuesday #69 | 10 livros para ler na primavera

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A primavera chegou ao Hemisfério Norte e eu aproveito para fazer mais uma lista de livros a ler nesta estação do ano.

Antes de vos apresentar os livros que quero ler na primavera, vou fazer um balanço da minha lista anterior.

Durante o inverno, li apenas 6 livros. Passei por uma fase de menos leituras o que condicionou o número de livros lidos. A verde estão assinalados os livros lidos e a vermelho os livros que ficaram por ler.

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Como tenho feito anteriormente os livros não lidos desta lista passam automaticamente para a lista da primavera e adicionei mais seis. Cá estão eles:

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Espero que estes meses corram melhor. Vou aproveita e participar na maratona Estações Literárias promovida pela @croma_dos_livros e pela @thephoenixflight.

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22
Mar21

52 perguntas | 12 # Alguém de quem tens saudades

Já fui uma pessoa muito saudosista. Pensava imenso nas pessoas com quem partilhei fases da minha vida. Senti falta de pessoas que passaram a viver longe de mim. Atualmente, olho para as coisas com outra perspetiva. É uma perspetiva mais racional, solitária e menos dada a saudosismos. 

album-2974646_1920.jpg(imagem retirada daqui)

Estes últimos anos fizeram-me colocar as pessoas em perspetiva. Levaram-me por caminhos diferentes, permitiram-me olhar de forma diferente para as pessoas que tinha na minha vida. Daqui resultou a certeza de que há pessoas que quero manter na minha vida e outras que não faço questão. Por isso, procurei libertar-me emocionalmente daquelas que não acrescentavam nada aos meus dias.

Acho que foi este distanciamento que me obrigou a colocar a saudade em perspetiva. Olhei mais para dentro de mim, para as minhas necessidades e para as relações que construi. Decidi alimentar as que me fazem bem. E nesse processo percebo que não há lugar para saudades, porque há contacto e interesse mútuo. Não é preciso falar todos os dias! É preciso estar presente e alimentar essa presença sem cobranças, sem imposições e sem limitar a liberdade do outro.

Sou, assim, uma pessoa ainda mais solitária, introspetiva e que gosta imenso de estar sozinha. Nunca me aborreço na minha companhia. Comunico com quem tenho de comunicar, quando tenho de comunicar. Sem pressão! Deixei de ter saudades dos locais e daquilo lá vivi, assim como das pessoas que preencheram esses locais. Alimento-me das boas memórias e isso tem sido suficiente. 

20
Mar21

Opinião | "Mistérios do Sul" de Danielle Steel

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Uns anos atrás lia muito Danielle Steel. Foi das primeiras escritoras deste género de livros que mais fui lendo. A biblioteca municipal tinha muitas obras da escritora e eu fui lendo tudo o que podia. Das muitas leituras que fiz, guardo com carinho "A mansão Thurston" e um dos meus preferidos da vida "Mensagem do Vietname". 

Hoje em dia, ainda leio com carinho as obras desta escritora mas sem o encanto dos olhos de uma leitora com pouca experiência e com pouco conhecimento das obras literárias. Gosto de ler, são livros que divertem e entretêm, mas falta-lhes a profundidade e uma escrita com maior capacidade de demonstração que passei a encontrar noutras obras.

"Mistérios do sul" representa uma tentativa da escritora introduzir uma componente de thriller nas suas obras. Na minha perspetiva não funcionou muito bem. Acabou por se perder um pouco no drama central que vai alimentando a narrativa. Esta é uma história de uma mulher que supera de um divórcio difícil. É o processo de cura emocional de Alexa que marca o ritmo e a abordagem do livro. O pequeno apontamento de thriller contextualiza um pouco a dinâmica da ação, mas não foi bem desenvolvido o que acabou por se diluir demasiado na ação do livro e deixou-me a pensar um pouco sobre a congruência daquilo.

Bem, foi uma escolha da escritora para que se pudesse desencadear a mudança na narrativa. Isto possibilitou que Alexa manda-se a filha para o Sul. A partir daqui tudo se desenrola em função de Alexa, do seu ex-marido e da história do passado que todas estas personagens partilham.

Há personagens um pouco estereotipadas, o que, aos meus olhos, retira um pouco da aproximação da história à realidade. No fundo, tudo parece demasiado fabricado para existirem os bons e os maus e esta divisão já pouco acrescenta ao universo literário.

"Mistérios do Sul" é daquelas leituras calmas que permitem umas boas horas de entretenimento. É um drama que se lê com a certeza de que receberás aquele final feliz que tanto aconchega e o coração e deixa no pensamento rastos de uma boa positividade. 

Nem sempre precisamos de ler obras complexas que convidem a reflexão. Por vezes, precisamos apenas um livro ligeiro que retire o peso de realidades mais densas e que nos sugam as energias boas.

Conheces Danielle Steel? Tens algum livro preferido da escritora?

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15
Mar21

52 perguntas | 11 # Se pudesses fugir, para onde irias?

Se eu pudesse fugir...

🌍 Saltava para dentro de um livro. Poderia ser um romance histórico e ter a oportunidade de viver numa época diferente da minha; ou um romance contemporâneo, com uma bonita história de amor e o final feliz estivesse garantido.

🌍 Metia-me num comboio e ia conhecer todas as capitais europeias. Conhecer a Europa através de viagens de comboio deve ser inesquecível.

🌍 Apanhava o avião para Itália, alugava um carro e ia conhecer a Costa Amalfitana.

🌍 Ia conhecer África e tentar perceber o fascínio que acompanha as descriçoes de todos aqueles que por lá passaram e passam.

🌍 Infiltrava-me num cruzeiro pelo Mediterrâneo e experimentava o Dolce far niente. 

🌍 O que não me faltam são ideias para onde ir.

E tu? Se pudesses fugir, para onde irias?

12
Mar21

Opinião | "Inocência impetuosa" de Stephanie Laurens (Regencies #3)

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Às vezes preciso de um livro bem ligeiro. Uma história previsível, que se leia rápido e que não exija muito esforço mental. "Inocência impetuosa" chegou no momento certo através de uma troca de pontos do site Winkingbooks.
Como deves adivinhar, não é um livro complexo nem muito exigente. Contudo cumpre a sua função de entreter e permitiu-me limpar a cabeça de leituras mais densas. 

Georgina Hartley regressa a Inglaterra e precisa de proteção. Teve de fugir ao seu primo para poder sobreviver com dignidade na sociedade londrina. Uma jovem que encanta os salões de baile, e conquista o coração de muitos nobres. Os outros contornos são fáceis de antever. O final, tal como eu esperava, é previsível e aquece o coração. Há romance, há intriga, há dúvidas amorosas, crises existenciais. A escrita é fácil de acompanhar e causa um pouco de adição, o que torna difícil largar o livro. 

Sei que daqui a uns tempos pouco ou nada me lembrarei deste livro e do seu conteúdo. Por isso, são livros para ler que depois seguem imediatamente para troca. Uso-os apenas como leitura de conforto, para entreter e desanuviar de leituras que exigem mais de mim. 

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10
Mar21

Por detrás da tela | "Julieta" (2016) e "Coco avant Chanel" (2009)

Hoje partilho contigo mais dois filmes que assisti durante o mês de fevereiro. 

Julieta

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Penso que este foi o primeiro filme Espanhol que vi na vida. Não tinha grandes expetativas, apenas alguma curiosidade por perceber como tudo se ia desenvolver.
A ação deste filme centra-se em Julieta, uma mulher adulta que se cruza com uma pessoa do seu passado na rua. Este encontro mais fugaz leva-a a uma processo de desconstrução das suas memórias e a analisar o seu percurso de vida. 

Não quero dar mais pormenores sobre os elementos que orientam ação, porque acho que são eles que acabam por ditar a relação entre espetador e o filme. Foi engraçado porque dava por mim a tentar adivinhar o rumo da história, baseando-me em clichés muito específicos, e acaba por ser surpreendida. Uma vez ou outra aconteceu eu prever o rumo dos acontecimentos, mas outras vezes consegui ser surpreendida e isso acabou por ser um ponto positivo. 

É um bom filme! Tem uma carga dramática que consegue surpreender e que me deixou presa ao ecrã. As interpretações são de qualidade, permitindo que eu reconhecesse angústias, emoções e sentimentos de uma forma adequada. A fotografia não tem uma qualidade fenomenal, mas facilmente a questão da imagem passa para segundo plano quando a preocupação se centra nos acontecimentos e no mundo interior das personagens.

Ficou o interesse em explorar mais as produções cinematográficas Espanholas e em particular do Pedro Almodóvar (o realizador deste filme). 

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Coco avant Chanel 

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Desde que vi o filme sobre Frida Khalo que fiquei de filmes biográficos. Estava com uma enorme curiosidade relativamente a "Coco avant Chanel". Há figuras que deixam a sua marca na História e Chanel é uma dessas pessoas.

O filme retrata a vida de Coco antes dela se tornar uma lenda no mundo da moda. O entusiasmo esmoreceu ao fim de 30 minutos de filme. Pensei que fosse por causa da narrativa, mas após alguma reflexão consegui que o meu problema é com a atriz que interpretou Coco Chanel. Audrey Tautou não me convence. Acho que lhe falta expressividade e entrega. Nunca a consigo ver submersa nos papéis que interpreta. Já no filme "O fabuloso destino de Amélie", a interpretação desta atriz me tinha deixado irritada e desconfortável.

Nestas coisas nunca sabemos o quanto representa a realidade e o quanto é produto da liberdade dos argumentistas e realizadores. Eu desconhecia por completo a história desta mulher, e aquilo que o filme mostra permitiu-me conhecer uma mulher inteligente, criativa e bastante resiliente. 

O filme mostra sofrimento, amor, a luta pelos sonhos e as dificuldades que, por vezes, a vida insiste em colocar pela frente. Para mim, o filme vale muito pela mensagem. É inspirador ver a vida de uma mulher que não desistiu, que fez valer os seus sonhos e que transformou o seu talento e criatividade numa marca intemporal. 

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08
Mar21

52 perguntas | 10 # descreve o teu estilo

Até agora este é o tópico mais difícil para mim. O processo de auto-análise é complexo e exige um mergulho profundo aos nossos traços e sentimentos. O tópico também não é muito concreto. Pode remeter para várias áreas, por isso vou tentar apresentar alguns pontos.

  • Moda - Eu sou uma pessoa zero moda, zero marcas. Não ligo quase nada a isto. Sou fã de roupa em segunda mão. Uso salto raso (odeio saltos altos), onde o meu calçado preferido são sapatilhas. Não gosto de roupa formal, mas há ocasiões específicas onde recorro a ela (é só mesmo quando tem que ser). Sou pessoas de cores suaves. Castanhos, preto, azul-escuro, brancos, cinzento e tons pastel são os meus preferidos. Não gosto de roupa nem de calçado demasiado elaborado. Sou uma nulidade a maquilhagem, não tenho paciência para cabeleiro (só lá vou quando o estado do meu cabelo é insuportável). Não vou manicura, não tenho paciência (e muitas vezes me questiono como é que as pessoas com um certo comprimento de unha conseguem fazer as coisas). Para mim Less is more.
  • Livros - Sou pessoa de ler de tudo um pouco. Tudo depende do meu interesse. O único género que me faz torcer o nariz é mesmo o género "fantasia". Com o passar dos anos e a minha experiência de leitora, sinto-me cada vez mais exigente.
  • Personalidade - Sou muito cordial, diplomática e um sentido de justiça muito vincado. Não gosto de liderar. Adoro o silêncio e tenho muita dificuldade em estar em locais com muita gente. Sou extremamente reservada e tímida. Tenho dificuldade em dizer "não" e em recusar algumas coisas (tenho vindo a melhor). Sou muito observadora e tenho necessidade de estar comigo mesma. É engraçado que depois de um dia cheio de reuniões, onde sou obrigada a comunicar com muitas pessoas, tenho ainda mais necessidade de recolhimento e de silêncio. Sou uma introvertida que cada vez mais seleciona as pessoas que integram a minha rede de apoio. 

Tens alguma pergunta para mim? Usa a caixa dos comentários! 

05
Mar21

Opinião | "Nome de código: Traição" de Karen Cleveland

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Quando vou à biblioteca opto por trazer obras de autores desconhecidos. A biblioteca permite-me arriscar em obras sem que a minha carteira sofra. Diversifico leituras, autores, géneros... Ainda bem que existem bibliotecas. Da última vez que lá fui "Nome de código: Traição" foi um dos escolhidos para trazer para casa. Uma escolha às cegas que não me conquistou. 

Em alguns momentos, a leitura foi um pouco forçada. Senti-me tão confusa em alguns momentos da história que tornaram difícil a minha vinculação às personagens e aos acontecimentos.
"Nome de código: Traição" conta a história de uma agente do FBI, Stephanie Maddox, que sempre sonhou em apanhar os poderosos que se dedicavam a atos de corrupção. Isto é resultado do seu passado e de uma situação que precisou de silenciar.  

Este acontecimento passado é o mote para o desenvolvimento da história. Criam-se umas histórias paralelas estranhas que, a meu ver, foram introduzidas para gerar conteúdo. Em termos lógicos e de coerência no seguimento da narrativa não me fizeram grande sentido. Não consegui perceber a ligação entre o acontecimento do passado e todos os acontecimentos que se iam desenvolvendo no presente. Indiretamente e com algum esforço eu consigo estabelecer ligações. Contudo, analisando mais criticamente a obra a sensação com que fiquei é que não existe uma relação coesa entre os acontecimentos. Não consegui identificar os mecanismos lógicos que relacionam tudo aquilo que Stephanie Maddox vai enfrentado. 

Acho que ao longo da leitura me fui esforçando demasiado para perceber o funcionamento da história e isso desgastou-me. Estava deserta por finalizar o livro, virar a última página, muito na esperança de encontrar respostas para minha confusão e esperançosa que nas últimas páginas a escritora me oferecesse algo com sentido e estruturalmente interessante. Não aconteceu. 

A leitura deixou-me num misto de sentimentos relativamente a experimentar outra obra da escritora. Por um lado tenho vontade de ler mais e, assim, consolidar a minha opinião. Por outro, tenho receio de me cruzar novamente com uma história pouco apelativa e que me gere os mesmo sentimentos desta. 

Já leste algum livro desta escritora?
Partilhas da mesma sensação que eu?

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