Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

10
Set18

Resumo do Mês | Agosto

Equilíbrio é a palavra que descreve as minhas leituras do mês de Agosto. Não me deparei com livros arrebatadores, nem com livros que me irritassem por não corresponderem às minhas expetativas. O mês iniciou-se com uma surpresa. Uma passagem pelo Chipre (Hotel Sunrise - Victoria Hislop) que esperava gostar menos do que aquilo que realmente gostei. Apesar de não me ter arrebatado o coração, contribuiu para o meu conhecimento e permitiu-me conhecer uma realidade que eu não fazia a mínima ideia da sua existência. Ainda me faltavam muitos dias para leituras arrebatadoras, por isso não fechei a porta à esperança de me cruzar com personagens magníficas. Porém, a porta seguinte revelou-se angustiante (Ao fechar a porta - B. A. Paris). Fiquei extremamente incomodada no início desta leitura, porém as coisas foram acalmando, assim como o meu entusiasmo relativamente às loucuras de Jack e ao desespero de Grace. Estava a precisar expurgar estas más energias e meti-me a ler umas cartas... Bem, eram cartas de alguém que se afogou numa depressão sem fim à vista (As últimas linhas destas mãos - Susana Amaro Velho). Mas com uma escrita tão bonita e sensível, foi fácil perder-me na história e nos dilemas e sentimentos das personagens. Ainda embalada pela beleza destas palavras atiro-me a um livro que me trouxe alguns dissabores (Sedução perigosa - Jess Michaels). Não foi um livro credível aos meus olhos. Faltou-lhe aquele toque especial de uma boa narrativa para suportar todo o erotismo que habitava aquelas páginas. Estava a ser uma miscelânea de assuntos. Para aumentar ainda mais a diversidade atiro-me a um livro mais técnico (Lavrar o mar: um novo olhar sobre o relacionamento entre pais e filhos - Daniel Sampaio). Foi bom ler sobre as relações pais-filhos e sobre a forma como muitas vezes a adolescência é diabolizada por pais e profissionais. Gostei muito da abordagem do autor relativamente à infância e à importância futura das relações que se constroem nesta etapa da vida. Ainda houve tempo para um conto que  não me ofereceu não fez as minhas emoções borbulhar (Abraça-me para sempre - Carla Ribeiro). Acabei por ler mais do que aquilo que estava à espera, mas foi bom ter conseguido todas estas leituras. 


06
Ago18

Resumo do Mês | Julho

Ler livros é como fazer um passeio por diversas paragens. Há locais que gostamos, locais que nos deixam um sentimento especial, passeios que mais tarde nem iremos recordar e passeios que, de certeza, mais tarde iremos querer repetir. Para quem lê com alguma frequência, num único mês pode experimentar todos os tipos de "passeio" e mais algum. 
Então, como foram os "meus passeios" durante o mês de Julho? Não foram muitos, mas foram todos experiências diferentes. 
Consegui dar um salto a França e mexer com as minhas memórias familiares (Longe do meu coração - Júlio Magalhães). Queria ter sentido mais deste passeio, queria que me desse mais emoção. As personagens e os locais não viverão em mim durante muito tempo. Em seguir quis pisar terreno perigoso. Queria um passeio com emoção e com imagens que me impressionam e consegui-o (Um por um - Chris Carter). Página a página cada vez me ia impressionando mais com as descrições gráficas que me inundaram a mente e, consequentemente, pelas sensações algo nojentas que ia provocando. Foi passeio bom de tão duro e sangrento que foi. Mas precisava de um passeio para lavar a mente e nada melhor do que passeios à beira-mar, falésias, flores perfumadas, sons de paz, amor e mistério (As calhoun - Nora Roberts). Limpei a mente, abri o coração e deixei que o meu pensamento fluísse, livre e sempre pressa de chegar ao fim. Eram histórias para saborear lentamente, para que as imagens ficassem em mim. Ainda tive tempo de terminar um passeio algo turbulento que já se arrastava há alguns meses. Ficaram sensações agridoces, pois tive bons momentos e momentos mais chatos (Felicidade Clandestina - Clarice Lispector). Pouco vai ficar deste passeio mais longo,  mas resta a hipótese de descobrir que outras paisagens Clarice Lispecto me poderá oferecer. 

01
Jul18

Resumo do Mês | Junho

Junho foi a antítese de Maio. Se em Maio as leituras integraram os melhores sabores, as de Junho arrefeceram até se tornarem amargas. No fundo, o meu eu leitor arrefeceu com as chuvas de verão e vi-me no meio de uma ressaca literária que denegria todas as leituras com que me ia cruzando. Não me impediu de ver a beleza de algumas, porém nenhuma me encheu o coração como esperava.  Saída de uma grande história terminada no mês anterior, entrei devagar, a apostar em algo que seguro e que me consegue, no geral, agrada. Embrenhei-me em relações familiares complexas (Laços familiares - Danielle Steel) com alguma emoção à mistura, mas emaranharam-se demais e não ofereceram toda a complexidade que eu esperava. Em busca de algo que me aquecesse a alma e me libertasse a mente investi em novas paragens. Sem numa ter lido as palavras da autora, atirei-me por emoções proibidas que nasciam de um erotismo bem conseguido mas a quem faltava contexto (Emoções proibidas - Jesse Michaels). Continua insatisfeita e a ressaca adensava-se. Pensei que o melhor era apostar em palavras nacionais. Foi a pior escolha que fiz no mês, e uma leitura que eu esperava entusiasmante, na companhia de uma das minhas poetizas preferidas (Florbela, Apeles e eu - Vicente Alves do Ó) tornou-se um suplício que se arrastou até ao final do mês. Continuei em modo nacional, intercalando novos sabores de forma a adoçar um pouco o amargo que se estava a instalar em força. Comecei com o ácido do limão (Limões na madrugada - Carla M. Soares) que apesar da história ácida, o aroma fresco e reconfortante da escrita prevaleceu. Inundada pelo cheiro a limão não estava à espera de ser quebrada por uma história medíocre e sem emoção (Sorrisos quebrados - Sofia Silva). Só não me quebrou a frustração nem a incompreensão perante tanto fascínio dos leitores para com uma história cheia de falhas e que está longe de provocar falhas nas batidas cardíacas. Pelo meio, fui alimentando a minha ressaca com alguns contos do livro que continua a ler da Clarice Lispector. São contos muito metafóricos, mas foram insuficientes para ressuscitar a minha veia leitora. 


08
Jun18

Resumo do Mês | Maio

A inspiração está em baixo... Tão em baixo que ando há dias a tentar articular as ideias para vos apresentar o meu resumo literário do mês. 
Maio não se traduziu em muitas leituras, mas as que aconteceram foram das boas. O mês começou misterioso e mergulhado no mundo complexo do crime, mas aqui com uma novidade: misturado com psicanálise (O psicanalista - John Katzenbach). Foi um livro saboreado lentamente, absorvendo as voltas e reviravoltas de um psicanalista de sucesso que teve de usar os seus conhecimentos científicos para sobreviver à pessoa que o perseguia. Depois de tantos dias na companhia deste homem inteligente e de quase sufocar com o stress a que ele foi sujeito, veio uma leitura no formato de balão de oxigénio. Ler um romance, é como regressar a um lugar onde fui feliz. Assim, entreguei-me a um momentos de felicidade a ver o amor nascer das cinzas e dos escombros (Regresso a casa - Deborah Smith). De coração cheio parti ao desconhecido. Gosto de apostar em autores que nunca li, e nesta incursão pela obre de um novo autor o risco era mais ou menos calculado. Fui sem medo, na expetativa de me cruzar com uma boa história. Aquilo que eu não esperava era ser "atropelada" pelas emoções, pela simplicidade das palavras e pela intensidade de uma história (Perguntem a Sarah Gross - João Pinto Coelho). Foi uma leitura avassaladora, uma leitura que me despertou o coração enchendo-o de sentimentos contraditórios. Foi uma intensidade que deixou pouco espaço para a leitura seguinte. Pelo meio destes três livros, ainda me perdi nuns contos de Clarice Lispector, mas nenhum foi digno de desvanecer da minha memória a força e singularidade de Sarah Gross, a determinação de Ursula Power aliada a instrospeção de Quentin e a perspicácia de Frederick.

Por tudo o aqui escrevi não tenho um livro menos bom. Em Maio floresceram as flores na terra e na minha vida só apareceram bons e inesquecíveis livros. Há só apenas aquele que me deixou um buraco de emoções, umas mais coloridas outras mais cinzentas, no meu coração. E esse livro foi:
Perguntem a Sarah Gross
03
Mai18

Resumo do mês | Abril

Março tinha sido um mês de leituras sangrentas. Foi demasiado crime para um mês só. Assim, ao iniciar Abril a minha vontade era ler daqueles romances capazes de nos provocar uma diabetes literária. As leituras, tal como em tudo na minha vida, não correram de acordo com aquilo que eu tinha idealizado. 
Dada a minha sede pelo amor literário, nada melhor do um beijo daqueles de soltar suspiros. Melhor ainda é quando esse beijo vem acompanhado de cenas de nos levar às lágrimas de tanto rir (Aquele beijo - Julia Quinn). Já foi tanto o açúcar que a Denise quis evitar uma crise de glicémia e obriga-me a voltar as cenas de crime. As cenas não tiveram a intensidade de outros ambientes de crime, acho que houve uma sobrevalorização dos criminosos e fiquei aborrecida com algumas coisas (Confissões - Kanae Minato). Eu sei, eu sei... Esta minha mania de pensar demasiado naquilo que leio e de racionalizar as situações nem sempre é saudável, mas não consigo evitar. Com este alinhamento literário e voltar a pequenas doses de açúcar. Sabemos o quanto o açúcar vicia e nos deixa a salivar perante a ideia de saborearmos uma pequena amostra de uma guloseima. Tem que ser com regra, por isso recorri aos contos (Uma amizade sincera, Duas histórias a meu modo e O meu primeiro beijo de Clarice Lispector) e deliciei-me com diferentes formas de amor. Bem, já que tinha quebrado com os meus desejos iniciais, por isso voltei ao crime. As cenas foram pouco entusiasmantes, talvez falte a Portugal daqueles seres avariados que são capazes de crimes que não lembram ao mais comum dos mortais (O homem que sonhava ser Hitler - Tiago Rebelo). O entusiasmo literário estava um pouco fragilizado, e claro, eu tinha que o fragilizar mais e meter-me a explorar um ano francês (O ano francês - Daniela  Rodrigues) que de França não tinha nada. Estava em situação de fraqueza estrema, era urgente pegar em alguma coisa suficientemente doce para me animar o espírito, mal eu sabia que estava perante uma bomba calórica de açúcar (Acordo com o Marquês  - Sarah MacLean). E aqui, chegada ao final do mês de Abril, lambuzei-me até à ultima página e fiz algo que já não fazia há muito: poupei a leitura para que o sabor durasse mais tempo. 


03
Mar18

Resumo do mês | Fevereiro

Fevereiro é um mês pequeno. Os dias sucederam-se uns aos outros com uma pressa estranha de chegar a Março. Talvez queira ver a primavera. Fevereiro teve tantos os dias cinzentos como os dias de sol, porém, nas minhas leituras ganharam os dias cinzentos. Comecei com nuvens e a caçar a cabeças (O caçador de cabeçasJo Nesbø). Foi uma leitura um tanto ou quanto enublada, com algumas abertas e que transformou num dia sol surpreendente quando cheguei às últimas páginas. Valeu a pena vencer as nuvens de partes mais arrastadas para chegar a um final surpreendente e que dificilmente esquecerei. Enquanto um novo estado de tempo não se instalada, tive ainda tempo para um breve reencontro com um amor adolescente (O encontro - Virgílio Ferreira). Foi um encontro não planeado. Mas soube bem. Foi como encontrar um velho amigo com quem já não falávamos há muito tempo e sentir que a essência da pessoa permaneceu inabalável. Este reencontro foi uma tentativa vã de amenizar os estragos temporais que se iriam seguir. O cinzento deu lugar ao negro e vi-me arrastar numa leitura cheia de relâmpagos (Orbias: As guerreiras da deusa - Fábio Ventura), com muitos aguaceiros de frustração pelo meio e a sensação de que me arrastava por uma estrada interminável onde a tempestade não dava tréguas. Todo este mau tempo literário deixou-me cansada, precisava de sol, de algo que iluminasse o meu coração. Não encontrei a Bela e o Vilão (A bela e o vilão - Julia Quinn) que o título e a sinopse prometiam. Cruzei-me antes com um história de amor intensa que fez o sol voltar ao meu coração enquanto a chuva lá fora se fazia notar na janela do meu quarto.

A Bela e o Vilão (Bridgertons, #6)                      Orbias - As Guerreiras da Deusa (Orbias, #1)
           
03
Fev18

Resumo do mês | Janeiro

Decidi voltar aos resumos do mês. Deixei cair o nome de Lugares (Des)Encantados que lhe dei em 2014 porque deixei de acreditar no lado mágico e ingénuo. Quis dar mais racionalidade ao tópico e aqueles lugares ressuscitaram em resumo com o espaço para o melhor e o pior do mês.

Como andava (e ando) desencantada com o mundo quis mergulhar na infância (Emocionário, Cristina Núñez) onde tudo é mais fácil e mais simples. Foi uma grande viagem pelas emoções, pois já contava pô-las à prova na leitura seguinte (És o meu destino, Lesley Pearse). E foram mesmo postas à prova! Conviver com personagens tão marcantes, com narrativas tão intensas fazem com que o meu coração acabe por falar umas batidas e apaixonar-me pelas personagens a cada página devorada. Mas as emoções ainda não estavam esgotadas, estava na altura de seguir uma direção mais negra, mais sangrenta, e nada melhor que um policial dos bons (Duplo crime, Tess Gerritsen) para me mexer com os nervos e me fazer pensar, pensar e pensar em formas de desconstruir todo aquele quebra-cabeças. Estava a precisar de alguma calma emocional, mas ainda não estava preparada para grandes aventuras. Mesmo assim, sabia que precisava de drama... Mas não estava à espera de um drama tão frouxo e desprovido de emoções (Tua para sempre, Luanne Rice). Depois de tantos os dias com elas à volta, senti-me demasiado aborrecida e adormecida por uma história que não me ofereceu muito. Estava na altura de voltar ao nacional, com a esperança de me colocar o coração a falhar novas batidas. Espera uma história de amor intensa (A boneca de Kokoscka, Afonso Cruz), daquelas que nos mostra o amor em todos os estados. A sinopse prometia, mas a obra não cumpriu. Deixou-me envolta e confusão e em desilusão. E já que estava em fase negativa, nada melhor de agarrar-me ao desconhecido (O conto da ilha desconhecida, José Saramago) para não estragar nova leitura. Dadas as baixas expetativas, associadas ao meu receio em desbravar nova ilha e com a pitada de uma má experiência literária não estava à espera de ver as emoções novamente aos pulos. Não pularam muito, mas o conto, nas sábias palavras de Saramago, foi suficiente para me deixar surpreendida com o facto de os medos nos deixarem muito às escuras e de não nos deixarem abrir portas com tão boas coisas por detrás delas à nossa espera. Estavam as minhas emoções em crescendo quando cheguei à última leitura do mês. Não esperava que elas pulassem mais, mas enganei-me! Numa viagem a uma época passada (Verão em Edenbrook, Julianne Donaldson) o meu coração voltou a falhar. Afinal, ele não consegue resistir a uma boa história de amor, pincelada pela magia da amizade.
És o Meu Destino (Belle #3)               A Boneca De Kokoschka                        




11
Dez14

Novembro | Lugares (Des)Encantados

Novembro

Novembro foi dos meses que menos li neste ano de 2014. Li apenas dois livros, por isso não se justifica enunciar aqui o Lugar Encantado e o Lugar Desencantado.
Apenas posso dizer que foram leituras muito diferentes. Li o Descalças de Elin Hilderbrand e A Villa de Nora Roberts. Gostei mais do livro da Nora Roberts, se bem que mais no fim, este livro me tornou a leitura um pouco aborrecida. Será que estou a ficar enjoada com Nora Roberts?
02
Nov14

Outubro | Lugares (Des)Encantados

Outubro

Este foi um mês pobre em viagens. Novos desafios surgiram na minha vida o que limitou as minhas viagens literárias.
Comecei pelos romances, e deparei-me com um muito pouco cor-de-rosa mas repleto de significado (Romance de Cordélia de Rosa Lobato de Faria) e com uma mensagem muito realista do mundo. Apaixonei-me pela escrita de Rosa Lobato de Faria, pela simplicidade com que ela capta personagens e momentos, pela capacidade de surpreender o leitor... 
Pela primeira vez, decidi fazer uma viagem em inglês, não foi uma viagem tão difícil como pensava. Facilmente entrei na história e nas personagens, e, acima de tudo, enterrei-me em pensamentos sobre as probabilidades em torno do amor à primeira vista (The Satistical Probability of Love at First Sight  de Jennifer E. Smith). 
A última viagem do mês foi uma pequena desilusão. Não fiquei hipnotizada, nem fascinada pela história (O Hipnotista, Lars Kepler). 

Lugar Encantado

The Statistical Probability of Love at First Sight

Lugar Desencantado

O Hipnotista (Joona Linna, #1)
05
Out14

Setembro | Lugares (Des) Encantados

Setembro

Setembro é um mês de recomeços e embora os meus recomeços não tenham sido muitos, o facto de ser um mês mais activo noutros campos interferiu com o número de livros lidos.

Nem sempre um livro com noivas é um leitura agradável. Esta noiva sem preconceitos (Noiva despida, Nikki Gemmell) não me ofereceu bons momentos de leitura. Envolta numa nuvem de más leituras parto em busca de um livro que me motive para a leitura, um livro em o amor está debaixo de olho de alguém (Sob o olhar do amor, Janine Boissard). Esperançosa de que o meu coração literário aquecesse, apanhei foi um grande balde de água fria e o meu coração gelou perante um leitura pouco acolhedora. Isto mais parecia um Inverno literário, até que a Lívia apareceu (Noivas de Guerra, Anthony Capella), trazendo-me os sabores intenso de Itália acompanhados por uma romance leve e com um toque de humor protagonizado pelo inexperiente James. Mas nem tudo é cor-de-rosa nos romances, há, me muitos casos, que o orgulho e o preconceito levam a melhor e conseguem separar os casais que se focam a olhar para as suas diferenças em vez de se concentrarem naquilo que podem construir juntos (Orgulho e Preconceito, Jane Austen). Foi difícil para a Elizabeth e para Mr. Darcy deixarem o orgulho de lado e os preconceitos que os limitavam, mas lá no fim, o universo alinhou-se para oferecer um final feliz. Embalada pelas palavras de amor destes romances, chego até um que faz com o nosso pensamento seja desconstruído. Elliot fez escolhas na vida, escolhas que condicionaram o seu amor com Ilena (Estarás aí?, Guillaume Musso). Em sucessivas viagens no tempo, Elliot alterou o rumo do jogo da vida, até que um amigo consegui acertar no caminho certo. Embalada pelas viagens no tempo chego ao sepulcro decrépito em 1987 e ao sepulcro em ruínas de 2007 (Sepulcro, Kate Mosse). É ele que, juntamente com um baralho especial de tarot me conta duas histórias que se cruzam na linha do passado e do presente. 

Lugar Encantado

Estarás aí?

Lugar Desencantado

A Noiva Despida
11
Set14

Agosto | Lugares (Des) Encantados

Agosto

Agosto iniciou-se de forma dramática. Neste drama conheci dois adolescentes, Emily e Chris (O pacto de Jodi Picoult), que tinham tanto que os aproxima e outro tanto que os afastava. Chris era o espírito da vida e Emily da morte e depressão. Um livro emocionalmente duro e intenso que me fez desejar outros ares. E assim dirigi-me a uma floresta mágica (Danças na Floresta de Juliet Marilier) onde humanos e seres especiais se juntavam para viverem uma noite de alegria. Em todo este livro o sapo levou a melhor de mim, já que me conquistou logo desde o início... E que sapo este... Continuando na onda de histórias de encantar entro em modo A bela e o mostro (Milagre de Amor de Eloisa James) para dar de caras com um médico peculiar, o Piers, e uma bela jovem inteligente, Linnet. Neste livro encontrei humor, amor e divertimento, foi uma boa estreia com os livros da autora. Numa tentativa de me encantar com Madeleine Hunter, decido conhecer a Rayna e a sua coragem para defrontar os problemas (Mil Noites de Paixão de Madeleine Hunter). Gostei da Rayna, mas a história foi das piores com que já me cruzei, muita confusão ao ponto de não perceber muito bem quem andava atrás do quê. Já toda trocada com as voltas indefinidas de Hunter, ainda me vou trocar mais com duas gémeas (Vidas Trocadas de Sandra Brown) envolvidas em homicídios, com rituais religiosos à mistura. E assim me vi metida num policial, onde algumas coisas aconteceram depressa de mais, mas que mesmo assim não deixou de ser uma leitura muito agradável. A precisar de uma leitura mais rápida, dou um pulinho a uma festa para conhecer o prepotente Theo e a misteriosa Abby (A noiva proibida de Cathy Williams). Foi uma leitura ligeira e pouco importante... É daquelas que passado um tempo nos esquecemos de que passou pelas nossas mãos. Mas nem todos os livros nos causam um nó no cérebro pela confusão, ou falta dela, há aqueles livros que dão um nó bem forte na memória e no coração e ficam lá presos como algo permanente e alvo de boas recordações (O nó do amor de Elizabeth Chadwick). Catrin e Oliver são daquelas personagens que imprimem a diferença num mundo tão igual, e que nos deixam um sabor especial quando a leitura termina. E querendo prolongar essa sensação de sabor especial termino o mês a ler Nora Roberts, numa cidade onde o crime e amor acontecem de forma inesperada (Onde Caem os Anjos de Nora Roberts).

O Pacto (Jodi Picoult)
Danças na Floresta (Juliet Marillier)
Milagre de Amor (Eloisa James)
Mil Noites de Paixão (Madeleine Hunter)
Vidas Trocadas (Sandra Brown)

A noiva proibida (Cathy Williams)
O nó do amor (Elizabeth Chadwick)

Onde Caem os Anjos (Nora Roberts)

Lugar Encantado
O Nó do Amor

Lugar Desencantado
Mil Noites de Paixão
15
Ago14

Julho | Lugares (Des)Encantados

Julho

Lições de Desejo (Madeleine Hunter)
O Beijo da Noite (Sherrilyn Kenyon)
Uma Rapariga dos anos 20 (Sophie Kinsella)
Investigação Perigosa (Frank Gruber)
Eterna Paixão (Gwyn Cready)
O Carocho-Pirilampo que tinha medo de voar (Mafalda Veiga)
Nunca Digas Adeus (Lesley Pearse)
A Filha do Capitão (José Rodrigues dos Santos)
Uma vida ao teu lado (Nicholas Sparks)

Não me sinto muito inspirada para fazer um texto ao estilo dos que tenho apresentado anteriormente. Ao longo do mês de Julho li 9 livros (lista acima). No geral foram boas leituras, que se desenvolveram a um bom ritmo. 

Este mês fica marcado pela minha segunda leitura conjunta. Correu muito bem, tão bem que estamos a tratar da próxima. 

Aqui ficam o meu lugar encantado e o meu lugar desencantado.

Lugar Encantado
A Filha do Capitão
Este tornou-se o meu livro preferido do autor José Rodrigues dos Santos. Foi uma leitura sensacional! 

Lugar Desencantado
Investigação Perigosa
Este livro de Frank Gruber foi a pior leitura do mês de Julho e uma das piores leituras de sempre.
03
Jul14

Junho | Lugares (Des) Encantados


Devido à ausência de leituras já não fazia está rubrica desde Março. Desde já peço desculpa aos meus leitores, mas surgiram outras prioridades e as leituras passaram para segundo plano.

A sede de leitura era tanta, que em Junho andei por 12 lugares diferentes. Convido-vos a um resumo pelas viagens que fiz.

Decidi entrar em Junho passeando por Sevenwaters e saber mais um bocadinho do que era feito da família de Sorcha (A Filha da Profecia - Juliet Marillier). Este livro era dedicado a uma neta de Sorcha, Fainne que bem poderia ter escrito cartas apaixonadas ao seu Darragh. De certeza que seriam cartas apaixonadas, mas as escritas por Ellie e Nolan continham uma certa inocência e estavam cheias de coisas por dizer, coisas que o tempo ainda não permitia que fossem ditas (Cartas da Nossa Paixão - Karen Kingsbury). A percepção do tempo difere consoante nos nossos sentimentos e estamos sempre a procurar o porquê das coisas, quando simplesmente muitas vezes nos apetece responder "porque sim" (Porque Sim - Daniel Sampaio) e ignorar justificações e angústias desnecessárias. Mas o tempo é um intruso que invade os nossos sentimentos. Um intruso que transforma a nossa vida em aspectos diferentes e multifacetados. A Sara sentiu na pele o poder do intruso (O Intruso - Carina Rosa), que tinha tudo e nada que ver com o tempo... Foi um passado que invadiu o seu presente e a encheu de uma angústia que aprendeu a dissipar. Mas nem tudo é efémero, há promessas que se mantêm para toda a vida (Uma promessa para toda a vida - Nicholas Sparks) e Miles sempre foi um homem de palavra que cumpriu as suas promessas ao mesmo tempo que abre o seu coração ao amor. Bem... voltamos a uma tema complexo, o amor! Quantas vezes eles se mostrou como sinónimo de insatisfação? Ana Karenina sentiu isso na pela (Ana Karenina - Leão Tolstoi). Um amor insatisfeito que a fez duvidar e andar no limbo da vida longe de encontrar o seu Porto Seguro... Mas houve quem, no meio da tragédia o soube agarrar e eis que surge Ophélie e Pip (Porto Seguro - Danielle Steel), que souberam agarrar o seu o porto e limparem a alma das coisas ruins que toldavam de tons negros e cinzentos os seus corações. Não precisaram de ficar sozinhas nalguma ilha para descobrirem o amor, por seu lado T.J. e Anna (Sozinhos na Ilha - Tracy Gravis Grave) foram forçados a lidarem com esse estranho sentimento a que chamamos de amor numa ilha perdida, em que a sobrevivência se sobrepôs ao amor, apesar de tudo não o consegui vencer. Pelos vistos ele é sempre mais forte, mesmo quando um personagem masculino tem de lidar com as constantes provocações da sua esposa (A provocadora- Madeleine Hunter). Os homens desconhecem os poderes ocultos das mulheres... Desconhecem tanto que Ryan deixou-se apanhar pela Bethany (Amor à primeira vista - Catherine Anderson). Completamente enfeitiçado, vê-se a mover mundos e fundos para conquistas Bethany, para que depois seja um touro a clarear-lhe a visão acerca dos sentimentos da jovem. Depois dos sentimentos estarem bem clarificados, passam a viver verdadeiros dias de ouro, algo que Angus também só começou a viver depois de acertar as suas agulhas com Edilean (Dias de Ouro - Jude Deveraux). Provocações e muito amor acabaram por afastá-los ao mesmo tempo que no fim os juntou, sem nunca perderem o sentido de humor que tanto os caracterizava. Tanta viagem, tanto encontro e desencontro, tanto amor descoberto, para no fim encontrar o verdadeiro sentido de amar dentro de um cabana onde se descobre o sangue que comprova um crime (A Cabana - Wm. Paul Young). Foram dias vividos numa cabana que mostraram a relação entre amor e perdão o valor dos relacionamentos humanos.

Lugar desencantado 
O Intruso

Lugar encantado
Sozinhos na Ilha

(Peço desculpa pelas opinião não estarem todas publicadas.. Tentarei publicar as restantes ainda esta semana e depois actualizo este post com as hiperligações).
04
Abr14

Março| Lugares (Des)Encantados


Março foi um mês de viagens estranhas e viagens adoráveis... Um mês de extremos onde houve livros que me encantaram ao máximo e outros que me fizeram arrastar por lugares em que me era difícil entrar completamente.

Tudo começou num jogo de vidas cruzadas, vidas que se cruzaram devido a uma catástrofe natural que mudou em tudo a vida de cada uma das personagens (Vidas Cruzadas - Danielle Steel). Mas as vidas continuam a cruzar-se qualquer que seja a viagem que fazemos, mas há situações em a pessoa com quem nos cruzamos se torna a nossa luz no mundo de escuridão. Uma pessoa que nos ensina a ver a outra face do mundo, e Maggie encontrou em Rafe essa luz transformadora (Uma Luz na Escuridão - Catherine Anderson). Mas nem sempre essa luz é reveladora e brilhante, por vezes temos de procurar nas sombras e o melhor lugar para encontrar essa luz é nas florestas de Sevenwaters. É aí que Liadam encontra a sua luz e o caminho a seguir, é aí que a sua vida de cruza com o Homem Pintado, uma personagem que emana mistério que me deixou presa a cada página do livro (O Filho das Sombras - Juliet Marillier). 
Ao fim de tantas vidas cruzadas e luzes que iluminam a vida das pessoas sou convidada a entrar em mundos mais cinzentos, em primeiro lugar pelas mãos de Grace, uma pirata dos mares que não iluminou (A Pirata - Hugo N. Gerstl) nem me encantou para depois entrar num mundo de almas cinzentas, demasiado complexo que não me senti entrar e cruzar verdadeiramente naquele mundo (Almas Cinzentas - Philippe Claudel).

Lugar Desencantado
A Pirata

Lugar Encantado
O Filho das Sombras (Trilogia de Sevenwaters, #2)

02
Mar14

Fevereiro| Lugares (Des)Encantados

Fevereiro foi um mês de muitas viagens. 
Foram 8 viagens no total. No geral, não tive grandes  leituras. 

Fevereiro começou em Nova Iorque (Um milagre em Nova Iorque - Luanne Rice) , com um milagre que não me deixou muito encantada nem surpreendia, faltou-lhe aquele encanto que nos deixa os olhos a brilhar. Em simultâneo, ainda dei um saltinho a Portugal para ficar a conhecer um passado que me desiludiu (Um passado que seremos - Inês Botelho) transformando-se numa leitura demasiado penosa. Muito a medo, lá fui entrando no mundo encantado de Sorcha (A filha da floresta - Juliet Marillier) de início foi difícil passear-me por aquele lugar, mas eis que Sorcha me começa a encantar com a sua forte personalidade e me fez aumentar o ritmo da leitura e deixando-me rendida à história a mestria da autora. Não foi fácil libertar-me de Sorcha, mas Kevin (A prisão do silêncio - Torey Hayden) conseguiu conquistar-me com os seus silêncios, com a sua história passada e com a sua fantástica recuperação. Como estava a precisar de passar um tempo num lugar mais leve embarquei até Milão para conhecer a Irene (6 de Abril de 96 - Sveva Modignani) e as histórias das mulheres da sua vida. Foi uma viagem agradável, mas não conseguiu encantar-me tanto como outros livros da autora. Como andava perto de terras lusas, decidi fazer uma passagem rápida por Portugal e ficar a conhecer uma nova autora portuguesa (Duas gotas de sangue e um corpo para a eternidade - Carina Portugal) através de um conto que não foi muito de encontro com os meus gostos pessoais. Para terminar o mês do amor, agarrei-me às suas asas e fiz uma viagem no tempo até à Segunda Guerra Mundial (Nas asas do amor - Sarah Sundin) onde me derreti pela amor entre Allie e Walt. E como amor nunca enjoa decidi terminar com um refúgio que pensava ser o ideal, mas que não esteve à altura de outros refúgios que o autor já me deu a conhecer (Um refúgio para a vida - Nicholas Spaks). 

Lugar Desencantado
O Passado que Seremos

Lugar Encantado
A Prisão do Silêncio