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Por detrás das palavras

Opinião | "A Fada do Lar" de Sophie Kinsella

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Classificação: 4 Estrelas

Eu tenho aqueles momentos em que preciso de um livro divertido e descontraído. Um livro que me faça rir e esquecer as agruras da vida. Pelo que tenho lido de Sophie Kinsella sinto que ela é uma aposta segura para esses momentos.
Foi na expetativa de me rir um pouco que peguei no livro "A Fada do Lar".  E ri-me... bastante. E também me diverti à grande com a insensatez da Samantha e com o espírito simples e descontraído do Nathaniel.

O livro não é nenhuma obra-prima da literatura. A escrita é simples e o enredo não prima pela complexidade. Tudo neste livro é descomplicado! Contudo, estas páginas guardam aquele tipo de histórias que me apaixonam pela simplicidade que guardam. 
A narrativa está carregada de momentos bem humorados, a maior parte deles protagonizados pela Samantha e pelo casal que a contrata para governanta. 
Porém, o conteúdo também consegue ir um pouco mais longe. Nada que exija processos de pensamento complexo, mas apresenta aquele tipo de situações que me fazem olhar para dentro, para mim própria, para a minha vida e para as minhas aspirações. 

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Eu gostei imenso de conhecer a Samantha. Gostei da inteligência dela. Sofri com o stress dela. Ficava angustiada quando ela teve de tinha de tomar daquelas decisões complicadas e capazes de mudar muitas coisas na vida. Sofria sempre que a Samantha tinha de pegar numa panela para cozinhar. A par do sofrimento vinha a descontração que só aquelas situações mais inusitadas eram capes de provocar. 
Samantha era fogo e vento, Nathaniel era água e brisa, por isso se complementavam de uma forma especial. Ele fez-me sorrir pela doçura e pela simplicidade com que olhava para a vida e para o mundo. Gostei tanto desta personagem masculina. É certo, um pouco idealizada... mas tão doce, tão aquele tipo de pessoas com quem gosto de conviver. Ela era a representação da minha agitação, da minha hiperatividade que me faz andar muitas vezes numa roda vida. 

O livro cumpriu a missão que tinha estabelecido para ele na minha cabeça. Divertiu-me, arrancou-me algumas gargalhadas, fez-me olhar com descontração para a vida e encheu-me de energias positivas.

Opinião | "Devo-te a Felicidade" de Sophie Kinsella


Classificação: 5/5 Estrelas

Estou a descobrir Sophie Kinsella aos poucos. Ainda li poucos livros desta autora, mas os livro que li deixaram-me memórias divertidas e com mensagens positivas. 
Devo-te a Felicidade, o livro publicado recentemente, não defraudou as expetativas criadas a partir de leituras anteriores. 

Todo o livro é narrado pela inteligente e generosa Fixie Farr. Adorei a Fixie e identifiquei-me imenso com ela. Tal como ela, muitas vezes, tenho a necessidade de concertar as coisas à minha volta. Outras também não exprimo a minha opinião porque acho que não será ouvida nem valorizada. Eu tenho algumas coisas da Fixie e, por isso, consegui perceber todo o seu comportamento e atitudes. Só fiquei zangada com ela em relação ao Ryan.

Ryan é o típico parasita! Desde as primeiras vezes que ele aparece que eu percebi que valia zero. Não consegui perceber o fascínio de Fixie por ele. O engraçado é que acho que ao fim de umas páginas ela também não conseguiu perceber o que ele tinha que tanto a encantava. Foram um par ótimo para me arrancar algumas gargalhadas e me dar ganas de saltar para dentro do livro e: 1) espancar o Ryan pelo seu tom parvalhão; e 2) Abanar a Fixie até ela acordar do "coma amoroso".

E no meio de todo o caos que é a vida de Fixie surge Sebastien, o homem que a fará brilhar. Ofereceram luz um ao outro. Aquilo que mais gostei foi assistir ao nascimento da amizade entre eles. O nível de entendimento deles é surreal. A escritora conseguiu captar a essência de uma bonita amizade, daquelas que se alimentam da presença e do amor incondicional que devotamos àqueles que ficam no nosso coração e que queremos que façam parte da nossa vida. 
É na interação entre Fixie e Sebastien que fiquei a conhecer os diferentes lados da generosidade. E perceber, também, que nem todos os seus lados são benéficos e geradores de energias positivas. Por vezes, a generosidade, coloca-nos numa posição de maior fragilidade perante os outros, porque abusam daquilo que as pessoas têm para oferecer. Infelizmente, Fixie é um exemplo disso mesmo. Poucos a valorizavam, mas muitos sugavam a generosidade e a beleza especial que habitava dentro dela (já deu para perceber que adorei esta Fixie). 

O Sebastien é daquelas personagens que eu gostava que existissem na realidade só pelo prazer de travar uma amizade e de me proporcionar conversas inteligentes. É igualmente generoso, mas com uma força diferente da Fixie. É mais assertivo e confiante. E são esses aspetos que transformarão a Fixie numa ninja muito especial. 

Tenho, também, de destacar Nicole, a irmã de Fixie. A sua aura zen, que tanto atrofia Fixie, foi das coisas que mais me fez rir no livro. Nicole tem o seu jeito particular de ver o mundo, não se deixando abalar por nada deste mundo. Mas nem sempre a sua postura descontraída a colocava em posição favorável. 

Leila é uma outra personagem que me ficou na memória e no coração. É uma personagem querida e com mais conteúdo cerebral do que aquele que parece ter ao início. Vale a pena conhecê-la mais a fundo. 

Há muitas outras personagens e todas elas com mensagens muito importantes. Valorização dos valores materiais e do estatuto, a maneira como nos relacionamos e a sua influência nos comportamentos de cada... É um livro que conjuga na perfeição mensagens positivas e valores morais ao mesmo tempo que oferece momentos divertidos.
Emocionei-me, diverti-me e ri imenso. O livro é tão positivo que mexeu logo com o meu humor e com ajudou-me a encarar a semana com mais leveza. Livros destes valem sempre a pena ler. Recomendo.

Nota: O e-book foi-me cedido pela editora em troca de uma opinião honesta.

[Opinião] Uma rapariga dos anos 20


Uma Rapariga dos Anos 20

Autor: Sophie Kinsella
Ano: 2011
Editora: Livros d'hoje
Número de páginas: 472 páginas
Classificação:  3 Estrelas

Sinopse
Lara sempre teve uma imaginação muito fértil, mas agora, questiona-se se não estará a ficar louca. As raparigas normais de vinte anos simplesmente não vêem fantasmas! Inexplicavelmente, o espírito da sua tia-avó Sadie - sob a forma de uma rapariga ousada, exigente e dançarina de Charleston - apareceu-lhe para fazer um último pedido: Lara deve encontrar um colar que se encontra desaparecido para que Sadie possa descansar em paz. 
Lara já tem problemas que cheguem na sua vida. A sua nova empresa está em declínio, o seu melhor amigo e parceiro de negócios fugiu para Goa e acaba de ser abandonada pelo amor da sua vida. 
Mas à medida que Lara passa tempo com Sadie, a vida torna-se mais fascinante e a caça ao tesouro transforma-se em algo intrigante e romântico. Poderia o fantasma de Sadie ser a resposta para os problemas de Lara? Poderiam duas raparigas de épocas diferentes aprender algo especial uma com a outra?

Opinião
Este é o primeiro livro que leio de Sophie Kinsella e posso dizer que foi uma leitura suficientemente agradável para me deixar com vontade de ler outros livros da autora.

Este livro traz-nos a história de Lara e, paralelamente a de Sadie. Gostei da Lara e da forma como ela desperta para a realidade da sua vida e para as coisas que ela julgava serem as ideais para ela. Sadie chega e desconstrói tudo aquilo que Lara julgava ser bom na sua vida. Ao longo desta desconstrução assistimos a um conjunto de peripécias divertidas e marcadas por alguma emoção.
Adorei ver a mudança da Lara e, principalmente, gostei de ver a forma como o seu pensamento se abre para uma realidade nova.

Porém senti falta de alguns aspectos. Em primeiro lugar gostaria de ver a história de Sadie e Stephen mais desenvolvida e com mais pormenores. Sadie é uma mulher apaixonante e viva o que me deixa com a certeza de que iria dar um novo colorido ao livro. Em segundo lugar, e que deriva um pouco do ponto anterior, gostava de ver mais referências aos loucos anos 20. Já não tenho História desde o meu 9º ano do ensino básico, mas se há algo que me ficou na memória da matéria leccionada durante esse ano foi a magia e a excentricidade que marcaram os anos 20. É um período muito rico em conquistas femininas na sociedade. Pelo que me transpareceu do livro, Sadie levou essas conquistas muito a sério, daí sentir necessidade de ver mais referências.

Confesso que o início do livro foi um pouco aborrecido, estranho e confuso. E só a partir do meio é que me consegui sentir mais ligada à história e às personagens.

Espero que, em leituras futuras das obras desta autora me sinta mais ligada à história desde o início.

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