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Por detrás das palavras

Opinião | "Ninguém me conhece como tu" de Anna McPartlin

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Comecei a leitura de "Ninguém me conhece como tu" sem grandes expetativas. Não tinha lido opiniões sobre o livro, mas, irracionalmente, achei que me iria aborrecer com a história. 
Talvez as baixas expetativas tenham permitido uma relação positiva com a história. O que é certo é que o livro mexeu comigo e deixou-me a pensar na vida, nas escolhas feitas, nas relações construídas e terminadas, no valor que se dá a determinada conquista ou acontecimento. 

É um livro fácil e ao mesmo tempo difícil de ler. Fácil porque a narrativa avança de forma bastante dinâmica e possuiu a capacidade de prender o leitor. Difícil porque aborda temas densos: violência doméstica, abuso sexual, morte e luto. E é nesta dimensão mais negra que reside a beleza do livro e a sua capacidade de deixar o leitor imerso em reflexões e em questionamentos pessoais.

Eve e Lily são duas adultas que partilharam uma infância e adolescência felizes. A vida e as suas pedras meteram-se pelo meio e originou uma rutura. Mas as grandes amizades não se esquecem. As pessoas que de alguma forma marcam a nossa vida e o nosso coração de forma positiva tornam-se eternas na nossa memória. Eva e Lily eram eternas na memória uma da outra. As cartas que iniciam cada capítulo permite-nos conhecer o passado e compreender o presente que se vai desenrolando. 

A história é marcada pelo quotidiano. Pelas vidas de Eve, Lily e todas as pessoas que gravitam em volta delas. São páginas que guardam palavras de amor, amizade e sofrimento. São pedaços de vidas que desfazem e refazem com o decorrer dos dias. Abrem-se feridas antigas e recentes para que a resiliência e as emoções positivas exerçam o seu poder curativo. 

E assim fui navegando por esta história. Embalada pelas tragédias e conquistas de Eve e Lily ao mesmo tempo que pensava e analisava as minhas próprias tragédias, conquistas, escolhas. 
O final deixa um sabor agridoce. É um reflexo da continuidade da vida e da imprevisibilidade dos dias, mas deixa um certo aperto no coração pela abertura que a escritora dá a história de Eve.
No final, para além de me deixar a pensar na vida, ficou a sensação de ter feito uma boa descoberta.

Classificação

Opinião | "Desejos do coração" de Jude Deveraux (Edilean #5)

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"Desejos do coração" é o quinto livro da série Edilean e o sexto livro que leio de Jude Deveraux. Na generalidade tenho gostado dos seus livros. Prefiro os livros de época do que os livros com histórias mais contemporâneas. Acho as narrativas das histórias de época mais apelativas e interessantes. De todos os que já li até ao momento, este foi o que menos gostei.

A narrativa começou bem e com uma premissa interessante: desvendar os mistérios de uma história familiar.
Gemma foi a escolhida para descobrir a história da família Frazier e, sem querer, acabou por conquistar outras coisas, nomeadamente um romance com Colin, o filho mais velho da família.

O romance entre Gemma e Colin não me convenceu. Não me interpretrem mal, eles são amorosos, há romantismo, mas a faísca incendiou demasiado depressa. Se comecei o livro identificando-me com Gemma, a sua personalidade e a sua forma de estar na vida, a forma como tudo evoluiu à sua volta foi demasiado rápida. Tão rápida que considero ser incapaz de corresponder aos padrões que definem a Gemma enquanto pessoa. Comecei a torcer o nariz e o entusiasmo foi esmorecendo

É uma história de amor bonita, romântica, previsível e com um conjunto de características que alimentam pensamentos positivos. Apesar de tudo isto, o livro não me conseguiu tocar com a profundidade que outras histórias do género já conseguiram comigo. 
É uma leitura agradável? Sim. Contudo, está longe de ser memorável ou mesmo inesquecível.
Há até uma situação que acaba esquecida pela autora. É um elemento importante na construção da relação entre Gemma e Colin, mas a escritora acaba por deixar passar. Este foi um dos aspetos mais reveladores da falta de profundidade da escritora na forma como optou abordar a história.

O livro cumpriu a sua função de entreter e oferecer uma história agradável e termina com uma mensagem positiva.

Classificação
 

Opinião | "Anna e o beijo francês" de Stephanie Perkins

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Na altura em que recebi este livro (através de uma troca), a Daniela do "Quando se abre um livro" comentou comigo que este livro lhe parecia ter uma história muito fofa e que tinha vontade de o ler. O instinto literário dela não falhou. De facto, "Anna e  beijo francês" é uma história bastante amorosa e com um grupo de adolescentes bastante interessante.

Anna é uma adolescente americana que vai para Paris fazer o último ano do secundário. A ideia foi do pai, um famoso escritor (qualquer semelhança desta personagem com Nicholas Sparks será apenas coincidência literária), e ela não teve oportunidade de manifestar a sua opinião. 
Chegada a Paris, Anna vê-se obrigada a lidar com o choque cultural, uma nova língua e a necessidade de construir novas amizades.

Por todos os desafios que uma mudança acarreta, os primeiros capítulos ofereceram algumas situações caricatas que me divertiram e me fizeram rir. É certo que algumas situações são demasiado estúpidas e podem parecer irrealistas, como o facto de Anna estar num colégio inglês e ter receio de pedir comida porque pensa que os empregado só falam francês e ela ainda não domina a língua. Mas quantas foram as vezes em que as nossas inseguranças nos impediram de fazer coisas aparentemente simples? Tantas a insegurança é tanta que bloqueia as nossas ações e os nossos comportamentos.

A história vai avançando e as relações começam a tornar-se mais densas e profundas. Os problemas surgem, os dramas adolescentes começam a dar tonalidade à narrativa e tudo se desenvolve com um bom ritmo. Não há espaço para momentos aborrecidos.

Paris alimenta muito da dinâmica que a escritora criou para as personagens e para o desenvolvimento dos acontecimentos. Eu passeei por Paris com este livro. Umas vezes conheci a cidade através dos olhos da Anna, outras vezes dos olhos dos amigos. A minha vontade de conhecer a cidade já era substancial, este livro só aumentou ainda mais a minha vontade. Se já queria conhecer a cidade antes desta leitura, quando terminei o livro apanhava de bom grado o avião e ia conhecer os jardins, os momentos e os recantos tão característicos daquela cidade. 

É claro que é um livro com os seus clichés. Além disso assistimos a comportamentos imaturos por parte da Anna e dos seus colegas. Um deles em particular fez com que olhasse para a Anna com olhos um pouco maus. Ela mostra o seu lado cínico, hipócrita, egoísta e pouco correto e não respeitou a regra do "não faças aos outros aquilo que não gostaste que te fizessem a ti". Mas é uma adolescente, a construir a sua personalidade e definir-se enquanto pessoa. 
No fundo, estas páginas guarda, os dramas que só os adolescentes conseguem construir, o grupo das miúdas populares, as zangas entre amigos, as paixões, os sonhos, as conquistas... Tudo aquilo que eu facilmente associo aos adolescentes, Stephanie Perkins conseguiu colocar no papel de uma forma cativante. 

É um livro marcado pelo final feliz da Anna. É um final amoroso que alimenta os nossos sonhos mais românticos. 

Classificação

Opinião | "Espero por ti este inverno" de Luanne Rice

Espero por ti este Inverno
Classificação: 4 Estrelas

Já há algum tempo que não pegava num livro de Luanne Rice. Nunca fui muito conquistada pelos livros desta autora. Sempre senti que faltava à história algo que tivesse a capacidade de mexer com as minhas emoções e que, de alguma forma, se tornasse num livro memorável. 
Espero por ti este inverno é, até ao momento, o livro da escritora que mais me encantou. A história entrelaça aspetos que me cativaram a atenção. Assim, drama, romance, proteção do ambiente e arte unem-se para criar uma história sobre pessoas, mudança e laços familiares. 

Há um conjunto de personagens muito diversificado o que acho ser um ponto extremamente positivo do livro pois possibilita que pessoas de diferentes faixas etárias possam sentir pontos comuns com o livro. Particularmente o grupo de personagens adolescentes tem aqui um papel muito relevante e acho que poderia ser interessante para os leitores desta faixa etária. O primeiro amor, os ideais ambientais, o divórcio, as relações de amizade... são temas que muitas vezes fazem parte do quotidiano de jovens, muitas vezes são geradores de angústias e o livro poderá ser uma boa forma de iniciar um diálogo com adultos e pensar sobre os acontecimentos retratados. 

O romance mais maduro entre de Neve fez um bonito contraste com o romance mais inocente da sua filha Mickey. A autora conseguiu mostrar duas faces de possíveis romances que enriqueceram a história e mostrou que o amor poderá ser bonito qualquer que seja a fase da vida e as circunstância em que ele aparece. Mostra, também, que o amor é um forte elo de ligação entre as pessoas e que ele poderá originar coisas muito positivas na vida das pessoas.

Foi fácil para mim compreender e perceber qualquer uma destas personagens. Até Richard, ex-marido de Neve e sempre metido em confusões, tem um lado especial que me fez compreender as suas atitudes. Ele é um exemplo literário de que o querer mudar está dentro de nós e para o qual precisamos de criar espaço e oportunidade para que as coisas mudem. É um exemplo positivo de superação e de reconhecimento dos erros que cometemos na vida. 

É um bom romance contemporâneo. Não se passa na atualidade, mas as mensagens de preservação e respeito pela natureza, pela nossa História e pelo amor e respeito que devemos manter pelos outros são sempre temas atuais e pertinentes. Um livro que aborda muitos temas que convidam a reflexão e à discussão saudável. 

Opinião | "Devo-te a Felicidade" de Sophie Kinsella


Classificação: 5/5 Estrelas

Estou a descobrir Sophie Kinsella aos poucos. Ainda li poucos livros desta autora, mas os livro que li deixaram-me memórias divertidas e com mensagens positivas. 
Devo-te a Felicidade, o livro publicado recentemente, não defraudou as expetativas criadas a partir de leituras anteriores. 

Todo o livro é narrado pela inteligente e generosa Fixie Farr. Adorei a Fixie e identifiquei-me imenso com ela. Tal como ela, muitas vezes, tenho a necessidade de concertar as coisas à minha volta. Outras também não exprimo a minha opinião porque acho que não será ouvida nem valorizada. Eu tenho algumas coisas da Fixie e, por isso, consegui perceber todo o seu comportamento e atitudes. Só fiquei zangada com ela em relação ao Ryan.

Ryan é o típico parasita! Desde as primeiras vezes que ele aparece que eu percebi que valia zero. Não consegui perceber o fascínio de Fixie por ele. O engraçado é que acho que ao fim de umas páginas ela também não conseguiu perceber o que ele tinha que tanto a encantava. Foram um par ótimo para me arrancar algumas gargalhadas e me dar ganas de saltar para dentro do livro e: 1) espancar o Ryan pelo seu tom parvalhão; e 2) Abanar a Fixie até ela acordar do "coma amoroso".

E no meio de todo o caos que é a vida de Fixie surge Sebastien, o homem que a fará brilhar. Ofereceram luz um ao outro. Aquilo que mais gostei foi assistir ao nascimento da amizade entre eles. O nível de entendimento deles é surreal. A escritora conseguiu captar a essência de uma bonita amizade, daquelas que se alimentam da presença e do amor incondicional que devotamos àqueles que ficam no nosso coração e que queremos que façam parte da nossa vida. 
É na interação entre Fixie e Sebastien que fiquei a conhecer os diferentes lados da generosidade. E perceber, também, que nem todos os seus lados são benéficos e geradores de energias positivas. Por vezes, a generosidade, coloca-nos numa posição de maior fragilidade perante os outros, porque abusam daquilo que as pessoas têm para oferecer. Infelizmente, Fixie é um exemplo disso mesmo. Poucos a valorizavam, mas muitos sugavam a generosidade e a beleza especial que habitava dentro dela (já deu para perceber que adorei esta Fixie). 

O Sebastien é daquelas personagens que eu gostava que existissem na realidade só pelo prazer de travar uma amizade e de me proporcionar conversas inteligentes. É igualmente generoso, mas com uma força diferente da Fixie. É mais assertivo e confiante. E são esses aspetos que transformarão a Fixie numa ninja muito especial. 

Tenho, também, de destacar Nicole, a irmã de Fixie. A sua aura zen, que tanto atrofia Fixie, foi das coisas que mais me fez rir no livro. Nicole tem o seu jeito particular de ver o mundo, não se deixando abalar por nada deste mundo. Mas nem sempre a sua postura descontraída a colocava em posição favorável. 

Leila é uma outra personagem que me ficou na memória e no coração. É uma personagem querida e com mais conteúdo cerebral do que aquele que parece ter ao início. Vale a pena conhecê-la mais a fundo. 

Há muitas outras personagens e todas elas com mensagens muito importantes. Valorização dos valores materiais e do estatuto, a maneira como nos relacionamos e a sua influência nos comportamentos de cada... É um livro que conjuga na perfeição mensagens positivas e valores morais ao mesmo tempo que oferece momentos divertidos.
Emocionei-me, diverti-me e ri imenso. O livro é tão positivo que mexeu logo com o meu humor e com ajudou-me a encarar a semana com mais leveza. Livros destes valem sempre a pena ler. Recomendo.

Nota: O e-book foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

Opinião | "Perfume de Jasmim"de Jude Deveraux (Edilean #4)

Perfume de Jasmim (Edilean, #4)

Classificação: 5/5 Estrelas

Já não pegava num livro da Jude Deveraux há dois anos. Geralmente são leituras que guardo para os meses mais quentes porque me fazem sonhar e me deixam mais descontraída. Este ano, depois de tantas situações stressantes que já tive merecia uma leitura assim. 

Perfume de Jasmim é um dos livros cuja ação decorre no passado. Através do livro fiquei a conhecer Cat, filha de Angus e Edilean (2º livro da série). É uma rapariga aventureira, cheia de garra e que me cativou logo desde o início. É uma personagem que tem tanto de doce como de divertido. Uma verdadeira amazonas com um toque de classe e sensibilidade.
A Cay junta-se Alex, um homem desprovido da sua liberdade. Este casal funcionou muito bem. Há química entre eles, há companheirismo e há amizade. Um casal literário que me encheu o coração e que me inundou de amor. Não sei como é com vocês, mas comigo, quando leio um livro com uma boa história de amor é como se tudo o que é positivo entrasse dentro de mim e me deixasse mais otimista e mais feliz. Para mim, este género de livros são uma excelente forma de quebrar com os pensamentos mais negativos.

Para além da diversão proveniente das interações entre Cay e Alex, o aparecimento dos irmãos de Cay foi também um momento com a capacidade de me arrancar umas boas gargalhadas. São divertidos, inteligentes e muito ternos e protetores com a Cay.
Ainda não escrevi sobre o Alex... Gostei dos muitos mistérios que foram construídos à sua volta. Gostei de o ver fraquejar perante uma Cay que lhe limpou o coração do passado e lhe ofereceu aquilo que amor deve oferecer a toda a gente.

Tal como nos livros anteriores, a autora apresenta uma escrita fluída e recorre muito ao discurso direto. Desta forma, eu nem dei pelo avançar das páginas e em pouco mais de 24 horas terminei o livro. A história viciou-me ao ponto de sentir dificuldades em largar o livro. Aproveitei todo o meu tempo livre para ler.

Na estante sobre apenas um livro desta autora e desta série. Não sei se ele resistirá até ao próximo Verão. 

Opinião | "Uma Noite no Expresso do Oriente" de Veronica Henry

Uma Noite no Expresso do Oriente

Classificação: 4 Estrelas

Assim que terminei este livro a minha vontade era fazer as malas e apanhar o Expresso do Oriente em direção a Veneza. Fiquei encantada com a viagem que as personagens fizeram e para além disso adoro andar de comboio, ou seja, seria uma viagem ideal para mim.

Começando por fazer uma análise mais abrangente do livro, Uma Noite no Expresso do Oriente agrega um conjunto de personagens diversificadas, com diferentes histórias que têm em comum o destino de viagem e o meio de transporte. 
Não é um livro complexo, nem emocionalmente exigente. A escrita é fluída e objetiva, o que se traduziu numa leitura rápida e descontraída.

As histórias de vida que vamos conhecendo ao longo destas páginas remetem-nos para situações de vida comuns a muitas pessoas. E, ao mesmo tempo que vamos conhecendo a suas ações durante a viagem, o seu passado é-nos apresentado de forma a justificar um pouco a presença daquelas pessoas e a importância daquela viagem para elas.
Riley e Sylvie são amigos especiais, que se juntam especificamente para fazer esta viagem de comboio. Apesar de já terem sido muitas as viagens a bordo deste comboio, esta será especial. Gostei de conhecê-los. É uma história de amizade muito bonita e muito altruísta. 
Emmie e Archie trazem um fina camada de humor e amor. É divertido assistir à forma como ambos vão para juntos a esta viagem. Têm um lado divertido e despreocupado, mas quando mergulhamos na sua história de vida, o drama surge e fez-me desejar muito um final feliz para ambos, independentemente da existência ou não de um romance.
Stephanie e Simon são protagonistas daquilo a que eu gosto de apelidar como dramas familiares. Dois adultos, dois adolescentes e necessidades psíquicas e emocionais distintas. Stephanie é a madrasta ("boadrasta") e gostei de ler sobre ela e sobre a forma como ela se integrou na família e sobre o impacto das suas opiniões nos comportamentos de todos. É bom ler sobre famílias reconstituídas onde a madrasta não é diabolizada.
Imogen e Danny são um casal que pretende quebrar preconceitos. Foi o passado deles que mais gostei de conhecer. Admirei o percurso de Danny e a forma como ele tentou evoluir a partir do meio complicado em que cresceu. Senti falta de mais pormenores acerca deles, queria mais momentos de interação e de diálogo. 
A par de todas estas histórias atuais, há uma história passada que envolve Adele, William (avós de Imogen) e Jack. Esta história fez-me devorar páginas só para chegar às páginas onde estava descrita esta história. Senti-me demasiado ligada a estes acontecimentos passados. A autora contou muito bem esta história e muniu-se de elementos narrativos bastante apelativos. 

Esta leitura foi uma surpresa muito agradável. Não esperava gostar tanto quanto gostei. Li algumas opiniões menos favoráveis ao livro, por isso contava com uma leitura satisfatória, mas sem me causar emoções positivas. Felizmente aconteceu o contrário! O livro encantou-me e as histórias aqueceram-me o coração e encheram o meu espírito de positividade. 

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