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Por detrás das palavras

Opinião | "Harry Potter e a Pedra Filosofal" de J. K. Rowling (Harry Potter #1)

Harry Potter e a Pedra Filosofal (Harry Potter, #1)
Classificação: 2 estrelas


Quem acompanha as minhas leituras aqui pelo blog sabe que o género literário ligado à fantasia não é o meu género de eleição. Sou muito difícil de conquistar com a fantasia.
Tenho consciência de que esta minha opinião e classificação não está em sintonia com as opiniões da maioria. Mas da mesma foram que eu respeito e aceito as opiniões daqueles que gostam e amam esta série, peço apenas que respeitem a minha.

Uma coisa positiva que destaco no livro é a originalidade e a criatividade da escritora. Nestas páginas, ela consegue introduzir aspetos inovadores e criativos em toda a história e que são visíveis nos comportamentos das personagens, na forma de fazer feitiços e as vivências de um ano escolar numa escola diferente.
Outro aspeto que acho bom é que, apesar de ser uma escola especial, os problemas entre os miúdos são comuns ao "nosso mundo" e isso poderá ser importante para as crianças e jovens que leem este livro.
Estes foram as únicas coisas de que gostei e que, em certos momentos, me impressionaram.

Quando penso nas personagens, acho que algumas são bem fraquinhas e com pouco conteúdo. Isto deixa-me ligeiramente irritada, principalmente quando elas assumem um papel de algum destaque no livro.
Harry Potter, para mim, é das personagens mais desinteressantes do livro. Eu sei que ele é detentor de determinados contornos de vida que potenciam algumas coisas e que explicam alguns comportamentos e situações. Porém, em nenhum momento, senti que ele fosse inteligente, perspicaz e decidido.
Ele é uma "lenda" por aquilo que os pais representaram e por ter sobrevivido a alguém muito maléfico. E o que é que o torna assim especial aos olhos de toda a gente? Eu não consigo perceber, principalmente quando ele chega à escola e não se vê emergir nada de revelador e interessante. No fundo, a sensação com que fico é que Harry consegue tudo através dos outros e sempre com muita ajuda dos amigos.

Outra situação que me pareceu algo estúpida é o jogo. Há uma boa que é muito difícil de apanhar e cabe ao Harry, no decorrer do jogo, apanhá-la. Quando lhe explicaram as regras do jogo disseram-lhe que levava muito tempo a apanhá-la (se não estou em erro penso que chegaram a referir meses). Harry chega ao jogo e consegue logo apanhá-la. É um pouco estúpido quando estamos a falar de um miúdo comum que até ao momento da história não nos apresentou nada de especial. No fundo, algo que me desilude é o facto de tudo nele ser inato. Não há esforço, trabalho ou empenho que justifique aquilo que ele vai conseguindo. Até para fazer os trabalhos de casa precisa de ajuda.
É uma personagem tão desinteressante que me chega a aborrecer de morte. Não tem uma personalidade que o destaque e nos faça entender o porquê de ele ser olhado como herói e de ter conseguido salvar-se (ainda para mais era um bebé).

Existe uma outra coisa que acho pouco credível. Há um certo momento na história em que falam do basquetebol (na altura em que falam do jogo dos feiticeiros) e dizem ao Harry que não conhecem os jogos do mundo comum... Mais há frente já conhecem o futebol. Não faz muito sentido conhecerem um e não conhecerem o outro. Assim como não faz sentido nenhum eles não conhecerem a realidade dos que não são feiticeiros quando passam os primeiros anos de vida no mundo deles.

Só houve duas personagens que me despertaram o interesse: Snape (que afinal não é assim tão mau) e Malfoy (maldade em miniatura - uma personagem interessante com uma personalidade muito particular).

Infelizmente não fiquei com vontade de ler os restantes livros da série. Talvez se tivesse pegado neste livro com 10/11 anos ficasse a gostar. Nesta altura da vida não me senti nada cativada.

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