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Por detrás das palavras

ACMA | Por detrás das palavras: como tudo começou


O projeto A cultura mora aqui está de volta. Depois de um período de pausa, o projeto regressa com uma imagem e dinâmica renovadas.

Para este início, COMEÇOS é o tema que serve de base a todos os participantes. Eu decidi escrever sobre como começou o meu blog, o Por detrás das palavras. 

Sempre fui muito apaixonada pela leitura. Leio livros desde que aprendi a ler. Assim que tive autorização para frequentar as bibliotecas, tornei-me numa cliente assídua e devorada tudo o que apanhava nas mãos. Os meus pais nunca controlaram aquilo que eu lia, nem eram de estimular este meu gosto. Talvez por isso é que, já na fase da pré-adolescência e adolescência, comecei a ler livros que já fugiam àquilo que poderiam ser livros mais adequados para a idade. 

Quando entrei na universidade, o ritmo de leituras abrandou de forma muito drástica. Lia muito menos e o interesse literário acabou por arrefecer um pouco. Só nas férias é que ia pegando em livros de ficção. 

Assim que terminei o curso vi-me com imenso tempo livre. Procurava ofertas de emprego, escrevia cartas de apresentação, enviava CVs, mas mesmo assim precisava de algo para me ocupar a mente. Foi assim que voltei à biblioteca e o meu "eu" leitor renasceu com mais força. Em 2011 já lia com muita assiduidade e comecei a procurar informações sobre os livros na internet. Através desta pesquisa comecei a ler alguns blogs sobre livros e começou a nascer a vontade de criar algo, de partilhar com os outros aquilo que ia lendo e o que sentia com as leituras. 

A 22 de setembro de 2011, já a trabalhar, achei que seria interessante criar algo que fizesse fugir à rotina e ao desgaste do trabalho (o meu estágio profissional estava a ser um verdadeiro pesadelo), ao mesmo tempo que prolongava o meu gosto pela leitura. Fascinada pela palavra escrita e com o mundo dos blogs, senti que estavam reunidas as condições para perder o medo e lançar-me nesta aventura de criar e dinamizar um blog. 

A escolha do nome foi pacífica. Inspirada num livro da minha área, Por detrás do espelho, achei que Por detrás das palavras era um bom nome. Por detrás do espelho é um livro sobre terapia familiar e intervenção sistémica. Para quem não conhece, nesta corrente teórica da psicologia, o setting terapêutico é especial. São duas salas, dividas ao meio por espelho, como nas salas de interrogatório da polícia judiciária. De um dos lados está um ou depois terapeutas com a família ou pessoa que está a ser consultada e do outro lado estão um conjunto de terapeutas que vão discutir o caso com o(s) terapueta(s) que estão a conduzir a sessão. Acho que esta partilha de opiniões literárias por dentro desta comunidade é vermos o que está por detrás das palavras dos escritores e das palavras daqueles que opinam sobre eles. Somos uma grande "equipa terapêutica" que gosta de discutir livros e tentar ver para além daquilo que eles nos apresentam.

Foi um começo tímido. Não me alongava muito, as opiniões que escrevia eram muito básicas. Com o tempo cresci como leitora, cresci como pessoa que observa as coisas de uma forma mais interior e reflexiva. Foi este começo no mundo blogs que me levou a contactar com pessoas extraordinárias e a fazer boas amizades. Tornei-me leitora beta e contactei com alguns escritores. Foi uma abertura para um novo mundo, ao mesmo tempo que encontrava um lugar onde os meus gostos eram compreendidos.

Este foi um começo que eu considero positivo. Nem sempre lido bem com começos. Este foi fácil de lidar e de operacionalizar. Gostaria de continuar a escrever por aqui durante muito tempo, mas não sei o que estará ao virar da esquina, nem que outros começos a vida me reserva. Uma coisa é certa, enquanto este mundo me fizer sentir feliz e realizada, farei tudo para continuar por aqui.

Informações sobre o projeto: A cultura mora aqui

ACMA | Os lugares obscuros das tradições e dos costumes


Durante o mês de Fevereiro, o projeto ACMA desafiou-nos a pensar e escrever sobre tradições e costumes. Inicialmente, pensei em escrever sobre como estes dois elementos tão característicos da comunidade funcionam como uma forma de aproximar as pessoas. Porém, a minha personalidade identifica-se muito mais com os lugares obscuros e sou um pouco anti-tradição e anti-costumes

Eu sou um pouco “ursa”. Tenho uma personalidade introvertida, gosto do silêncio e sou extremamente pacata. Por isso, “fujo” de grandes grupos de pessoas, de festas, de confusão e barulho. Enquanto toda a gente anda a brincar ao Carnaval eu prefiro fazer outras coisas. Não me identifico com o espírito aventureiro e extrovertido daqueles que se entregam às folias e tropelias de festas e romarias.

Então comecei a pensar no drama das pessoas que têm uma personalidade semelhante à minha. Uma personalidade onde as tradições e costumes grupais desenvolvem um lado obscuro na nossa mente e nos fazem sentir em completa frustração. É muito difícil ser a “ovelha negra” num grupo de pessoas extrovertidas, porque nem sempre as pessoas compreendem a nossa sensação de desconforto em multidões e festas animadas.

Outro lado obscuro das tradições e dos costumes é quando os mesmos colocam em risco a saúde e a vida de quem os pratica. No início deste ano, uma aldeia de Portugal foi internacionalmente noticiada devido a uma tradição do dia dos Reis, em que crianças eram convidadas e incentivadas a fumar. Este é daquele tipo de tradições inconsequentes e que não acarretam elementos positivos à vida das pessoas. Senão vejamos, quantas são as iniciativas anti-tabaco desenvolvidas na escola e nos cuidados primários de saúde? Quantas vezes tentamos sensibilizar as nossas crianças e jovens para os malefícios do tabaco? No fundo, é uma tradição que está carregada de incongruência e de riscos a longo prazo nos comportamentos saudáveis destas crianças. Não acredito na teoria da população daquela aldeia, em que afirmam que aquele é um comportamento circunscrito àquele dia.

Para terminar, quero ainda escrever sobre as tradições académicas. Fui praxada, mas não praxei. A minha experiência em relação à minha praxe não é positiva nem negativa. Foi um dia indiferente que não teve grande impacto em mim. Felizmente que não me colocaram a fazer coisas muito estranhas ou rebuscadas, caso contrário sentir-me-ia mal. Porém, agora não sei se a minha opinião se mantém neutra em relação às praxes. Ultimamente tenho visto situações que me causam algum mal-estar, como por exemplo, a necessidade dos alunos mais velhos se fazerem notar pelo seu poder e soberania. Não que estejam a fazer nada de muito grave aos caloiros, mas não gosto do poder intimidante da voz e das ordens que dão aos alunos do primeiro ano. Sinto-me sempre muito estranha ao ver estas situações e, lá no fundo, não me iria sentir muito bem a fazer aquilo no meio de uma rua cheia de gente.

Apesar da grande euforia que possa estar associada às tradições e costumes de uma comunidade, há pessoas que não se encaixam nesta filosofia o que pode traduzir-se em tristeza, aborrecimento, frustração… Acima de tudo devemos ter a capacidade de respeitar o lugar do outro, as suas necessidades e os seus interesses pessoais. Desta forma, não devemos impor a ninguém nem as nossas tradições e costumes pessoais nem os que fazem parte da comunidade que integramos. E claro, cada pessoa deverá ser livre de criar as suas próprias tradições pessoais e costumes, sem pressões ou imposições. O que interessa é que estas sejam fonte de prazer pessoal e social.

Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.



Lista de criadores:

Anda Daí! - Hey Pêssegos - Comic Life - Cor Sem Fim - Miss Melfe




ACMA | Conforto


Este mês, o ACMA convida-nos a refletir sobre o conforto. Ora, eu queria fugir um bocadinho aquilo que poderia ser mais comum ou que facilmente associamos a situações de conforto. Esta reflexão levou-me aos livros e ao conforto que deles podemos obter, e lembrei-me de falar sobre Biblioterapia.
Aos longos dos anos têm emergido diferentes definições e abordagens para o tema. A primeira definição surgiu em 1941, no dicionário especializado norte-americano Dorland’s Ilustrated Medical Dictionary, definindo biblioterapia como “o emprego de livros e a leitura deles no tratamento de doença nervosa”.
No decorrer dos anos seguintes foram muitos os autores que se dedicaram a estudar o tema. Mais recentemente, as autoras Ana Cristina Abreu e Anabela Henriques (2013, p.96), procurando apresentar-nos uma definição mais ampla do conceito, definiram biblioterapia como “uma atividade com vertentes preventiva e terapêutica que, através da leitura de livros de ficção ou de autoajuda, individualmente ou em grupo, tem o propósito de facultar uma experiência recobradora da saúde, ou permitir um contínuo desenvolvimento, em qualquer idade do ciclo vital”. Podemos referir que esta atividade é um recurso que, quando bem utilizado, poderá funcionar como um excelente aliado das técnicas psicoterapêuticas. Assim, através dos livros estamos a oferecer conforto aos pacientes no seu processo de superação pessoal e na conquista pela sua saúde mental.
O interesse pela temática tem vindo a ganhar lugar no mundo da investigação e a diversa literatura científica reforça o valor da biblioterapia como uma ferramenta psicoterapêutica extremamente útil no tratamento da doença mental. Complementando esta informação, as investigações apontam para o aumento da eficácia da psicoterapia quando combinada com a biblioterapia. Neste sentido, a investigação acerca da combinação destas ferramentas mostra que realmente existem benefícios no tratamento de depressão, alcoolismo, automutilação, ataques de pânico, disfunção sexual e na promoção de competências socais (Fanner & Urquhartt, 2008).
Por fim, uma outra investigação que eu achei bastante interessante á a da autora Maria Silva (2011). Esta autora desenvolveu uma investigação em que aplicou as técnicas de biblioterapia junto de crianças do ensino pré-escolar na gestão emocional, nomeadamente na gestão do medo e da agressividade; aspetos tão presentes nesta etapa do desenvolvimento.
Esta é um campo de investigação ainda recente e, por isso, penso que ainda há um longo caminho a percorrer. Porém, nada invalida que reconheçamos a importância dos livros e os benefícios associados à leitura. Para mim, a leitura é uma enorme fonte de conforto, de descontração e de estimulação. Através dos livros consigo desenvolver-me enquanto profissional, enquanto pessoa e enquanto ser emocional. Desta forma, acho que não será diferente para outros leitores. Espero que muitas outras pessoas se dediquem a este tipo de investigações. Pessoalmente, se tivesse disponibilidade gostaria de explorar as potencialidades da leitura em crianças ao nível da gestão emocional, da agressividade e de comportamentos de oposição e na estimulação da inteligência emocional e empatia.
Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.

Lista de criadores:
Anda Daí! - Hey Pêssegos - Comic Life - Cor Sem Fim - Miss Melfe

 
Azevedo, F., & Haydê, C. (2016). Práticas e discursos académicos sobre biblioterapia desenvolvidas em Portugal.  Álabe,  14, pp. 1-14.
Fanner, D., & Urquahartt, C. (2008). Bibliotherapy for mental health services users part I: A systematic review. Health Information Libraries Journal, 25, pp.237-252.
Silva, M. P. T. da (2011). Biblioterapia na educação pré-escolar: a gestão do medo e da agressividade. Dissertação de Mestrado, Escola Superior de Educação de Paula Frassinetti, Porto, Portugal. 74 f. Retirada  de 2015,  http://repositorio.esepf.pt/ handle/10000/479

ACMA | Um livro para a praia e um filme para o sofá


A Cultura Mora Aqui é um projeto em que um conjunto diversificado de bloggers e youtubers recebe, todos os meses, um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não.
Durante os próximos meses, o projeto irá assumir contornos ligeiramente diferentes. Assim, por cada duas semanas, haverá um tema a ser desenvolvido.

Para o período de tempo entre 15 e 31 de julho é-nos pedido para falar sobre Filmes, séries e livros relacionados com o tema VERÃO.
Como já devem ter reparado pela imagem, eu irei falar de um filme e de um livro. Não irei colocar uma série porque não sou a pessoa mais indicada para o fazer. A minha cultura em séries é nula. As poucas que conheço ou já acompanhei não estão relacionadas com o verão, por isso fico-me por estas duas sugestões.

Sozinhos na ilha de Tracey Garvis Graves
Li este livro em 2014, precisamente no verão e gostei muito da leitura. 
A maior parte da ação narrativa deste livro decorre numa ilha deserta, onde o sol, a praia e o calor abundam durante todo o ano. É um livro onde o amor acaba por ter a tónica central, sem surpreender o leitor. No fundo, acho que à medida que se vai lendo o livro sabemos como vai terminar o livro, mas isso não retira o prazer da leitura.
É um livro com um tom mais descontraído, fácil de ler e que se assume como uma excelente companhia para a praia. 

Podem ler a minha opinião ao livro clicando aqui.

A melodia do adeus
Neste filme, Veronica e o irmão vão passar as férias de verão com pai que já não veem com tanta frequência, uma vez que após o divórcio foi viver para uma região diferente.
Este filme é uma adaptação do livro de Nicholas Sparks com o mesmo nome, portanto, para quem já conhece a fórmula deste autor, sabe que o que vai encontrar. 
Assim, A melodia do adeus traz-nos uma estória com muito drama, amor, superação e reconciliação. Um filme ideal para ver no sofá, naqueles dias em que a chuva decide vir cumprimentar o verão ajudando-o a tornar-se mais fresco.

Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.

Lista de criadores:

AMCA | Festival da Eurovisão da Canção




A Cultura Mora Aqui é um projeto em que um conjunto diversificado de bloggers e youtubers recebe, todos os meses, um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não. 
Para maio e junho, o tema escolhido foi Festas, festejos e festividades e eu decidi abordar o Festival da Eurovisão da Canção. O meu gosto já vem de alguns anos atrás e costumo acompanhar as diferentes edições. 

Este ano foi ainda melhor assistir! Sei que já muito se falou sobre a vitória portuguesa, mas tenho de começar por aí. Escolhi o tema uns dias antes da grande final, dia 13 de maio, e lá no fundo estava com esperança que Portugal conseguisse um bom lugar. Lá no fundo, no fundo, alimentava em mim a hipótese de ser o vencedor, mas, como ando numa de baixar as expectativas, fui mantendo algumas reticências.

Por que é que eu gosto e acho interessa a eurovisão?
Eu gosto de ouvir música. Aliás, sou bastante eclética no tipo de música que ouço. Porém, a música que nos chega, nomeadamente através da rádio, é, maioritariamente, proveniente dos EUA. Não é frequente nas nossas rádios, televisões, etc. passar música francesa, italiana, belga, alemã, dinamarquesa… Um sem fim de países europeus que produzem música de qualidade e que dificilmente chega até nós. Acho que nem nos apercebemos desta realidade e que isso nos torna musicalmente mais pobres. É neste contexto que a eurovisão se torna importante e me faz ficar interessada nela. Através dela, ficamos a conhecer músicas de outros países que não a dos EUA.

Geralmente, quando ouço na eurovisão um músico que gosto, passo a seguir um pouco a sua carreira. Felizmente, a internet, e mais concretamente o youtube, facilitam esse acompanhamento. Um dos cantores que passei a seguir foi o Alexander Rybak, vencedor de 2009 pela Noruega. Sigo o canal dele e vou acompanhando os trabalhos que ele publica. Tenho várias músicas de eleição dele. Para além da música Fairytale, com que ele ganhou a eurovisão, gosto do tema Into a fantasy que integra a banda sonora do filme Como treinares o teu dragão – 2

Há músicas da Eurovisão que ficam facilmente no ouvido. Gosto muito de ver atuações antigas e tenho uma playlist no Spotify apenas com músicas da eurovisão! 

Relativamente a este ano de 2017, fiquei muito feliz com a vitória do nosso país. Adoro a música dos irmãos Sobral desde a primeira vez que a ouvi! É uma música com uma melodia intemporal, marcada pela sensibilidade de uma letra simples, mas cheia de significado. 

Existiram outras músicas que me ficaram no coração. Fiquei muito triste quando a canção Black Bird, da Noruega, não passou à final. Além destas, gostei muito da música da Bulgária, da Itália, da Bélgica, da Bielorrússia e da Hungria. 

Podia escrever muito mais sobre o tema e sobre as músicas que têm ficado no meu coração ao longo das várias edições. Contudo, o meu objetivo com este post passa um pouco por estimular a vossa curiosidade em descobrir novas músicas, em sair do mundo mais comercial que nos é impingido pelas rádios. Ao abrirmos o nosso leque musical estamos a conhecer culturas diferentes, novas formas de fazer música e até a familiarizarmo-nos com novas línguas.

Se quiserem fazer parte deste projeto, basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.

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ACMA | Hobbies e Saúde Mental


Recentemente, decidi aderir a um projeto bastante interessante que fiquei a conhecer aqui na blogosfera: denomina-se A Cultura Mora Aqui e reúne um conjunto diversificado de bloggers e youtubers que todos os meses recebem um tema para desenvolver, ficando ao seu critério participar ou não nesse mês. 

Eu apanhei um tema transversal aos meses de março e abril. Contactei a Ju, do blog Cor Sem Fim, o cérebro desta iniciativa, no final de março e comprometi-me a abraçar o tema que estava em curso.

Desta forma, o tema escolhido foram os hobbies. Penso que seja um assunto muito vasto e comum a todos os humanos. Dada a sua vastidão, poderia escrever sobre qualquer coisa. Contudo, decidi fazê-lo acerca da relação entre hobbies e saúde mental.

Normalmente, todos nós encaramos os hobbies como aquelas atividades que, para além de preencher os nossos tempos livres, funcionam como uma alternativa aos empregos, que nos tornam o dia preenchido e cheio de responsabilidades. Assim, gosto de olhar para eles como uma espécie de libertação mental, como se fosse uma aspiração central do nosso meio interior, do nosso pensamento, do nosso consciente e subconsciente. 

Geralmente, os hobbies são uma enorme fonte de prazer para quem os pratica. Estes podem passar pela leitura, pelos trabalhos manuais, pelo exercício físico. No fundo, são um conjunto infinito de atividades que fazemos por prazer, que nos proporcionam um enorme bem-estar, que favorecem a nossa autoestima (pois, por norma, sentimo-nos realizados e competentes nos nossos hobbies) e que nos permitem desligar de aspetos negativos, de sentimentos de tristeza, de falta de motivação. Penso que, em muitos casos, os hobbies são uma espécie de antidepressivo natural, que nos ativam de forma positiva e que facilitam a forma como encaramos os desafios mais intensos do nosso dia-a-dia.

Sinto que as preocupações com a saúde mental nos países desenvolvidos têm tendência a aumentar. O estilo de vida intenso, os problemas sociais e a forma como decidimos viver a nossa vida poderão ser elementos que destabilizem o nosso equilíbrio emocional, fragilizando a nossa saúde mental e, consequentemente, conduzindo-nos a determinadas perturbações mentais. Assim, torna-se urgente sensibilizar as populações para estes aspetos e incentivá-las à adoção de atividades de tempos livros que as fortaleçam enquanto pessoas. Em jeito de conclusão, quero destacar que, dado todos os aspetos que mencionei anteriormente, os hobbies poderão ser um fator protetor na manutenção de uma saúde mental sólida, que nos tornam pessoas resilientes e capazes.

Se quiserem fazer parte deste projeto basta falarem com a Ju, através do seguinte email, acma.cultura@gmail.com. O projeto também está presente no facebook, através da página que podem consultar aqui.


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