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Por detrás das palavras

Opinião | "A música das abelhas" de Eileen Garvin

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A música das abelhas foi uma boa descoberta. Não me cruzei com nenhuma opinião a este livro dentro da comunidade literária, por isso parti para a leitura sem qualquer referência. O que é que me motivou a pegar neste livro? As abelhas! Por motivos profissionais, precisava de saber mais sobre a vida das abelhas e por isso é que me aventurei nesta leitura.

Fiquei a saber pouco sobre abelhas. O livro não têm assim muita informação sobre o estilo de vida das abelhas ou da sua organização enquanto comunidade de ser vivos. No entanto, consegui reunir algumas curiosidades importantes e assistir ao processo de cura que só os animais têm o dom de proporcionar. 

A narrativa do livro é centrada no drama. Alice Holtzman é uma mulher a lidar com o seu processo de luto. Um percurso complexo, que lhe deixou marcas emocionais profundas. A saúde mental desta mulher esta fragilizada, mas fiquei impressionada com a sua resiliência e com a sua capacidade de não deixar que os seus problemas causem mais problemas aos outros. Gostei muito da Alice e do seu mundo interior. Uma mulher que vive de silêncios e de momentos introspetivos. Uma mulher que aprecia o seu espaço e que gosta da sua companhia. Adora a natureza e liga-se a ela de uma forma muito particular. As abelhas representam o seu oxigénio e parecem ser elas o fator motivador para se lançar a mudanças significativas na sua vida. 

E neste seu percurso de cura, vai conseguir ser inspiração e processo de cura para outros. Jake e Harry são mais duas personagens que a história dá a conhecer. Dois percursos de vida marcados pela incompreensão e pela infelicidade. Alice e as suas abelhas irão possibilitar-lhes uma mudança de vida, um crescimento pessoal e uma evolução que convidam à reflexão do leitor. Afinal, qual o nosso papel na vida dos outros? Somos facilitadores ou dificultadores dos processos de desenvolvimento? Incentivamos à cura ou contribuímos para a fragilidade emocional ou mental de quem se rodeia de nós? Qual o impacto das nossas ações na vida dos outros?

Não é um livro perfeito. Há partes mais lentas que parecem atrasar a história. No fundo, senti falta de algum dinamismo no início do livro. No final, como o livrou ganhou contornos políticos e ambientais, a narrativa passou a ter um ritmo mais intenso e mais envolvente. Porém, acabou por terminar de forma abrupta e ofereceu um final aberto. Algumas coisas não foram finalizadas e ficaram para a imaginação do leitor.

Destaco a forma como a doença mental é abordada neste livro. Através de diferentes ângulos e situações, a fragilidade psicológica é nos mostrada de uma forma muito realista e educativa. Porém, poderá ser um gatilho para pessoas que estejam a lidar com situações de luto, seja ele por perda de uma pessoa ou perda de algo com influência na sua vida; com situações de ansiedade; ou com situações de indefinição relativamente ao futuro pessoal e profissional.  

A música das abelhas oferece uma leitura comovente, onde as relações positivas se mostram como um fator de proteção perante situações difíceis que as pessoas têm de ultrapassar. Um livro que foi uma agradável surpresa.

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Opinião | "Romance de verão" de Emily Henry

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Parti para a leitura de Romance de verão com expetativas muito reduzidas. A Daniela teve a amabilidade de me emprestar o livro, mas partilhou comigo a sua desilusão com a história. Dado que o livro a tinha desiludido, eu comecei a ler sem esperar uma leitura grandiosa. 

Apesar de eu e a Daniela concordarmos em muitas coisas, nomeadamente em gostos literários, este livro representou uma experiência de leitura totalmente diferente para cada uma nós. É aqui que reside a magia dos livros e a importância de sermos nós a descobrir se um livro funciona ou não connosco. No fundo, a opinião dos outros poderá ser um guia, mas nunca nos deverá impedir de ler um livro caso ele nos tenha despertado o interesse.

Romance de verão apresenta uma história com aspetos densos e emocionalmente pesados, contados com a leveza que só o toque especial do humor consegue oferecer. January, uma otimista por natureza, assiste de forma impotente ao desmoronar da sua vida. Pessoalmente, vive mudanças que desequilibram o seu lado criativo. Esta falta de criatividade não é a melhor circunstância para uma escritora que precisa de entregar um livro à editora. Por outro lado há o Gus, outro escritor a atravessar um período menos colorido na sua vida. Há um passado entre estas duas pessoas, mas é no presente que é possível assistir a mudanças, reflexões e evoluções. 

January e Gus têm um dinâmica engraçada, onde as falhas de comunicação acabam por determinar o envolvimento passado e a forma como tudo se desenrola no presente. Foi interessante a forma como a história me levou a refletir sobre a comunicação, a importância da mesma para as relações e a interpretação que cada pessoa faz dos sinais que recebe. No fundo, nem sempre o recetor da mensagem interpreta da forma que pretendemos os sinais que lhe enviamos. January e Gus têm um pouco disto, estes desencontros comunicacionais que os afastaram no passado e condicional o comportamento presente.

O tom divertido e os momentos de humor ofereceram-me a leitura que eu precisava naquele momento. Um drama com final feliz, pontuado de momentos intensos e divertidos.

Fiquei com vontade de experimentar mais livros desta escritora.

Já leste mais algum? Quais as tuas impressões acerca dos livros desta escritora?

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Opinião | "Salva por um escocês" de Sarah MacLean (Scandal & Scoundrel #2)

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Gosto de pegar num romance de época quando preciso de descontrair ou ler algo que me desanuvie o espírito. Sarah MacLean é uma escritora que, dentro do género, me consegue sempre oferecer aquilo que eu espero deste género de livros. 

Lily é uma jovem inocente que acredita nas primeiras palavras de amor que lhe dirigem. A sua alma solitária encanta-se por essas palavras e acaba por pousar nua para uma pintura e a sua reputação perante a alta sociedade fica comprometida. O seu tutor, perante esta situação, decide sair do seu lugar de conforto para salvar tentar salvar a sua protegida.

É partir daqui que o leitor se cruza com avanços e recuos nesta relação que se vai construindo. Há alguns momentos divertidos, porém considero que este lado humorístico foi mais desenvolvido noutros livros da escritora.

Como é esperado deste tipo de livros, o final feliz é garantido. Por isso, foi uma leitura que permitiu descontrair, que me ofereceu energias positivas que só um final feliz o consegue fazer e possibilitou-me alguns momentos divertidos que possibilitaram aligeirar a minha mente.

Assim, posso concluir que encontrei neste livro aquilo que eu procurava. Contudo, considero que já li livros mais divertidos desta escritora e com maior capacidade para me surpreender. 

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Opinião | "Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos" de Olga Tokarczuk

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Conduz o teu arado sobre os ossos dos mortos foi o livro mais peculiar que li este ano. Num estilo muito próprio de contar histórias, Olga Tokarzuk leva o leitor ao universo rural da Polónia, mas especificamente a um planalto pouco habitado. 

Entre os moradores está uma engenheira reformada e  professora de inglês em part time, já com alguma idade e com um estilo de vida muito peculiar e uma forma muito pessoal de olhar para o que a rodeia. A sua mente artuta e fora da caixa foi um desafio para mim. Por vezes, senti dificuldade em acompanhar o seu pensamento e as suas teorias relativamente aos crimes que começaram a surgir na aldeia. O que me é que me dificultava? Os nomes que ela criava para os habitantes. Ela não gostava do seu nome próprio e, também, não devia gostar dos nomes dos outros pois criava os nomes que ela entendia ser mais de acordo com a personalidade dessas pessoas. Para mim foi muito difícil associar os nomes criados por ela as pessoas. Exigiu mais atenção da minha parte para conseguir criar todas as conexões necessárias. 

Esta mulher, alta defensora dos animais, regia-se por aquilo que entendia ser o melhor estilo de vida. Foi interessante ver a forma como ela manifestava as suas opiniões e reflexões ao longo do livro.

E no meio de todas estas excentricidades, ocorrem uma série de crimes que exige resolução. Janina torna-se um elemento ativo nesta resolução, apresentado como possível explicação para os crimes uma vingança da natureza. A sua posição crítica em relação à caça e à forma como o ser humano comunga com a natureza são aspetos muito vincados neste livro e marcam a ação e a evolução da narrativa.

Foi uma boa experiência de leitura. Não considero que seja um livro capaz de agradar a todos os leitores dadas as particularidades relacionadas com a construção da narrativa e o estilo que a escritora usa para contar a história. O final conseguiu surpreender-me e deixar-me com vontade de conhecer mais obras desta escritora.

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Opinião | "Intervenção psicológica em ludoterapia" de Raíssa Santos

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Depois de mais um conjunto de dias em silêncio, estou novamente de volta com as opiniões. O meu objetivo é não deixar opiniões de livros lidos em 2022 para 2022. Tenho muitas opiniões para publicar e partilhar, por isso, este mês, vou tentar publicar mais para conseguir cumprir o meu objetivo.

Hoje trago uma partilha de um livro técnico. Acredito que este livro só terá interesse para psicólogos(as) que fazem intervenção psicológica com crianças. Se for esse o teu caso, recomendo muito esta leitura. Aqui vais encontrar informação que te permitirá conduzir sessões de ludoterapia e explorar as interpretações desta forma de intervenção. 

Apesar de estar afastada formalmente da prática clínica, gostei muito de ler este livro e descobrir mais sobre uma técnica que usava com alguma frequência com crianças. Foi uma forma de renovar conhecimento e aproximar-me um pouco da prática clínica. É um livro onde um conjunto de informações teóricas estão bem sintetizadas e são complementadas com aspetos práticos que são essenciais para quem pretende utilizar esta técnica. 

É um livro de fácil compreensão que poderá ser uma mais-valia para os(as) profissionais.

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Opinião | "Boneca de trapos" de Daniel Cole (Fawkes and Baxter #1)

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Foi com grandes expetativas que iniciei a leitura do livro Boneca de trapos. Tinha lido boas opiniões em relação ao livro e recordo-me que na altura do seu lançamento, a editora apostou numa divulgação bastante original. No fundo, tinha aqui um conjunto de elementos que despertaram o meu interesse relativamente ao livro.

Este livro tem um ponto que considero diferenciador. Há uma lista com as vítimas e os agentes da polícia entram numa corrida contra o tempo para tentar evitar as diferentes mortes anunciadas. Assim, mais do que saber como cada uma destas pessoas iria morrer, o meu interesse estava muito relacionado com os aspetos que interligavam cada uma destas pessoas e os motivos que levaram a que elas entrassem na mira de um assassino. 

William Fawkes é um polícia com uma personalidade peculiar e que traz um densidade especial à história. Não simpatizei com ele, senti-o como uma personagem demasiado arrogante e com uma teimosia que se atravessou na minha mente. 

Relativamente à minha experiência de leitura, esta foi um pouco estranha. Houve momento em que li de forma compulsiva e tinha uma verdadeira vontade de desvendar o crime; e depois passei por partes de leitura que me deixaram aborrecida, em que senti que as coisas não avançavam. No fundo, senti que a história tinha partes interessantes e que contribuíam para o bom desenvolvimento da história, e outras que as senti como uma necessidade de encher espaço na história.

O final foi surpreendente. Não esperava aquele desfecho. E este foi um ponto positivo para o livro, oferecendo um culminar inesperado para todo o processo criminal que fui conhecendo ao longo da leitura. 
Apesar de não ter sido uma leitura fenomenal ficou a vontade de dar continuidade à série. 

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Opinião | "O panda que tinha piolhos" de Christine Beigel e Henré le Goff

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Por aqui continua-se a visitar muitos livros para crianças. A minha sobrinha, ávida consumidora de histórias, não se cansa de pedir livros e de pedir para lhe lerem histórias. 

Em julho, na Feira do Livro de Braga, encontrei este livro a um preço muito simpático. Conhecendo a admiração desta criança pelo panda, achei que esta história iria funcionar com ela.

Apesar de ser um livro pequeno, temos uma história dentro de outra história. Uma mãe galinha decide contar aos filhos a história do panda que tinha piolhos. 
O panda, muito constrangido com a situação, acaba por servir de inspiração a uma aula de matemática da professora e todos os animais se envolvem nesta situação dos piolhos.

O tom divertido conjugado com uma forma divertida de conjugar as palavras permite que se brinque com a entoação e possibilita uma leitura mais dinâmica (aspeto que cativa os mais pequenos). 

Além da história, é possível explorar a temática dos animais. São vários os animais que entram como personagens da história, o que possibilita a aprendizagem desses animais e até de contagem. 

A leitora em formação aprovou a história e pede várias vezes para a ler (como todas as outras que têm aqui em casa -  ainda hei de memorizar estas histórias). 

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Opinião | "O egomaníaco" de Vi Keeland

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Conheci as obras de Vi Keeland pelas mãos da Daniela. Foi encantamento à primeira vista, uma vez que fui conquistada pelo sentido de humor das obras e pela leveza da narrativa. O que é certo foi que fiquei com imensa vontade de ler todos os livros da escritora.

No início do ano, aproveitei um vale de desconto e comprei O egomaníaco. A premissa deste livro foi o facto decisivo para a escolha recair nele. Temos uma psicóloga, especialista em terapia familiar e de casal e um advogado especialista em divórcios que vão partilhar o mesmo escritório. E aqui temos os ingredientes essenciais para criar um ambiente engraçado, divertido e com muitos momentos embaraçosos capazes de arrancar bons sorrisos (ou até gargalhadas) aos leitores.

Foi com estas expetativas que avancei para a leitura. Encontrei momentos engraçados, mas sem a capacidade de me encantar tanto como os livros anteriores da escritora. Foi uma leitura agradável e aditiva, mas sem o encanto de outros livros. Acho que a culpa deste desencanto foi do Drew Jagger, o nosso advogado especialista em divórcios. Não apreciei muito o seu estilo um pouco grosseiro e deselegante na relação. O seu discurso vulgar queimou qualquer encanto que pudesse surgir em mim. 

Confesso que estranhei o facto da Emerie apreciar este estilo vulgar. Talvez tenha criado expetativas irrealistas em relação a ela. Talvez a tenha lido à luz das minhas características e isso tenha condicionado a forma como a interpretei e aquilo que esperava dela. Isto não é bom nem mau, é apenas uma condição inerente a cada leitor. Nunca conseguimos ler um livro com a mente em branco. As nossas leituras são feitas tendo em consideração a nossa carga emocional, as nossas vivências, valores e características de personalidade. Uma bagagem que, inevitavelmente, condiciona a forma como interpretamos e acolhermos a histórias. 

Apesar de tudo foi uma boa leitura para dias quentes, que não exigiu muito do meu espaço cognitivo e que me divertido em doses mais modestas. Contudo, terminei com a certeza de querer continuar a ler livros da escritora.

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Opinião | "Uma aposta perversa" de Emma Wildes

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"Uma aposta perversa" marca a minha estreia com as obras de Emma Wildes. Não ia com expetativas elevadas. Encontrei aquilo que eu esperava encontrar: um livro com uma narrativa ligeira, descontraída e com muito romance romântico à mistura.

Este livro parte de uma aposta entre dois amigos: o Conde de Mandervile e o Duque de Rothay. Para dar continuidade a esta aposta, eles precisavam de uma mulher. Alguém que pudesse dizer qual dos dois seria o melhor amante. 

Partindo desta premissa, encontrei uma história que me cativou. Foi interessante assistir ao nascimento do romance, à quebra das barreiras que condicionavam o comportamento de Lady Caroline. Contudo, desagradou-me a perfeição física que a escritora atribuiu a todas as suas personagens. Há algum exagero da escritora na descrição da componente física e da valorização da beleza física. Acho que começo a ficar com pouca paciência para este tipo de livros.

Em suma, tudo se desenvolve de forma bastante previsível. Não há nada que se destaque, nem nenhum acontecimento que torne a narrativa surpreendente. É um livro que se lê bem, com descrições pormenorizadas que conferem um tom realista à narrativa, mas não surpreende. Quero ler mais obras da autora e perceber se mantém algum padrão na escrita das suas histórias. 

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Opinião | "A terapeuta" de Gaspar Hernández

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O título deste livro foi a primeira coisa que despertou o meu interesse. Através da sinopse percebi que poderia ser um livro interessante para ser lido. A história deste livro acompanha a vida de Hèctor Amat, um ator famoso que sofre de ataques de ansiedade. Este ator acaba por se ver envolvido num terrível crime, mas por mais que se esforce não se consegue lembrar do que aconteceu, não conseguindo explicar porque é que apareceu num parque de estacionamento, junto de uma mulher assassinada. Deparado com este problema, Héctor opta por recorrer à psicóloga Eugènia Llort. 

Partindo daqui, o leitor acompanha a jornada de Hèctor nas consultas e acaba envolvido numa teia um pouco confusa. Até um pouco mais de metade do livro, o que sobressai da história é a relação de dependência que Héctor constrói com Eugènia. Esta dependência, o fascínio do cliente pela terapeuta e a obsessão que o cliente vai construindo em volta da sua terapeuta foram os elementos que mais me cativaram no livro. Pareceram-me bem caracterizados, bem descritos e credíveis. É certo que, enquanto profissional, me fui sentindo irritada com os comportamentos quer da terapeuta quer do cliente. Irritou-me, principalmente, a falta de brio profissional da terapeuta. 

Considero que as consultas poderiam ter sido um pouco mais exploradas e detalhadas. Acredito que este elemento traria mais informação e dinamismo ao livro. Achei que o escritor queria acelerar um pouco estas partes o que contribuiu para alguma confusão relativamente ao objetivo da história. Eu sei onde comecei a história, sabia para onde queria que me levassem, mas não senti que isso tenha acontecido.

A narrativa vai avançando e a poucas páginas do fim, há uma mudança de direção que me baralhou ainda mais. Percebi porque é que ela aconteceu, mas não foi benéfica para a compreensão dos acontecimentos que motivaram o início deste livro.

Tudo fica confuso e prevaleceu a sensação de que o fio condutor que norteava o livro se perdeu algures. Pessoalmente, eu não consegui perceber o que de facto aconteceu com Hèctor e isso deixou-me bastante frustrada. 

Para mim, esta leitura valeu pela exploração dos limites pessoais e profissionais inerentes a processo terapêutico. Foram elementos que me fizeram refletir na prática profissional e naquilo que deve ser feito.

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