Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

23
Dez20

Opinião | "A Rainha Perfeitíssima" de Paula Veiga

P_20201121_115437.jpg

Descobri a minha paixão por romances históricos já tarde no meu percurso de leitora. Talvez tenha acontecido porque o meu interesse pela História também chegou já no final da adolescência. 
Hoje em dia é sempre com algum entusiasmo que me "atiro" numa leitura com uma forte componente histórica.

"A Rainha Perfeitíssima" é um livro dedicado à Rainha D. Leonor, que é, também a narradora de todos os acontecimentos.

A sequência narrativa é muito confusa. Ainda ponderei se esta confusão advinha dos meus escassos conhecimentos relativamente a este período da História de Portugal. Porém, já li outros livros históricos, que retratavam épocas e acontecimentos completamente desconhecidos para mim e com os quais não senti nenhuma dificuldade. Aliás o meu conhecimento no fim da leitura aumentou. Por esta razão, considero que o problema está mesmo no livro, mais especificamente na forma como a história foi contada.
A leitura tornou-se um pouco aborrecida. Os factos eram narrados de uma forma demasiado factual. Faltou um toque mais emocional. Faltou a inclusão de elementos capazes de enriquecer aquilo que D. Leonor ia contando.

Na capa prometia: "Esta é a história de Leonor de Lencastre, a mais culta e rica das rainhas portugueses. E também a mais trágica". No meu entender, ficou-se pela promessa porque os acontecimentos narrados eram desprovidos de emoção e intensidade ilustrativas de uma vida trágica. Também é um livro carente na capacidade de mostras as características das personagens que integram a narrativa. Há demasiada narração e pouca demonstração.

Paula Veiga tem outro livro publicado, também ele um romance histórico. Ainda não sei se quero ler. Preciso de tempo para esquecer esta leitura. Talvez, mais tarde, depois de esquecer esta leitura, dê uma nova oportunidade à escritora e, assim, ter a oportunidade de construir uma opinião mais sólida.

Classificação

13
Dez15

Opinião | Contos e Lendas de Macau


Contos e Lendas de Macau





Autora: Alice Vieira
Ano: 2002
Número de páginas:122 páginas
Classificação: 5 Estrelas




Opinião
Trouxe este livro da biblioteca para o desafio Português no Feminino, porém quando me deparei com a altura de o ler a vontade não era muita. Olhava para ele e não sentia vontade de o ler, mas não tinha outro para ler e não queria, agora na reta final, não cumprir com o desafio acabei por lhe pegar. E ainda bem que o fiz.

Contas e lendas de Macau é um livro que reúne seis contos sobre a cultura oriental que são uma verdadeira delícia.
Os contos são os seguintes:
  1. As árvores que ninguém separa (5 Estrelas)
  2. O que sabem os pássaros (5 Estrelas)
  3. As mãos de Lam Seng (4 Estrelas)
  4. Uma voz no fundo das águas (4 Estrelas)
  5. Um estranho barulho de asas (5 Estrelas)
  6. O templo da promessa (5 Estrelas)
Cada conto, à sua maneira, aborda um tema que lhe têm associado uma lição de moral. 
É uma leitura rápida e interessante. Retiramos, sempre, alguma reflexão importante de cada um dos contos. 


30
Nov15

Opinião | Halloween


Halloween

Autora: Nádia Batista
Ano: 2014
Número de páginas: 13 páginas
Classificação: 2 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
Como este mês o tempo para ler foi escasso, decidi-me por um conto para o desafio mensal Português no Feminino
Atendendo ao facto de em Outubro festejar-se o Dia das Bruxas pensei que este seria um bom conto para ler de forma a assinalar a data.

Era um conto que eu já queria ler há muito tempo. Costumo visitar o blog da Nádia e, como já devem saber, estou sempre de olhos nas obras de autores e autoras portuguesas. Gosto de conhecer o seu trabalho e divulgá-lo.

Não adorei este conto. Foi uma leitura agradável, mas a escrita revela algumas falhas ao nível da construção da narrativa e das personagens. 
A forma como a história é narrada consegue, em alguns momentos, manter o interesse e o mistério, mas há outros em que as coisas aparecem de forma repentina e com pouca articulação entre os factos. Falta, também, um certo envolvimento na escrita que me permita olhar para os acontecimentos como sendo situações que estão a ocorrer e não algo que me está a ser contado. Em alguns momentos, quando estamos a ler é como se um amigo nosso nos estivesse a contar o que se passou ali na rua recorrendo a um método meramente expositivo. Falta aquele elementos que nos leve para aquele lugar onde entramos numa quase inconsciência de estarmos perante uma situação fictícia. 
Desta forma, posso afirmar que a ideia que está na base da construção da narrativa não é má, a forma como está desenvolvida é que não me deixou satisfeita. 

Acho que foi um bom ponto de partida para a autora. É uma forma de ganhar experiência com a escrita e partir para novas histórias. 
12
Out15

Opinião | O ano em que não ia haver Verão


O ano em que não ia haver verão

Autora: Rute Silva Correia
Ano: 2014
Número de páginas: 208 páginas
Classificação: 1 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
O ano em que não ia haver Verão foi o livro eleito para o mês de Setembro do desafio Português no Feminino e o que posso dizer é que foi uma das piores leituras até ao momento. É um livro com uma história pouco interessante e pouco cativante. Juntando à baixa qualidade do conteúdo é um livro que não está muito bem escrito e existem algumas incongruências a longo do desenrolar dos capítulos.

Neste livro ficamos a conhecer uma quantidade de pessoas que fazem parte da alta sociedade lisboeta, ou seja, a nata da nata. Assistimos aos seus dramas, romances que começam e acabam num piscar de olhos, encontros e desencontros, traições e outras coisas que tais.

Tudo isto é uma grande confusão, porque a forma como tudo nos é contado e apresentado é de baixa qualidade literária. Nada desperta interesse ou curiosidade na leitura. Para mim é um livro vazio do qual não retirei nada, nem sequer entretimento ou diversão. 

As coisas surgem como se fossem uma grande embrulhada sem ponta por onde se lhe pegue. As personagens surgem como cogumelos e não lhes é dado espaço para crescerem e se apresentarem aos leitores. No fundo, posso dizer que o livro até poderá ser uma boa metáfora daquilo que é a alta sociedade portuguesa e pelo mundo.

Para além de todo este meu desagrado houve uma coisa que me irritou solenemente. Raúl e Pedro são-nos apresentados no início do livro como psicólogos. Mais a meio surgem como psiquiatras!!! Psiquiatras e Psicólogos são duas categorias profissionais distintas. Podem trabalhar para um público-alvo com algumas semelhanças, mas há muitos aspetos que os diferenciam. Não é a primeira vez que assisto a estas confusões e acho que é um elemento que revela pouco cuidado dos autores no momento de revisão do texto. 
03
Set15

Opinião | A chama ao vento


A Chama ao Vento


Autora: Carla M. Soares
Ano: 2014
Número de páginas: 430 páginas (e-book)
Classificação: 4 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
Esta foi a minha estreia inicial com Carla M. Soares. Até ao momento só tinha lido um livro da autora como leitora beta. 

Estava bastante curiosa para ler este livro. Esta curiosidade surge das boas críticas presentes no goodreads, pelo título e pela minha constante vontade de conhecer o trabalho dos autores portugueses. Assim sendo, quando em finais de 2014 crio com a Marta do blog I only have o desafio Português no Feminino, este livro ficou imediatamente debaixo de olho para ler num momento em que tivesse um pouco mais de tempo livre. 

A Chama ao Vento é um livro onde o passado e o presente se entrelaçam numa história de amor eterno. Assistimos a um passado que procura dar um significado ao presente cheio de fantasmas de Francisco.

Francisco, Teresa são almas do presente, enquanto que João tem a sua alma dividida por estas linhas temporais. João é um belo narrador da história passada onde ele  assume um papel de grande destaque.
Francisco, o homem dos fantasmas, é fechado e reservado. Pouco dado à partilha daquilo que preenche o seu mundo interior. Ele é uma verdadeira ilustração do icebergue da Teoria Psicanalítica de Freud. Aquilo que ele mostra, o que está à superfície da sua personalidade, é uma pequena parte de tudo aquilo que ele tem e guarda no seu inconsciente (e que muitas vezes vem ao seu consciente estragar-lhe a vida e a forma como ele se relaciona com os outros). É certo que não simpatizei muito com ele. Achei que muitas vezes ele adoptou uma postura demasiado arrogante e infantil, parecendo, em alguns momentos mal educado. Por muitos que sejam os fantasmas que lhe preenchem o coração ele poderia tentar sobrepor-se a eles. No final percebi melhor os fantasmas dele e consequentemente o seu comportamento... Mas não deixou de me irritar ao longo do livro. Tudo isto se deve a problemas de ligações importantes e que devem ser estabelecidas na infância. Este foi um aspecto muito bem abordado e desenvolvido pela autora.Consigo perceber a personagem, entender o seu comportamento e motivações, mas não é alvo da minha simpatia.

Da Teresa vi muito pouco para ter uma opinião muito fundamentada. Houve alturas em que a achei imatura e com atitudes de adolescente. Mas agora, pensando melhor sobre tudo o que compõem o livro, acho que eram mais respostas às atitudes adolescentes do Francisco. Era como se ela quisesse responder à altura,

E depois temos a história do passado e aquela que verdadeiramente me apaixonou.
Carmo, Dekel, João, Manuel... Vidas que se entrelaçam em segredos e palavras silenciosas que condicionam o futuro das gerações seguintes.

Gostei muito da Carmo e do João. São duas personagens com uma personalidade cativante.
Carmo no seu jeito inocente, a sua mente perspicaz e os seus modos de menina que descobre a cidade, cativou-me profundamente. Ao início não a estava a ver como uma chama ao vento (de acordo com a interpretação que eu fazia da metáfora), queria mais dela para constatar. Porém, com a chegada do final do livro percebi mais claramente o contexto e o facto de Carmo se ter "apagado". Adorei a metáfora!!!

João é o verdadeiro significado da amizade eterna. E este respeito e dedicação que João tem por aquilo que ele considera como amizade tem a minha total admiração.
Quando ao Dekel gostei dele, mas a parte mais obscura da sua personalidade deixava-me com o pé atrás. Compreendo todas as motivações que estão por detrás dos comportamentos dele, mas o mistério que ele transporta é algo negro e sombrio que acaba por me afastar dele.
Por fim, temos o Manuel. Um homem desinteressante e que as circunstâncias de vida o tornaram num homem amargo.

Esta minha experiência oficial com o trabalho da Carla foi muito positiva. Gostei bastante do livro e nada me foi indiferente. As minhas emoções e ideias foram balançadas e acho que isso é muito importante quando lemos um livro, porque no findo é isso que nos permite recordá-lo.


24
Ago15

Opinião | Cinzas e Neve


Cinzas e Neve

Autora: Célia Correia Loureiro
Ano: 2012
Número de páginas: 24 páginas
Classificação: 5 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
É difícil sentir-me satisfeita como leitora quando leio um conto. Ao fim de cada conto lido sinto sempre que falta qualquer coisa. Ou é a história que não foi profunda o suficiente, ou porque ficaram muitas pontas soltas ou por qualquer outra razão inerente ao conteúdo do conto. Porém, a minha experiência com este conto foi totalmente diferente.

Até ao momento, da escritora Célia Loureiro só tinha lido um livro e foi como leitora beta. Quando me cruzei com este conto, achei que poderia ser uma boa escolha para o desafio Português no Feminino. E, de facto, foi uma excelente escolha. Adorei!!!

Tanto a minha experiência com livro como com este conto, sinto que a Célia tem uma maneira muito própria de trabalhar as palavras. Ela consegue juntá-las numa dança de conteúdo harmoniosa e muito cativante.

Cinzas e Neve dá-nos a conhecer a história de um casal afastado pelo destino e pelas personalidades. No fundo, não lhes foi permito viver o amor que os unia. Afastaram-se e reencontraram-se. E é neste reencontro que ficamos a saber tudo o que os uniu e os afastou, aquilo que foi condicionando as suas vidas e as suas perspectivas em relação a um futuro próximo.

É um conto carregado de sentimentos, de lágrimas, sorrisos e recordações. Um conto onde não fica nada por contar e onde ficamos a conhecer o Henrique e Cristina através dos olhos e da voz de Cristina. Nunca sabemos onde esta voz nos vais levar. Vamos seguindo, embalados  nas palavras, sem saber que final nos vai ser oferecido. Final este, que só ficamos a conhecer na última frase do conto.

Dos vários contos que já li, este foi o que mais gostei até ao momento. 
16
Ago15

Agosto | Português no Feminino


Este é um dos desafios de 2015 que melhor está a correr. Chegou então o mês de Agosto e é necessário escolher uma nova autora e a sua respetiva obra. Este mês apetece-me ler um livro e deixar os contos para meses mais complicados. Assim, vou pegar num livro que já quero ler há muito tempo. 

Eis a autora e livro eleito:
A Chama ao Vento

Carla M. Soares
A chama ao vento

Quem é que desse lado já leu?
A única obra que li da autora foi uma em versão Beta, por isso está será a minha estreia com os seus livros já publicados.
29
Jul15

Opinião | Prisão de Gelo


Prisão de gelo

Autora: Ana Ferreira
Ano: 2015
Número de páginas: 18 páginas (ebook)
Classificação: 2 Estrelas
Sinopse: Aqui

Opinião
O tempo por estes lados é escasso, por isso para o desafio Português no Feminino deste mês decidi voltar aos contos.
Desta vez escolhi ler um conto cuja capa me saltou à vista assim que me cruzei com ela no Goodreads. 

Prisão de Gelo é um conto pequeno, de rápida leitura e com um conteúdo bastante denso que apela À reflexão do leitor. Por mero acaso, o livro aborda uma temática recentemente discutida numa das aulas de doutoramento, ou seja, a forma como a sociedade encara a diferenças, a homossexualidade e as questões de igualdade de género. 
Até à versão de 1980 da DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico das Doenças Mentais), a homossexualidade era considerada uma distúrbio mental. Por esta razão, acho que o conto é muito propositado e gostei bastante da forma como a questão do preconceito foi abordado. 

Foi um conto que eu gostei de ler. Gostei da Berta e da forma como ela se expôs em palavras.
Eu consigo olhar para este conto como uma metáfora da actualidade. Apesar da homossexualidade já fazer parte do quotidiano português, muita gente, principalmente nos meios mais pequenos, ainda é alvo de muito preconceito. E nestes locais, onde o preconceito está muito enraizados, aqueles que são homossexuais vivem na sua própria prisão de gelo em que muitas vezes têm de lá guardar o seu amor para poderem experimentar um pouco de liberdade. Uma liberdade artificial porque muitos deles têm de ficar aprisionados. 

O conto conseguiu transmitir os sentimentos de Berta e mostrou de forma muito clara o que é ser diferente num mundo onde se consideram iguais. Mostrou também de que formas podem atentar à nossa liberdade, que não é só por nos fecharem num lugar.

Recomendo a leitura para quem gosto de pensar sobre estas questões e para quem gosta de ler contos. 
23
Jul15

Julho | Português no Feminino


Já desde Abril que não publico o que é que pretendo ler para este desafio. Contudo, não parei e tenho conseguido ler uma autora portuguesa por mês. Ultimamente têm sido contos porque ando com pouco tempo disponível para me aventurar por obras mais extensas. 

Para Julho será também um conto. Desta vez o conto será Cinzas e Neve da autora Célia Correia Loureiro. 
Cinzas e Neve

Oficialmente é a minha estreia com a autora, uma vez que o único livro que li até agora foi como leitora beta.
Assim, a opinião a este conto será a primeira opinião a obras da escritora aqui no meu blog.

Alguém me acompanha na leitura?
21
Jul15

Opinião | Escrito nas Estrelas


Escrito nas Estrelas




Autora: Bárbara Norton de Matos
Ano: 2010
Número de páginas: 248
Classificação: 1 Estrelas
Sinopse: Aqui






Opinião
"Fútil" é a primeira palavra que me vem à cabeça para descrever este livro. É tão básico, cliché e insignificante que me pergunto como é que é possível uma editora com chancela da Leya editá-lo. É ao ler livros como este que me sinto algo revoltada. Vejo jovens escritores portugueses a lutar com tudo aquilo que podem, carregados de talento e que possuem boas história a serem deixados para trás, a serem pouco valorizados pelas ditas grandes editoras e acima de tudo são pouco respeitados pelo público português. Porém, chega alguém conhecido da Televisão e a sua história é facilmente publicada. Eu considero isto uma grande injustiça, uma vez que os critérios para publicação parece que mudam em função da pessoa que escreve o livro, em vez de se focarem no conteúdo do
manuscrito.

Este livro apresenta algumas gralhas (palavras a mais ou a menos nas frases, "mas" que não deveriam existir), aspeto que evidência a ausência de algum cuidado no processo de revisão.
Relativamente à narrativa, também esta deixou transparecer algumas incongruências. Introdução descontextualizada de uma personagem (quando ela apareceu não fazia a mínima ideia de onde ela vinha) e falhas em termos temporais (há coisas que tendo em conta a sequência temporal da história não fazem sentido nenhum).

A personagem principal, Carminho, é das piores personagens principais com quem já me cruzei (até a Anastasia do livro As 50 sombras de Grey é bem melhor - livro do qual ainda não publiquei opinião). Uma atriz fútil e mimada que não transparece, em nada, a força que autora queria transmitir. Deu-lhe um passado sofrido, coloca-a com um patinho feio, para no presente a transformar num cisne... completamente estragado. É tudo tão superficial que não permite ao leitor identificar-se minimamente com ela bem sinta qualquer tipo de empatia. Irritou-me tanto!!!! Revirei tantas vezes os olhos com o seu comportamento... Aquilo é tão distante da minha realidade e da minha maneira de ser que chegou ao ponto de olhar para o livro da forma mais distante possível.

E aquele final?! Mas o que é que foi mesmo aquilo?? Foi das coisas mais estúpidas que já li. Não faz qualquer sentido quando olhamos para o que acontece na realidade. Este é daqueles livros que daqui a uns meses não vou ter qualquer memória do seu conteúdo!
28
Jun15

Opinião | O piano surdo


Piano Surdo



Autora: Olinda Gil
Ano: 2013
Número de páginas: ebook
Classificação: 3 Estrelas
SinopseAqui
Conto gratuito: Aqui




Opinião
Este é o terceiro trabalho que leio da Olinda e é, até ao momento, aquele que mais gostei.
Na minha opinião, a autora consegue imprimir um toque dramático que nos faz ficar presos à história e à vida de um mulher que tem de se adaptar à sua nova realidade.

O toque de loucura que resulta de um enorme sofrimento está bem documentado. É fácil sentirmos o desespero, a tristeza, a revolta de alguém que deixou de ouvir o som do piano que tanto a fazia feliz.

Para mim, este conto tem potencial para se transformar em algo mais extenso. A temática é interessante e intrigante, e uma nova exploração possibilitaria ao leitor um maior conhecimento das personagens o que permitiria um maior envolvimento com a história. 
01
Mai15

Abril | Português no Feminino (Parte 2)

Para quem leu este post (aqui) viu que a minha intenção de leitura para o mês passado era ler Sónia Louro.

Eu comecei o livro e ainda li 174 páginas, porém a forma como a história estava estrutura e escrita não me convenceu ao ponto de investir mais tempo na leitura. Senti falta de tanta coisa neste livro. Falta acção, articulação entre os acontecimentos, articulação entre passado e presente... Perdoem-me a expressão, mas estava a levar com uma valente seca e nesta altura da minha vida já não me sinto capaz de levar com ela. E acreditem que sou uma pessoa persistente e que não desiste de um livro só porque sim. Até costumo insistir nas leituras. 

Bem, como o mês já ia avançado e eu cheia de prazos a cumprir, recorri aos contos. 
Desta forma, a autora do mês de Abril foi a autora Olinda Gil e o conto escolhido foi Piano Surdo.
Piano Surdo

O conto já está lido e assim que me seja possível deixarei aqui a minha opinião. Para quem quiser ler, este conto está disponível, gratuitamente, no site da Smashwords. 

Dos meus leitores, quem é que já leu Olinda Gil? O que acham?


02
Abr15

Abril | Português no Feminino


Inicia-se mais um mês, e com ele a necessidade de cumprir mais uma etapa deste desafio. 
Há dois dias atrás a minha intenção era ler uma determinada autora. Porém, hoje fui à biblioteca e desencantei lá nas estantes um livro de uma autora portuguesa que nunca tinha lido.

A autora será Sónia Louro com o livro A verdadeira peregrinação. Parto para a leitura totalmente às escuras, pois nunca me cruzei nem com comentários, nem com outros livros da autora. 

Sónia Louro A Verdadeira Peregrinação
Sinopse
A casa de Guilherme Fonseca é assaltada depois do jovem encontrar uma misteriosa mensagem junto dos restos mortais do avô. A curiosidade em a decifrar transforma-se em urgência pois os assaltantes parecem querer algo mais: as caixas com apontamentos que o avô levou grande parte da vida a reunir. Depois de muito penar com cifras e números enigmáticos, Guilherme só tem uma certeza: as respostas estão num velho manuscrito encadernado a couro vermelho. Contendo tudo aquilo que Fernão Mendes Pinto, por medo da Inquisição, não colocou na Peregrinação, o manuscrito tem um nome revelador: A Verdadeira Peregrinação. Com a possibilidade de encontrar a mítica ilha do Ouro com todas as riquezas que Fernão Mendes Pinto descreveu, haverá algum tesouro maior para Guilherme almejar?
01
Abr15

Opinião | Rosa, minha irmã Rosa


Rosa, Minha Irmã Rosa




Autora: Alice Vieira
Ano: 2006
Número de páginas: 120 páginas
Classificação: 4 Estrelas
Editora: Editorial Caminho
Sinopse: Aqui




Opinião
Como expliquei quando apresentei a autora Portuguesa escolhida para o mês de Março, durante a minha infância/adolescência não tive muita oportunidade de ler. Por esta razão, muitos dos livros infato-juvenis ficaram por descobrir. Como considero que nunca é tarde, e que vou sempre a tempo no que toca às leituras, decidi eleger este para o desafio mensal Português no Feminino.

Rosa, minha irmã Rosa é um livro com uma história e uma escrita simples, mas muito rica em significado e interpretações. 
Mariana de 10 anos depara-se com a chegada de uma irmã e tem de aprender a viver num contexto que implica uma nova dinâmica familiar. Novas relações necessitam de ser estabelecidas o que influência nas relações pré-existentes. 
A história contada na perspectiva de uma criança é excelente, uma vez que aproxima a história do leitor, principalmente se este leitor tiver uma idade próxima da da personagem.

Gostei muito do livro e fiquei com vontade de ler outros livros da autora. Por acaso, hoje uma menina disse-me que a Mariana é uma personagem de outros livros da autora. Eu não sei se é, mas é algo que vou tentar saber.
13
Mar15

Março | Português no Feminino



O tempo para ler não tem sido muito e a disposição também não. Por isso, tal como fiz em Fevereiro, andei à procura de um livro pequenino e de leitura mais simples. Depois de alguma pesquisa, decidi-me pela autora Alice Vieira. 
Nunca me tinha cruzado com os livros da autora. Enquanto crianças/adolescente o meu acesso aos livros era algo limitado. Lia o que tinha em casa (que era muito pouco). Durante o ensino primário ainda conseguia ler através da biblioteca itinerante, mas a partir do momento em que passei para o 2º ciclo só li os livros de leitura obrigatória e aqueles que me iam oferecendo. 
Depois, já no secundário e com mais autonomia passei a frequentar a biblioteca Municipal. Com esta idade comecei já por ler livros mais para adultos. E assim, perdi a oportunidade de contactar com mais livros infantis/juvenis. 
Mas nunca é tarde para se voltar a eles. Por isso, este mês escolhi para leitura do desafio Rosa, minha irmã Rosa.