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Por detrás das palavras

Opinião | "Tão veloz como o desejo" de Laura Esquivel

Tão Veloz Como o Desejo
Classificação: 3 Estrelas

Tão veloz como o desejo é o segundo livro que leio da autora Laura Esquivel. Esta segunda experiência foi mais positiva do que a anterior. Apesar de não ter amado o livro, esta leitura conseguiu ser agradável e me deixar curiosa em relação aos acontecimentos.

É uma estória de leitura relativamente simples, porém está carregada de diferentes emoções. 
Quanto à forma que a autora escolheu para nos contar os factos, posso dizer que foi relativamente confuso. Há partes da estória que são narradas na primeira pessoa e outras na terceira pessoa. Esta mudança confere um andamento narrativo mais lento porque eu senti que o ritmo de leitura quebra. Aparentemente parece dar algum dinamismo mas a mim causou-me alguma confusão. 

Gostei de todas as personagens e da forma como a comunicação assume um papel importante nas dinâmicas que se vão criando entre elas. Destaco, também, a forma como comunicam. Por vezes a comunicação não verbal assume uma importância muito importante e aqui eu senti isso. Apesar de Júbilo ter um grande domínio da palavra escrita, são as suas atitudes e comportamentos que nos revelam imenso daquilo que ele é enquanto pessoa e naquilo que construiu. Achei que era um homem muito sensível ao mundo e a tudo aquilo que o rodeia. Um homem eternamente apaixonado pela sua Lucha, uma mulher que gostei de conhecer e com quem sofri todas as suas angústias.

Aquilo que apenas me faltou foi uma maior dinamismo da história. Precisava de uma narrativa mais intensa e com uma escrita mais cativante (por vezes achei a escrita um pouco aborrecida).
Penso que para quem nunca se estreou com esta autora, este é um bom livro para um primeiro contacto.

Opinião | "A lei do amor" de Laura Esquivel

 

A Lei do Amor


Ano: 1996
Editora: Asa Editores
Número de páginas: 296 páginas
Classificação: 2 Estrelas
Desafio: Novos Autores / De A a Z...

Sinopse

Depois do enorme êxito mundial de Como Água para Chocolate, Laura Esquivel dá-nos agora, com a A Lei  do Amor, uma nova e inesperada faceta da sua transbordante imaginação criadora.
A Lei do Amor fala-nos, evidentemente, da paixão amorosa, entendida como uma força arrebatadora
que sempre acaba por se impor, contra todos os obstáculos, se formos capazes de cumprir os ditames da sua lei.
Uma fábula futurista, sensual e impertinente, onde ressoam Shakespeare e Almodóvar, que nos passeia pelo tempo e pelo espaço, no passado e no presente, entre o ódio e o amor, à descoberta da mais secreta e da mais conhecida de todas as leis universais.
 
Opinião
A Lei do Amor é o primeiro livro que leio da escritora Laura Esquivel. A sinopse não releva quase nada, ou mesmo nada, daquilo que estas páginas guardam. Assim sendo, parti para  a leitura com a mente aberta e alimentar qualquer tipo de expectativas porque não tinha a mínima ideia daquilo que ia encontrar.
 
A acção do livro passa-se no futuro. Um futuro cheio de tecnologias, onde existem novos planetas habitáveis. Azucena, Isabel, Rodrigo, Citlali, Cuquita e os Anjos-da-Guarda são as personagens que habitam estas páginas. É um pouco difícil de explicar em que consiste o ponto chave do livro, mas de acordo com a minha perspectiva, a mensagem que o livro quer passar é que é importante lutar pelo amor, compreender as pessoas que estão à nossa volta, aceitando-as e respeitando-as. É igualmente importante resolver bem todas as etapas da nossa vida levando as emoções ao limite, esgotando-as para que elas possam ser facilmente libertadas, ou seja, não devemos evitar estar tristes, mas pelo contrário se estamos tristes devemos viver essa tristeza, esgotando-a para que depois ela possa partir e deixar o nosso consciente em paz. Todas as personagens que eu citei em cima estão interligadas. Esta ligação vem desde as suas vidas passadas que vão sendo esmiuçadas com o objectivo de clarificar aquilo que se passa no presente.
 
De um modo geral, o livro não me cativou muito. Tem um início um pouco confuso que nos dificulta a entrada na narrativa a empatia com as personagens. Por diversas vezes, senti-me perdida em todas as confusões que iam surgindo e sem perceber muito bem qual a finalidade delas, embora no final as coisas tenham ficado um pouco mais claras. Acho que o livro carece de uma clara definição da evolução da narrativa por parte da autora. 
 
Vale-nos as confusões linguistas da Cuquita que nos proporcionam alguns sorrisos e o vocabulário futurista que nos faz sonhar com o futuro, um futuro tecnologicamente evoluído onde são permitidas as mais diversas actividades. 
 
E desse lado, já leram alguma coisa de Laura Esquível? Quais foram as vossas impressões?

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