Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

30
Mar21

Por detrás da tela | "Love on the sidelines" (2016) e "Febre Ferrante" (2017)

Love on the sidelines

hp-dl-slide-2015-love-on-the-sidelines-853x570-gen

Há umas semanas estava com uma enorme necessidade de ver um filme leve, descontraído e que me garantísse um final feliz. Pesquisei nos filmes disponíveis na televisão e acabei por selecionar este "Love on the sidelines". 
É um filme romântico, cheio de clihés: o jogador que se lesiona, a rapariga que passa por uma crise profissional e acaba como assintente de um jogador cheio de dinheiro e o romance inevitável que nasce dessa relação.

O filme tem alguns momentos cómicos e garantiu-me aquilo que estava à procura: diversão, romance e uma história que não exigesse muito dos meus neurónios.
Tudo no filme se encaixa dentro do género para o qula foi construído. A música, os cenários e o conteúdo da história articulam-se de forma simples e intuitiva. 

A mensagem do filme é semelhante a outros filmes do género: a importância de acreditarmos em nós próprios e nas nossas capacidades, a irmos mais além das aparências e o amor surge quando mesno esperamos. 
As interpretações são medianas. Os autores conseguem dar corpo às personagens, porém há momentos em que tudo parece demasiado artifical. 

Classificação

Febre Ferrante

ferrante_fever-860x507-1613648205.jpg

Foi com muita curiosidade que comecei a ver este documentário. 
O que sei de Elena Ferrante e dos seus livros é o que vou lendo nas redes sociais. Tenho dois livros da escritora na estante. Comprei por causa das boas opiniões que fui lendo, mas ainda não senti vontade de ler os livros.

O interessante é que cheguei ao fim do documentário com vontade de pegar imediatamente no livro "A amiga genial". O documentário aborda um pouco esta obra e a série da qual faz parte e a forma como as diferentes pessoas falaram sobre estes livros deixou-me muito curiosa por conhecer o trabalho de Elena Ferrante.

Se há coisa que admiro nesta escritora é o seu anonimato. Acima de tudo ela quis ser lida, ela quis que fossem os livros a ganhar destaque, a ultrapassar a imagem do escritor. E conseguiu! A curiosidade sobre a sua verdadeira identidade acaba por espicaçar os leitores, mas as obras valem por si mesmas. Diferentes pessoas reconhecem a genialidade da escrita e das personagens. Realçam a capacidade de Ferrante em retratar as emoções e as relações entre as pessoas. O facto é que tudo isto me deixou muito intrigada. 

O documentário apresenta relatos de italianos e de norte-americanos. A tradutora responsável por traduzir os livros da Elena Ferrante para inglês também dá o seu depoimento e fala da forma como os livros ganharam terreno e interesse dos leitores norte-americanos. 

Foi um documentário muito interessante. Perceber as diferentes perspetivas sobre a autora e a sua obra confere ao espetador uma sensação de coerência. Todos eles foram unânimes em reconhecer o talento e a genialidade das histórias de Ferrante. Foram capazes de identificar os aspetos que prendem o leitor às obras e dissertaram um pouco sobre o a decisão da escritora em se manter na sombra e deixar que as suas palavras e as suas histórias brilhem. 

Já leste algum livro de Elena Ferrante? Qual foi? O que achas das suas obras e da sua opção de se manter anónima?

10
Mar21

Por detrás da tela | "Julieta" (2016) e "Coco avant Chanel" (2009)

Hoje partilho contigo mais dois filmes que assisti durante o mês de fevereiro. 

Julieta

transferir.jpg

Penso que este foi o primeiro filme Espanhol que vi na vida. Não tinha grandes expetativas, apenas alguma curiosidade por perceber como tudo se ia desenvolver.
A ação deste filme centra-se em Julieta, uma mulher adulta que se cruza com uma pessoa do seu passado na rua. Este encontro mais fugaz leva-a a uma processo de desconstrução das suas memórias e a analisar o seu percurso de vida. 

Não quero dar mais pormenores sobre os elementos que orientam ação, porque acho que são eles que acabam por ditar a relação entre espetador e o filme. Foi engraçado porque dava por mim a tentar adivinhar o rumo da história, baseando-me em clichés muito específicos, e acaba por ser surpreendida. Uma vez ou outra aconteceu eu prever o rumo dos acontecimentos, mas outras vezes consegui ser surpreendida e isso acabou por ser um ponto positivo. 

É um bom filme! Tem uma carga dramática que consegue surpreender e que me deixou presa ao ecrã. As interpretações são de qualidade, permitindo que eu reconhecesse angústias, emoções e sentimentos de uma forma adequada. A fotografia não tem uma qualidade fenomenal, mas facilmente a questão da imagem passa para segundo plano quando a preocupação se centra nos acontecimentos e no mundo interior das personagens.

Ficou o interesse em explorar mais as produções cinematográficas Espanholas e em particular do Pedro Almodóvar (o realizador deste filme). 

Classificação

Coco avant Chanel 

20109785.jpg

Desde que vi o filme sobre Frida Khalo que fiquei de filmes biográficos. Estava com uma enorme curiosidade relativamente a "Coco avant Chanel". Há figuras que deixam a sua marca na História e Chanel é uma dessas pessoas.

O filme retrata a vida de Coco antes dela se tornar uma lenda no mundo da moda. O entusiasmo esmoreceu ao fim de 30 minutos de filme. Pensei que fosse por causa da narrativa, mas após alguma reflexão consegui que o meu problema é com a atriz que interpretou Coco Chanel. Audrey Tautou não me convence. Acho que lhe falta expressividade e entrega. Nunca a consigo ver submersa nos papéis que interpreta. Já no filme "O fabuloso destino de Amélie", a interpretação desta atriz me tinha deixado irritada e desconfortável.

Nestas coisas nunca sabemos o quanto representa a realidade e o quanto é produto da liberdade dos argumentistas e realizadores. Eu desconhecia por completo a história desta mulher, e aquilo que o filme mostra permitiu-me conhecer uma mulher inteligente, criativa e bastante resiliente. 

O filme mostra sofrimento, amor, a luta pelos sonhos e as dificuldades que, por vezes, a vida insiste em colocar pela frente. Para mim, o filme vale muito pela mensagem. É inspirador ver a vida de uma mulher que não desistiu, que fez valer os seus sonhos e que transformou o seu talento e criatividade numa marca intemporal. 

Classificação

 

24
Fev21

Por detrás da tela | "Debaixo do céu" (2019) e "Uma pista para o amor" (2017)

Debaixo do céu

unnamed.jpg

No final de janeiro, na RTP 2, passou o documentário "Debaixo do céu". Neste documentário são partilhados relatos de judeus que conseguiram escapar ao campos de concentração e, na sua fuga, passaram por Portugal antes de rumarem a outros destinos.

Cada um dos sobreviventes partilha a sua história de vida antes, durante e após a fuga. Vão traçando um relato daquilo que era viver em países sobre o domínio nazi, da sua fuga e da sua passagem por Portugal. Apesar dos relatos serem mais focados nestes períodos, conseguimos perceber para onde estes refugiados foram depois de saírem de Portugal. Foram igualmente exploradas as memórias que tinham do país e de como foi passarem por aqui. 

O documentário é constituído pelas narrações de cada um, acompanhadas por imagens da época. 

São relatos que conjugam dor, sofrimento, resiliência e boas memórias do espaço português. É interessante a sua visualização porque nos permite conhecer outras realidades para além dos campos de concentração. Realidades estas que são menos exploradas no cinema e na literatura. É um documentário bem feito e que facilmente captou a minha atenção. 

Classificação

Uma pista para o amor

mw-860.jpg

Há alturas em que precisamos de um filme levezinho, de fácil visualização e que não exija muito da nossa capacidade cognitiva. "Uma pista para o amor" é uma boa opção para estas alturas. 

Em traços gerais o filme narra a vida de Emily James, uma patinadora no gelo considerada brilhante que, por motivos de força maior teve de deixar as pistas de gelo. Tornou-se treinadora de crianças, mas a chegada de um novo treinador acaba por despertar-lhe a vontade de competir. 

Pelos traços gerais é possível perceber que o filme é previsível, com romance e drama à mistura. Porém, traz uma história que consola e que permite que se desligue do stress e da agitação dos dias. 
Os atores não têm desempenhos brilhantes (algumas representações são até um pouco fraquinhas), mas a energia positiva que emana do final é capaz de ofuscar aquilo que funciona menos bem.

Classificação

17
Fev21

Por detrás da tela | "Clínica Privada" (2005 - 2013) e "Gru, o maldisposto 3" ( 2017)

Clínica privada

mw-1024.jpg

"Clínica Privada" é uma spin-off da série "Anatomia de Grey" e foi criada para dar continuidade à personagem de Addison Montgomery. 
O ano passado comecei a ver "Anatomia de Grey" e viciei (manifesto aqui o meu descontentamento com a FOX Life que decidiu não transmitir as temporadas 14 e 15, porque irão estar disponíveis numa plataforma de streaming paga e saltou logo para a temporada 16 ). Como tal tinha de acompanhar "Clínica privada" e conhecer de forma mais profunda a Addison. 

A série não é só sobre a Addison. Há todo um grupo de médicos residentes que contribuem para o desenvolvimento da trama e adensam os conflitos que vão sendo criados. E além das vidas pessoais surgem casos médicos que abordam temas que convidam à reflexão. 

Acompanhei as seis temporadas e gostei muito. 
É uma série leve, com momentos divertidos, com romance na dose certa e com temas sociais pertinentes.
Apesar e gostar muito da série, acho que acabou na hora certa e da forma certa. 

Se procuras uma série para desligar dos momentos pesados do dia a dia e do aborrecimento da rotina, "Clínica privada" é uma boa escolha. 

Classificação

Gru, o maldisposto 3

ronfe_1_510_300.jpg

Não sou uma entusiasta desta série de filmes. Acho engraçado o conceito por detrás da personagem do Gru e acho uma certa piada aos Minions. Porém, sinto alguma dificuldade em me conectar emocionalmente com os filmes. 

Eu gosto muito de ver filmes de animação. São ótimas fontes de inspiração para as intervenções com os miúdos e para refletir sobre questões que povoam o universo infantil. 
Aqui o foco são as maldades. 

Gru vai-se transformando ao longo dos diferentes filmes e é engraçado acompanhar a evolução desta personagem e o impacto que as relações que ele vai construindo tem no ajuste da sua personalidade. O meu interesse neste filme reside aqui: no poder da mudança e no poder curativo das relações. 

São filmes que animam os mais pequenos e que ensinam sempre qualquer coisa ao adulto que os decidi ver. 

Classificação

21
Jan21

Por detrás da tela | "Variações" (2019)

variacoes-1200-1200-675-675-crop-000000.jpg

O primeiro filme que vi em 2021 foi "Variações". Infelizmente, vejo poucos filmes de produção nacional e é algo que é importante mudar. Aproveitei que este passou na RTP e decidi assistir.

António Variações e a sua música fez um pouco parte da minha infância e adolescência. As letras inconfundíveis e a sonoridade que fica gravada na memória acompanharam algumas fases da minha vida. 
Não conheci este homem, mas conheci aquilo que lhe foi possível deixar. Ele morreu antes de eu nascer, mas a sua arte teve o impacto suficiente para permanecer ao longo dos anos. 
Não sei se o filme romantizou demasiado aquilo que foi a realidade deste homem. Eu gostei imenso do filme, do guarda-roupa e da banda sonora. Porém, acho que este homem sofreu mais do que aquilo que o filme nos permite ver. Ser diferente, numa época pouco tolerante deve ter sido complicado. 
Das muitas relações interpessoais que Variações construiu e que o filme nos possibilitou conhecer, a relação que ele mantém com a mãe é um exemplo positivo de uma mãe que aceita o filho tal como ele é, que fica contente com as suas conquistas e que sofre com o sofrimento do filho.

Admiro a luta por fazer valer o seu talento. A música estava-lhe no sangue. As letras brotavam de uma imaginação rica e observadora da condição humana. Variações foi apenas um ser humano que nunca desistiu de fazer valer os seus sonhos, de concretizar aquilo que o fazia feliz. O palco da vida foi demasiado curto para ele. Não lhe deu mais tempo para saborear os lucros da sua persistência e resiliência. 

Mas a sua genialidade persistiu ao longo dos anos. Ainda hoje, as suas letras deixam mensagens marcantes. Ainda hoje, a sua história de vida tem algo a ensinar a quem se permite refletir sobre ela.
Este é um daqueles filmes para rever ao longo da vida, porque nunca é demais inspirarmo-nos na luta por aquilo que nos deixa feliz. 

Classificação
/5

Nota: foi preciso uma semana para a música "Toma o comprimido" me saísse da cabeça.

07
Jan21

Balanço final | Por detrás da tela 2020

O confinamento convidou ao visionamento de mais filmes, mas no meu caso foram as séries que ganharam terreno. 
Não era uma pessoa de ver séries. Sempre preferi filmes porque via naquele momento e terminava. O stress do confinamento levava-me a desligar a mente com filmes e séries. 
 
Segue a lista de filmes e séries que vi em 2020. Só hoje me apercebi que não escrevi uma opinião de todos os filmes que vi. Em 2021 vou tentar ser mais organizada.
 
Filmes
1. "Um Refúgio para a Vida" (2013) - Visualização repetida
2. "The Silence of the Lambs" (1991)
3. "Ferdinando" (2017)
4. "Colette" (2018)
5. "Diário da Nossa Paixão" (2004) - Visualização repetida
6. "O Fim da Inocência" (2017)
7. "Uma Escolha por Amor" (2016) - Visualização repetida
8. "Luzes do Norte" (2009)
9. "Coco" (2017)
10. "Milagre de Natal em Angel Falls" (2017)
11. "Carnal Innocence"(2011)
12. "As cinquenta sombras mais negras" (2017) - Visualização repetida
13. "Before we go" (2014)
14. "Love, Rosie" (2014) - Visualização repetida
15. "O físico" (2013)
16. "La la land" (2016)
17. "A cidade dos anjos" (1998)
18. "Fumo azul" (2007)
19. "O jardim da esperança" (2017)
20. "Eu, Tonya" (2017)
21. "Snu" (2017)
 
Séries
1. "Assédio" (2018)
3. "Anatomia de Grey" T1 à T11 (2005 - 2015)
4. "Vanity fair" (2018)
5. "Outlander" T1 - T3 (2014 - 2017)
6. "Good girls revolt" T1 (2015/2016)
7. "Clínica privada" T1 à T4 (2007-2010)
 
Ficam aqui os meus filmes preferidos de 2020.

Design sem nome (3).jpg

28
Dez20

Por detrás da tela | "Eu, Tonya" (2017) e "Snu" (2019)

Eu, Tonyaeu-tonya.jpg

Apanhei uma valente surpresa com este filme. Não sabia muito sobre o filme, mas por qualquer motivo que eu não consigo identificar, esperava uma história mais ligeira. Posso dizer-te que este filme não tem nada de ligeiro. 
O filme narra a história da patinadora artística Tonya Harding desde a sua infância até à idade adulta. 

A infância desta jovem foi tudo menos positiva e feliz. Uma mãe abusiva dita a construção de uma personalidade completamente asfixiante. Sim, senti-me asfixiada pela agressividade desta mãe e na forma como ela cresceu dentro da Tonya. Apesar do talento desta jovem, a pobreza fez com que ela não fosse bem aceite no meio artístico. Os fatos caríssimos não tinham o brilho das adversárias e isso originava ainda mais raiva dentro de Tonya. 

As relações que ela foi construindo ao longo da sua vida eram doentias. Havia muita violência e tensão nas interações. Foi um pouco aflitivo assistir a isto ao longo do filme.
É claro que estas emoções se devem à brilhante interpretação de Margot Robbie como Tonya. Não sei o grau de veracidade deste filme, mas Margot transportou para a tela tudo o que lhe foi possível para se demarcar e construir uma personagem cheia de personalidade. Margot conseguiu tornar Tonya inesquecível para mim. 

É um filme duro onde sobressaem as coisas menos positivas da natureza humana. Aquilo que prevalece na memória é o incomodo causado pelas atitudes de Tonya, os gritos, as discussões os abusos e a dor camuflada que vai pairando no interior das personagens. 
Quando terminei o filme pensei É preciso ter estômago para aguentar isto até ao fim. Este pensamento surgiu porque há muita energia negativa nesta história e eu fui incapaz de me desligar dela. 

Classificação
/5

Snu

36982_53337_22162.jpg

Há histórias de amor reais que merecem ser contadas, eternizadas nas palavras de um livro ou numa tela de cinema. Do que me foi possível ver neste filme, a história de Snu e de Sá Carneiro é uma dessas histórias.
O meu conhecimento sobre o percurso político do nosso país tem muitas lacunas. De Sá Carneiro ouvi opiniões completamente dispares (acho que um pouco toldadas pelas convicções políticas de cada uma das pessoas que ia partilhando a sua visão comigo), contudo, neste filme, vi mais do homem que se apaixona por uma mulher à frente do seu tempo. Para viver este amor precisa de lutar contra os "monstros" conservadores que pairavam sobre Portugal.

Snu pareceu-me ser uma mulher estremamente interessante. Inteligente, lutadora e muito confiante nas suas ideias e na sua forma de interpretar o mundo. Uma mulher que deve ter tido dificuldades em perceber muito do que se passava em Portugal naquela época. 
Coube a Inês Castelo Branco interpretar esta mulher intemporal. Não esteve totalmente bem, às vezes sentiu dificuldade em manter o sotaque. Contudo, acredito que ela conseguiu passar a beleza da personalidade desta mulher. 

No geral é um filme português marcado pela boa realização e narração da história. É claro que senti falta de algumas informações, acho que o filme carece de um pouco mais de contextualização histórica. Por outro lado, tenho consciência que o objetivo do filme era focar a história de amor entre estas duas pessoas. 
A banda sonora foi bem escolhida e dá um toque especial ao filme.

Para quem gosta de uma boa história de amor, este filme irá ser do agrado dessas pessoas.

Classificação
/5

19
Nov20

Por detrás da tela | "Good Girls Revolt" (T1)

51oLqMyAOiL._AC_.jpg

"Good Girls Revolt" é uma série cuja a ação decorre no final dos anos 60 e narra a vida de um grupo de jornalistas de uma revista na cidade de Nova Iorque. 

Vi o primeiro episódio com aquela atitude de deixa lá ver se isto é interessante. No final do primeiro episódio o meu pensamento foi demasiado interessante, é para continuar a ver. E lá seguiram 10 episódios preenchidos por peripécias e dilemas que marcaram aquela época e que, hoje em dia, não deixam de ser atuais. 

O feminismo marca a série. O papel da mulher na sociedade e a forma como os locais de trabalho olham para o contributo enquanto trabalhadoras qualificadas está intrincado em todos os episódios. Há também lugar para as desigualdades salariais, para o racismo e para a guerra. E, no meio de todos estes problemas sociais, há lugar para a luta. A luta de um grupo de mulheres que quer ser ouvido, que quer ver o seu trabalho realizado, que quer poder assinar os textos que escrevem para o jornal.
Patti representa a voz mais ativa. Aquela que se sente injustiçada e não se resigna àquilo que é esperado para as mulheres da sua geração. Ela quer mais e vai à procura de mais. É este seu espírito aventureiro que contamina outras raparigas e, com ajuda da Eleanor, assistimos a uma libertação feminina. Acho que a Cindy foi das que mais beneficiou desse libertação. Ela representa o socialmente expectável por parte das mulheres daquela época. A Jane foi a que mais me surpreendeu, porque era daquelas personagens ambíguas que apesar de saber o que queria toma consciência de outros caminhos que a irão fazer mais feliz.

Infelizmente só tem uma temporada. O último episódio deixa tantas coisas em aberto que é uma pena não terem dado seguimento à série.

Classificação

24
Jul20

Por detrás da tela | "Outlander" T1 (2014)

ols1_ka_dotcom_wallpaper_standard_1920x1440-25.jpg

Esta é daquelas situações em que devia morder a língua... Mas uma boa mordida! E porquê? Porque eu não percebia o fascínio em torno da séria. Li o primeiro livro e como não foi uma leitura memorável pensei que a série teria o mesmo efeito em mim. Devido à minha experiência de leitura não conseguia perceber o fascínio das pessoas para com a série. 

O canal AXN White, há uns meses, começou a exibir a primeira temporada. Na desportiva decidi ver o primeiro episódio e testar os meus preconceitos. O que é certo é o primeiro episódio foi suficiente para me viciar na série. A cada episódio que via, maior era a minha vontade de continuar a ver a série.

Dificilmente haverá alguém desse lado que ainda não tenha visto esta série (geralmente eu sou sempre mais atrasada que a maioria dos comuns mortais), mas para o caso de existir alguém que não conheça passo a explicar, em traços gerais, o cenário global da história. 
Claire é uma mulher jovem que vive com o seu marido no Reino Unido, no anos 40, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Numa espécie de lua de mel / pesquisa história, Claire e o marido viajam até à Escócia. E, sem algo que o explique, Claire viaja no tempo, até ao século XVIII.

É muito interessante ver de que forma ela se posiciona numa época atrás do seu tempo. A relação que ela constrói com Jamie é o reflexo dos brilhante trabalho dos atores. A química deles é inexplicável, o que confere um realismo magnífico. As cenas mais intensas entre eles (sejam discussões, sejam as mais carinhosas) prendem o espetador tal é a carga emocional que eles conseguem colocar em cena. 

Para além das brilhantes interpretações,  os cenários verdejantes e a banda sonora oferecem ainda mais qualidade à série. Eu rendi-me à banda sonora desta temporada! A música de abertura fica no ouvido e é extremamente delicada. Todas as outras ajudam a entrar no espírito da narrativa e no tempo em que ela acontece. O guarda-roupa parece ter sido escolhido com muito cuidado e, também, ajuda o espetador a situar-se no passado.

Desta primeira temporada, o episódio sete foi aquele que mais me surpreendeu. A forma como foi narrado é tão inteligente e diferente que me ficou gravado na memória. O episódio começa pelo fim e, ao longo de cerca de 50 minutos, Claire e Jamie mostram-nos como foi o dia que os levou até ali. A conjugação entre passado e presente marca o episódio e oferece um dinamismo muito especial. 

Toda a contextualização histórica nem sempre foi fácil de acompanhar, mas eu não era grande conhecedora dos acontecimentos históricos que marcaram o século XVIII no Reino Unido. Porém, o avançar da série permitiu-me uma melhor compreensão dos factos.

Fiquei imensamente feliz quando vi que o canal iria exibir a segunda temporada. E lá vou eu para a segunda temporada com expetativas elevadíssimas. Para já, não está a desiludir.

06
Jul20

Por detrás da tela | "A cidade dos anjos" (1998) e "Fumo azul" (2007)

A cidade dos anjos

6e88e3473a24976e6527a8585c5b6e8c.jpgDesde que tomei conhecimento da existência deste filme que fiquei com uma enorme vontade de o ver. Esperava uma história de amor triste e memorável. A história é triste, mas o filme não me atingiu com a intensidade que eu esperava.

"A cidade dos anjos" é um filme sobre uma médica que se apaixona por um anjo. Sim, este é o resumo do resumo, mas a realidade é que quando tento espremer mais o conteúdo do filme pouco me sobre. Esperava mais drama, mais intensidade e mais dilemas. 

A desilusão foi-se apoderando de mim ao longo do visionamento do filme. Ia ficando cada vez mais triste pelo facto do filme não conseguir ter aquela dimensionalidade emocional que eu estava à espera.

É bonito, é romântico mas foi incapaz de me baralhar as emoções e tornar-se num daqueles filmes que eu sou capaz de ver de forma respetiva. Vi uma vez e chegou, foi o suficiente. 

Conhecia a banda sonora e isso será sempre um ponto positivo no filme. Já era fã das músicas e gostei de ver a forma como elas foram inseridas no filme. Quanto às interpretações, Nicolas Cage e Meg Ryan estiveram bem e ofereceram às suas personagens a expressividade e emotividade necessárias a criarem alguma emoção. 

É daqueles filmes bons para se ver numa tarde chuvosa de domingo. 

Classificação
/5

"Fumo azul"

db8ec904caacc8f756f7151fa89e1905.png

"Fumo azul" é um filme baseados numa obra de Nora Roberts, com o mesmo nome. Gosto de ler Nora Roberts, embora agora o faça com menos frequência. Este livro em particular ainda não o li.

Estes filmes inspirados nos livros de Nora Roberts são sempre duvidosos, mas partilho da opinião da escritora Célia Loureiro, é impossível para de ver devido àquele gosto um pouco mórbido por ver quando algum carro vai contra uma ravina ou cai num rio. Há sempre aquela sensação de tragédia eminente que acaba por me deixar presa ao filme.

Claro, este também tem uma sequência de tragédias onde o fogo é o elemento principal.
O argumento é interessante q.b., as interpretações são sofríveis e a banda sonoro é longe de ser preenchida com músicas que que queira ouvir ao longo dos meus dias. 
Sem dúvida que os livros são mais interessantes. As histórias em palavras ganham uma dimensão diferente na minha cabeça. Uma dimensão que os filmes parecem ser incapazes de oferecer.

Classificação
 /5

P.S. - A partir de agora irei avaliar os filmes recorrendo à mesma escala que uso para classificar os livros: de 1 a 5 estrelas. Quero simplificar as coisas!

26
Jun20

Por detrás da tela | "La la land: Melodia de amor" (2016)

4356.jpg

As minhas expetativas para este filme eram elevadas. Na minha cabeça viviam ideias de que seria um musical com músicas bonitas e com uma história de amor com emoção suficiente para me prender ao ecrã de forma inexplicável.

Foi com muito entusiasmo que comecei a ver o filme, mas as primeiras cenas deixaram-me logo um pouco reticente. Achei demasiado produzido, pouco realista e um tanto ou quanto forçado. Foi muita cantoria e cor logo às primeiras cenas. Apesar deste desagrado inicial mantive a esperança, na minha cabeça eu ia ver aquele que foi considerado um dos melhores filmes em 2016.

Começamos a entrar na vida de Mia e Sebastian, dois jovens que perseguem os seus sonhos num ambiente bastante competitivo. Mia sonha em ser atriz, Sebastian quer fazer carreira na música. Acabam por entrar na vida um do outro e protagonizar uma história de amor que, aos meus olhos, não teve a intensidade que eu esperava. Não me pareceu real, não me encantou e não me apaixonou. O recurso a cenas marcadas pela fantasia também não contribuiu para a minha ligação à história, às personagens e ao amor que eles queriam mostrar. 

A minha relação com o filme manteve-se morna. Não me estava a aborrecer, mas também não me estava a encantar. Da banda sonora ficou-me no coração a música mais conhecida, "City of stars", e o pouco talento de Ryan Gosling para cantar. Sempre gostei dos papéis dele nos diferentes filmes que vi. Como Sebastian... Bem, teria ficado melhor se não tivesse cantado. 

O ponto alto do filme foi o final. Gostei muito do final e fez todo o sentido o rumo que as personagens levaram. Sorri com as cenas finais de Mia e Sebastian porque ambos conseguiram encontrar um lugar para os sonhos deles e para serem felizes. Um felicidade que implicou abdicar de algumas coisas. 
Acredito que é possível equilibrar sonhos e amor, mas há sonhos e realizações pessoais que são difíceis de conciliar (principalmente quando implica cedências). Foi este meu olhar racional que me fez gostar da forma como o enredo terminou. 

Classificação

15
Jun20

Por detrás da tela | "Conta-me como foi - Anos 80" e "Anatomia de Grey" - T1

"Conta-me como foi - Anos 80"
(2019)

Conta-me-Como-Foi-RTP_03.jpg

Assisti, com alguma regularidade, à serie "Conta-me como foi". Não vi os episódios todos, mas vi o suficiente para conseguir acompanhar a série e a vida de Carlos. A ação decorria nos anos setenta, em pleno Estado Novo.
Eu adorava ver porque me mostrava uma realidade que eu conhecia minimamente dos livros de história. Além disso,  divertia-me imenso com as tropelias e reflexões do Carlitos.

Assim que tomei conhecimento do regresso da série fiquei entusiasmada. Esta nova temporada centra-se nos anos oitenta, mais precisamente na Primavera/Verão de 1984. As personagens envelheceram, os projetos de vida foram sendo definidos e surgiram novos rostos. 
A série mantém a mesma linha das temporada anterior, ou seja, os acontecimentos são maioritariamente narrados na perspetiva de Carlos, onde continua a sobressair a sua capacidade para contar histórias, recuperar memórias e partilhá-las. 
A série faz uma boa contextualização da época. As roupas, os penteados, a televisão e os programas oferecem o tom certo à série. É também um espaço para falar de coisas sérias, de problemas sociais que afetaram muitas famílias como por exemplo a toxicodependência. A homossexualidade e o HIV são também mencionados, não esquecendo de mostrar os preconceitos dos portugueses e o impacto social.

Pela informação passada em rodapé no último episódio, a série regressará em setembro. 

Classificação

"Anatomia de Grey" - T1
(2005)

23410354.jpg

Sim, eu sei que talvez ande demasiado atrasada em relação à maioria das pessoas. A primeira temporada de "Anatomia de Grey" foi exibida em 2005 e eu só a estou a ver ao fim de 15 anos. Em minha defesa: eu não era muito fã de séries. Continuo a preferir filmes individuais a séries ou sagas, porém têm surgido mais oportunidades para visualizar algumas séries e eu tenho aproveitado para acompanhar aquelas que me interessam. 

"Anatomia de Grey" retrata a rotina de um grupo de jovens médicos em início de carreira. Espelha o stress que só o ambiente hospitalar é capaz de oferecer. Paralelamente, assistimos às relações que se vão construindo entre eles, e, assim, aos dilemas profissionais juntam-se os dilemas pessoais adensando a complexidade da trama. 

No dia a dia hospitalar vão surgindo os pacientes e as suas histórias. O que mais me deixava insatisfeita era o desconhecimento relativamente ao desfecho de alguns pacientes que passavam pelas mãos daquele corpo médico. Eu sei que isso acaba por ser uma aproximação mais fiel à realidade -  após a alta o hospital deixa de ter contacto com os seus pacientes - mas a minha curiosidade pessoal acaba por levar a melhor.
Apesar deste pequeno elemento de insatisfação, posso dizer que gostei muita da série e conseguiu captar o meu interesse.

Gostava imenso que a Fox Life desse continuidade sequencial à serie. Sei que estavam a passar umas das temporadas mais recentes, mas agora queria aproveitar para ver desde o início e de forma ordenada.

Classificação

10
Jun20

Por detrás da tela | "O Físico" (2013)

500616.jfif

Vi "O Físico" sem saber que o filme era uma adaptação de um livro. Foi uma amor às primeiras imagens e aos primeiros relatos da história.
A ação decorre no século XI e é protagonizada por Rob. A narrativa inicia-se na infância de Rob e, após um conjunto de cenas que nos mostram o crescimento deste miúdo, chegamos ao momento em que ele é um jovem adulto que precisa de ir ao encontro do seu sonho. Ele tem um dom especial e mais do que querer percebe-lo, Rob quer ganhar conhecimento, encontrar a cura para uma doença e perceber o funcionamento do corpo humano. O sonho dele é curar as pessoas!

O filme está munido de um conjunto de cenários bastante cativantes e aborda temas muito interessantes. A pressão e conflituosidade religiosa, a luta pelos sonhos, o saber vencer as adversidades, lidar com a frustração e a humildade de que a vida é uma aprendizagem constante são elementos transversais ao longo de todo o filme. É inspirador ver os sacrifícios de Rob para concretizar os seus sonhos. Fica na memória a sua humildade em todo o seu processo de aprendizagem. E recordarei sempre a audácia deste jovem em momentos cruciais de aprendizagem e mudança de paradigmas impostos pela consciência religiosa.

É claro que o filme não ficaria completo sem uma história de amor. Não é um elemento muito desenvolvido no filme, mas dá aquela luz especial a uma história dura de lutas e conquistas. 
Adorei Rob! Inspirou-me, acompanhou as minhas reflexões durante alguns dias e facilmente o invoco quando algo na minha vida dá um passo atrás. 
Além deste jovem curioso e humilde, Ibn Sina é outra personagem que não vou esquecer. Um homem inteligente, que sabe partilhar conhecimento e, acima de tudo isto, um mestra capaz de admirar as capacidades do seu aluno. 

Rob e Ibn Sina constroem uma relação muito bonita de se assistir. A forma como desenvolver admiração mútua culmina num final memorável.

Agora, preciso urgentemente de ler o livro.

Classificação
 

25
Mai20

Por detrás da tela | "Christmas in Angel Falls" (2017) e "Before we go" (2014)

"Christmas in Angel Falls"

80996742-800x450.jpg

Ver filmes de Natal fora de época sabe-me bem. Geralmente são filmes que não exigem muita energia e passam sempre uma mensagem de esperança e positivismo. 
"Christmas in Angel Falls" é um filme natalício, onde um anjo fica responsável por ajudar uma localidade a recuperar o espírito de Natal.

Por entre momentos divertidos e romance vamos descobrindo os motivos que arruinaram as vivência natalícias naquela cidade. Ao mesmo tempo que se desvendam os problemas, abre-se caminho à sua resolução. Como podem ver, a linha narrativa é bastante descomplicada e o filme cumpriu a sua função de entreter e proporcionar uma viagem à magia que só os dias natalícios oferecem. 

É um excelente filme para descontrair e reviver as coisas boas que só o Natal consegue oferecer.

"Before we go"

transferir.jpg

Quando comecei a ver este filme, de forma instantânea, a minha memória viajou até outro filme. "Before we go" recordou-me "Before sunrise", um dos meus filmes preferidos. Esta recordação não favoreceu muito a forma como assisti a este filme, uma vez que foi inevitável fazer comparações. 

Ambos os filmes partem da mesma premissa, contudo acabam por diferir na forma como a operacionalizam e como constroem a narrativa em torno de dois desconhecidos que se cruzam de forma inesperada. 

Eu gostei do filme, porém foi incapaz de me conquistar na totalidade. A química entre os dois atores não esteve ao nível das minhas expetativas e os diálogos que protagonizaram não me cativaram muito no início.
Com o desenrolar do filme a minha relação com o mesmo foi melhorando. O meu interesse aumentou e as cenas finais conseguiram emocionar-me. 

O enredo não é complexo, o que facilita a envolvência com o filme.Tem uma forte carga dramática o que possibilita ao telespetador construir alguma empatia com as personagens. No meu caso, a empatia não fio maior porque estava sempre a lembrar-me do Jesse e da Céline e dos seus devaneios filosóficos apaixonantes. 

Um bom filme para uma tarde descontraída de domingo.

 

 

11
Mai20

Por detrás da tela | "Éramos seis" (2019)

eramos-seis-familia-lemos-creditos-raquel-cunha-gl

Tenho um amor especial por telenovelas brasileiras. Fico quase sempre rendida às histórias, à forma como o enredo é desenvolvido e pelas interpretações magníficas. 
Comparativamente às produções portuguesas, as novelas brasileiras não enrolam os acontecimentos nem fazem prolongamentos desnecessários. 
Mais recentemente tenho desenvolvido um gosto particular pelas novelas de época. A última que assisti de forma mais assídua foi "Éramos seis".

"Éramos seis" é uma novela que conta com diversas versões (a mais recente passou na televisão entre 2019 e 2020) e teve como inspiração o livro com o mesmo nome que foi escrito por Maria José Dupré. 
A novela centra-se na família de Lola. Conhecemos a família na década de 20 e acompanhamos a sua vida até à década de 40. 
Lola é interpretada de forma brilhante pela atriz Glória Pires. Ela é o grande pilar da família, que luta por uma vida melhor para os seus e que não desiste perante as  adversidades que se vê obrigada a enfrentar. 
Júlio, marido de Lola, representa a ambição desmedida. Um homem que personifica a frustração perante a vida e que tem muitos altos e baixos. Tanto consegui ter pena dela, como facilmente me irritava. 

Os filhos do casal protagonizam personalidades muito diversas. Nessa diversidade reside o interesse em acompanhá-los, descobrindo as suas escolhas, a sua postura perante a vida e a forma como enfrentam os problemas que a vida lhes coloca.

É óbvio que a novela possui enredos paralelos. A doença mental, o feminismo e a instabilidade política são outros assuntos muito bem retratados ao longo de algumas fases da novela. 
Quero destacar a forma como foi abordada a questão da doença mental.

eramos-seis-justina-0120-1400x800_2.jpg

Justina tinha um problema mental e sofria com o desconhecimento de tratamentos que a ajudassem a ter uma melhor qualidade de vida. Porém, numa outra fase da novela esses tratamentos aparecem. O enredo vai mais além e apresenta todos os preconceitos associados quer à doença, quer aos tratamentos. 

O divórcio era, no anos 20 e 30, um tabu. Um condição que não beneficiava em nada as mulheres e comprometiam o futuro relacional dos homens que optavam por sair de um casamento infeliz.  
Este é outro tema a dar um toque especial à novela. 
Almeida é um homem divorciado que se apaixona por Clotilde. Esta paixão é correspondida, mas Clotilde sonha com um casamento tradicional. 

images.jpg

A ligação que os dois atores criaram foi mágica. A relação foi conduzida de forma muito equilibrada. Os momentos mais dolorosos encaixaram na perfeição nos momentos felizes criados. Clotilde ofereceu-me um dos momentos mais intensos ao longo de toda a novela. O acontecimento a que me refiro acontece numa fase final da novela e é absorvente e emocionante.
Os diálogos entre estas duas personagens são daqueles que apelam ao lado emocional do telespetador.

Gostam de telenovelas? O que é que gostam de ver?