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Por detrás das palavras

Por detrás das palavras

19
Dez18

Opinião | "O nosso reino" de Valter Hugo Mãe

O Nosso Reino
Classificação: 2 Estrelas

O nosso reino é a minha leitura de estreia com um autor português com muitas opiniões positivas. 
Para mim, foi uma leitura estranha. A escrita conseguiu-me proporcionar sentimentos contraditórios, ou seja, houve momentos em que a prosa poética me deixava encantada e outros em que me aborrecia.  Os momentos de aborrecimento talvez estejam associados aos momentos da narrativa em que me sentia um pouco perdida e sem grande ligação à história e às personagens. É um livro escrito apenas com letras minúsculas e sem pontuação que nos indique os momentos de diálogo. Esta particularidade não facilitou a minha relação inicial com o livro. No início isto fez-me um pouco de confusão. Com o avançar da leitura este aspeto acabou por ficar esquecido e não interferiu em nada com a restante leitura, uma vez que na minha cabeça eu fazia a construção da narrativa. 

O livro é narrado por uma criança, porém houve momentos do livro em que achei que a linguagem e as observações feitas não se enquadravam no perfil de uma criança. Um aspeto curioso prende-se com a leitura de algumas passagens pois me recordaram o Carlitos da série Conta-me como foi que passou há uns anos na RTP. Gostei muito de ler sempre que consegui associar as passagens às lembranças da série. Tal como a série, a ação deste livro situa-se no período histórico da ditadura. Foi interessante ler e reconhecer a repressão, os preconceitos e as formas de viver tão castradas da sociedade portuguesa de outrora. 

O que eu mais gostei no livro e que acho que não foi tão desenvolvido como deveria, prende-se com a santidade do nosso narrador. Eu queria ter lido e conhecido mais desta realidade. Queria aceder a mais sentimentos dele e à forma como isso interferia nas suas relações.

Nem sempre me consegui apropriar da história e me sentir envolvida pelo enredo que Valter Hugo Mãe criou. Ficou apenas a curiosidade de ler outras obras do autor e desfrutar da escrita com toques poéticos que oferecem a certas passagens uma tonalidade única e especial.
07
Nov18

Português no Masculino | Novembro

Estive muito indecisa entre dois escritores para a minha leitura deste novo mês. Para não complicar muito e aproveitar um livro que trouxe da biblioteca escolhi...

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Eça de Queirós

Eu adorei Os Maias, porém desde essa altura nunca mais voltei a pegar em nenhum livro deste autor. De entre as várias opções escolhi o livro A Ilustre Casa de Ramires.
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Tenho consciência de que será uma leitura densa e que me irá ocupar bastante tempo. Porém, será que o meu gosto pelas obras deste autor se irão manter?
Aceitam-se apostas. 
02
Nov18

Opinião | "A Terra Toda" de José Manuel Saraiva

A Terra Toda

Classificação: 2 Estrelas

Mais uma estreia no projeto Português no Masculino que não correu muito bem. Foi ligeiramente melhor comparativamente ao livro do mês anterior, mas faltou muito para me convencer. 

A Terra Toda é um livro estranho, que apresenta conteúdos que colidem com o meu lado profissional. Ora, este aspeto, aguçou ainda mais o meu desconforto com o livro. Isto porque senti que toda a narrativa entre Clara e Rafael foi forçada, sem qualquer tipo de elo de ligação que me parecesse credível e onde faltou comunicação, interação e a vontade do autor me mostrar aquelas personagens. O autor limitou-se muito a contar a história. Não me deu elementos concretos que me permitissem conhecer melhor as personagens, as suas motivações e as suas personalidades. Este aspeto torna a leitura aborrecida, faz com que ela se prolongue ao longo dos dias e fez nascer em mim o "tédio literário" (ficar sem vontade de ler).

A Clara é qualquer coisa de incompreensível. Odiei esta personagem e a forma como ela gere a sua vida e as suas relações. É um facto que não tive a oportunidade de a conhecer de forma mais profunda. E aquilo que conheci apenas me deixou revoltada com a sua forma de ser e a forma como lidava com o seu trabalho. O seu mau profissionalismo deu-me volta aos nervos e não me permitir olhá-la com melhores olhos.

Do Rafael acho que ficou muito por dizer e muito por mostrar. Nem simpatizei, nem antipatizei com ele. Simplesmente não me senti ligada a ele, não me senti próxima nem entusiasmada por conhecer as suas ideias e formas de pensar. 

A narrativa é simples, tem bastante diálogo e parece ser uma leitura rápida. Mas, dada a minha animosidade para com as personagens e o cenário, a leitura arrastou-se mais tempo do que aquele que acho necessário para terminar uma leitura com estas características. 
Espero que nos próximos dois meses que me restam para o projeto, me cruzo com autores lusos mais cativantes. Aceitam-se sugestões!!
08
Out18

Opinião | "A materna doçura" de Possidónio Cachapa

A Materna Doçura
Classificação: 1 Estrela

A materna doçura marca a minha estreia com o autor Possidónio Cachapa. No Goodreads, este livro tem classificações variadas. Porém, mais de metade, correspondem a uma classificação de 4 estrelas. Em média apresenta uma classificação razoável, 3.65, daí eu estar à espera de uma leitura, no mínimo, satisfatória. Infelizmente foi, para mim, uma leitura difícil porque nada nesta história fazia com que o meu interesse crescesse.

A minha leitura foi um misto de frustrações. Senti-me, muitas vezes, perdida. Perdida numa narrativa confusa, pois em algumas situações não encontrei elo de ligação entre alguns acontecimentos. Ao mesmo tempo que me afundava na confusão, a minha atenção diminuía ao ponto e ter de voltar atrás para reler passagens que já tinha lido. 

Para além do sentimento de confusão, foi o sentimento de nojo. Senti-me algo enjoada com um comportamento próprio do Sacha e o seu interesse num tipo estranho de pornografia. Isto causou-me uma enorme repulsa. Até consigo compreender as origens de tal interesse, mas a forma fria e pouco profunda como o autor foi expondo toda a situação foi motivo de grande insatisfação para mim.

Um aspeto que gostei, em alguns momentos deste livro, foi a escrita. Houve alturas do livro em que a escrita era agradável e bonita. O autor conjugava bem as palavras e isso tornou a leitura menos penosa.

Sei que existe, pelo menos, mais uma obra do autor. Como em alguns momentos da leitura gostei da escrita, pretendo dar mais uma oportunidade ao autor. 
Para quem já leu outros trabalhos do autor, o que é que têm a dizer? 
03
Out18

Português no Masculino | Outubro

Este mês vou atirar-me, novamente, num novo autor português.
Queria uma leitura leve, fluída e rápida e parece-me que a encontrei.

O autor é...
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José Manuel Saraiva

Quanto ao livro, dado aquilo que procurava, trouxe da biblioteca o seguinte:
A Terra Toda
A Terra Toda

Desse lado, alguém conhece o autor e a sua obra? 
O que me podem dizer sobre ele e sobre os seus livros?
07
Set18

Português no Masculino | Setembro

Para este mês de Setembro escolhi um autor que nunca li.
O autor escolhido é... (ouvem-se o rufar dos tambores)

Possidónio Cachapa

Não conheço o autor, nunca li nada dele nem tem nenhuma ideia acerca da sua obra ou da sua escrita. Vou estrear-me com o autor com a leitura do livro A Materna Doçura.

A Materna Doçura

Não sei se alguém desse lado já leu alguma obra deste autor. Se conhecem a obra, o que  me têm a dizer sobre ele? Recomendam?
10
Ago18

Português no Masculino | Agosto

Para este mês de Agosto escolhi um autor português que não é muito lido pela comunidade literária, pois ele escreve livros de cariz mais específico e que poderá não ser do interesse da maioria das pessoas. 

Assim, o escolhido foi: Daniel Sampaio

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Já li alguns livros dele e gosto imenso. Apesar de serem livros com temáticas ligadas aos adolescentes, à psicologia e à psiquiatria são livros com mensagens extremamente atuais e que podem ser muito úteis para os pais. 

O livro que irei ler é: Lavrar o Mar: Um novo olhar sobre o relacionamento entre pais e filhos.

Lavrar o Mar - Um Novo Olhar Sobre o Relacionamento Entre Pais e Filhos
17
Jul18

Opinião | "Longe do meu coração" de Júlio Magalhães

Longe do Meu Coração
Classificação: 2 Estrelas

Nunca tinha lido nada de Júlio Magalhães. Foi mais uma aventura que decidi correr. Não foi uma leitura magnífica, mas satisfez algumas das minhas necessidades enquanto leitora. 

Longe do meu coração tem uma história interessante e que me diz alguma coisa, mas não está contada de forma apaixonante. É uma escrita simples, mas em que o autor se limita a contar a história e não aprofunda nos sentimentos nem reações das personagens. Fiquei triste, porque a ideia de base da história é interessante, as personagens têm imenso potencial, mas parece que tudo ficou bloqueado.

A minha relação com a temática do livro tem a sua costela mais sentimental. Sou filha e neta de emigrantes. O meu pai não precisou de ir a "salto" para lado nenhum, mas passou muitas dificuldades. O meu avô foi a "salto" para França e, tal como o Joaquim, nunca contou a ninguém as condições em que a viagem se realizou. Relativamente às dificuldades que viveu enquanto Português em França contou algumas, mas preferia recordar quando conseguiu vir a Portugal, naquilo que trazia para os filhos e nas idas da minha avó a Paris. Esteve lá 30 anos. Veio com imensos problemas de saúde e com com a dependência do álcool que por locais da cidade luz o deve ter ajudado a encobrir a solidão e a miséria em que vivia. Já faleceu há dez anos, mas as suas histórias enquanto emigrante ainda vão pairando nas conversas. 
Parte da família do meu pai também vive em França. Também eles relatam as dificuldades inicias de se viver num novo país, mas que eram suportáveis comparativamente à fome e à miséria que passavam em Portugal.  

Bem, foram estes sentimentalismos que me aproximaram um pouco da mensagem do livro. É uma realidade da história de Portugal que merecia um pouco mais de atenção. Devem existir imensos Joaquins por este Portugal fora que hoje, graças ao trabalho árduo em França, gozam de uma reforma pacata e desafogada. Outros tantos não devem ter feito as pazes com o seu país Natal e dão asas à sua felicidade na terra que os acolheu.

Apesar da escrita ser muito pobre, consegui perceber muito bem as dificuldades dos Portugueses que na década de 60 arriscaram um vida em busca de melhores condições e foi interessante perceber que o trabalho árduo foi recompensado.
Acabei por ficam feliz com o final desta história. É um livro bom para os dias mais quentes e em que nos apetece ler algo mais "ligeiro" e que não exija muito esforço cognitivo da nossa parte. 
Foi mais um autor masculino que fiquei a conhecer. Ainda darei uma nova oportunidade ao autor para perceber se ele consegue usar outro estilo de escrita que seja mais cativante e me faça apoderar das personagens e dos acontecimentos. 
02
Jul18

Português no Masculino | Julho

Andava muito indecisa relativamente ao autor de Julho. Depois do livro de Maio ter sido responsável por uma das minhas maiores ressacas literárias e de em Julho a escolha não ter sido muito positiva, não sabia muito bem em que livro apostar.
Dadas as circunstâncias, achei que escolher um livro que não me parecesse tão exigente em termos cognitivos. Queria uma leitura leve e descontraída, que me fizesse viajar por outras realidades.

Então pesquisei um pouco nos ebooks que tinha para ler e a minha escolha recaiu sobre um livro do jornalista  e escritor Júlio Magalhães.


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Relativamente aos livros que tinha como opção, acabei por escolher o livro Longe do meu coração.
Longe do Meu Coração

Espero que este mês a leitura seja melhor do que o do anterior. Nunca li nada do autor, mas pelo que vi no Goodreads, esta livro parece corresponder àquilo que eu procurava. 
04
Jun18

Opinião | "Perguntem a Sarah Gross" de João Pinto Coelho

Perguntem a Sarah Gross
Classificação: 5 Estrelas

Ainda não sei muito bem o que escrever sobre este livro. Esperava encontrar uma boa leitura, mas não esperava que me encantasse tanto como me encantou. É um livro onde a beleza nasce da crueldade do mundo e das pessoas. É um livro onde há amor, esperança, luta, sacrifício e amizade. É um livro onde a escrita flui de uma maneira tão encantadora e realista que fiquei presa às personagens e aos maravilhosos cenários criados pelo autor. Há diferentes cenários, dos mais bonitos aos mais dolorosos e obscuros, mas em todos eles há um traço de realismo que foi muito fácil imaginar-me ali. 

Perguntem a Sarah Gross traz-nos a história de duas mulheres: Sarah Gross e Kimberly Parker. Só no fim é que conseguimos perceber o que aproxima e distância estas mulheres e apesar da ênfase da história ser dedicada a Sarah, Kimberly também nos traz assuntos obscuros, dolorosos e que na década de sessenta ainda eram muito difíceis de abordar e obter reconhecimento pelo sofrimento que impõem. 
Sarah oferece os dois lados lunares. Com ela atravessei noites de lua cheia, onde amor e a vivacidade de uma jovem irradia energia positiva para todo lado; como também atravessei noites de lua nova, cheias de dor, incerteza e sofrimento. Mas mesmo  nas noites escuras da vida, Sarah sempre foi uma mulher estóica no seu sofrimento e nunca o seu olhar perdeu o desafio de quem não teme as investidas de ódio por parte dos outros. 

O livro está muito bem retratado e reflete muito bem o enorme trabalho de pesquisa feito pelo autor. Os capítulos do livro dedicados à vida nos Guetos em Cracóvia, assim como as vivências das personagens nos campos de concentração em Auschwitz estão descritos de uma forma crua,  detalhada e muito realista. Causou-me imensa tristeza ler estas passagens. Posso dizer que são quase cinematográficas pois permitiram-me criar imagens muito nítidas na minha cabeça e tornar esta história inesquecível.

O final apanhou-me completamente desprevenida. Não esperava aquele final e a forma como tudo se encaixou. Achei que o autor conduziu e terminou todas as narrativas para cada uma das personagens de uma forma irrepreensível. Sem pontas soltas e onde nada ficou por esclarecer. 

Gostei imenso de ler este livro. Nestas páginas encontrei o que de melhor se faz em Portugal. Encontrei a dedicação de um escritor na criação de uma história memorável. Encontrei amor e paixão em cada palavra que ia lendo. A escrita é tão bonita e envolvente que me deixou com uma inveja saudável. Também eu gostaria de envolver as palavras daquela maneira tão especial e tão cheias de vida e sentimento.

Recomendo vivamente este livro e estou cheia de curiosidade de ler o outro livro publicado pelo autor. Espero que ele continue a dar voz à sua paixão para que eu continue a dar asas à minha memória e à minha imaginação enquanto me perco numa das suas histórias.
29
Abr18

Opinião | "O homem que sonhava ser Hitler" de Tiago Rebelo

O Homem Que Sonhava Ser Hitler
Classificação: 3 Estrelas

Houve uma fase da minha vida em que eu devorava livros de Tiago Rebelo. Facilmente me apaixonava pelas suas histórias e li-as de forma compulsiva. Aliás, costumo até apontar um dos livros dele como um dos meus livros preferidos de sempre. Contudo, não senti a mesma magia com os livros que li mais recentemente (excetuando o livro O último ano em Luanda). 

O homem que sonhava ser Hitler foi mais um dos livros sem magia. Gostei, a temática é relevante e interessante mas a forma como a história nos é contada é, por vezes, aborrecida. O autor passa muito tempo a contar, contar, contar e mostra pouco das personagens, da suas interações e das suas personalidades. Ao longo da leitura senti falta desta dimensão da escrita que tem a magia e o dom de nos transportar para a realidade literária. 

A história centra-se em dois inspetores da Polícia Judiciária (PJ) e num partido de extrema direita que vai semeando o caos e o medo por onde põe as mãos. O caso que liga estes dois intervenientes é a agressão a um miúdo de 7 anos. Esta agressão desencadeia um conjunto de descobertas e ligações com uma tonalidade sinistra e perigosa. 

Relativamente aos termos da investigação e da ação da PJ aquilo que transparece é um excelente trabalho de investigação do escritor. Em todos os momentos cruciais do desempenho dos nossos polícias e do trabalho de desenvolvido por esta força de segurança denotava-se um cuidado em explicar as coisas de forma clara e pormenorizada. 

Como escrevi anteriormente, gostei do livro. Apenas não gostei com mais intensidade, não gostei tanto como estava à espera de gostar. A escrita do livro é fluída e simples de ler. Apenas lhe falta expressividade e um tipo de emoção que já encontrei em outros livros do escritor. No meu caso não foi uma leitura rápida. O livro arrastou-se ao longo de uns dias mais pelo tempo escasso para ler e não pelo desinteresse na história. 

Acho que, para quem nunca leu Tiago Rebelo, é um autor a quem devem dar uma oportunidade. As histórias são interessantes, com mais ou menos complexidade, mas que nos conseguem dar bons e prazerosos momentos de leitura. 
10
Abr18

Português no Masculino | Autor Abril

Estive muito indecisa acerca da escolha do autor para este mês. Tinha duas opções em mente, mas decidi-me por ler um autor que já conhecia e deixar o autor desconhecido para Maio. 

Em Abril o autor será:
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Tiago Rebelo

Já li algumas obras do autor e, das que li, tenho boas recordações. Relativamente ao livro, a minha escolha recaiu sobre O homem que sonhava ser Hitler

O Homem Que Sonhava Ser Hitler

Sei que neste livro, o autor saiu um pouco da sua zona de conforto, por isso estou um pouco curiosa para conhecer a história que dá corpo a este livro.

Conhecem o livro? O que têm a dizer sobre ele?
12
Mar18

Opinião | "Morreste-me" de José Luís Peixoto

Morreste-me
Classificação: 3 Estrelas

Parti para este leitura sem grandes expetativas e sem esperar o que quer que seja do livro. Com uma experiência anterior com o autor não tinha corrido muito bem não queria falhar com este livro também. Por isso, mantive a mente aberta e comecei a leitura de forma livre e despreocupada.

O livro é muito pequeno. Li-o numa viagem de uma hora de autocarro. Num registo muito intimista e sentimental, o autor liberta todas as suas emoções relacionadas com o falecimento do pai.
Apesar de ser um livro de leitura fácil e rápida, o autor apresenta-nos uma escrita muito própria. É uma escrita com alguns "floreados" que nem sempre me entusiasmaram. Para mim, muitas vezes, uma escrita mais simples tem poderes especiais  e consegue transmitir de forma bem mais eficaz aquilo que cada pessoa sente no seu interior.

Foi uma leitura satisfatória, sem grandes entusiasmos ou alvoroços, mas que me permitiu concluir com sucesso a leitura de uma obra deste autor.

Em relação a ler obras futuras do autor, não sei, tenho as minhas dúvidas e reservas. Como não me senti entusiasmada com este livro, como ele não me tocou de uma forma muito profunda, tenho receio de me perder com uma obra mais extensa. Tenho dúvidas em relação ao meu entusiasmo com a abordagem que José Luís Peixoto faz das palavras.

Futuramente, decidirei se me aventuro por outras obras ou não. Quem, como eu, sente relutância em "pegar" neste autor poderá começar com este livro e ver como se adapta a este género de escrita. Como é um livro pequeno é mais fácil suportar a leitura para o caso de não se estar a gostar muito.
01
Mar18

Português no Masculino | Autor de Março

Amanhã damos as boas vindas ao mês de Março. A chegada do novo mês é sinónimo de escolher um novo autor.
Até agora, as leituras para este projeto não têm sido muito gratificantes, mas vou sempre a tempo de ser surpreendida.

Este mês vou arriscar num autor que já tentei ler e tive de abandonar.

E o autor é:
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José Luís Peixoto

Em 2011/2012 tentei ler o livro Cemitério de pianos e devo ter conseguido ler umas 10 páginas e acabei por desistir. Não estava a conseguir sentir-me ligada à história e às personagens. Era tudo demasiado confuso.
Não será esse o livro que irei ler. Escolhi um mais pequeno para ver se a experiência é diferente. A minha escolha recaiu sobre o livro Morreste-me.

Morreste-me

Espero ter uma boa leitura e quebrar com a sequência de más leituras com este meu projeto.