As minhas expetativas para este filme eram elevadas. Na minha cabeça viviam ideias de que seria um musical com músicas bonitas e com uma história de amor com emoção suficiente para me prender ao ecrã de forma inexplicável.
Foi com muito entusiasmo que comecei a ver o filme, mas as primeiras cenas deixaram-me logo um pouco reticente. Achei demasiado produzido, pouco realista e um tanto ou quanto forçado. Foi muita cantoria e cor logo às primeiras cenas. Apesar deste desagrado inicial mantive a esperança, na minha cabeça eu ia ver aquele que foi considerado um dos melhores filmes em 2016.
Começamos a entrar na vida de Mia e Sebastian, dois jovens que perseguem os seus sonhos num ambiente bastante competitivo. Mia sonha em ser atriz, Sebastian quer fazer carreira na música. Acabam por entrar na vida um do outro e protagonizar uma história de amor que, aos meus olhos, não teve a intensidade que eu esperava. Não me pareceu real, não me encantou e não me apaixonou. O recurso a cenas marcadas pela fantasia também não contribuiu para a minha ligação à história, às personagens e ao amor que eles queriam mostrar.
A minha relação com o filme manteve-se morna. Não me estava a aborrecer, mas também não me estava a encantar. Da banda sonora ficou-me no coração a música mais conhecida, "City of stars", e o pouco talento de Ryan Gosling para cantar. Sempre gostei dos papéis dele nos diferentes filmes que vi. Como Sebastian... Bem, teria ficado melhor se não tivesse cantado.
O ponto alto do filme foi o final. Gostei muito do final e fez todo o sentido o rumo que as personagens levaram. Sorri com as cenas finais de Mia e Sebastian porque ambos conseguiram encontrar um lugar para os sonhos deles e para serem felizes. Um felicidade que implicou abdicar de algumas coisas. Acredito que é possível equilibrar sonhos e amor, mas há sonhos e realizações pessoais que são difíceis de conciliar (principalmente quando implica cedências). Foi este meu olhar racional que me fez gostar da forma como o enredo terminou.
Vi "O Físico" sem saber que o filme era uma adaptação de um livro. Foi uma amor às primeiras imagens e aos primeiros relatos da história. A ação decorre no século XI e é protagonizada por Rob. A narrativa inicia-se na infância de Rob e, após um conjunto de cenas que nos mostram o crescimento deste miúdo, chegamos ao momento em que ele é um jovem adulto que precisa de ir ao encontro do seu sonho. Ele tem um dom especial e mais do que querer percebe-lo, Rob quer ganhar conhecimento, encontrar a cura para uma doença e perceber o funcionamento do corpo humano. O sonho dele é curar as pessoas!
O filme está munido de um conjunto de cenários bastante cativantes e aborda temas muito interessantes. A pressão e conflituosidade religiosa, a luta pelos sonhos, o saber vencer as adversidades, lidar com a frustração e a humildade de que a vida é uma aprendizagem constante são elementos transversais ao longo de todo o filme. É inspirador ver os sacrifícios de Rob para concretizar os seus sonhos. Fica na memória a sua humildade em todo o seu processo de aprendizagem. E recordarei sempre a audácia deste jovem em momentos cruciais de aprendizagem e mudança de paradigmas impostos pela consciência religiosa.
É claro que o filme não ficaria completo sem uma história de amor. Não é um elemento muito desenvolvido no filme, mas dá aquela luz especial a uma história dura de lutas e conquistas. Adorei Rob! Inspirou-me, acompanhou as minhas reflexões durante alguns dias e facilmente o invoco quando algo na minha vida dá um passo atrás. Além deste jovem curioso e humilde, Ibn Sina é outra personagem que não vou esquecer. Um homem inteligente, que sabe partilhar conhecimento e, acima de tudo isto, um mestra capaz de admirar as capacidades do seu aluno.
Rob e Ibn Sina constroem uma relação muito bonita de se assistir. A forma como desenvolver admiração mútua culmina num final memorável.
Ver filmes de Natal fora de época sabe-me bem. Geralmente são filmes que não exigem muita energia e passam sempre uma mensagem de esperança e positivismo. "Christmas in Angel Falls" é um filme natalício, onde um anjo fica responsável por ajudar uma localidade a recuperar o espírito de Natal.
Por entre momentos divertidos e romance vamos descobrindo os motivos que arruinaram as vivência natalícias naquela cidade. Ao mesmo tempo que se desvendam os problemas, abre-se caminho à sua resolução. Como podem ver, a linha narrativa é bastante descomplicada e o filme cumpriu a sua função de entreter e proporcionar uma viagem à magia que só os dias natalícios oferecem.
É um excelente filme para descontrair e reviver as coisas boas que só o Natal consegue oferecer.
"Before we go"
Quando comecei a ver este filme, de forma instantânea, a minha memória viajou até outro filme. "Before we go" recordou-me "Before sunrise", um dos meus filmes preferidos. Esta recordação não favoreceu muito a forma como assisti a este filme, uma vez que foi inevitável fazer comparações.
Ambos os filmes partem da mesma premissa, contudo acabam por diferir na forma como a operacionalizam e como constroem a narrativa em torno de dois desconhecidos que se cruzam de forma inesperada.
Eu gostei do filme, porém foi incapaz de me conquistar na totalidade. A química entre os dois atores não esteve ao nível das minhas expetativas e os diálogos que protagonizaram não me cativaram muito no início. Com o desenrolar do filme a minha relação com o mesmo foi melhorando. O meu interesse aumentou e as cenas finais conseguiram emocionar-me.
O enredo não é complexo, o que facilita a envolvência com o filme.Tem uma forte carga dramática o que possibilita ao telespetador construir alguma empatia com as personagens. No meu caso, a empatia não fio maior porque estava sempre a lembrar-me do Jesse e da Céline e dos seus devaneios filosóficos apaixonantes.
Um bom filme para uma tarde descontraída de domingo.
Já me tinham alertado para a qualidade deste filme, mas é sempre bom constatar pelos nossos próprios olhos essa mesma qualidade e o grau de influência sob as nossas emoções.
Miguel é um menino que adora música. Tudo nele é ritmo, cor, som e alegria... Mas uma tradição familiar impede-o de abraçar a sua paixão. A família, as tradições familiares e os segredos familiares são a pedra basilar desta história. Acima de todos estes aspetos está a cura, cura essa que virá do perdão, dos valores que unem os membros da família e com a capacidade que as famílias têm de se reinventar.
É um filme que também mostra a importância de nos lembrarmos daqueles que já não estão fisicamente connosco. A importância das memórias positivas nas dinâmicas familiares e para a criação de relações saudáveis são também aspetos bem abordados no filme.
Eu fiquei encantada pelas cores, pelo som e por aquela reviravolta final que nos deixa a pensar que por vezes o esforço e o talento não são verdadeiramente valorizados em vida. Porém, depois cabe aos vivos fazerem valer a verdade e ajudarem à valorização de um talento.
Adorei o filme. Ficará na lista dos meus filmes de animação favoritos. A quem está fechado(a) em casa com miúdos(as), este filme é uma excelente forma e passarem tempo em família. O filme é curto, mas caso não queiram que as crianças passem muito tempo em frente ao ecrã dividam o filme por dois dias. Aproveitam a pausa entre as duas partes para conversarem em família sobre as personagens do filme, façam desenhos e imaginem como o filme irá terminar.
O desafio de hoje é apresentar a opinião a um filme. Eu vou aproveitar a oportunidade e partilhar com vocês a opinião dos últimos três filmes que vi.
"Collette" (2018)
Este foi daqueles filmes que apanhei por acaso na televisão. Chamou-me à atenção e decidi ver. "Collette" tem uma sequência narrativa muito interessante. Sidonie é uma jovem francesa que se casa com Willy, um escritor que gosta do luxo e por isso anda sempre com problemas financeiros. Ele acaba por convencer Sidonie a escrever pequenas histórias, baseadas na sua infância , que ele publica em nome dele. É óbvio que isto acaba por se tornar motivo de conflito interior para Sidonie. O mundo dominado pela masculinidade acaba por ser bem representado neste filme. O papel da mulher está longe de ser associado a uma profissão e ao sucesso profissional. Porém, há alguns contornos do romance entre Sidonie e Willy que me apanharam de surpresa no filme e que geram conflitos e reflexões pertinentes. Apesar de ter gostado não é um filme que integre o meu top de filmes preferidos da vida. Aliás, é daqueles filmes que basta uma visualização, ou seja, não tenho vontade de o voltar a ver. Conhecem o filme? Qual a vossa opinião sobre ele?
Classificação:
"O Fim da Inocência" (2017)Apanhei este filme da televisão no fim-de-semana após ter falado dele numa das aulas que dei na universidade. Queria ter lido primeiro o livro, mas comecei a ver o filme e a minha curiosidade fez com que o visse até ao fim. "O Fim da Inocência" é um filme sobre a vida conturbada de um grupo de adolescentes. Sexo, droga e álcool são dominadores comuns nas relações que se desenham entre eles. Foram muitas as vezes em que senti nojo. Fez-me muita confusão a quantidade de comportamentos de risco em que aqueles jovens se envolveram. A minha adolescência e a dos meus colegas está muito longe da realidade que é assustadoramente retratada no filme. Por aqui, foi tudo muito pacífico e os jovens com quem lido também vivem uma adolescência pacifica, com as suas necessidades de exploração, mas com um bom sentido de proteção. Há droga? Claro que sim! Há álcool? Das coisas a que mais facilmente acedem. Porém, aqueles que caem em excessos não me parecem ir tão longe como os adolescentes do filme. Os jovens que eu conheço não frequentam escolas privadas, são de classe média ou média-baixa e estão conscientes dos perigos do consumo de droga e de álcool. Eu sei que isto não quer dizer que eles não consumam, contudo é algo que os protege em situações de confronto com este tipo de realidades. Também, aos 14 anos, têm ainda uma liberdade muito condicionada pelos pais. Há uma boa supervisão parental. Por sua vez, o filme é protagonizado por miúdos do ensino privado e com um bom nível socioeconómico. A supervisão parental é muito deficitária. Aos 14/15 anos já têm um grau de liberdade que considero desadequado e desajustados às necessidades de desenvolvimento destes jovens. Foi interessante ver este filme tendo presente os resultados de uma investigação da qual fiz parte. Esta investigação teve como objetivo conhecer os comportamentos de risco e as experiências adversas na infância de um grupo de adolescentes de um concelho no norte do país. Os resultados revelaram uma realidade um pouco assustadora relativamente a situações de abuso sexual e à saúde sexual. Há comportamentos de risco, mas estes estão circunscritos uma pequena parte da amostra (que era representativa população em estudo). Muitos pais devem ter ficado chocados com o filme. Algo perfeitamente normal. Também tenho curiosidade em saber o que sentiram os jovens e saber o que é que eles acham. Apesar da dura realidade que o filme retrata e mesmo não me identificando com as vivências retratadas acho que poderá ser um bom ponto de discussão em grupos de jovens e de pais. Consciencializar os pais para a importância do seu papel e da definição clara de regras e limites é algo fundamental para que os jovens cresçam de forma saudável.
Classificação:
"Luzes do Norte"(2009)
"Luzes do Norte" serve unicamente para entreter. O enredo é bastante fraco e as interpretação são horríveis. Neste filme, há um crime para desvendar! Mas tudo se desenvolve de forma tão pouco coerente e consiste que, por momentos, o filme se transformou aos meus olhos numa comédia de baixa qualidade. Nem o romance que nasce no filme é bonito e com uma mensagem especial. É , simplesmente, previsível e não provoca qualquer tipo de palpitações nem origina suspiros de agrado. É curioso que apesar do filme ser mau algo nos puxa a ver até ao fim. Eu lá vi o filme, mas com a consciência de que daqui a uns tempos nada restará na minha memória.
Sou uma enorme fã de filmes de animação. Acho que apesar de o público-alvo dos mesmos ser as crianças, as mensagens que muitos destes filmes procuram transmitir são também importantes para os adultos.
Ferdinando era um touro diferente. Um touro pacífico que não gostava de touradas. E a partir desta premissa são explorados assuntos que marcam a atualidade e são verdadeiras lutas sociais. O bullying, o amor pelos animais, o preconceito relativamente aos papéis que cada um tem de desempenhar... Tantas coisas que podem ser exploradas neste filme.
Um filme muito amoroso, com o toque certo de diversão, ação e dramatismo. É daqueles produtos cinematográficos que nunca me irei cansar de rever. Fiquei com o coração tão inundado de amor por aquele touro.
"Ferdinando" mostra que todos os animais são especiais, independentemente do seu papel no mundo e daquilo que desejam fazer. Mostra, também a necessidade dos humanos olharem com respeito, consideração e amor para todos os animais. Um filme de animação destinado a pessoas de qualquer idade.
Fiquei com muita vontade de assistir ao filme "The Silence of the Lambs" ("O Silêncio dos Inocentes" em português) depois da comparação com o livro "Uma mente perversa" de Chris Carter. Penso que a comparação foi com o livro, mas à falta do mesmo decidi apostar no filme. Não sei em que medida o filme é fiel ao livro, mas durante a visualização não senti grande proximidade com o livro de Chris Carter. Existem alguns contornos que aproximam o livro do filme, mas não senti uma enorme proximidade entre eles.
O filme é arrepiante! As cenas entre Clarice (a agente) e o Hannibal Lecter (o psicopata) são intrigantes e reveladores de um crescimento profissional de Clarice, ao mesmo tempo que o monstro interior de Hannibal se revela ao exterior. A banda sonora que acompanha o filme é fantástica e tem a capacidade de intensificar os momentos de maior suspense. As interpretações estão muito bem construídas e conferem credibilidade ao filme.
Toda a linha narrativa é coerente e foi capaz de manter o meu interesse na resolução do mistério que se adensava à medida que o filme avançava. Assistir ao final do filme foi desesperante. Com um final aberto que me deixou em pulgas e com a expetativa da existência de continuação (que afinal não existe, pelo que percebi este é que é a continuação de outro).
Foi um filme muito premiado e, na minha opinião, mereceu todos os Óscares que ganhou.
Conhecem o filme? Qual a vossa opinião em relação a ele?
É raro cruzar-me com opiniões a séries ou filmes Brasileiros aqui na comunidade portuguesa. Eu cresci a assistir novelas brasileiras e muitas vezes me apaixonei por aquelas histórias. Por isso, é com curiosidade que assisto a séries originárias do Brasil.
A minha primeira série de 2020 foi precisamente de origem Brasileira. Há uns meses passou na Globo, eu gravei e vi-a nos primeiros meses do ano. "Assédio" é uma série dura. Roger é um médico reputado e muito reconhecido na área dos tratamentos de fertilidade. É o homem que pretende realizar o sonho das mulheres que pretendem ser mães. É um homem de família, muito bem valorizado pelo meio social em que circula. O homem modelo. O profissional de excelência. Porém, é um homem com um comportamento sexual completamente desajustado, que abusa das mulheres que procuram a ajuda dele e que não respeita a mulher com quem casou.
A série tem uma linha narrativa que me gerou um pouco de confusão nos primeiros episódios. A série recurra e avança no tempo e foi isso que me gerou confusão. Após os dois primeiros episódios comecei a perceber a linha narrativa. Alguns episódios são emocionalmente duros. Todos os episódios deixam transparecer a dificuldade que é provar crimes desta natureza. É angustiante assistir aos relatos daquelas mulheres e sentir com elas a frustração de se sentirem sujas, usadas, abusadas por não saberem como provar a situação.
Um dos grandes destaques desta série vai para a jornalista Mira que acredita nos seus instintos e vai até ao fim. Mas até a vida dela é uma mensagem para o telespetador. A forma como o trabalho nos consome pode originar situações verdadeiramente periogosas, e esse perigo é vivido pela Mira. Alguns depoimentos de mulheres são verdadeiramente dolorosos. O realismo que pauta todos eles, assim como tudo o que se densenvolve na série é brilhante e deixou-me com náuseas. Não é fácil ouvir aqueles relatos, os sacríficos que algumas delas têm de fazer, com por exemplo voltar à clínica depois do abuso só para conseguires a fertilização e conseguir controlar as emoções.
O final tem ali um toque de frustração que imprimi algum realismo à série, porém deixou-me revoltada. Mas lá está, tudo aquilo será assim tão diferente do que aquilo que se passa na realidade? Provavelmente não! Até porque a série é baseada em factos verídicos.
Recomendo a visualização da série a todos aqueles que sentem algum interesse e curiosidade perante estas temáticas.
Gru - O Maldisposto 1: 6/10 Estrelas Gru - O Maldisposto 2: 7/10 Estrelas
Os Minions fazem muito sucesso junto das crianças que eu conheço. Já perdi a conta aos postais de aniversário em que estes pequenos seres amarelos foram os principais protagonistas. Apesar de toda esta minha ligação eu nunca tinha visto o Gru nem o filme que lhe é dedicado. Como passaram na televisão agora durante a época natalícia decidi aproveitar.
Fiquei muito desiludida com o primeiro. Achei piada a algumas coisas, nomeadamente ao comportamento do Gru e ao seu meio de transporte e claro aos Minions. Fora isso achei o filme um pouco aborrecido e em que a mensagem não passou de forma muito clara. Gostei imenso da Margô, da Agnes e da Edith e da mensagem que as personagens delas procuram transmitir. No fundo, elas são o símbolo de tantas outras crianças institucionalizadas que apenas querem uma família.
Foi uma filme morno. Dormitei enquanto via e acabei por puxar atrás para não perder nada do filme. Faltou qualquer coisa que me agarre-se à história e que me encantasse como tantos outros filmes de animação já o fizeram.
Com estes sentimentos parti para a visualização do segundo filme. Já achei mais piada. Já consegui olhar para o Gru de uma forma mais humanizada e achei o seu comportamento mais interessante. A chegada da Lucy ofereceu um toque mais sentimental e especial ao filme. (Certo, eu não resisto a uma boa história de amor! ) Ela, juntamente com as crianças, fez com que Gru crescesse e revelasse um lado mais especial. A temática em torno do filme foi também mais clara para mim. Consegui perceber melhor o propósito do filme e qual a mensagem que prendia oferecer aos telespetadores.
Sei que há um terceiro filme. A minha vontade de ver está ao mesmo nível da minha vontade de não ver. Não sei o que esperar do filme, não sei se vale a pena investir na visualização. Estou com sérias dúvidas sobre o que fazer...
Bem... desse lado, já viram o 3 filme? Recomendam? Acham que vale a pena ver?
Vi "On Chesil Beach" devido à recomendação de uma amiga minha. Que por sua vez, tinha recebido como recomendação de uma formadora de terapia familiar. Ela não tinha visto o filme, mas tendo em conta a pessoa que fez a sugestão, achamos que iríamos encontrar material para uma discussão interessante.
O filme é baseado no livro com o mesmo nome de Ian McEwan (em Portugal foi publicado pela Gradiva com o título "Na Praia de Chesil") e dá-nos a conhecer um jovem casal e a história da sua relação. O filme começa com eles já em lua de mel e vai fazendo alguns saltos temporais ao passado de ambos para ficarmos a saber o que conduziu a esta união.
Achei o filme bastante interessante até conhecer o final e o culminar de um conjunto de coisas que careciam de algum sentido. Aceder às personalidades de cada um deles, ver aquilo que os movia e aquilo que os aproximou e afastou enquanto casal constituiu um contexto narrativo de interesse. Contudo, à medida que o filme evoluía eu ia ficando um pouco aborrecida e frustrada porque não estava a obter resposta a grande parte das minhas questões. Eu senti falta de obter alguma contextualização capaz de justificar, aos meus olhos, o comportamento da Florence. Não fiquei nada convencida de que tudo o que aconteceu entre ela e Edward fosse apenas resultado de pressões sociais. Faltou ali um elo de ligação entre tudo o que assisti e o final que me foi oferecido.
E assim, uma relação auspiciosa entre mim e o filme foi-se degradando ao ponto de apenas esperar o final para ver se obtinha as respostas àquilo que tanto estava à procura.
Ainda não li o livro, mas ainda não decidi se o quero ler. Por um lado, tendo em conta a forma como a história do filme se desenrola não tenho vontade nenhuma de me atirar ao livro. Por outro lado, o livro, geralmente, tem sempre mais a oferecer. O que é que vocês fariam? Liam o livro ou não?