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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

[Clube de Cinema] The young Victoria (Filme 3)

07.04.15


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The young Victoria foi o filme escolhido por mim e pelas minhas parceiras do clube para o mês de Março. 
Em Março assinala-se o dia Internacional da Mulher, por isso procuramos escolher um filme em que a personagem principal fosse uma mulher. E assim surgiu este filme. 


Este filme procura retratar a vida da rainha Victoria que reinou Inglaterra de 1937 até à sua morte (1901). Subiu ao trono muito jovem e com uma vida muito marcada pela influências da mãe e do seu secretário John. Foi uma infância muito protegida e que a limitou e prendeu a um mundo de regras e exigências. E, quando menos esperava vê-se no papel de rainha onde tem que lidar com as diferentes pressões que vão recaindo sobre ela. 

E com a subida ao trono, surge a necessidade de um casamento. Por estas alturas os casamentos eram praticamente todos combinados, mas a jovem Victoria consegui casar por amor. 

O filme, para além de nos mostrar a forma como Vitoria subiu ao trono e geriu os inícios do seu reinado, foca-se bastante no desenvolvimento desta bonita história de amor. 
Eu considero-a bonita pelas mais variadas razões, mas uma delas é o facto de entre eles se ter construído uma relação de companheirismo que me deixou muito encantada com tudo. 
Albert, pelo menos no filme, era dotado de uma linguagem muito carinhosa para com Victoria. Alguns dos diálogos eram de derreter os corações mais gélidos. Deixo aqui as frases que mais me enterneceram:

I had two very good reasons. First, I am replaceable and you are not. (...) Second, you're the only wife I've got or ever will have. You are my whole existence, and I will love you until my very last breath.

Albert: Then you had better master the rules of the game until you play it better than they can.
Victoria: You don't recommend I find a husband to play it for me?
Albert: I should find one to play it with you, not for you.

Albert: The park is marvelous.
Victoria: I'm so pleased you like it. I do want you to feel quite at home... I'm sure you're aware why I wished you to come here. Because it would make me happier than anything, too happy really, if you would agree to what I wish.
Albert: And stay with you?
Victoria: And stay with me.
Albert: And marry you?
Victoria: And marry me!


Estes foram os diálogos que mais gostei. O primeiro, já quase no final do filme, surge depois de Albert ter protegido a sua Victoria de um ataque e acabar alvejado (confesso que aqui pensei que ele ia mesmo morrendo). O segundo é furto de uma conversa durante um jogo de xadrez. E o último representa um dos pedidos de casamento mais engraçado que eu já assisti. 

Quero ainda destacar o papel do cão que acompanha Victoria. Para quem não sabe, eu sou uma defensora dos animais e uma eterna apaixonada por cães, principalmente estes de estatura mais pequena. E digo-vos fiquei apaixonada por esta personagens de quatro patas. É um animal enternecedor. 

Gostei das interpretação de todos os actores. Cada um deu o seu forte contributo ao bom desenvolvimento do filme, 
Um outro aspecto do filme que adorei foi a banda sonora. As músicas foram muito bem escolhidas e bem enquadradas ao longo das cenas. Como é música clássica poderá não ser do agrado de toda a gente, mas pelo menos do meu é. 

Aquilo que achei mais confuso no filme e que esteve menos explícito foi o enquadramento histórico-político, Eu tive dificuldades em compreender as divergências entre a rainha e o primeiro ministro, assim como em perceber o porquê de toda aquele descontentamento perante a rainha. Acho que faltou um maior detalhe histórico do conteúdo político que envolvia aquele cenário. 

Por tudo isto a minha classificação é:

[Clube de Cinema] My Left Foot (Filme 2)

31.03.15


Vai ser muito difícil para mim falar deste filme. Queria dizer tanta coisa, mas ao mesmo tempo sinto que não tenho palavras que sejam suficientes para descrever aquilo que senti ao vê-lo. 

Para começar, quero realçar o brilhantismo do actor que desempenho o papel de Christy Brown. A forma como ele interpretou o papel revela muitas horas de pesquisa e observação. Foi perfeita a forma como ele lidou com as limitações físicas de uma pessoa com paralisia cerebral, as emoções que foi demonstrando ao longo do decorrer da história e a força com que tentou passar a mensagem de que ele conseguia chegar a onde muitos não acreditavam que ele iria chegar e conquistar.
No início do filme, somos deparados com a reacção paterna a deficiência de um filho e o luto que tem de ser feito pela ausência de um filho idealizado como perfeito. O pai deste filme esteve à altura do desafio conseguindo, por um lado, demonstrar o seu luto ao mesmo tempo que foi ganhando confiança e orgulho no seu filho. Mas, como bom exemplo do estereótipo masculino em relação à demonstração de afecto, não o verbalizava. Enquanto espectadores, vamos inferindo os seus sentimentos pelo seu comportamento.

A mãe uma verdadeira mãe... Cheia de filhos para cuidar, mas que sempre teve uma atenção especial para com Christy. 

Enquanto assistimos ao crescimento de Christy somos confrontados com um conjunto de aspectos que nos revelam o quanto uma pessoa com paralisia cerebral é normal e do quão se aproxima dos irmão e dos jovens da sua idade, enquanto uma pessoa que sente, que pensa e que revela uma inteligência especial e sensitiva. 
Apesar da informação que existe hoje em dia, ainda há pessoas que desvalorizam o potencial daqueles que sofrem paralisia cerebral. É uma doença em que a inteligência e a capacidade de raciocínio se mantêm intactos, a parte motora é que é afectada. Estas características foram bem visíveis ao longo do filme. 

Assim, conhecemos um Christy que sofre de uma doença, mas que é capaz de a superar com toda a sua força e energia. É alguém capaz de pintar, escrever, pensar, sentir e se apaixonar. Uma homem com sentido de humor e que sofre com a rejeição daqueles de quem gosta. 
Eu emocionei-me bastante com este filme, porque aqui se vê até que ponto o ser humano pode ir mais além e lutar contra as suas limitações. E nós, simples e normais mortais, vivemos muitas vezes na lamentação e quando olhamos para o lado, conhecemos sujeitos inspirados como o Christy que nos fazem sentir pequeninos.


Tudo é nada, por consequência, nada deve acabar.

Classificação:


[Clube de Cinema] O Feitiço do Tempo (Filme 1)

09.02.15

O Feitiço do Tempo é um filme de 1993 que conta a história de Phil, um apresentador do boletim meteorológico arrogante e demasiado convencido. Destacado para cobrir o evento da Marmota que prevê o tempo, Phil demonstra o seu desagrado perante tal trabalho. Mas o tempo decide pregar-lhe um partida. E depois de fazer a cobertura do evento irá acordar sucessivamente no mesmo dia: O Dia da Marmota.

Eu não adorei o filme. Gostei, fez-me rir em alguns momentos, mas achei que faltava ali qualquer coisa. A determinado momento, eu própria comecei a ficar demasiado aborrecida por ver o mesmo dia a suceder-se vezes e vezes sem conta. Aborreceu-me a forma como ele usou isso a seu favor para manipular as situações. 
Um outro aspecto que me aborreceu foi o facto de não haver uma explicação para a paragem no tempo. Como é que surgiu aquilo? De onde surgiu? Qual a justificação para que aquilo acontecesse com ele?

É certo que esta situação teve repercussões na vida do Phil, acabando por fazê-lo pensar na vida e na pessoa em que ele próprio se tornou.

Foi um filme leve, com alguns momentos divertidos, mas que não foi suficiente para me encantar e deixar marcas. Possivelmente, daqui a uns tempos já nem me vou lembrar dele.

Classificação:



Este foi o nosso primeiro filme do Clube de Cinema.
Este é um desafio mensal com a Catarina do Sonhar de olhos abertos e a Marta do I only have. Por isso vejam o que elas têm a dizer sobre o mesmo.


Também já temos o filme eleito para Fevereiro. O escolhido foi  O meu pé esquerdo (My left foot), um filme de 1989, que conta com o Daniel Day Lewis no papel principal (inclusivamente recebeu um Óscar por esta interpretação). [IMDB]


Christy Brown é um quadriplégico nascido no seio de uma familia pobre irlandesa. A sua mãe, Ms.Brown é a única a reconhecer-lhe qualidades como inteligência e humanidade, todos os outros o consideram um inútil...Christy cresce e torna-se um escritor que utiliza o seu único membro funcional, o seu pé esquerdo, para escrever.


Não se esqueçam que podem sempre juntar-se a nós na visualização do filme do mês!

Anuncio da Parceria | Clube de Cinema

04.01.15



A sétima arte, para além dos livros, é algo que nos une enquanto bloguers. Por esta razão decidimos criar um clube de cinema a três. 

Esta nossa parceria consiste em ver um filme por mês. Estes filmes podem ser escolhidos tendo por base alguma temática, podemos pedir aos nossos leitores para escolherem um ou, simplesmente, podemos acordar ver um filme que nos apeteça. 

No início de cada mês será anunciado o filme que será visto e no último dia do mês sairá a nossa opinião com spoilers. 

Queríamos que esta actividade tivesse alguma interacção, por esta razão, gostaríamos que nos fizessem perguntas sobre o filme, para nós respondermos no dia em que seja publicada a opinião.

Para o mês de Janeiro, o primeiro mês do ano, resolvemos escolher um filme que se enquadra na temática “recomeços/novas oportunidades”, um tema muito adequado ao início de um novo ano.

O filme chama-se “O Feitiço do Tempo” (1993) e é uma comédia romântica que conta com as interpretações de Bill Murray e Andie MacDowell.

O Feitiço do Tempo (1993) Poster




Um apresentador de boletim meteorológico está encarregado de cobrir a história de uma marmota capaz de prever o tempo. É o quarto ano consecutivo que cobre a mesma história e não se esforça minimamente para ocultar o seu desagrado. Ao acordar no dia seguinte, descobre que é outra vez o 'Dia da Marmota' e no seguinte também, e a história repete-se um dia e outro, e outro... Inicialmente aproveita-se da situação mas depois, apercebe-se que está condenado a passar o resto da sua vida no mesmo lugar, vendo as mesmas pessoas e fazendo o mesmo TODOS os dias.


Queremos ainda realçar que este Clube de Cinema se encontra aberto a todos aqueles que se quiserem juntar a nós na visualização de algum filme e na sua posterior discussão.