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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

30
Mar21

Por detrás da tela | "Love on the sidelines" (2016) e "Febre Ferrante" (2017)

Love on the sidelines

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Há umas semanas estava com uma enorme necessidade de ver um filme leve, descontraído e que me garantísse um final feliz. Pesquisei nos filmes disponíveis na televisão e acabei por selecionar este "Love on the sidelines". 
É um filme romântico, cheio de clihés: o jogador que se lesiona, a rapariga que passa por uma crise profissional e acaba como assintente de um jogador cheio de dinheiro e o romance inevitável que nasce dessa relação.

O filme tem alguns momentos cómicos e garantiu-me aquilo que estava à procura: diversão, romance e uma história que não exigesse muito dos meus neurónios.
Tudo no filme se encaixa dentro do género para o qula foi construído. A música, os cenários e o conteúdo da história articulam-se de forma simples e intuitiva. 

A mensagem do filme é semelhante a outros filmes do género: a importância de acreditarmos em nós próprios e nas nossas capacidades, a irmos mais além das aparências e o amor surge quando mesno esperamos. 
As interpretações são medianas. Os autores conseguem dar corpo às personagens, porém há momentos em que tudo parece demasiado artifical. 

Classificação

Febre Ferrante

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Foi com muita curiosidade que comecei a ver este documentário. 
O que sei de Elena Ferrante e dos seus livros é o que vou lendo nas redes sociais. Tenho dois livros da escritora na estante. Comprei por causa das boas opiniões que fui lendo, mas ainda não senti vontade de ler os livros.

O interessante é que cheguei ao fim do documentário com vontade de pegar imediatamente no livro "A amiga genial". O documentário aborda um pouco esta obra e a série da qual faz parte e a forma como as diferentes pessoas falaram sobre estes livros deixou-me muito curiosa por conhecer o trabalho de Elena Ferrante.

Se há coisa que admiro nesta escritora é o seu anonimato. Acima de tudo ela quis ser lida, ela quis que fossem os livros a ganhar destaque, a ultrapassar a imagem do escritor. E conseguiu! A curiosidade sobre a sua verdadeira identidade acaba por espicaçar os leitores, mas as obras valem por si mesmas. Diferentes pessoas reconhecem a genialidade da escrita e das personagens. Realçam a capacidade de Ferrante em retratar as emoções e as relações entre as pessoas. O facto é que tudo isto me deixou muito intrigada. 

O documentário apresenta relatos de italianos e de norte-americanos. A tradutora responsável por traduzir os livros da Elena Ferrante para inglês também dá o seu depoimento e fala da forma como os livros ganharam terreno e interesse dos leitores norte-americanos. 

Foi um documentário muito interessante. Perceber as diferentes perspetivas sobre a autora e a sua obra confere ao espetador uma sensação de coerência. Todos eles foram unânimes em reconhecer o talento e a genialidade das histórias de Ferrante. Foram capazes de identificar os aspetos que prendem o leitor às obras e dissertaram um pouco sobre o a decisão da escritora em se manter na sombra e deixar que as suas palavras e as suas histórias brilhem. 

Já leste algum livro de Elena Ferrante? Qual foi? O que achas das suas obras e da sua opção de se manter anónima?

10
Mar21

Por detrás da tela | "Julieta" (2016) e "Coco avant Chanel" (2009)

Hoje partilho contigo mais dois filmes que assisti durante o mês de fevereiro. 

Julieta

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Penso que este foi o primeiro filme Espanhol que vi na vida. Não tinha grandes expetativas, apenas alguma curiosidade por perceber como tudo se ia desenvolver.
A ação deste filme centra-se em Julieta, uma mulher adulta que se cruza com uma pessoa do seu passado na rua. Este encontro mais fugaz leva-a a uma processo de desconstrução das suas memórias e a analisar o seu percurso de vida. 

Não quero dar mais pormenores sobre os elementos que orientam ação, porque acho que são eles que acabam por ditar a relação entre espetador e o filme. Foi engraçado porque dava por mim a tentar adivinhar o rumo da história, baseando-me em clichés muito específicos, e acaba por ser surpreendida. Uma vez ou outra aconteceu eu prever o rumo dos acontecimentos, mas outras vezes consegui ser surpreendida e isso acabou por ser um ponto positivo. 

É um bom filme! Tem uma carga dramática que consegue surpreender e que me deixou presa ao ecrã. As interpretações são de qualidade, permitindo que eu reconhecesse angústias, emoções e sentimentos de uma forma adequada. A fotografia não tem uma qualidade fenomenal, mas facilmente a questão da imagem passa para segundo plano quando a preocupação se centra nos acontecimentos e no mundo interior das personagens.

Ficou o interesse em explorar mais as produções cinematográficas Espanholas e em particular do Pedro Almodóvar (o realizador deste filme). 

Classificação

Coco avant Chanel 

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Desde que vi o filme sobre Frida Khalo que fiquei de filmes biográficos. Estava com uma enorme curiosidade relativamente a "Coco avant Chanel". Há figuras que deixam a sua marca na História e Chanel é uma dessas pessoas.

O filme retrata a vida de Coco antes dela se tornar uma lenda no mundo da moda. O entusiasmo esmoreceu ao fim de 30 minutos de filme. Pensei que fosse por causa da narrativa, mas após alguma reflexão consegui que o meu problema é com a atriz que interpretou Coco Chanel. Audrey Tautou não me convence. Acho que lhe falta expressividade e entrega. Nunca a consigo ver submersa nos papéis que interpreta. Já no filme "O fabuloso destino de Amélie", a interpretação desta atriz me tinha deixado irritada e desconfortável.

Nestas coisas nunca sabemos o quanto representa a realidade e o quanto é produto da liberdade dos argumentistas e realizadores. Eu desconhecia por completo a história desta mulher, e aquilo que o filme mostra permitiu-me conhecer uma mulher inteligente, criativa e bastante resiliente. 

O filme mostra sofrimento, amor, a luta pelos sonhos e as dificuldades que, por vezes, a vida insiste em colocar pela frente. Para mim, o filme vale muito pela mensagem. É inspirador ver a vida de uma mulher que não desistiu, que fez valer os seus sonhos e que transformou o seu talento e criatividade numa marca intemporal. 

Classificação

 

24
Fev21

Por detrás da tela | "Debaixo do céu" (2019) e "Uma pista para o amor" (2017)

Debaixo do céu

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No final de janeiro, na RTP 2, passou o documentário "Debaixo do céu". Neste documentário são partilhados relatos de judeus que conseguiram escapar ao campos de concentração e, na sua fuga, passaram por Portugal antes de rumarem a outros destinos.

Cada um dos sobreviventes partilha a sua história de vida antes, durante e após a fuga. Vão traçando um relato daquilo que era viver em países sobre o domínio nazi, da sua fuga e da sua passagem por Portugal. Apesar dos relatos serem mais focados nestes períodos, conseguimos perceber para onde estes refugiados foram depois de saírem de Portugal. Foram igualmente exploradas as memórias que tinham do país e de como foi passarem por aqui. 

O documentário é constituído pelas narrações de cada um, acompanhadas por imagens da época. 

São relatos que conjugam dor, sofrimento, resiliência e boas memórias do espaço português. É interessante a sua visualização porque nos permite conhecer outras realidades para além dos campos de concentração. Realidades estas que são menos exploradas no cinema e na literatura. É um documentário bem feito e que facilmente captou a minha atenção. 

Classificação

Uma pista para o amor

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Há alturas em que precisamos de um filme levezinho, de fácil visualização e que não exija muito da nossa capacidade cognitiva. "Uma pista para o amor" é uma boa opção para estas alturas. 

Em traços gerais o filme narra a vida de Emily James, uma patinadora no gelo considerada brilhante que, por motivos de força maior teve de deixar as pistas de gelo. Tornou-se treinadora de crianças, mas a chegada de um novo treinador acaba por despertar-lhe a vontade de competir. 

Pelos traços gerais é possível perceber que o filme é previsível, com romance e drama à mistura. Porém, traz uma história que consola e que permite que se desligue do stress e da agitação dos dias. 
Os atores não têm desempenhos brilhantes (algumas representações são até um pouco fraquinhas), mas a energia positiva que emana do final é capaz de ofuscar aquilo que funciona menos bem.

Classificação

17
Fev21

Por detrás da tela | "Clínica Privada" (2005 - 2013) e "Gru, o maldisposto 3" ( 2017)

Clínica privada

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"Clínica Privada" é uma spin-off da série "Anatomia de Grey" e foi criada para dar continuidade à personagem de Addison Montgomery. 
O ano passado comecei a ver "Anatomia de Grey" e viciei (manifesto aqui o meu descontentamento com a FOX Life que decidiu não transmitir as temporadas 14 e 15, porque irão estar disponíveis numa plataforma de streaming paga e saltou logo para a temporada 16 ). Como tal tinha de acompanhar "Clínica privada" e conhecer de forma mais profunda a Addison. 

A série não é só sobre a Addison. Há todo um grupo de médicos residentes que contribuem para o desenvolvimento da trama e adensam os conflitos que vão sendo criados. E além das vidas pessoais surgem casos médicos que abordam temas que convidam à reflexão. 

Acompanhei as seis temporadas e gostei muito. 
É uma série leve, com momentos divertidos, com romance na dose certa e com temas sociais pertinentes.
Apesar e gostar muito da série, acho que acabou na hora certa e da forma certa. 

Se procuras uma série para desligar dos momentos pesados do dia a dia e do aborrecimento da rotina, "Clínica privada" é uma boa escolha. 

Classificação

Gru, o maldisposto 3

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Não sou uma entusiasta desta série de filmes. Acho engraçado o conceito por detrás da personagem do Gru e acho uma certa piada aos Minions. Porém, sinto alguma dificuldade em me conectar emocionalmente com os filmes. 

Eu gosto muito de ver filmes de animação. São ótimas fontes de inspiração para as intervenções com os miúdos e para refletir sobre questões que povoam o universo infantil. 
Aqui o foco são as maldades. 

Gru vai-se transformando ao longo dos diferentes filmes e é engraçado acompanhar a evolução desta personagem e o impacto que as relações que ele vai construindo tem no ajuste da sua personalidade. O meu interesse neste filme reside aqui: no poder da mudança e no poder curativo das relações. 

São filmes que animam os mais pequenos e que ensinam sempre qualquer coisa ao adulto que os decidi ver. 

Classificação

21
Jan21

Por detrás da tela | "Variações" (2019)

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O primeiro filme que vi em 2021 foi "Variações". Infelizmente, vejo poucos filmes de produção nacional e é algo que é importante mudar. Aproveitei que este passou na RTP e decidi assistir.

António Variações e a sua música fez um pouco parte da minha infância e adolescência. As letras inconfundíveis e a sonoridade que fica gravada na memória acompanharam algumas fases da minha vida. 
Não conheci este homem, mas conheci aquilo que lhe foi possível deixar. Ele morreu antes de eu nascer, mas a sua arte teve o impacto suficiente para permanecer ao longo dos anos. 
Não sei se o filme romantizou demasiado aquilo que foi a realidade deste homem. Eu gostei imenso do filme, do guarda-roupa e da banda sonora. Porém, acho que este homem sofreu mais do que aquilo que o filme nos permite ver. Ser diferente, numa época pouco tolerante deve ter sido complicado. 
Das muitas relações interpessoais que Variações construiu e que o filme nos possibilitou conhecer, a relação que ele mantém com a mãe é um exemplo positivo de uma mãe que aceita o filho tal como ele é, que fica contente com as suas conquistas e que sofre com o sofrimento do filho.

Admiro a luta por fazer valer o seu talento. A música estava-lhe no sangue. As letras brotavam de uma imaginação rica e observadora da condição humana. Variações foi apenas um ser humano que nunca desistiu de fazer valer os seus sonhos, de concretizar aquilo que o fazia feliz. O palco da vida foi demasiado curto para ele. Não lhe deu mais tempo para saborear os lucros da sua persistência e resiliência. 

Mas a sua genialidade persistiu ao longo dos anos. Ainda hoje, as suas letras deixam mensagens marcantes. Ainda hoje, a sua história de vida tem algo a ensinar a quem se permite refletir sobre ela.
Este é um daqueles filmes para rever ao longo da vida, porque nunca é demais inspirarmo-nos na luta por aquilo que nos deixa feliz. 

Classificação
/5

Nota: foi preciso uma semana para a música "Toma o comprimido" me saísse da cabeça.

07
Jan21

Balanço final | Por detrás da tela 2020

O confinamento convidou ao visionamento de mais filmes, mas no meu caso foram as séries que ganharam terreno. 
Não era uma pessoa de ver séries. Sempre preferi filmes porque via naquele momento e terminava. O stress do confinamento levava-me a desligar a mente com filmes e séries. 
 
Segue a lista de filmes e séries que vi em 2020. Só hoje me apercebi que não escrevi uma opinião de todos os filmes que vi. Em 2021 vou tentar ser mais organizada.
 
Filmes
1. "Um Refúgio para a Vida" (2013) - Visualização repetida
2. "The Silence of the Lambs" (1991)
3. "Ferdinando" (2017)
4. "Colette" (2018)
5. "Diário da Nossa Paixão" (2004) - Visualização repetida
6. "O Fim da Inocência" (2017)
7. "Uma Escolha por Amor" (2016) - Visualização repetida
8. "Luzes do Norte" (2009)
9. "Coco" (2017)
10. "Milagre de Natal em Angel Falls" (2017)
11. "Carnal Innocence"(2011)
12. "As cinquenta sombras mais negras" (2017) - Visualização repetida
13. "Before we go" (2014)
14. "Love, Rosie" (2014) - Visualização repetida
15. "O físico" (2013)
16. "La la land" (2016)
17. "A cidade dos anjos" (1998)
18. "Fumo azul" (2007)
19. "O jardim da esperança" (2017)
20. "Eu, Tonya" (2017)
21. "Snu" (2017)
 
Séries
1. "Assédio" (2018)
3. "Anatomia de Grey" T1 à T11 (2005 - 2015)
4. "Vanity fair" (2018)
5. "Outlander" T1 - T3 (2014 - 2017)
6. "Good girls revolt" T1 (2015/2016)
7. "Clínica privada" T1 à T4 (2007-2010)
 
Ficam aqui os meus filmes preferidos de 2020.

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28
Dez20

Por detrás da tela | "Eu, Tonya" (2017) e "Snu" (2019)

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Apanhei uma valente surpresa com este filme. Não sabia muito sobre o filme, mas por qualquer motivo que eu não consigo identificar, esperava uma história mais ligeira. Posso dizer-te que este filme não tem nada de ligeiro. 
O filme narra a história da patinadora artística Tonya Harding desde a sua infância até à idade adulta. 

A infância desta jovem foi tudo menos positiva e feliz. Uma mãe abusiva dita a construção de uma personalidade completamente asfixiante. Sim, senti-me asfixiada pela agressividade desta mãe e na forma como ela cresceu dentro da Tonya. Apesar do talento desta jovem, a pobreza fez com que ela não fosse bem aceite no meio artístico. Os fatos caríssimos não tinham o brilho das adversárias e isso originava ainda mais raiva dentro de Tonya. 

As relações que ela foi construindo ao longo da sua vida eram doentias. Havia muita violência e tensão nas interações. Foi um pouco aflitivo assistir a isto ao longo do filme.
É claro que estas emoções se devem à brilhante interpretação de Margot Robbie como Tonya. Não sei o grau de veracidade deste filme, mas Margot transportou para a tela tudo o que lhe foi possível para se demarcar e construir uma personagem cheia de personalidade. Margot conseguiu tornar Tonya inesquecível para mim. 

É um filme duro onde sobressaem as coisas menos positivas da natureza humana. Aquilo que prevalece na memória é o incomodo causado pelas atitudes de Tonya, os gritos, as discussões os abusos e a dor camuflada que vai pairando no interior das personagens. 
Quando terminei o filme pensei É preciso ter estômago para aguentar isto até ao fim. Este pensamento surgiu porque há muita energia negativa nesta história e eu fui incapaz de me desligar dela. 

Classificação
/5

Snu

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Há histórias de amor reais que merecem ser contadas, eternizadas nas palavras de um livro ou numa tela de cinema. Do que me foi possível ver neste filme, a história de Snu e de Sá Carneiro é uma dessas histórias.
O meu conhecimento sobre o percurso político do nosso país tem muitas lacunas. De Sá Carneiro ouvi opiniões completamente dispares (acho que um pouco toldadas pelas convicções políticas de cada uma das pessoas que ia partilhando a sua visão comigo), contudo, neste filme, vi mais do homem que se apaixona por uma mulher à frente do seu tempo. Para viver este amor precisa de lutar contra os "monstros" conservadores que pairavam sobre Portugal.

Snu pareceu-me ser uma mulher estremamente interessante. Inteligente, lutadora e muito confiante nas suas ideias e na sua forma de interpretar o mundo. Uma mulher que deve ter tido dificuldades em perceber muito do que se passava em Portugal naquela época. 
Coube a Inês Castelo Branco interpretar esta mulher intemporal. Não esteve totalmente bem, às vezes sentiu dificuldade em manter o sotaque. Contudo, acredito que ela conseguiu passar a beleza da personalidade desta mulher. 

No geral é um filme português marcado pela boa realização e narração da história. É claro que senti falta de algumas informações, acho que o filme carece de um pouco mais de contextualização histórica. Por outro lado, tenho consciência que o objetivo do filme era focar a história de amor entre estas duas pessoas. 
A banda sonora foi bem escolhida e dá um toque especial ao filme.

Para quem gosta de uma boa história de amor, este filme irá ser do agrado dessas pessoas.

Classificação
/5

06
Jul20

Por detrás da tela | "A cidade dos anjos" (1998) e "Fumo azul" (2007)

A cidade dos anjos

6e88e3473a24976e6527a8585c5b6e8c.jpgDesde que tomei conhecimento da existência deste filme que fiquei com uma enorme vontade de o ver. Esperava uma história de amor triste e memorável. A história é triste, mas o filme não me atingiu com a intensidade que eu esperava.

"A cidade dos anjos" é um filme sobre uma médica que se apaixona por um anjo. Sim, este é o resumo do resumo, mas a realidade é que quando tento espremer mais o conteúdo do filme pouco me sobre. Esperava mais drama, mais intensidade e mais dilemas. 

A desilusão foi-se apoderando de mim ao longo do visionamento do filme. Ia ficando cada vez mais triste pelo facto do filme não conseguir ter aquela dimensionalidade emocional que eu estava à espera.

É bonito, é romântico mas foi incapaz de me baralhar as emoções e tornar-se num daqueles filmes que eu sou capaz de ver de forma respetiva. Vi uma vez e chegou, foi o suficiente. 

Conhecia a banda sonora e isso será sempre um ponto positivo no filme. Já era fã das músicas e gostei de ver a forma como elas foram inseridas no filme. Quanto às interpretações, Nicolas Cage e Meg Ryan estiveram bem e ofereceram às suas personagens a expressividade e emotividade necessárias a criarem alguma emoção. 

É daqueles filmes bons para se ver numa tarde chuvosa de domingo. 

Classificação
/5

"Fumo azul"

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"Fumo azul" é um filme baseados numa obra de Nora Roberts, com o mesmo nome. Gosto de ler Nora Roberts, embora agora o faça com menos frequência. Este livro em particular ainda não o li.

Estes filmes inspirados nos livros de Nora Roberts são sempre duvidosos, mas partilho da opinião da escritora Célia Loureiro, é impossível para de ver devido àquele gosto um pouco mórbido por ver quando algum carro vai contra uma ravina ou cai num rio. Há sempre aquela sensação de tragédia eminente que acaba por me deixar presa ao filme.

Claro, este também tem uma sequência de tragédias onde o fogo é o elemento principal.
O argumento é interessante q.b., as interpretações são sofríveis e a banda sonoro é longe de ser preenchida com músicas que que queira ouvir ao longo dos meus dias. 
Sem dúvida que os livros são mais interessantes. As histórias em palavras ganham uma dimensão diferente na minha cabeça. Uma dimensão que os filmes parecem ser incapazes de oferecer.

Classificação
 /5

P.S. - A partir de agora irei avaliar os filmes recorrendo à mesma escala que uso para classificar os livros: de 1 a 5 estrelas. Quero simplificar as coisas!

26
Jun20

Por detrás da tela | "La la land: Melodia de amor" (2016)

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As minhas expetativas para este filme eram elevadas. Na minha cabeça viviam ideias de que seria um musical com músicas bonitas e com uma história de amor com emoção suficiente para me prender ao ecrã de forma inexplicável.

Foi com muito entusiasmo que comecei a ver o filme, mas as primeiras cenas deixaram-me logo um pouco reticente. Achei demasiado produzido, pouco realista e um tanto ou quanto forçado. Foi muita cantoria e cor logo às primeiras cenas. Apesar deste desagrado inicial mantive a esperança, na minha cabeça eu ia ver aquele que foi considerado um dos melhores filmes em 2016.

Começamos a entrar na vida de Mia e Sebastian, dois jovens que perseguem os seus sonhos num ambiente bastante competitivo. Mia sonha em ser atriz, Sebastian quer fazer carreira na música. Acabam por entrar na vida um do outro e protagonizar uma história de amor que, aos meus olhos, não teve a intensidade que eu esperava. Não me pareceu real, não me encantou e não me apaixonou. O recurso a cenas marcadas pela fantasia também não contribuiu para a minha ligação à história, às personagens e ao amor que eles queriam mostrar. 

A minha relação com o filme manteve-se morna. Não me estava a aborrecer, mas também não me estava a encantar. Da banda sonora ficou-me no coração a música mais conhecida, "City of stars", e o pouco talento de Ryan Gosling para cantar. Sempre gostei dos papéis dele nos diferentes filmes que vi. Como Sebastian... Bem, teria ficado melhor se não tivesse cantado. 

O ponto alto do filme foi o final. Gostei muito do final e fez todo o sentido o rumo que as personagens levaram. Sorri com as cenas finais de Mia e Sebastian porque ambos conseguiram encontrar um lugar para os sonhos deles e para serem felizes. Um felicidade que implicou abdicar de algumas coisas. 
Acredito que é possível equilibrar sonhos e amor, mas há sonhos e realizações pessoais que são difíceis de conciliar (principalmente quando implica cedências). Foi este meu olhar racional que me fez gostar da forma como o enredo terminou. 

Classificação

10
Jun20

Por detrás da tela | "O Físico" (2013)

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Vi "O Físico" sem saber que o filme era uma adaptação de um livro. Foi uma amor às primeiras imagens e aos primeiros relatos da história.
A ação decorre no século XI e é protagonizada por Rob. A narrativa inicia-se na infância de Rob e, após um conjunto de cenas que nos mostram o crescimento deste miúdo, chegamos ao momento em que ele é um jovem adulto que precisa de ir ao encontro do seu sonho. Ele tem um dom especial e mais do que querer percebe-lo, Rob quer ganhar conhecimento, encontrar a cura para uma doença e perceber o funcionamento do corpo humano. O sonho dele é curar as pessoas!

O filme está munido de um conjunto de cenários bastante cativantes e aborda temas muito interessantes. A pressão e conflituosidade religiosa, a luta pelos sonhos, o saber vencer as adversidades, lidar com a frustração e a humildade de que a vida é uma aprendizagem constante são elementos transversais ao longo de todo o filme. É inspirador ver os sacrifícios de Rob para concretizar os seus sonhos. Fica na memória a sua humildade em todo o seu processo de aprendizagem. E recordarei sempre a audácia deste jovem em momentos cruciais de aprendizagem e mudança de paradigmas impostos pela consciência religiosa.

É claro que o filme não ficaria completo sem uma história de amor. Não é um elemento muito desenvolvido no filme, mas dá aquela luz especial a uma história dura de lutas e conquistas. 
Adorei Rob! Inspirou-me, acompanhou as minhas reflexões durante alguns dias e facilmente o invoco quando algo na minha vida dá um passo atrás. 
Além deste jovem curioso e humilde, Ibn Sina é outra personagem que não vou esquecer. Um homem inteligente, que sabe partilhar conhecimento e, acima de tudo isto, um mestra capaz de admirar as capacidades do seu aluno. 

Rob e Ibn Sina constroem uma relação muito bonita de se assistir. A forma como desenvolver admiração mútua culmina num final memorável.

Agora, preciso urgentemente de ler o livro.

Classificação
 

25
Mai20

Por detrás da tela | "Christmas in Angel Falls" (2017) e "Before we go" (2014)

"Christmas in Angel Falls"

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Ver filmes de Natal fora de época sabe-me bem. Geralmente são filmes que não exigem muita energia e passam sempre uma mensagem de esperança e positivismo. 
"Christmas in Angel Falls" é um filme natalício, onde um anjo fica responsável por ajudar uma localidade a recuperar o espírito de Natal.

Por entre momentos divertidos e romance vamos descobrindo os motivos que arruinaram as vivência natalícias naquela cidade. Ao mesmo tempo que se desvendam os problemas, abre-se caminho à sua resolução. Como podem ver, a linha narrativa é bastante descomplicada e o filme cumpriu a sua função de entreter e proporcionar uma viagem à magia que só os dias natalícios oferecem. 

É um excelente filme para descontrair e reviver as coisas boas que só o Natal consegue oferecer.

"Before we go"

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Quando comecei a ver este filme, de forma instantânea, a minha memória viajou até outro filme. "Before we go" recordou-me "Before sunrise", um dos meus filmes preferidos. Esta recordação não favoreceu muito a forma como assisti a este filme, uma vez que foi inevitável fazer comparações. 

Ambos os filmes partem da mesma premissa, contudo acabam por diferir na forma como a operacionalizam e como constroem a narrativa em torno de dois desconhecidos que se cruzam de forma inesperada. 

Eu gostei do filme, porém foi incapaz de me conquistar na totalidade. A química entre os dois atores não esteve ao nível das minhas expetativas e os diálogos que protagonizaram não me cativaram muito no início.
Com o desenrolar do filme a minha relação com o mesmo foi melhorando. O meu interesse aumentou e as cenas finais conseguiram emocionar-me. 

O enredo não é complexo, o que facilita a envolvência com o filme.Tem uma forte carga dramática o que possibilita ao telespetador construir alguma empatia com as personagens. No meu caso, a empatia não fio maior porque estava sempre a lembrar-me do Jesse e da Céline e dos seus devaneios filosóficos apaixonantes. 

Um bom filme para uma tarde descontraída de domingo.

 

 

06
Mai20

Por detrás da tela | "Coco" (2017)

coco_hero_r_updated_cabed1ce.jpegJá me tinham alertado para a qualidade deste filme, mas é sempre bom constatar pelos nossos próprios olhos essa mesma qualidade e o grau de influência sob as nossas emoções. 

Miguel é um menino que adora música. Tudo nele é ritmo, cor, som e alegria... Mas uma tradição familiar impede-o de abraçar a sua paixão. 
A família, as tradições familiares e os segredos familiares são a pedra basilar desta história. Acima de todos estes aspetos está a cura, cura essa que virá do perdão, dos valores que unem os membros da família e com a capacidade que as famílias têm de se reinventar. 

É um filme que também mostra a importância de nos lembrarmos daqueles que já não estão fisicamente connosco. A importância das memórias positivas nas dinâmicas familiares e para a criação de relações saudáveis são também aspetos bem abordados no filme. 

Eu fiquei encantada pelas cores, pelo som e por aquela reviravolta final que nos deixa a pensar que por vezes o esforço e o talento não são verdadeiramente valorizados em vida. Porém, depois cabe aos vivos fazerem valer a verdade e ajudarem à valorização de um talento. 

Adorei o filme. Ficará na lista dos meus filmes de animação favoritos. 
A quem está fechado(a) em casa com miúdos(as), este filme é uma excelente forma e passarem tempo em família. O filme é curto, mas caso não queiram que as crianças passem muito tempo em frente ao ecrã dividam o filme por dois dias. Aproveitam a pausa entre as duas partes para conversarem em família sobre as personagens do filme, façam desenhos e imaginem como o filme irá terminar.

04
Abr20

Dia 4 | Nosso diário em quarentena

Opinião de um filme

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O desafio de hoje é apresentar a opinião a um filme. Eu vou aproveitar a oportunidade e partilhar com vocês a opinião dos últimos três filmes que vi. 

"Collette" (2018)

21288252_YTcIl.jpegEste foi daqueles filmes que apanhei por acaso na televisão. Chamou-me à atenção e decidi ver. 
"Collette" tem uma sequência narrativa muito interessante. Sidonie é uma jovem francesa que se casa com Willy, um escritor que gosta do luxo e por isso anda sempre com problemas financeiros. Ele acaba por convencer Sidonie a escrever pequenas histórias, baseadas na sua infância , que ele publica em nome dele. É óbvio que isto acaba por se tornar motivo de conflito interior para Sidonie. O mundo dominado pela masculinidade acaba por ser bem representado neste filme. O papel da mulher está longe de ser associado a uma profissão e ao sucesso profissional. Porém, há alguns contornos do romance entre Sidonie e Willy que me apanharam de surpresa no filme e que geram conflitos e reflexões pertinentes. 
Apesar de ter gostado não é um filme que integre o meu top de filmes preferidos da vida. Aliás, é daqueles filmes que basta uma visualização, ou seja, não tenho vontade de o voltar a ver. 
Conhecem o filme? Qual a vossa opinião sobre ele?

Classificação

"O Fim da Inocência" (2017)fim-da-inocencia.jpgApanhei este filme da televisão no fim-de-semana após ter falado dele numa das aulas que dei na universidade. 
Queria ter lido primeiro o livro, mas comecei a ver o filme e a minha curiosidade fez com que o visse até ao fim. 
"O Fim da Inocência" é um filme sobre a vida conturbada de um grupo de adolescentes. Sexo, droga e álcool são dominadores comuns nas relações que se desenham entre eles. 
Foram muitas as vezes em que senti nojo. Fez-me muita confusão a quantidade de comportamentos de risco em que aqueles jovens se envolveram. A minha adolescência e a dos meus colegas está muito longe da realidade que é assustadoramente retratada no filme. Por aqui, foi tudo muito pacífico e os jovens com quem lido também vivem uma adolescência pacifica, com as suas necessidades de exploração, mas com um bom sentido de proteção. Há droga? Claro que sim! Há álcool? Das coisas a que mais facilmente acedem. Porém, aqueles que caem em excessos não me parecem ir tão longe como os adolescentes do filme.
Os jovens que eu conheço não frequentam escolas privadas, são de classe média ou média-baixa e estão conscientes dos perigos do consumo de droga e de álcool. Eu sei que isto não quer dizer que eles não consumam, contudo é algo que os protege em situações de confronto com este tipo de realidades. Também, aos 14 anos, têm ainda uma liberdade muito condicionada pelos pais. Há uma boa supervisão parental.
Por sua vez, o filme é protagonizado por miúdos do ensino privado e com um bom nível socioeconómico. A supervisão parental é muito deficitária. Aos 14/15 anos já têm um grau de liberdade que considero desadequado e desajustados às necessidades de desenvolvimento destes jovens.
Foi interessante ver este filme tendo presente os resultados de uma investigação da qual fiz parte. Esta investigação teve como objetivo conhecer os comportamentos de risco e as experiências adversas na infância de um grupo de adolescentes de um concelho no norte do país. Os resultados revelaram uma realidade um pouco assustadora relativamente a situações de abuso sexual e à saúde sexual. Há comportamentos de risco, mas estes estão circunscritos uma pequena parte da amostra (que era representativa população em estudo). 
Muitos pais devem ter ficado chocados com o filme. Algo perfeitamente normal. Também tenho curiosidade em saber o que sentiram os jovens e saber o que é que eles acham. 
Apesar da dura realidade que o filme retrata e mesmo não me identificando com as vivências retratadas acho que poderá ser um bom ponto de discussão em grupos de jovens e de pais. Consciencializar os pais para a importância do seu papel e da definição clara de regras e limites é algo fundamental para que os jovens cresçam de forma saudável.

Classificação

"Luzes do Norte" (2009)

MV5BMTcyODk0NzExOF5BMl5BanBnXkFtZTgwODc2MzcwMzE@._"Luzes do Norte" serve unicamente para entreter. O enredo é bastante fraco e as interpretação são horríveis. 
Neste filme, há um crime para desvendar! Mas tudo se desenvolve de forma tão pouco coerente e consiste que, por momentos, o filme se transformou aos meus olhos numa comédia de baixa qualidade. Nem o romance que nasce no filme é bonito e com uma mensagem especial. É , simplesmente, previsível e não provoca qualquer tipo de palpitações nem origina suspiros de agrado.
É curioso que apesar do filme ser mau algo nos puxa a ver até ao fim. Eu lá vi o filme, mas com a consciência de que daqui a uns tempos nada restará na minha memória.

Classificação: 

07
Mar20

Por detrás da tela | "Ferdinando" (2017)

MV5BOTIwMDI0NjQ4OF5BMl5BanBnXkFtZTgwNjU0MzAyNDM@._Classificação: 10/10

Sou uma enorme fã de filmes de animação. Acho que apesar de o público-alvo dos mesmos ser as crianças, as mensagens que muitos destes filmes procuram transmitir são também importantes para os adultos.

Ferdinando era um touro diferente. Um touro pacífico que não gostava de touradas. E a partir desta premissa são explorados assuntos que marcam a atualidade e são verdadeiras lutas sociais. O bullying, o amor pelos animais, o preconceito relativamente aos papéis que cada um tem de desempenhar... Tantas coisas que podem ser exploradas neste filme. 

Um filme muito amoroso, com o toque certo de diversão, ação e dramatismo. É daqueles produtos cinematográficos que nunca me irei cansar de rever. Fiquei com o coração tão inundado de amor por aquele touro. 

"Ferdinando" mostra que todos os animais são especiais, independentemente do seu papel no mundo e daquilo que desejam fazer. Mostra, também a necessidade dos humanos olharem com respeito, consideração e amor para todos os animais. Um filme de animação destinado a pessoas de qualquer idade. 

 

 

29
Jan20

Por detrás da tela | "The Silence of the Lambs" (1991)

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Classificação: 9/10 Estrelas

Fiquei com muita vontade de assistir ao filme "The Silence of the Lambs" ("O Silêncio dos Inocentes" em português) depois da comparação com o livro "Uma mente perversa" de Chris Carter. Penso que a comparação foi com o livro, mas à falta do mesmo decidi apostar no filme. 
Não sei em que medida o filme é fiel ao livro,  mas durante a visualização não senti grande proximidade com o livro de Chris Carter. Existem alguns contornos que aproximam o livro do filme, mas não senti uma enorme proximidade entre eles.

O filme é arrepiante! As cenas entre Clarice (a agente) e o Hannibal Lecter (o psicopata) são intrigantes e reveladores de um crescimento profissional de Clarice, ao mesmo tempo que o monstro interior de Hannibal se revela ao exterior. 
A banda sonora que acompanha o filme é fantástica e tem a capacidade de intensificar os momentos de maior suspense. 
As interpretações estão muito bem construídas e conferem credibilidade ao filme.

Toda a linha narrativa é  coerente e foi capaz de manter o meu interesse na resolução do mistério que se adensava à medida que o filme avançava.
Assistir ao final do filme foi desesperante. Com um final aberto que me deixou em pulgas e com a expetativa da existência de continuação (que afinal não existe, pelo que percebi este é que é a continuação de outro). 

Foi um filme muito premiado e, na minha opinião, mereceu todos os Óscares que ganhou. 

Conhecem o filme? Qual a vossa opinião em relação a ele?